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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

o pentagrama

http://andreia-andreiavieira.blogspot.com/
Mistérios do Número 5 - O Pentagrama
Ensinos de Salomão - Qualidades do Homem Perfeito
O Verdadeiro Homem



"Aquele que sabe calcular com os números da natureza
encontra a relação eterna das coisas..."

Eckarthausen

mistério número 5
Quando bem compreendidos, os números tem outro significado
No início desta série de palestras, quando tratamos do simbolismo dos números, mostramos alguns aspectos da representação gráfica do número cinco, do pentagrama, ou estrela de cinco pontas. Vamos agora pôr em evidência mais algumas características dessa representação gráfica do número cinco.

O pentagrama, a estrela de cinco pontas, expressa graficamente importantes princípios inerentes ao número cinco. Esta representação gráfica é muito antiga, documentos bem anteriores à civilização hebraica mostram a estrela de cinco pontas como representação do cinco, pode ser constado que já na antiga China o número cinco (wu) era um número sagrado representado graficamente por uma flor de cinco pétalas.
Na China o simbolismo do cinco já se fazia presente nos primeiros registro do I- Ching, no Livro dos Ritos e no Livro das cerimônias. Foi na antiga China que este número foi associado aos 5 elementos da acupuntura, madeira, fogo, terra, metal e água, que por sua vez eram associados às cores.

Nas obras mencionadas, os chineses falavam de cinco pontos cardeais ( incluíam um quinto ponto, o meio ), de cinco cores primarias cada uma com cinco tons básicos. Para eles eram cinco os bens da felicidade: a riqueza, a longevidade, a paz , a virtude e a saúde; Cinco também as qualidades morais da humanidade, e cinco as coisas puras: a lua, a água, o pinheiro, o bambu e a ameixa. Citavam cinco graus de nobreza, cinco tipos básicos de cereais. e cinco punições nas das leis da antiga china.

Os japoneses citam 5 deuses da felicidade e os representam por cinco budas.

O pentagrama é um símbolo muito mais antigo do que se pode pensar. No Ocidente alguns pretendem afirmar que esse símbolo nasceu com Salomão, porém ele já era usado no Antigo Egito onde há registros em tumbas e sarcófagos.

O cinco era também um número sagrado gnósticos-maniqueístas.

Para os pitagóricos também era um símbolo sagrado que mostrava a harmonia entre o corpo e a alma, por isso era o símbolo da saúde. Era o sinal de reconhecimento entre os pictóricos. Os pitagóricos atribuíam virtudes especiais ao pentagrama porque é uma figura que pode ser construída uma linha única linha fechada entrelaçada. ser por isso um símbolo de perfeição.

Símbolo associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, do rito Escocês.

Talvez seja a figura mais freqüente nos instrumentos de magia e usado em amuletos instrumentos de exorcismo como se evidencia no episódio de encantamento contido no primeiro livro do "Fausto" de Goethe.

Com um vértice voltado para cima simboliza a magia branca, enquanto o a inverso, a "magia negra". A técnica usada na magia branca consiste em partir da ponta esquerda, seguir para a direita, de lá para a esquerda abaixo, e assim por diante, até a linha vinda da direita para baixo e retornar a ponto de partida. Na magia negra é o inverso. Na magia negra, no centro apresenta um bode a figura de um bode e na branca um G ou um Sol, ou uma figura humana. Na magia branca a figura humana está contra a cabeça para cima e na negra o inverso..


O pentagrama positivo ( Fig. 1) representa o ser humano bem plantado sobre seus pés e que trabalha, com suas mãos, seguindo a orientação de uma cabeça bem colocada: A inteligência é nele dominante, a claridade e a lucidez orientam os seus aptos.

O pentagrama invertido Fig. 2 é o símbolo de ser que anda de cabaça para baixo, isto é, nele a inteligência está submetida aos desejos.

Os chineses falam das qualidades do homem perfeito: Bondade, Justiça, Amor, Sabedoria, Verdade.

Salomão em seus ensinamentos também trouxe esse ensinamento seguindo-se ao ensino da pedra polida. Disse que os seis preceitos diziam respeito às reações do homem para com ele mesmo, que a partir do polimento da pedra cúbica o material estava preparado para o soerguimento do templo interior. Ensinou que é o AMOR É A GRANDE PERFEIÇÃO DIVINA.

Mostrando o pentagrama criou cinco condições que deve reger o ser humano em sua relação com os seres vivos:

Sabedoria: A pessoa deve buscar a sabedoria pela busca do conhecimento de tudo quando há. Deve saber pesar, medir e contar[1] tanto os valores físicos quanto os morais. Ter sabedoria é ter o domínio do conhecimento. Mas não é somente saber, é preciso saber como usar, ter domínio positivo sobre o saber. Saber sem uma utilização positiva é ruim

Tudo tem polaridade e assim sendo o conhecimento tem dupla polaridade e uma delas é a sabedoria. Salomão é a Sabedoria...

Salomão se celebrizou pela uma imensa sabedoria, tido como o mais sábios de todos os reis.

Verdade: Não pode haver justiça sem a verdade. Quantas injustiças ocorrem pelo desconhecimento da verdade!

Na administração da justiça Salomão procurava primeiro a verdade. Naquela citação bíblica em que duas mulheres disputavam a posse de uma criança da qual cada uma alegava ser a mãe verdadeira. Salomão usou a sabedoria para antes de administrar a justiça usou de um ardil para saber qual das duas mulheres era a verdadeira mãe.

Justiça: Ser sábio é ser justo. O conhecer não requer justiça, é possível o conhecimento com injustiça, mas não pode existir sabedoria sem justiça. Salomão é a Justiça......

AA Bíblia e outros livros sagrados falam da JUSTIÇA DE SALOMÃO.

Bondade: Não pode existir tratamento verdadeiro, justo e sábio sem bondade. É a bondade quem impulsiona a pessoa a procurar a verdade para efetivar uma justiça sábia.

Amor, é a coroa do ser, é a manifestação da sua essência cósmica O amor é Salomão...

Vale salientar que a ordem pode ser inversa. A bondade pode ser a causa da justiça, esta a causa da verdade e a verdade a causa da sabedoria. (Fig. 1 e 2).


Cada uma das QUALIDADES DO HOMEM PERFEITO é composta por cinco outras, por um segundo escalão de cinco, por exemplo: Desta forma existem cinco formas de amor; Paixão, amor carnal, amor conjugal, amor materno ( maternal/ filial ) e Amor Divino.

Do mesmo modo existem cinco níveis de bondade, cinco de justiça, cinco de verdade e cinco de sabedoria.[2]

Na iconografia cristã associam o cinco às 5 chagas de Jesus.


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br




Notas:

[1] - Na criação três elementos estão inerentes: Medida ( volume ); Peso (massa ) e número. Todas as coisas criadas têm massa, dimensão e por isso pode ser contado.

[2] - Vale como exercício descobrir os cinco níveis de cada coisa inerente não apenas às demais qualidades do homem perfeito como também a todos os níveis de relações entre a pessoa e o mundo. A vida se torna menos imprevisível desde que se conheça quais os desdobramentos possíveis de qualquer situação.

sábado, 6 de junho de 2009

o pentagrama

O Símbolo através da História

A humanidade sempre teve ao seu redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido, surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se símbolos nas tradições de cada povo.

O pentagrama está entre os principais e mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações e significados, evoluindo ao longo da história. Passou de um símbolo cristão para a atual referência onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica.

Origens e difusões

Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.

O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo).

A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides.

Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios.

Os Templários, uma ordem de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem; além de grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda é possível perceber, a profunda influência do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal, que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários foram dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição, a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha. Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o pentagrama passou de um símbolo de segurança à representação do mal, sendo chamado de Pé da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.

Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce então, o simbolismo gráfico e geométrico, emergindo a Renascença numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa (Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.

Posteriormente, o pentagrama também foi associado aos quatro elementos essenciais (terra, água, ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (A Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos)

Na Maçonaria, o Laço Infinito (como também era conhecido o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja.

Com Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant), o pentagrama pela primeira vez, através de uma ilustração, foi associado ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do bode, Baphomet).

O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois do deus, surgindo assim a nova religião Wicca. Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera uma reação da Igreja da época, chegando ao extremo quando Anton LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo, difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.

Até hoje o pentagrama é um símbolo que indica ocultismo, proteção e perfeição. Independente do que tenha sido associado em seu passado, ele se configura como um dos principais e mais utilizados símbolos mágicos da cultura Universal.

Por Spectrum

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