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sábado, 26 de dezembro de 2009

maçonaria segredos

http://andreia-andreiavieira.blogspot.com/

A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o Dicionário da Maçonaria, de Joaquim Gervásio de Figueiredo, no verbete Franco-maçonaria, "foi fundada em 24 de junho de 1717, em Londres". O termo maçom, segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, Egito; ao culto a Mitra, vindo até a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz. Em 1723, O Rev. Anglicano James Anderson publicou as Constituições da Maçonaria, sendo até hoje documentos universalmente aceitos como base de todas as lojas maçônicas.
Influência da maçonaria: 
Marechal Deodoro da Fonseca ocupava o cargo de Grão-Mestre no Brasil quando proclamou a República. Os maçons se fizeram presentes em eventos conhecidos e ganharam adeptos importantes. Desempenharam um papel importante na Revolução francesa (Queda da Bastilha). Operam nos Estados Unidos 15.300 lojas (loja é o nome dado ao local reservado aos rituais maçônicos) e mais de 33.700 em todo o mundo. A influência deles nos EUA sempre foi muito grande. Catorze presidentes americanos foram maçons, destacando-se George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry Truman e Gerald Ford, entre outros.
Mesmo com a oposição da Igreja, os maçons têm adeptos de todas as religiões, pois aceitam pessoas de diversos credos. No Brasil marcaram presença na Inconfidência Mineira. Foi na casa de Silva Alvarenga que se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Neste mesmo lugar foi iniciado na maçonaria o conhecido Tiradentes. A bandeira da Inconfidência tinha o dístico libertas quae sera tamem e o triângulo maçônico. Gonçalves Ledo e José Bonifácio com outros maçons tramaram a Independência do Brasil. Um mês depois de proclamar a independência, D. Pedro I foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil e o Marechal Deodoro ocupava este cargo ao proclamar a República em 1889.
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Hoje são cerca de 6 milhões de maçons em todo o mundo, em mais de 164 países, sendo cerca de 150 mil no Brasil.

A maçonaria é uma religião? 
A princípio negam que a maçonaria seja uma religião. Mas na Enciclopédia Revisada da Franco-Maçonaria, de Albert G. Mackey diz: "A Maçonaria pode ser corretamente chamada de instituição religiosa...  A tendência de toda verdadeira Maçonaria é com a religião... Veja os antigos Landmarks (doutrinas), suas sublimes cerimônias, seus profundos símbolos ou alegorias, tudo focalizando verdadeiros ensinos religiosos e quem pode negar que a Maçonaria é uma instituição eminentemente religiosa?"
Quando são feitas as reuniões maçônicas, a loja, que é onde se reúnem, passa a ser chamada oficina. Isso para manter o simbolismo do ideal maçom, que é a construção de uma sociedade onde haja fraternidade, igualdade e liberdade. Como maçons (pedreiros, lavradores de pedras) acreditam que serão os arquitetos e construtores desse grande projeto. Nas oficinas as reuniões são marcadas por: orações na abertura e no encerramento; as lojas ou templos são consagrados; segundo o Dicionário citado acima, "na Maçonaria, o tratamento entre os seus adeptos é o de irmão".


Rituais de consagração:
O esquadro e o compasso são símbolos visíveis em todas as lojas do mundo. Segundo o Pastor Antonio Jean declara em um manuscrito ainda não publicado (pp.19), o Ritual de Iniciação é feito em grande parte com os olhos vendados.
Sua iniciação começou com a entrada em um quarto úmido, uma espécie de porão. O ritual foi conduzido pelo Irmão Mestre de cerimônias, auxiliado pelo Irmão Experto (esses são funções dentro da maçonaria). Ao tirar as vendas de seus olhos pôde ler na Câmara de Reflexão: "Se a curiosidade te traz aqui, volta; se temeres ser descoberto sobre teus desejos, sentir-te-ás mal entre nós; se fores capaz de dissimular, tremei!, porque penetrar-te-emos e leremos o fundo de teu coração. Se tens apego às distinções humanas, sai, porque não se conhece isso aqui. Se tua alma sentir medo, não vá mais longe; se perseverares serás purificado pelos elementos, sairás do abismo das trevas e verás luz". Ao contrário, a Bíblia afirma que Jesus já nos tirou das trevas (Cl 1.13).
Nesta Câmara de Reflexão pode-se encontrar esqueletos, cabeça de bodes, entre outras peças que visam amedrontar o iniciado, segundo o relato.
Esta parte da cerimônia é a primeira prova. A segunda é a do ar, onde há uma sonoplastia de tempestade. A terceira da água, em que lavam as mãos do iniciado e a quarta e última, a do fogo, onde colocam uma vela acesa embaixo da mão.
Numa das etapas da iniciação mostram um corpo dentro de um caixão e vários maçons encapuzados com espadas apontadas para o corpo. O iniciado ouve que o corpo é de um maçom que havia traído a maçonaria e que o mesmo aconteceria caso o iniciado fizesse o mesmo.
Na conclusão da iniciação para "Aprendiz Maçom" o iniciado ouve: "Agora também devo prevenir-vos de que não zombamos das crenças religiosas. Julgamos sim que a nossa maior homenagem ao Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, como instituição eclética que somos, é admitir na nossa ordem, para conviver fraternalmente, todos os homens livres e de bons costumes, qualquer que seja a sua religião".
No Ritual de Exaltação ao grau de Mestre, o terceiro e último grau na maçonaria simbólica, o Companheiro Maçom (segundo grau na maçonaria simbólica) entra num caixão com os pés voltados para o oriente onde fica o trono do chefe da loja, os calcanhares em forma de esquadro e a mão direita sobre o coração. A mão esquerda fica estendida ao longo do corpo, que deve ser coberto com um pano preto, dos pés à cintura, junto com o avental usado no grau anterior. O juramento

para o grau de Mestre é o seguinte: Eu (fala-se o nome), juro de minha livre vontade e em presença do grande Arquiteto do Universo e desta Augusta e respeitável loja consagrada a São João, nunca revelar os segredos do grau de Mestre. Se eu for perjuro, seja meu corpo dividido ao meio, sendo uma parte lançada ao meio-dia e a outra ao setentrião, e as minhas entranhas arrancadas e reduzidas ao vento. Amém.

Ritos Maçônicos:
1 - Rito Adonhiramita; 2 - Rito de Iorque; 3 - Rito Brasileiro; 4 - Rito Escocês (mais aceito atualmente); 5 - Rito Francês e 6 - Rito de Schroeder, de origem alemã.
 

Graus do Rito Escocês:
Loja Azul ou Graus simbólicos: 1- Aprendiz, 2- Companheiro, 3- Mestre.
Graus Capitulares: 4- Mestre Secreto, 5- Mestre Perfeito, 6- Secretário Íntimo, 7- Chefe e Juiz, 8- Superintendente do Edifício, 9- Mestre Eleito dos Nove, 10- Ilustre Eleito dos Quinze, 11- Sublime Mestre Eleito, 12- Grande Mestre Arquiteto, 13- Mestre do Arco Real de Salomão, 14- Grande Eleito Maçom, 15- Cavaleiro do Grande Oriente ou da Espada, 14- Príncipe de Jerusalém, 15- Cavaleiro do Leste e Oeste, 16- Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz.

Graus Filosóficos: 19- Grande Pontífice, 20- Grande Ad-Vitam, 21- Patriarca Noachita ou Prussiano, 22- Cavaleiro do Machado Real (Príncipe do Líbano), 23- Chefe do Tabernáculo, 24- Príncipe do Tabernáculo, 25- Cavaleiro da Serpente de Bronze, 26- Príncipe da Misericórdia, 27- Comandante do Templo, 28-Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto, 29 - Cavaleiro de Santo André, 30- Cavaleiro Cadosh.
Graus Superiores: 31- Inspetor Inquisidor, 32- Mestre do Segredo Real e 33- Grande Soberano Inspetor Real.
 

A Bíblia na Maçonaria
A maçonaria se vangloria de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus.
Ensina que a Bíblia é a grande luz da maçonaria, recomendando aos maçons que a estudem regularmente. A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do Esquadro e a luz do Compasso. A maçonaria realmente crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino.
Disse Coil: A opinião maçônica prevalecente é que a Bíblia constitui apenas um símbolo da vontade, lei ou revelação divina, e não que seu conteúdo é lei divina, inspirada ou revelada.
Vemos no “Dicionário da Maçonaria”, p. 122, que a decoração da loja maçônica é constituída de Volume da Ciência Sagrada, o Esquadro e o Compasso. Entretanto, não só a Bíblia é reconhecidamente o Volume da Ciência Sagrada, mas os livros de outras religiões também são aceitos como tais. Entre eles estão o Alcorão, o Tripitaka, os Vedas, o Livro de Mórmon etc.
Torna isso evidente que a Bíblia não é usada na maçonaria como regra de fé a prática. A Bíblia, assim como a bandeira, é um símbolo. A bandeira é apenas um pedaço de pano, porém representa coisas importantes para um povo, como a sua liberdade. Para os maçons, a Bíblia é apenas um livro sem valor no seu texto, porém que representa a Palavra de Deus, e isso mesmo só nos lugares onde predomina o Cristianismo. Se considerarmos, por exemplo, a loja de Utah, EUA, a Palavra de Deus está representada pelo Livro de Mórmon; se considerarmos a Índia, o símbolo são os Vedas; nos países da Arábia o Alcorão, e assim por diante.
Disto se pode ver que o propósito da maçonaria é usar o temor e o reconhecimento de várias escrituras para obter o juramento de fidelidade à maçonaria sob a autoridade do livro que o maçom considera sagrado e com o qual se compromete a obedecer ao que mandar a maçonaria.
Em suma, para a maçonaria, a Bíblia é apenas um símbolo, uma peça decorativa e que não deve ser seguida, pois não é a literal vontade de Deus, por isso não deve ser obedecida.
Considera ainda que alguns dos relatos bíblicos não passam de lenda: Sua lenda (Jonas) muito se assemelha a Musarus Oannes, de tradição caldéia, que surgiu do Mar Eritreu e aportou entre os primitivos babilônios durante o reinado do antediluviano Ammenon.
Resposta Apologética:
Como o Cristianismo Recebe a Bíblia?
O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra (Mt 28.18), disse que a Bíblia é a Palavra de Deus (Mc 7.13) e não, simplesmente, um símbolo ou uma alegoria. A Bíblia é para ser obedecida como a Palavra de Deus (Is 8.20), pois são livros inspirados por Deus (2 Tm 3.16-17). Isto é enfatizado repetidamente nas Santas Escrituras, enquanto a maçonaria nega a Bíblia como a literal Palavra de Deus.
Jesus disse mais sobre a Bíblia: E a Escritura não pode ser anulada (Jo 10.35). Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). Nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4). Porque lhes dei as palavras que tu me deste; a eles e receberam, e têm verdadeiramente conhecido que sai de ti; e creram que me enviaste (Jo 17.8). O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar (Mt 24.35). Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem o que julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no ultimo dia (Jo 12.48).
O Deus da Maçonaria
A maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de diversas crenças, logo tem em seu meio diversos deuses. A maçonaria não desconsidera a crença em um Deus apenas, ao contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo. E assim que declara o “Dicionário da Maçonaria”, já citado, no verbete Profano, onde se indicam os principais requisitos para alguém se tornar maçom, e na página 365, artigo 8, declara: Crer num Ser Supremo. Logo, um ateu não pode ser maçom.

G.A.D.U (Grande Arquiteto do Universo) 
Embora a maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome: G.A.D.U. – Nome pelo qual na maçonaria se designa Alá, Logos, Osíris, Brahma etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.
O deus da maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicos, judeus etc. Logo, ele não pode ser o mesmo deus.
Resposta Apologética:
O Deus da Bíblia adorado pelos cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do único Deus verdadeiro. Seus nomes são vários: Adonay – Senhor (Is 6.1), Elohim – Deus (Gn 1.1), Yahweh – Jeová, Iavé ou Senhor (Êx 3.14), EI Olam – Deus Eterno (Gn 21.33), El Elyon -Deus Altíssimo (Gn 14.19-20), EI Shaday – Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1).
O deus do bramanismo é Brahma, que é impessoal, monístico (nem unitário, nem trinitário) ou politeísta. O budismo é politeísta (crendo em Buda como deus e há centenas de outros deuses bons e maus) ou simplesmente ateísta, afirmando que não há Deus. O deus do mormonismo é um homem exaltado, entronizado nos mais altos céus e que partiu da condição de homem (Adão) até atingir à divindade (“Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, p. 336, 1975).
Então, o que a maçonaria na verdade quer dizer é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do G.A.D.U.
O que a maçonaria faz é uma confusão imensa de seus conceitos. Primeiro diz que não interfere nos princípios religiosos de cada seguidor; depois ensina o único nome pelo qual se deve chamar a Deus; e em seguida exige uma crença em um ser superior, ensinando que se alguém clama por deuses de diferentes nomes é somente porque não os conhece melhor devido à ignorância espiritual.
A maçonaria se propõe, então, a remover essas trevas revelando que, embora imperfeitos, todos os homens são dignos de adorar o único e verdadeiro Deus. É difícil entender, de uma vez por todas, quem é essa divindade de que trata a maçonaria, porém já está claro que não é o Deus da Bíblia. O leitor dos ensinamentos de Albert Pike sobre Deus, nos mais altos graus da maçonaria, reconhece isso claramente.
A maçonaria se refere à sua divindade usando nomes para deuses considerados abomináveis à Bíblia. A maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos, mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.
No grau do Real Arco do Rito de York, o maçom reconhece que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, que até os três primeiros graus se chamou G.A.D.U. Nesse mesmo Arco Rito de York, a maçonaria une Yahweh a divindades pagãs como Baal, On e Osíris.
Cada sílaba da palavra jabulon representa um deus. Segundo Coil é uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito). Ja – representa Javé; Bul ou Baal – representa o antigo deus cananita, deus nacional dos fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (2 Rs 1.2-4); e On representa Osíris, o misterioso deus egípcio. Ora, se a maçonaria começou com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão, então ela se desviou há muito tempo, pois a Bíblia diz que o tal Templo foi construído para que nele o nome de um Deus específico e único permanecesse, o que exclui os demais deuses (1 Rs 9.3; 2 Cr 7.16).
GADU X DEUS DA BÍBLIA
A Bíblia diz que Deus não aceita outros deuses com Ele (Is 44.6, 8; 45.5). A Bíblia diz que Deus é maior do que os falsos profetas adorados pelos homens (2 Cr 2.5). A crença maçônica é henoteísta (crença em que o adorador adora a um só Deus, mas admite a existência de outros). Porque grande é o Senhor, e mui digno de louvor, e mais temível é do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; porém o Senhor fez os céus (1 Cr 16.25-26). O Senhor teu Deus temerás, e a ele servirás; a pelo seu nome jurarás. Não seguireis outros deuses, os deuses dos povos que houver ao redor de vós. Porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do Senhor teu Deus se não ascenda contra ti, e te destrua de sobre a face da terra (Dt 6.13-15).
O Rei Salomão e Deus
Para justificar essa união híbrida entre o Verdadeiro Deus e outros falsos deuses, a maçonaria menciona Salomão: O rei Salomão se caracterizou por certo espírito eclético. Conforme várias passagens bíblicas, os hebreus também tributavam honras semelhantes a outros deuses, a ponto de os profetas os censurarem e o próprio rei Salomão não era monoteísta ortodoxo (1 Rs 11.5,7), talvez por respeito aos países vizinhos, muitos deles seus aliados, bem como várias tribos que estavam a seu governo.
A maçonaria excluiu, intencionalmente, o versículo 6 de 1 Rs 11, pois lá se confirma que: Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Embora no seu reinado não houvesse divisão, tal aconteceu no reinado de seu filho Roboão, justamente por causa da apostasia de Salomão.
Jesus Cristo visto pela Maçonaria
A maçonaria ensina que Jesus foi meramente um homem fundador de uma religião, como outros. No verbete “Religião do Dicionário da Maçonaria”, se diz: Seus imortais fundadores foram todos mensageiros da herdade única e diz ainda... Todos eles foram unânimes em proclamara paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem de hyasa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krishna, Moisés, Pitágoras, Cristo, Maomé e outros.
A maçonaria afasta o homem de Jesus Cristo por várias maneiras:
Elimina o nome de Jesus de suas orações, citações de suas escrituras.
Eis uma fonte de oração recomendada pela maçonaria: Eis-nos, Ó ! G. A. D. U, em quem reconhecemos o Infinito Poder e a Infinita Misericórdia, humildes e reverentes a teus pés... Dá-nos que, por nossas obras, nos aproximemos de Ti, que és Uno e subsistes por Ti mesmo... Presta a esse candidato, agora e sempre, tua proteção e ampara o com teu braço onipotente em todos os perigos por que vai passar.
Retira o nome de Cristo de diversos trechos da Bíblia em rituais maçônicos, nas citações etc. 1 Pe 2.5 no Ritual maçônico diz: ...para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus... 1 Pe 2.5 na Bíblia diz: para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Nessas passagens, os maçons não citam o nome de Jesus como também não o citam, por exemplo, em 2 Tessalonicenses 3.6; 3.12.
Afirma que a mensagem cristã sobre a redenção exclusiva na pessoa de Cristo é meramente um retorno às antigas histórias pagãs.
Resposta Apologética:
Como se lê dessa oração, o maçom se aproxima de Deus firmado em suas boas obras e não no reconhecimento da mediação de Cristo (Jo 14.13-14; 1 Tm 2.5).
Todo cristão deve saber que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, não pode ser alterada (Dt 4.2; Ap 22.18-19). O maçom não só retira o nome de Jesus da Bíblia como também proíbe que se faça orações no nome dele. Considere a seguinte declaração apenas como ilustração da proibição de orar em nome de Jesus: O vigilante chamou-me em particular e repreendeu-me claramente. Ele disse que eu tinha usado o nome de Jesus no encerramento de minha oração. Por isso ele disse que eu poderia ser repreendido... Fui chamado à Secretaria do Rito Escocês para ouvir sobre a maneira imprópria de orar. Ele foi delicado, mas me proibiu encerrar qualquer oração ‘em nome de Jesus’. Ele me disse:Faça uma oração universal.
O motivo pelo qual a maçonaria proíbe o nome de Jesus nas suas orações é que:
a) – Alguns maçons não são cristãos e isso os escandalizaria. Será que a maçonaria se envergonha do nome de Jesus?
b) – Requer dos cristãos que desobedeçam a Jesus, proibindo toda a discussão sobre Ele nas atividades da Loja. Oferece os títulos e ofícios de Cristo a descrentes. Os títulos e ofícios de Cristo são apropriados pelos maçons durante seu ritual e usados nas citações secretas: Eu Sou o que Sou, Emanuel, Jeová, Adonai.
A Bíblia ensina que Jesus é o Salvador. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou seu Filho amado para propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 4.10). E vimos e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo (1 Jo 4.14).
A Bíblia deixa claro que todo cristão deve orar em nome de Jesus: E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho (Jo 14.13). Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei (Jo 14.14).
É bom lembrar que Jesus disse que quem se envergonhasse de Seu nome, Ele se envergonharia dele diante do Pai (Mt 10.32-33;1 Jo 2.23; 4.3,14-15; 5.10-12).
O cristão é ordenado por Jesus a testificar dele para todos os homens, (Mt 28.18-20). Paulo disse que tudo fazia por todos, para, por todos os meios, salvar alguns (1 Co 9.16-19; 2 Tm 4.1-4; Rm 10.11-15).
Outros ensinamentos sobre Jesus na Bíblia. Filho Unigênito de Deus (Jo 1.1-14; 3.16); Eterno (Is 9.6; Mq 5.2; Hb 13.8); Sábio (Lc 2.40,47-52; 1 Co 1.24; Cl 2.3); A Luz do Mundo (Jo 1.8; 8.12); possui o nome que está acima de qualquer outro nome (Ef 1.20-21; Fp 2.9-11; Jo 3.31); Deus Verdadeiro (Jo 1.1; Cl 2.9; Tt 2.13;1 Jo 5.20); Criador (Jo 1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2,8-10); Juiz (Jo 5.22-23, Mt 25.31-34, 41,46).
Os escritores do Novo Testamento declararam ser Ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz pagou o pecado do homem (Jo 1.29; 3.16; 6.29; 14.6; Mt 16.21-23; 20.28; Jo 3.16; 1 Tm 2.5-6). Todos os textos citados provam sobejamente que a posição maçônica quanto a Jesus está errada e não pode ser aceita pelos cristãos. Jesus preveniu: E porque me chamais, Senhor, e não fazeis o que eu digo? (Lc 6.46). Os rituais maçônicos exigem que primeiro o cristão jure fidelidade à Loja e não a Jesus. Os juramentos maçons forçam o cristão a desobedecer a Jesus Cristo.
Um cristão não pode ingressar na maçonaria sabendo que ela o leva a blasfemar contra Deus. Jesus ensinou que ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24). O cristão não tem a opção de ser maçom e cristão ao mesmo tempo e precisa decidir por Cristo ou um politeísmo que envolve Baal e Osíris. É impossível ser os dois.
O Ocultismo e a Maçonaria
A maçonaria possui também seu lado oculto. OCULTISMO: ...é o estudo dos mundos superiores ao físico: o astral, o mental e outros, é o conjunto de métodos ou disciplina da educação individual. A maçonaria também tem seu lado oculto que uns sistemas e ritos realçam mais do que outros, porém todos têm o mesmo objetivo de aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual do homem, do que decorre direitos e deveres inalienáveis.
A revista ANO ZERO, no 18, de outubro de 1992, p. 42 declara: O esoterismo na maçonaria é dos elementos que mais fascinam os iniciados e também pessoas que não fazem parte da Ordem.
Resposta Apologética:
Em Dt 18.9-12, Deus previne os homens contra as atividades ocultistas, declarando que são abomináveis à sua vista tais práticas. Muitos maçons que participam dos rituais não entendem o sentido ocultista dos mesmos. O fato de que muitos maçons não entendem o sentido oculto dos símbolos é lamentado por Albert G. Mackey, ao dizer: Muitos dos escritores de grande nomeada entre os maçons desconhecem o conhecimento esotérico da maçonaria.
A maçonaria é, potencialmente, uma religião ocultista e abre a porta para o mundo do ocultismo. Incentiva aceitar-se o ocultismo, basicamente de cinco maneiras:
1a. Aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna parapsicologia quanto aos poderes latentes dos homens (poderes psíquicos – PSI);
2a. Apresenta artes mágicas semelhantes a outras entidades;
3a. Incentiva o maçom a procurar verdades esotéricas;
4a. Está integrada ao misticismo a incentiva o desenvolvimento, do estado alterado da consciência;
5a. Muitos maçons estão trabalhando para o que se denomina de Maçonaria Oculta.
O pastor Haroldo Reimer falou num culto que a maçonaria teve sua origem na Babilônia. Numa carta dirigida ao referido reverendo, (Rio de janeiro,12 de outubro de 1976), um grupo identificado como Pastores e Presbíteros Maçons, Grau 33, tentou rebater essa declaração, concluindo: O Evangelho é do céu. Não se pode compará-lo a cousa alguma da terra. Mas, das coisas terrenas, a mais bela e sublime é a maçonaria.
Existem registros de que maçons defenderam muitos pastores no princípio, quando chegaram os primeiros missionários evangélicos ao Brasil. Esses maçons protegeram alguns missionários até de serem assassinados. Os protegidos não eram maçons, mas pastores protestantes, que morreram sem sequer saber o que é a maçonaria.
Analisando pelo aspecto meramente humano, eles não são um problema para a sociedade, como o são os grupos religiosos não ortodoxos, ao contrário, são benfeitores dela. São simpáticos, sérios e estão preocupados com a ética. Orgulham-se de serem maçons. Qualquer cidadão de boa reputação se sentiria honrado ao ser convidado pela maçonaria para fazer parte dela.
O problema é que há práticas na maçonaria que contrariam os princípios cristãos. Apesar do lado positivo da maçonaria, todavia, com relação à fé cristã, somos obrigados a mostrar o lado negativo. Causa-nos, portanto, espanto que uma organização com tantos símbolos ocultistas e satanistas, como o pentagrama, Baphomet, pirâmides e práticas esotéricas, cabalísticas, além das doutrinas nada ortodoxas sobre a Bíblia, Deus, Jesus Cristo e o homem, seja ainda reconhecida por evangélicos como o que há de mais belo e sublime na terra.
reply
andreia caetano piumhi/mg 

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

maçonaria

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A Maçonaria teve origem em associações profission ais de pedreiros livres, na Idade Média, em Inglaterra, denominados "free-masons". Eram os arquitectos constructores de igrejas e suntuosos palácios e prédios... defensores da sua própria classe.

Cerca dos séculos XVI e XVII, os antiquários e nobres foram aceites na "associação". Enveredaram pelo ocultismo cujo visionamento seria o de atingir a "corporação mundial da luz", o "EU"

e a edificação do "templo da humanidade".

Destacada pelas actividades caritativas e sociais como também pela participação activa nos movimentos libertários dos últimos séculos, relevando-se a independência dos EUA.

"Liberdade, Igualdade e Fraternidade" foi o lema resultado da Revolução Francesa. No Brasil a "Inconfidência Mineira" adoptou o triângulo maçônico.

Voltaire, Mozart, Goethe, Mark Twain e George Washington foram vultos notáveis da maçonaria.

A época da Revolução Francesa foi onde os maçons se tornaram mais fortes. O massacre de milhares de pessoas e a anulação do conceito de religião, em que a França aboliu a "existência de Deus" ilustra bem o poder desta "elite"... uma prostituta era vista como a deusa da "Razão"... palavras para quê?!... caos e trevas morais.

O símbolo maçônico representa o ocultismo, as coisas profundas de satanás... a numerologia está ligada à geometria (o triângulo e o pentágono). O triângulo simboliza a luz, o vértice para cima

símbolo maçônico representa o ocultismo, as coisas profundas de satanás... a numerologia está ligada à geometria (o triângulo e o pentágono). O triângulo simboliza a luz, o vértice para cima representa o fogo e a virilidade (homem), o vértice para baixo, simboliza a água (a mulher)... O triângulo equilátero simboliza a divindade maçônica: a "força", a "beleza" e a "sabedoria", bem como os 3 reinos: mineral, vegetal e animal.

O "Templo de Deus" é o corpo humano onde se encontra a Trindade Divina: o poder (Pai), o saber (Filho) e a vida (Espírito Santo).

Contrariamente o Mundo Inferior é comparado aos orgãos sexuais, sendo que a ignorância e o desconhecimento acontecem, dando origem a vícios e defeitos inimigos do Homem e que o ameaçam no que respeita a conquistas e esforços espirituais.

  • Ingnorância = faz acreditar que o homem sabe tudo
  • medo = elimina a fé
  • ambição = exige a realidade egoísta do ser humano

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

maçonaria

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MENSAGEM ÀS NOVAS GERAÇÕES DE MAÇONS

José Castellani

A Maçonaria brasileira, há escassas 3 ou 4 décadas, era bem diferente da de hoje, em todos os sentidos. Havia, na época, um desinteresse total pelas práticas maçônicas, pela História da Maçonaria brasileira e até pelas atividades de assistência social do Grande Oriente do Brasil. A desintelectualização da Maçonaria, iniciada nos anos do Estado Novo, ia de vento em popa, com a iniciação de homens absolutamente despreparados para entender a ciência maçônica. A mídia maçônica era praticamente inexistente ; os livros contavam-se nos dedos de uma das mãos e, com raras exceções, não primavam pela qualidade, principalmente no tocante à História da Maçonaria no Brasil.

Houve, nesse ponto, uma extraordinária evolução. Hoje há um interesse maior pela cultura maçônica ; a publicação de livros cresce em progressão geométrica, embora haja muito entulho literário, do qual se salvam algumas boas obras ; o número de jornais e revistas tem aumentado, embora muitos não possam, também, passar por um crivo de qualidade. De qualquer maneira, porém, já há uma consciência maçônica palpável --- semelhante ao conceito de cidadania --- acompanhada do desejo de conhecer uma instituição que, em nosso meio, confunde-se com a História do Brasil independente.

Essa consciência, inclusive dos dirigentes, permitiu que o Grande Oriente do Brasil se agigantasse culturalmente e voltasse a ocupar o lugar de destaque de que desfrutava no século passado. Permitiu que um Grão-Mestre solicitasse a um historiador o registro de uma História documental do Grande Oriente do Brasil, abrindo-lhe todos os arquivos históricos da Obediência. Esta obra, escrita por solicitação do então Grão-Mestre Geral Jair Assis Ribeiro, foi lançada em 1993, como História oficial do Grande Oriente do Brasil.

Apesar disso, contudo, o entulho literário de 30 anos atrás continua a influenciar maçons. Apesar dessa História oficial do GOB provar, com documentos, que o calendário usado pelo Grande Oriente do Brasil, em seu início, era o equinocial,

iniciando o ano no dia 21 de março, os pesquisadores ainda são obrigados a ver, com desencanto, em muitas publicações maçônicas, a heresia histórica de que o Grande Oriente "proclamou" a independência a 20 de agosto e que o príncipe regente foi iniciado a 13 de julho. Pelo calendário da época, o 6o. mês maçônico tinha início a 21 de agosto e, portanto, o seu 20o. dia era 9 de setembro ; da mesma maneira, o 5o. mês tinha início a 21 de julho e, portanto, o seu 13o. dia era 2 de agosto. E isso já foi provado, com documentos. Mas é ainda Arcy Tenório de Albuquerque, escritor das décadas de 40 e 50, sem lastro histórico e sem embasamento documental, a influenciar articulistas.

A Maçonaria de hoje, já participa mais do cenário político-social da nação, como mostram os muitos encontros e seminários, que estudam e debatem os temas atuais, apresentando conclusões que o Grão-Mestrado Geral tem levado às autoridades, como o pensamento do Grande Oriente do Brasil. Com isso e com o incremento cultural --- necessário a qualquer atividade social --- a Maçonaria brasileira superou o conceito de anacrônica com que era "brindada" há uns 40 anos. Ela é cada vez mais viva e participante, cada vez mais ativa e entrosada na sociedade brasileira. Os que vivem o dia-a-dia do Executivo do Grande Oriente do Brasil, têm podido aquilatar essa evolução, que já nos dá, na Capital Federal, a condição de instituição a ser ouvida em todos os momentos da vida nacional.

Uma mensagem às novas gerações de maçons teria que ser, nesta publicação cultural, especificamente dirigida aos maçons do Grande Oriente do Brasil, no sentido de dar-lhes conhecimento da importância da primeira Obediência maçônica nacional na História do Brasil independente ; de lhes mostrar que o patrimônio físico, moral e intelectual que recebem é uma dádiva e um bem que deve ser preservado e aumentado ; de incutir, em suas mentes, a noção do dever maçônico perante a sociedade brasileira ; de gravar, em seus corações, que o Grande Oriente do Brasil merece todo o seu respeito e o seu incessante trabalho, em memória de todos os grandes nomes da nação que por ele já passaram e que --- sem embargo de uns poucos que o enxovalharam --- honraram e dignificaram a instituição.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

maçonaria

O negócio é que os maçons cultivam com cuidado o silêncio, quem já viu um texto maçônico sabe disso, as frases tem abreviações aparentemente indecifráveis, mas a coisa até que é simples. Algumas palavras são reduzidas a sílabas e acrescidas dos 3 pontos em forma de delta – o mesmo símbolo que aparece ao lado da assinatura de um maçom.

Loj é Loja; Ir é irmão, como os Maçons se referem uns aos outros; Prof é profano, ou seja, quem não é da maçonaria, há palavras reduzidas às iniciais e duplicadas em caso de plural. VVig quer dizer vigilantes; AApr , aprendizes, GADU é o Grande Arquiteto do Universo. Também é comum ver inscrições que devem ser lidas da direita para a esquerda, numa referência ao alfabeto hebraico. MOCAM, por exemplo, quer dizer “maçom”.

Existem ainda toques e sinais para quem é da maçonaria, as assinaturas tem 3 pontos, no aperto de mãos, maçons se reconheceriam ao encostar o indicador no punho de quem está sendo cumprimentado.

Outro sinal para identificação fora dos templos seria passar a mão pelo cabelo, virando-a durante o movimento, e como durante as cerimônias os maçons devem estar sempre eretos, uma maneira de se comunicar em lugares públicos é endireitar a coluna e colocar os pés em forma de esquadro, o abraço maçônico, presente em vários rituais, consiste em colocar um braço por cima e outro por baixo, em “X”, bater 3 vezes nas costas e trocar de posição outras 3 vezes.

Os símbolos:

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A letra “G” DEUS em inglês é “God” e Geometry (Geometria).

Compasso: O instrumento que desenha círculos perfeitos significa a busca pela perfeição. É o símbolo do raciocínio maçônico.

Esquadro: Seu ângulo reto (90°) mostra como o homem deve levar uma vida honesta. Ao lado do compasso, representa a união de idéias e ações.

Avental: Lembra que todo homem nasceu para o trabalho e que um maçom deve trabalhar insistentemente para a descoberta da verdade e melhora da humanidade.

Três Pontos: Tem várias interpretações reconhecidas. Lembra o místico delta, faz referência ao tripé liberdade, igualdade e fraternidade e às qualidades indispensáveis ao maçom: amor, vontade e inteligência.

Colunas: Um templo deve ter 12, para lembrar os 12 signos do zodíaco.

O famoso Segredo maçônico: Agora digamos se existisse algum segredo bombástico, qual seria a possibilidade de um maçom contar para a esposa ou amante, e esta contar para uma amiga ou irmã e esta contar para uma amiga em um salão de beleza e em poucos dias estar na internet e todo mundo sabendo.

Gente como o filósofo John Locke, que sugeriu que o grande segredo guardado pela maçonaria é que não existe segredo nenhum. Agora vamos ponderar sobre a realidade, como visto anteriormente existe maçonaria e suas lojas em qualquer cidade do interior.

Ao contrario das grandes capitais onde é mais rigoroso a iniciação, no Interior os maçons são os mais ricos e influentes da cidade, pode ser ate um analfabeto, bastando ser rico, que logo um Maçom o convidada para participar da Ordem, em cidades pequenas do interior intelectual pobre é sinônimo de “louco”, geralmente Maçons são pessoa integras e com muitas qualidade, mas não deixa de existir desvios entre seu membros, o que logo que constatado, os outros se apresam em corrigir os erros, há relatos na historia de ate serem “eliminados” do mundo dos vivos.

O mais famoso Maçom desviado da historia sem duvida foi o brilhante Medico mais conhecido como “Jack o estripador” sua história é contatada no filme estrelado por Johnny Depp “Do inferno”. A cena abaixo, do filme mostra o julgamento de Jack, por seus pares Maçons e sua condenação posterior.


Por exemplo, circula entre os maçons paulistas a história de um julgamento, parte de um escândalo nacional, que caminhava para a condenação do réu e mudou de rumo após telefonemas entre altos membros do tribunal. Advogados, juízes e o acusado eram iniciados da ordem.

Será que os membros têm condições de abandonar os valores e pactos da fraternidade na hora de exercer cargos na sociedade pública? claro que NÃO, por isso todo advogado tem obsessão em ser Maçom visto da grande quantidade de Juízes, Promotores e Desembargadores que são Maçons incluído muitos dos Grãos Mestre.

Curiosidade:
Em uma “Mega Store” Saraiva, existem mais de 30 títulos com o tema Maçonaria, a maioria são livros bem pequenos com poucas páginas e escritos na maior parte por mestres maçons, na classificação da Saraiva os livros sobre maçonaria ficam na mesma estante de numero “189” dos livros sobre Bruxaria.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os Maçons Declaram Que a Maçonaria é uma Religião!








Maçonaria : preparando a religião do anti-Cristo PDF Imprimir E-mail





“E também houve entre o povo falsos profetas , como entre vós haverá também falsos doutores , que introduzirão encobertamente heresias de perdição , e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição . E muitos seguirão as suas dissoluções , pelos quais será blasfemado o caminho da verdade . E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença , e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2:1-3)


Como todos sabemos a Maçonaria nada mais é que uma nova versão dos Cavaleiros Templários medievais . Com o fim dos Templários durante a Idade Média , seus membros , fugindo da perseguição, se infiltraram secretamente nas associações de pedreiros livres , e com estes se misturaram, surgindo, assim , a moderna Maçonaria Especulativa .


Assim , vemos que a Maçonaria é uma continuação dos Cavaleiros Templários, e, desta forma , possui os mesmos ideais que os antigos Templários. Dentre estes ideais , um dos principais , é o sonho de se acabar com as guerras religiosas. Um ideal que fazia sentido aos Templários, pois eram eles que matavam e morriam em nome da fé .


Porém , desde a Idade Média , os Templários foram além de simplesmente buscar o fim das guerras religiosas, e passaram a buscar uma união entre as mais diversas formas de religião . Prática que permanece viva até hoje dentro da Maçonaria .


O que , porém , mais chama a atenção , é o fato de que , na grande maioria das religiões que se dizem cristãs, em seu nascedouro aparecem membros da Maçonaria atuando de forma decisiva . Senão vejamos:


1) Os Mórmons ( Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ): se analisarmos a história desta Igreja , veremos que seu criador , o falso-profeta Joseph Smith, era membro da Maçonaria , assim como seus sucessores . A influência da Maçonaria é tão grande nesta religião que seus templos possuem vários símbolos maçônicos , além dos bordados L e V que existem em seu “garment” (uma roupa que os mórmons devem usar constantemente por baixo de suas vestes normais ), e que simbolizam o esquadro e o compasso , os quais formam o símbolo da Maçonaria .


2) As Testemunhas de Jeová : seu criador , Charles Taze Russell, era outro membro da Maçonaria , o qual possui em seu túmulo uma lápide em forma de pirâmide , com desenhos de símbolos maçônicos .


3) Os Adventistas do Sétimo Dia : sua falsa-profetisa, Ellen Gould White, provavelmente possuía algum envolvimento com a Maçonaria , provavelmente fazendo parte de algum grupo da Maçonaria Feminina , uma vez que no túmulo de sua família existe um obelisco , que é um tradicional símbolo maçônico e que costuma enfeitar túmulos maçônicos para que outros maçons possam identificar membros de sua organização .


4) O Espiritismo Kardecista: existem vários indícios que são apontados por eminentes espíritas que indicam, não só a efetiva participação do francês Hippolyte Leon Denizard Rivail ( posteriormente conhecido como Allan Kardec) na Maçonaria francesa, como apontam vários conceitos e termos maçônicos dentro de seus ensinamentos , chegando alguns a apontar como raízes do Espiritismo a antiga Babilônia, comparando seu surgimento com o da Maçonaria , na mesma época e lugar.


5) Alguns grupos “ evangélicos ” modernos : podemos encontrar , em diversos grupos que se dizem “ evangélicos ”, sobretudo entre os ditos “neo-pentecostais”, alguns sinais de contaminação pela doutrina maçônica , tais como a forma de pirâmides existentes em alguns de seus templos , a apologia à reconstrução do Templo de Salomão (o maior sonho Templário vivo até hoje entre os maçons ), “ rituais ” de queima de pedidos de oração , entre outras formas de paganismo maçônico .


6) A Igreja Católica Apostólica Romana : até mesmo aqui existem sinais de contaminação pagã que é capaz de demonstrar um possível envolvimento da Igreja Católica com a Maçonaria . Como se não bastassem todos os desvios doutrinários desta “ igreja ”, sua Idolatria descarada ( chamada de “veneração”, que segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, nada mais é que “ idolatria ”), existe no centro do Vaticano , uma representação da “ Roda de Oito Etapas para a Iluminação ” ( que é um símbolo da Bruxaria ), com a presença de um obelisco em seu centro , exatamente a forma pagã de se representar o ato sexual .


Outras religiões também possuem ligação direta com a Maçonaria : A Sociedade Teosófica foi formada por Annie Besant e Helena P. Blavatizky, ambas membros da Maçonaria Feminina ; o Satanismo têm em uma de suas figuras proeminentes , um famoso maçom , de nome Aleister Crowley; a Wicca ( bruxaria moderna ) possui dois membros de renome que também faziam parte da Maçonaria , são Gerald B. Gardner e Alex Sanders; desnecessário apontar o Rosa-Cruz Manly P. Hall como membro da Maçonaria ; além , é claro , da Nova Era , e Alice Bailey que também fazia parte da Maçonaria .


Analisando estas informações , e estudando-se os ensinamentos destas seitas e religiões , percebemos claramente grandes pontos de contato entre seus ensinamentos , os quais certamente serão invocados como pontos comuns pelo “Falso-Profeta” que há de surgir para conduzir o mundo à adoração do anti-Cristo, tão logo a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo seja arrebatada da Terra .


Não nos resta dúvida de que tudo isto , todo o surgimento destas inúmeras formas de religiosidade pagã, faz parte de um grande plano da Maçonaria de levar o mundo sem Deus a crer que todas as formas de religião estariam interligadas entre si , não só em suas origens , mas , principalmente em seus ensinos , para convencer os desavisados de que “ toda religião conduz a Deus ”, para que surja, no futuro , uma única religião global liderada pelo “Falso-Profeta”.


Já percebemos o início desta união quando vemos os vários encontros ecumênicos que costumam contar com a presença de vários líderes ligados a todas estas formas de religiosidade vazia . Não se engane: só há Um Caminho capaz de conduzir à Deus , seu nome : Jesus Cristo ! Fujamos de toda forma de ecumenismo , pois é o que nos determina a Santa , Inequívoca e Infalível Palavra do Senhor : Deuteronômio 18:9; I Coríntios 10:21; II João 1:10-11






Power Point








Veja diversas apresentações em powerpoints



terça-feira, 23 de junho de 2009

A MAÇONARIA E A REPÚBLICA NO BRASIL

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A MAÇONARIA E A REPÚBLICA NO BRASIL

Primeiro Simpósio de História da Maçonaria Americana e sua Influência no Desenvolvimento Econômico, Político, Social e Cultural na América Latina desde 1800
Grande Loja de Chile
Universidade La República
Santiago do Chile 25, 26 e 27 de Maio de 2005


I – Prenúncios Republicanos Regionais

Antes da Proclamação da República no Brasil e até mesmo antes da própria Independência do País houveram quatro tentativas malogradas de movimentos republicanos regionais que contaram com a presença e participação dos maçons brasileiros.

A primeira tentativa foi o movimento apelidado nos manuais de história do Brasil de Inconfidência Mineira.

O primeiro movimento de caráter autonomista surgido na cidade de Vila Rica, sede da Capitania de Minas Gerais, em 1789, teve como decorrência o descontentamento gerado pelo abuso tributário com que o reino português, já em pleno processo de decadência, explorava as riquezas minerais da rica capitania.

Um grupo de intelectuais nessa capitania acalentou sonhos de autonomia republicana mirando-se no exemplo da iniciante Revolução Francesa e, principalmente, da independência dos Estados Unidos da América do Norte. A vanguarda desse grupo era liderada por uma elite intelectual dos estudantes mineiros que estudavam em universidades européias e que tinham sido iniciados na maçonaria francesa por volta de 1776 e almejavam a libertação de sua terra natal. Os principais próceres eram José Álvares Maciel, José Joaquim da Maia e Domingos Vital Barbosa. Maia chegou mesmo a enviar uma carta a Thomas Jefferson, ministro norte-americano na França, sondando-o sobre a possibilidade de auxílio a um possível movimento de libertação da capitania mineira e que depois deveria se espraiar pelo resto do país. A resposta de Jefferson foi vaga e ambígua. Já Maciel passou a freqüentar o grupo político maçônico de Francisco Miranda em Londres, interessado na independência dos países íbero-americanos e que viria a culminar na formação da Grande Reunião Americana. Maciel viria a ser a alma intelectual do movimento emancipador em Vila Rica.

Já na colônia, vários intelectuais, militares e sacerdotes participariam também das idéias liberais e libertárias da maçonaria aderindo ao movimento. Podem ser citados: Cláudio Manoel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, cônego Luís Vieira, padre Rolim, padre Carlos Toledo, tenente-coronel Freire de Andrade, sargento-môr Luiz Piza e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes, que por não ser padre, militar de patente elevada ou desembargador foi condenado à morte quando do fracasso da intentona. Tiradentes é hoje o protomártir da Independência do Brasil.

A bandeira do movimento continha um triângulo eqüilátero (ou delta), um dos máximos símbolos maçônicos circundado pelas palavras de Virgílio: Libertas Quae Será Tamen (Liberdade ainda que tardia). Nos seus conciliábulos secretos discutiam a implantação de uma República em Minas Gerais, mudar a capital para São João del Rei, instalar uma Casa da Moeda, fábricas de ferro e pólvora e desenvolver a mineração através da iniciativa privada.

Os inconfidentes foram presos e o movimento termina praticamente com o enforcamento de Tiradentes em 21 de abril de 1792.

A segunda tentativa foi a Revolução Pernambucana de 1817, um movimento revolucionário, de tendência fortemente nacionalista que visava implantar a república na Província de Pernambuco, liderada pelo maçom Domingos José Martins.

Domingos era um comerciante estabelecido na cidade de Recife, capital da província, e que viajava constantemente ao Reino Unido. Lá, entrou em contacto com os círculos maçônicos e teria sido iniciado em 1812 por Hipólito José da Costa, o Patriarca da Imprensa Brasileira, e por Francisco Miranda.

Os conspiradores chegaram, com apoio popular, a depor o governador da província e instalar um governo em 8 de março de 1817. A reação veio através do Conde dos Arcos, governador da fronteira província da Bahia, que cercou o Recife com 1500 homens. No dia 20 de março, os rebeldes foram derrotados e presos. Domingos e todos os outros chefes revolucionários foram levados para Salvador, responderam a processo sumário e todos executados num total de 43, entre civis e militares, além de três eclesiástico. Entre estes se encontrava o Padre Roma, um maçom ativo e combativo.

O terceiro movimento foi a Confederação do Equador já com o Brasil independente e lutando pela sua unificação. Na Província de Pernambuco, os remanescentes da Revolução de 1817, reagiram contra a prerrogativa do Imperador de escolher livremente o presidente da Província. O líder dessa reação foi Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca, o popular frade carmelita - frei Caneca - maçom, jornalista propagandista dos ideais republicanos, professor de filosofia, retórica e geometria. No seu jornal Tífis Pernambuco proferiu intensa campanha contra o então Imperador D. Pedro I, também maçom, desde a dissolução da Constituinte e a imposição e outorga da Constituição de 1824, a primeira constituição do país independente. A revolução rompeu com o Império recém-implantado, proclamou-se uma república com o nome de Confederação do Equador, alastrou-se para as províncias vizinhas com o apoio das lojas e dos maçons da região.

A revolução foi prontamente domada pelas forças do nascente Império Brasileiro tanto que o presidente da Confederação – Manuel de Carvalho Paes de Andrade – também maçom, fugiu para os Estados Unidos, ajudado pelos Filhos da Viúva. Os demais líderes, contudo, não tiveram melhor destino, pois foram todos presos e, em seguida, enforcados, exceto Frei Caneca, que foi fuzilado. Frei Caneca pelo seu carisma, autoridade moral e principalmente pela sua condição de sacerdote não encontrou carrascos que o enforcassem.

O quarto e último movimento republicano regional, iniciado em 1835, como uma revolução autonomista e federalista, teve como seu líder máximo o liberal maçom Bento Gonçalves da Silva e auto-intitulou-se República Piratini ou República Farroupilha.

As sociedades maçônicas floresciam então. A maçonaria, aliás, contava com muita força. Nela estavam presentes até sacerdotes, e a maioria dos homens influentes da província eram maçons. Entre os maçons ilustres, destacava-se Bento Gonçalves, que organizou diversas lojas na fronteira, e cujo codinome, na maçonaria, era Sucre e também o outro co-líder do movimento Davi Canabarro, assim como os italianos Tito Lívio de Zambeccari e o afamado Giuseppe Garibaldi, iniciado na Loja Abrigo da Virtude da província do Rio Grande do Sul, que utilizou as táticas de guerrilha aprendidas no Novo Mundo na unificação italiana.

Como causas do movimento podem ser citadas: o isolamento da província, descontentamento com o controle alfandegário, o dinheiro da província gaúcha pagava até a dívida com os ingleses, moedas falsas complicavam a economia e o clima de tensão reinante na fronteira.

Muitos dos livros de história insistem na versão de que o nome "farrapos" ou "farroupilhas", dado aos revolucionários gaúchos, teve origem nas roupas que estes vestiam - gastas e esfarrapadas. No entanto, a verdade é bem outra. A denominação é, mesmo, anterior à Revolução Farroupilha, e era utilizada para designar os grupos liberais de idéias exaltadas. Já em 1829 eles se reuniam em sociedades secretas. Uma delas era a Sociedade dos Amigos Unidos, do Rio de Janeiro, cujo objetivo era lutar contra o regime monárquico. Desde então, eram chamados de farroupilhas. Segundo Evaristo da Veiga, o termo havia sido inspirado nos "sans culottes" franceses, os revolucionários mais extremados durante o período da Convenção (1792 a 1795). Os "sans culottes", que literalmente quer dizer sem calção, usavam calças de lã listradas, em oposição ao calção curto adotado pelos mais abastados.

Os combates duraram praticamente até 1840, com os rebeldes usando a partir de então, tática de guerrilha contra as forças Imperiais. Na batalha de Fanfa, contudo, Bento Gonçalves foi preso e confinado no Forte do Mar na distante província da Bahia, de onde fugiria misteriosamente com o auxílio da maçonaria baiana no dia 10 de setembro de 1837. A partir de 1842, com a nomeação de comandante em chefe das forças Imperiais e governador da província, o então Barão de Caxias, maçom emérito, pois chegou a receber o título de Grão-Mestre de Honra do Grande Oriente do Brasil e patrono do Exército Brasileiro, iniciou o processo de pacificação da província rebelde.

II - Antecedentes da República

Como antecedentes remotos e recentes da implantação da República no Brasil podem ser citados os seguintes: i) o conflito maçônico e político entre José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil e Joaquim Gonçalves Ledo, líder maçônico no Rio de Janeiro; ii) o Manifesto Republicano de 1870; iii) a Convenção de Itu de 1873; iv) a Questão Religiosa; v) a Abolição da Escravatura e vi) a Questão Militar.

Devido à inexistência de partidos políticos durante a independência do Brasil, a maçonaria assumiu o papel de partido político na época da independência. Naquele momento histórico, os iniciados da maçonaria juravam não só os preceitos ortodoxos maçônicos como também o de lutar pela independência do país.

Assim, o conflito político e ideológico entre dois maçons brasileiros na época de independência – José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil e Joaquim Gonçalves Ledo, o líder dos maçons radicais liberais no Rio de Janeiro – assumiu também uma conotação entre as facções da maçonaria que defendiam a monarquia e a república. O Brasil destoou do resto do continente americano ao optar pela forma monárquica de governo, pois se tornou uma monarquia cercada de repúblicas por todos os lados. A sabedoria da elite política – na sua imensa maioria integrado por maçons - da independência brasileira foi o fato de transformar o Príncipe Regente português no Imperador do Brasil. Tal fato estratégico foi o grande responsável pela unidade do território nacional, pois enquanto o resto da América Espanhola fragmentou-se em dezenas de países, o Império brasileiro conseguiu sufocar as tendências centrífugas regionais, muitas vezes de caráter republicano, mantendo a incolumidade do território nacional. O sonho de Bolívar conseguiu materializar-se na América portuguesa.

Assim, graças à maturidade, à acuidade e à moderação de José Bonifácio - primeiro Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, fundado em 17 de junho de 1822 -, a facção moderada dos maçons conseguiu com êxito implantar a independência do país.

A idéia republicana, contudo, foi sendo acalentada, por um pequeno grupo de maçons, durante todo o Império e crescia com o tempo a cada crise vivida pelo regime monárquico.

A irrupção republicana veio à tona com o Manifesto Republicano em 1870, de nítida inspiração maçônica, pois foi liderado pelo maçom Joaquim Saldanha da Gama, que, na época, era Grão-Mestre de uma facção dissidente do Grande Oriente do Brasil, o combativo Grande Oriente do Vale dos Beneditinos.

Diversos maçons assinam o Manifesto Republicano de 3 de dezembro de 1870, tendo como seu redator o aguerrido maçom Quintino Bocaiúva que, mais tarde, em plena República, viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

Assim como na Revolução Francesa existiam maçons dos dois lados da contenda – monarquistas e republicanos – na época do Manifesto Republicano pode-se afirmar que também era um duelo entre maçons – também monarquistas e republicanos – pois enquanto o republicano Saldanha Marinho pontificava no grande Oriente do Vale dos Beneditinos, o Visconde do Rio Branco era o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil e no ano seguinte seria nomeado para a Presidência do Conselho de Ministros do Império. Seu gabinete foi o de mais longa duração em toda a história do Império.

A Convenção de Itu precede as três crises que acabaram por abalar o Império: as questões religiosa e militar e a abolição da escravatura.

A Província de São Paulo congregava um número expressivo de maçons republicanos. Em 10 de novembro de 1871, 47 partidários da república federativa reuniram-se na cidade de Itu, da mesma província, sob a liderança do maçom João Tibiriçá Piratininga (nome indígena que as principais famílias patrícias usavam para expressar o espírito nativista), criando um clube republicano que servisse de núcleo com a finalidade de organizar o futuro Partido Republicano. Como corolário desse movimento, a 18 de abril de 1873, na residência de Carlos Vasconcelos de Almeida Prado realizou-se a primeira Convenção Republicana no Brasil, que viria a ser conhecida como Convenção de Itu. Participaram dessa Convenção com expressiva liderança os seguintes maçons que viriam a ser a elite da futura república: Américo Brasiliense de Almeida Melo, Francisco Rangel Pestana, Manoel Ferraz de Campos Sales (futuro Presidente da República), Américo de Campos, Bernardino de Campos, Ubaldino do Amaral Fontoura, Francisco Glicério, Manoel de Moraes Barros, Venâncio Aires, Prudente de Moraes Barros (também futuro presidente da República) etc. Ao todo a Convenção de Itu contou com 134 convencionais em sua grande maioria das cidades da Província de São Paulo. A cidade do Rio de Janeiro, capital do Império, se fez representar também pela sua delegação.

O próximo fato histórico que antecedeu a República foi a Questão Religiosa, de cunho eminentemente maçônico, pois envolveu um conflito entre a Igreja Católica e Império, através de seu Conselho de Ministros, majoritariamente maçônico, e que se transformou num dos fatos basilares da historiografia profana brasileira. Como pano de fundo mais longínquo da Questão Religiosa tem-se a unificação italiana, obra da carbonária e da maçonaria italianas, lideradas pelos maçons Mazzini e Garibaldi, e a perda do poder temporal do papado. Como causa imediata, tem-se a saudação do padre Almeida Martins ao visconde do Rio Branco – chefe do Conselho de Ministros e Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – durante a solenidade do dia 2 de março de 1872 durante a qual o padre, também maçom, teceu loas ao visconde pela lei do ventre-livre de 28 de setembro de 1871, a partir da qual todos os negros nascidos a partir de então seriam livres.

O conflito foi mais precisamente entre a elite intelectual da Igreja Católica e o Império, pois a grande maioria do clero – o padroado – era de funcionários públicos, dado que a Igreja Católica, na época, era ligada ao Estado. Os elementos de escol envolvidos na contenda foram D. Vital de Oliveira, bispo da cidade de Recife, capital da Província de Pernambuco, educado em Paris e Toulouse, tanto que recebeu o burel de capuchinho em Versailles e D. Antônio de Macedo, bispo da Província do Pará, antigo aluno de Saint Sulpice.

Após a suspensão do padre maçônico, D. Vital, bispo recém-nomeado do Recife, pois vinha da Europa, impregnado das idéias antimaçônicas de Pio IX, suspendeu todos os padres maçons do Recife e mandou que se expulsassem todos os pedreiros-livres das irmandades religiosas. Diante desse interdito, os maçons apelaram para a Coroa que, através do Conselho de Estado lhes deu razão. O governo então ordenou, em 12 de junho de 1873, que o bispo levantasse o interdito, pois este era funcionário público, para que os maçons permanecessem nas irmandades. O bispo se recusou a cumprir a ordem alegando uma incompatibilidade entre a Igreja e a Maçonaria. D. Antônio, bispo do Pará, também interditou os maçons na sua Província. Dada a insubordinação dos dois bispos, o governo mandou prendê-los em 1874 e condenou-os a quatro anos de trabalhos forçados. Pouco tempo depois comutou essa pena em prisão simples, seguida em 1875, pela anistia dos dois bispos, através do novo Gabinete, presidido pelo Duque de Caxias, também maçom.

O grande evento que afastou a classe dos proprietários de terras do Império foi a Abolição da Escravatura. O país, essencialmente agrário, tinha na mão-de-obra escrava um dos sustentáculos de sua economia. Tanto assim que foi um dos últimos países das Américas a abolir a escravidão.

A partir de meados do século XIX, a pressão externa, principalmente da Inglaterra e da França, e a crescente consciência antiabolicionista das classes médias urbanas, em grande parte dos casos lideradas pela maçonaria, forçaram o governo imperial a incrementar mudanças no status escravocrata.

Já na independência do país, o maçom José Bonifácio, cognominado o Patriarca da Independência, propunha a libertação dos escravos acoplada a uma ampla reforma agrária. Na própria Revolução Farroupilha, os maçons Bento Gonçalves e Davi Canabarro chegaram a exarar um decreto em 11 de maio de 1839 libertando os escravos.

A pressão externa contou com a aprovação de Lei Aberdeen em 1845, de clara inspiração liberal e maçônica, que determinava o apresamento de navios brasileiros que transportassem escravos. A pressão externa culminou com a Lei Eusébio de Queirós, também maçom e figura expressiva do R\E\A\A\, que extinguia o tráfico de escravos.

A pressão externa não se restringia ao Reino Unido. Em 1867, o Comitê Francês de Emancipação, entidade maçônica organizada pelo Grande Oriente de França, solicitou ao governo imperial, a libertação total dos escravos remanescentes.

A pressão interna da opinião pública das classes médias urbanas, representada por uma ala do governo central, do parlamento, dos quartéis, das letras e das ciências, encontrou eco nas lojas maçônicas, unindo o grito abolicionista com a campanha republicana. Como fatos maçônicos marcantes podem ser citados os seguintes: i) a Loja Perseverança III em 7 de setembro de 1869 cria a caixa de Emancipação para libertação de crianças do sexo feminino de 2 a 5 anos; e ii) projeto da Loja América da Província de São Paulo (SP) apresentado por Rui Barbosa (futuro Ministro das Finanças do governo republicano) em 4 abril de 1870 ao Grande Oriente do Brasil dos Beneditinos (dissidência do GOB) abrindo verba especial para alforriamento de crianças, e preceituando que só poderia ser iniciado na maçonaria o profano que declarasse livres todas as crianças do sexo feminino. Quanto aos já iniciados deveriam assinar termo compromentendo-se a libertar as crianças do sexo feminino, filhas de suas escravas.

Em 28 de setembro de 1871, foi aprovada pelo Parlamento, a já citada lei do ventre-livre do maçom Visconde do Rio Branco. Com essa lei foi dado o golpe mortal na escravidão, pois, já que fora cortado o tráfico de escravos, agora era a vez da reprodução. A abolição total era agora uma questão de tempo. A pressão maçônica, no Parlamento e no jornalismo, era cada vez mais crescente. Podem ser citados então os seguintes maçons, lideres nos seus respectivos campos de trabalho: Américo Brasiliense, Américo de Campos, Luis Gama, Francisco Glicério, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Quintino Bocaiúva, Silva Jardim, Ubaldino do Amaral, Rui Barbosa, Pimenta Bueno, Jerônimo Teixeira, José Leite Penteado e tantos outros.

Em 28 de setembro de 1875, aprovou-se a lei dos sexagenários, de lavra maçônica, libertando todos os escravos que estavam nesse faixa de idade ou acima.

Em 13 de maio de 1888, foi finalmente aprovada a Lei Áurea que libertava de vez todos os escravos no Brasil. A força dos escravagistas, contudo, era tão grande que essa lei precipitou o fim do Império e a implantação da República, pois a referida lei causou um grande descontentamento entre os proprietários de terras, um dos maiores sustentáculos do regime.

Como último antecedente imediato da implantação da República, apresenta-se a Questão Militar. Com a Guerra do Paraguai, vencida pela Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai – o Exército passou a ter um papel cada vez mais crescente nos destinos políticos da nação. Os dois partidos políticos dominantes no Império – o Liberal e o Conservador – diante de suas rivalidades políticas sempre procuraram respaldo nas Forças Armadas, principalmente no Exército. Tanto assim, que o Marechal Manoel Luiz de Osório, marquês do Herval, maçom iniciado na Província do Rio Grande do Sul, se tornou prócer do Partido Liberal e o Duque de Caxias – Luiz Alves de Lima e Silva, futuro Patrono do Exército e Grão-Mestre Honorário do Grande Oriente do Brasil – era líder político do Partido Conservador, chegando mesmo a ser Primeiro-Ministro por esse partido. Com a morte desses dois grandes chefes militares e políticos, os partidos dominantes trataram de substituí-los. O Partido Liberal marchou para o General Correia da Câmara, visconde de Pelotas e senador pela Província do Rio Grande do Sul. Os conservadores buscaram aliciar o general Deodoro da Fonseca, maçom que posteriormente ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil e Proclamador da República no Brasil.

A maçonaria ganhava terreno cada vez mais entre as classes médias e como a oficialidade do Exército era recrutada nessa classe, o mesmo se tornou um viveiro de maçons. Podem ser citados maçons militares que exerceram profundo papel no Império e na República: Duque de Caxias (Primeiro Ministro), Marechal Osório (senador, Ministro da Guerra e Patrono da Cavalaria), Deodoro (Presidente de República), Benjamin Costant (Ministro), Floriano Peixoto (Presidente da República), Lauro Sodré, Hermes da Fonseca (Presidente da República), Gomes Carneiro e tantos outros. Outro complicador que precisa ser levando em conta é que a corrente maçônica militar possuía uma inspiração baseada nas doutrinas e teorias de Auguste Comte, de base essencialmente positivista e que pregava uma ditadura sociocrática. Também existiam emanações civis desse positivismo, principalmente na Província do Rio Grande do Sul.

A questão militar vicejou entre 1883 e 1889 como um conflito entre os políticos civis e o meio militar. A inabilidade dos políticos que não tinham entendido o novo papel do Exército a partir da Guerra do Paraguai e a hipersensibilidade dos militares, principalmente a nova geração que estava sendo doutrina nas Academias Militares, principalmente pelo tenente-coronel Benjamin Constant, maçom positivista e republicano declarado, cognominado “o Pai da República”.

O estopim da crise foram as punições, em 1885, do tenente-coronel Cunha Matos e do major Sena Madureira, pelo ministro da Guerra, que era civil, por pronunciamentos contendo críticas ao mesmo. O referido Cunha Matos escreveu um artigo num jornal diário, respondendo a um deputado que o teria ofendido, colocando a culpa do imbróglio no próprio ministro da Guerra. A questão tomou conotação política quando o Visconde de Pelotas (o novo patrono dos liberais como vimos acima) apoiou no Parlamento a defesa de seu irmão de armas. O caso de Sena Madureira, também de insubordinação contra o ministro da Guerra, ainda foi mais grave, pois buscou apoio na tropa. O marechal Deodoro, na época num comando numa guarnição no Sul, também deu apoio a Sena Madureira. Assistia-se, de camarote, ao desencadear da crise: em 1886, Deodoro, com grande prestígio na tropa, apoiava seu agora secretário Sena Madureira e era secundado no Senado pelo Visconde de Pelotas. O governo civil procurou mostrar ao então general Deodoro as proporções que a crise estava assumindo. Como o general não mudou de posição, o governo teve que demiti-lo do seu comando no sul.

Com o crescimento do movimento, Deodoro assina, conjuntamente com Pelotas, um manifesto intitulado “Ao Parlamento e à Nação”, redigido por Rui Barbosa, onde era exposto a perspectiva dos militares. A comoção crescia e em julho de 1887 era criado o Clube Militar com Deodoro na presidência.

Se os altos chefes militares ainda mantinham um alto respeito pelo Imperador, o mesmo não acontecia com os “jovens turcos” das escolas militares formados e doutrinados por Benjamin Constant. O ponto de culminância da crise militar atingiu seu ápice quando os fazendeiros buscaram obter do governo o auxílio do Exército na caça aos escravos fugitivos. Através do Clube Militar, dirigido por Deodoro e Benjamin Constant, foi enviada uma carta à Princesa Izabel onde se solicitava à princesa regente que o Exército fosse dispensado de tal missão vergonhosa de capitão-do-mato. Esta atitude de coerência, pois tanto o Exército quanto a maçonaria estavam na vanguarda da luta abolicionista, representava um duro golpe de oposição ao regime imperial.

III – O Levante

O fatídico ano de 1887, ante véspera da Proclamação de República, apresentava um Imperador velho e adoentado, um tanto quanto alheio aos acontecimentos políticos e militares da época e com uma filha – futura imperatriz – casada com o conde D´Eu, um francês que sofria de dificuldades auditivas fato que o tornava um tanto quanto recluso e arredio ao contato com a corte e o governo, mergulhados nas intrigas palacianas. D. Izabel era acusada de servir aos interesses do clero e do marido europeu. Essa rede de intrigas aliados ao fato de que o Imperador já teria dito que a família imperial jamais lutaria para manter a coroa contra a vontade popular levaram a contra-elite republicana e maçônica a aproveitar o ano de 1889 para implantar a República no Brasil.


O levante que levou à implantação da República foi um movimento preparado pelas elites militares, republicanas e maçônicas e não teve o mínimo respaldo popular. Tanto que um historiador brasileiro chegou a afirmar que o “povo assistiu bestificado ao levante republicano”.

O levante foi preparado em segredo para eclodir no dia 20 de novembro. A vida corria tranqüila entre a população enquanto as elites fervilhavam e conspiravam abertamente. O movimento foi precipitado, pois nos dia 13 e 14 corria o boato de que o governo mandaria prender o general Deodoro. A movimentação das tropas começou então na madrugada do dia 15.

Em reunião secreta realizada na casa de Benjamin Constant, numa espécie de conclave maçônico, decidiu-se a queda do Império. O único obstáculo, por incrível que parece, era a afeição do velho general Deodoro ao Imperador. Tanto era verdade, que o general uma vez derrubado todo o ministério, disse ao visconde de Ouro Preto, presidente do Conselho de Ministros, que se deveria procurar o Imperador na vizinha cidade de veraneio – Petrópolis – para se preparar um novo ministério. A pressão afetiva e sentimental para demover Deodoro de suas lealdades ficou por conta de Benjamin Constant, o grande instigador do movimento. O argumento decisivo de Benjamin foi de que o Imperador desejava nomear como novo presidente do Conselho de Ministros o senador Silveira Martins, também maçom, desafeto e inimigo de Deodoro.

Proclamada a República em 15 de novembro de 1889 pelo Marechal Deodoro, o mesmo autonomeou-se Chefe do Governo Provisório com um ministério totalmente maçônico e filiado ao Grande Oriente do Brasil. Eduardo Campos Sales na Justiça, Wandenkolk na Marinha, Benjamin Costant na Guerra (Exército), Rui Barbosa na Fazenda (Finanças), Demétrio Ribeira na Agricultura, Quintino Bocaiúva nos Transporte e Aristides Lobo no Interior.

Um mês e pouco depois da proclamação no dia 19 de dezembro, Deodoro foi nomeado Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

Já instalado o governo provisório já se podia divisar duas correntes republicanas: i) uma de inspiração liberal que acabou prevalecendo e ii) outra de inspiração comtiana que preconizava uma ditadura sociocrática.

Um ano após a proclamação, a 15 de novembro de 1890, instala-se a Assembléia Constituinte, que promulga a nova Constituição em 24 de fevereiro de 1891, implantando o presidencialismo e o federalismo.

Em 26 de fevereiro, Deodoro é eleito para a Presidência da República. Para Vice-Presidente, os jovens turcos positivistas conseguiram eleger o Marechal Floriano Peixoto, Ajudante General do Exército, uma espécie de Chefe do Estado-Maior, derrotando o Almirante Wandenkolk, indicado pela coalizão liberal.

As crises sucedem-se nesse período, extremamente conturbado, ainda mais que a Marinha se viu preterida por não eleger o vice-presidente na coalizão liberal majoritária. Antes de completar nove meses no governo, no dia 23 de novembro de 1891, o Marechal Deodoro é obrigado a renunciar ao cargo para não provocar uma guerra civil. O almirante Custódio de Melo, chefe da Armada, ameaçara se rebelar em relação ao golpe de Deodoro que dissolvera a Câmara e o Senado em 3 de novembro. Deodoro desgostoso, doente e alquebrado, também renunciou ao Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil em 18 de dezembro.

O poder passa, pois, às mãos do vice-presidente Marechal Floriano Peixoto, também maçom, que passará à história como o Consolidador da República. Enfrentou, no seu governo, a revolta na Fortaleza de Santa Cruz, Manifesto dos 13 generais, a Revolução Federalista na Província do Rio Grande do Sul, a segunda Revolta da Armada. Floriano, no final do seu mandato, passará o poder para os presidentes civis, muitos deles maçons, que completarão o ciclo conhecido como a República Velha que durará até 1930, quando novo ciclo se abre na História do Brasil.


IV – Conclusão

Como lição histórica, a Constituição republicana de 1891 confirmou a primazia do paradigma liberal no tocante às instituições e ao direito, mas não forneceu os meios para que o país real pudesse vir a se reconhecer, ou a construir a sua identidade, no país legal.

A herança do patrimonialismo ibérico e colonial, originária de processos societais derivados do exclusivismo agrário, significava uma república de poucos – oligarquia que se tornava tão mais anacrônica quanto mais se modernizava e se complexificava a estrutura social do país. Esgotava-se, enfim, a matriz civilizatória das antigas elites socializadas no Império, e a ordem racional-legal se torna uma dimensão vazia de sentido, com o direito se aviltando em um maneirismo e formalismo dos bacharéis de direito.

Prisioneira da hipoteca ao patrimonialismo, a ordem racional-legal, ao conceber uma república sem democracia e sem incorporação social, cristalizou o liberalismo como ideologia de elites, sem desenvolver as suas potencialidades universalistas, em termos de direitos civis. E foi nessa recusa à inovação, mantendo-se indiferente às pressões dos novos setores emergentes, como empresários, militares, classes médias e operariado urbanos, que o ideário liberal, força subterrânea que presidiu o longo processo de transformações moleculares ao longo do período anterior, perdeu substância, frustrando as expectativas de uma plena passagem do país a uma ordem social competitiva.

Nesse contexto, a maçonaria exerceu um papel cada vez crescente no Brasil de 1800 até os anos 30. Atingiu o seu ápice em meados do Segundo Império e na Proclamação da República.

No período da Proclamação da República, ao lado da maçonaria como pano de fundo, deve-se levar em conta o positivismo como doutrina, os militares como estamento social, a classe rural como classe dominante e o liberalismo como ideologia que acabou prevalecendo. O conflito ideológico entre o positivismo (e os seus sucessores) e o liberalismo será uma constante nos diversos períodos republicano.

Outro ingrediente que se encontrava em todo ministério dessa República Velha ou República das Oligarquias era uma sociedade secreta proveniente dos cursos de direito da Província de S. Paulo: a Burschenschaft, ou a Bucha como popularmente era cognominada. Sociedade secreta universitária de influência alemã, maçônica, republicana e iluminista que exerceu seu poder durante todo o período dessa Primeira República brasileira (1889-1930).

A influência da maçonaria brasileira, pois, perpassa toda a história do país desde a colônia, passando pelo império e chegando até a república. Filha espiritual da maçonaria francesa encontra no liberalismo a sua mais potente coluna de sustentação. A vertente republicana cresce, através dos tempos, influenciada pelos exemplos da Revolução Francesa e da Revolução Norte-Americana.

A partir da implantação da República, as Forças Armadas, principalmente o Exército Brasileiro, passa a funcionar como uma espécie de Poder Moderador, antes exercido pelo Imperador, na complexa engrenagem institucional da República.

Assim, enquanto o Exército ganhou ascendência institucional, a maçonaria vai perdendo o seu papel de ator político, principalmente a partir da Revolução de 30, ganhando, em contrapartida uma ascendência moral sobre a agenda substantiva do país nas áreas cultural e social. Finalizada a consolidação do Estado brasileiro, a maçonaria deve agora ajudar a sociedade nacional a implementar as instituições indispensáveis ao pleno exercício da cidadania. A vertente cultural deverá ser, daqui por diante, um dos espaços da reflexão e da atuação maçônica no Brasil. A construção cultural e a luta contra as desigualdades gritantes tomarão conta do espírito maçônico nos próximos anos.

O desafio maçônico, agora, não é mais a construção da nacionalidade, mas o trabalho intelectual e de formação de nossos preciosos recursos humanos. Tarefas como, a imersão da ideologia e das propostas maçônicas no meio universitário que se tornou uma terra não-maçônica; o desenvolvimento de pesquisas historiográficas sobre o papel da maçonaria desde o Brasil independente até os dias atuais; o resgate, numa volta às fontes primitivas, dos nossos rituais, que pecam pelo sincretismo ritualístico; a melhoria no padrão de recrutamento dos novos maçons, buscando os elementos que sejam líderes nos seus diversos campos, são medidas que deverão ser prioritárias nestes próximos anos.

O desafio é grande, mas temos esperança que a maçonaria brasileira saberá adquirir a sua plenitude cultural neste terceiro milênio, ajudando o país e seu sofrido povo a fazer o desconto histórico tão almejado.

Devemos ajudar o Brasil a reencontrar as suas raízes judaico-cristãs e renascentistas, ajudando os nossos netos a adquirir a habilidade de recriar, nas suas mentes e nos seus corações, as grandes descobertas das gerações anteriores nas ciências e nas artes, evocando a chama divina que habita em cada um de nós. Uma criança que tenha acesso à música clássica, que possa estudar e apreciar os grandes pintores do mundo, saborear as verdades das grandes descobertas científicas, esta criança, nunca se tornará um drogado, pois estará exercitando a sua criatividade no mais alto grau que a espécie humana poderá lhe proporcionar.

O mundo que desejamos para os nossos pósteros não será um mundo dominado pelas epidemias, pelas máfias locais, pelos bandos armados, pela barbárie, pelo caos, pela anarquia. O lema maçônico da liberdade, da igualdade e da fraternidade, já teve pela ideologia de mercado, a hipertrofia da liberdade com as suas distorções do capitalismo espoliador; já teve também, pelas ideologias do comunismo, a hipertrofia da igualdade gerando despotismos execráveis. Falta testar o último pilar da tríade maçônica: a fraternidade. E neste momento a maçonaria terá muito a dizer.

O grande desafio do século XXI será o de incorporar a esse liberalismo um cunho social e democrático. A maçonaria não é mais a força social e ideológica dominante como foi no passado. Outros atores sociais e políticos adentraram à cena social.

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