terça-feira, 14 de julho de 2009

contos da naçonaria






A carroça




Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio. Em dada altura deteve-se e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
- Além do cantar dos pássaros nas árvores, ouves mais alguma coisa? Apurei os ouvidos durante mais alguns segundos e respondi:
- Sim, ouço uma carroça.
- Isso mesmo – disse o meu pai. É uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
- Como sabes que está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora – respondeu-me. É muito fácil saber que uma carroça vai vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia, mais barulho faz.
Tornei-me adulto e, até hoje, quando ouço uma pessoa a falar demais, a gritar, a intimidar, a tratar o próximo com grosseria, prepotente, a interromper as conversas de toda a gente e a querer demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, parece que ainda me ecoa nos ouvidos a voz do meu pai:
- Quanto mais a carroça está vazia, mais barulho faz.
E a sabedoria dessa voz, que o tempo não consegue esbater, junta-se ao conforto que sinto a partir do momento em que franqueei as colunas da nossa Augusta Ordem, por onde perpassam o silêncio sábio, a fraternidade, a tolerância no sentido da compreensão, a igualdade entre todos os Irmãos, a procura dos caminhos da verdade que antecipadamente sabemos não poder alcançar mas que porfiadamente perseguimos.

Conto simbólico por: Álvaro


a cor dos sonhos





O pequeno Nianzu vivia numa pequena aldeia que deuses e homens fizeram plantar num dos imensos vales que se aninham submissos nos sopés das montanhas dos Himalaias.
A necessidade de sobreviver e a perda precoce da família fizera-o percorrer o caminho pedregoso das montanhas para chegar ao mosteiro budista mais próximo, que o destino lhe fizera escolher como recurso na vontade. Os pequenos olhos escuros percorriam atentos todo o espaço à entrada do templo, como duas pequenas rodas dos desejos, que as faces rosadas faziam elevar como dois pequenos altares da descoberta do mundo. Naquele dia, ele era um entre outros que como ele, procuravam ingressar no templo que a vida fizera como a opção que à maioria seria negada, fosse na sorte ou na vocação.
Na sala onde se encontrava e fora conduzido por um jovem monge de cabeça rapada, haviam sido colocadas tintas de várias cores, pincéis e folhas de papel pardo, que o monge fizera distribuir cerimoniosamente no respeito antecipado e igual. Entre o silêncio que dava a mesma cor às palavras e aos pensamentos daquelas caritas de olhar brilhante, deu entrada na sala o lama, que a idade aparente procurava acompanhar na sabedoria que se lhe adivinhava na expressão e modos que ia dispensando a todos e a cada um dos presentes. Sentados e acomodados, convidou o lama que cada criança pintasse a folha de papel que lhe fora distribuída, com a cor que aquela achasse ser a dos sonhos. De imediato, cada criança tomou nas mãos uma folha de papel e o pincel, escolhendo entre as cores das tintas à disposição e pouco foi o tempo quanto demorou que diante delas repousassem folhas de papel de cores diversas como uma pequena roda multicolor em torno do velho lama que olhava atento cada uma das obras expostas diante dele.

Perguntando a cada criança o porquê de cada cor escolhida, entre tantas que faziam justiça fosse ao sol, ao céu ou à neve e às montanhas, não tardou que fosse chegada a vez do pequeno Nianzu justificar a sua escolha. Diante dele repousava uma folha onde várias eram as cores, entre as quais imprimira noutras tantas a sua mão.
- De que cor são dos teus sonhos ? Perguntou o sábio lama.
- São da cor das minhas mãos. Respondeu o pequeno Nianzu.
O velho lama, baixou-se diante dele e numa reverência simples tomou-lhe o pincel e na cor da vontade lhe ensinou a escrever aquele que lhe reconhecia no verdadeiro nome ancestral, “Zhiqiang” lembrando que “a vontade é forte” e que assim, os sonhos não são mais que a realização dos nossos desejos pelas mãos.




Conto Simbólico por: Sheikh



O Aprendiz




É aquele que aprende, e sempre em aprendizagem vai tirando as suas conclusões:
Aprendi.... que ninguém é perfeito
Aprendi....que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem, aquelas que desperdiças... alguém as aproveita
Aprendi que...quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que...devemos sempre dar palavras boas...porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto...mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão têm-te preso para toda a vida
Aprendi que...todos querem viver no cimo da montanha...mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que...temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias...quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça...mais coisas posso fazer.

Autor: Gonçalves Lêdo




A Pedra




O distraído nela tropeça.
O bruto usa-a como projéctil.
O empreendedor utiliza-a para construir.
O camponês, cansado da lida, dela faz assento.
Para os meninos, é brinquedo.
Com ela David matou Golias.
Miguel Ângelo dela extraiu a mais bela escultura.
Em todos esses casos, a diferença não está na pedra, mas no Homem.
Não existem pedras no caminho de um Maçon que ele não possa aproveitar para o seu próprio crescimento.

Elaborado por: Álvaro




As noites de Inverno são longas




Os anos já lhe pesavam nas pernas e o tempo húmido e frio não ajudava nada. Mas ele não era dos que desistem facilmente. Com passos vagarosos ia subindo a rua. Há muito que a noite tinha estendido o seu manto negro sobre a cidade. Não se via muita gente nas ruas. As molas de um velho autocarro chiavam com os solavancos do piso irregular. Dava para perceber que o motorista evitava os carris do eléctrico, pois aí o perigo de derrapagem aumentava ainda mais. Lá dentro, meia dúzia de passageiros olhava distraidamente para a rua.
Teve de parar um pouco para respirar. Havia contudo outro motivo para a sua paragem. Queria certificar-se de não estar a ser seguido. No passeio por onde subia a íngreme rua não se via ninguém a caminhar na mesma direcção. Ficou mais descansado. No entanto, mal pôde, dobrou uma esquina e depois de caminhar alguns metros, voltou a parar olhando discretamente para trás. Retomou a marcha, mas pelo sim pelo não, depois de voltar a mudar de rua repetiu a paragem.
À medida que caminhava, vinham-lhe à memória cenas que gostaria de nunca mais voltar a viver. Ele que criticava todas as ideologias radicais, ele que apenas queria que no seu país houvesse justiça, liberdade de expressão e menos pobreza, tinha sido expulso do ensino público só porque tinha sido um dos subscritores de um abaixo-assinado. Ao fazê-lo entrava para a lista negra dos “perigosos comunistas” e passava a ter de viver com os magros proventos das explicações que dava.
Pensou nos amigos que o esperavam. Um tinha sido desterrado para centenas de quilómetros da cidade alentejana onde tinha nascido e onde sempre tinha vivido e exercido a profissão. Só de lá tinha saído para estudar direito. Motivo: ter-se assumido como republicano num país que oficialmente continuava a ser uma república! Agora, reformado, sempre que podia vinha à capital para se encontrar com os amigos.
Apesar da idade, o médico ainda tinha de trabalhar. Não tendo direito a qualquer reforma, se não fosse dando as suas consultas não teria forma de se sustentar a ele e à mulher que a diabetes tinha cegado.
Quem lhe tinha feito mais confusão era o graduado da polícia. Fazia uma vida dupla. De dia fingia ser o mais fiel dos seguidores do ditador. De noite, reunia-se com os resistentes. De início receavam-no, mas depois de anos de convívio, tinham total confiança nele, até porque por mais de uma vez os tinha avisado da eminência de mais alguma vaga repressiva.
O velho marujo era o que mais vezes sentia o maravilhoso sabor da liberdade… a ditadura não conseguia proibir o vento de trazer o cheiro a maresia. Tinha andado num seminário, mas fartara-se e o chamamento do mar tinha sido irresistível. Já o tinham tentado apanhar com as artimanhas em que o regime era fértil, mas sem sucesso. A última tinha sido a de obrigar os seus homens a irem a uma manifestação favorável ao regime que se tinha sentido em perigo com a candidatura de um general sem medo. Habituado a lidar com as fúrias do oceano, lá se conseguiu escapar airosamente: teve de zarpar na véspera da manifestação “espontânea” devido a um aviso meteorológico…
Não bastando a mais do que evidente cumplicidade da alta hierarquia da Igreja nacional com o ditador, há muito que as ordens de Roma eram claras: nenhum crente podia pertencer a uma organização como aquela que os unia sob pena de excomunhão. Mas o padre João não se preocupava e dizia que respondia directamente perante o Criador. Só queria que o pesadelo em que o país estava mergulhado havia décadas acabasse. E ele bem sabia do que falava, pois passava a maior parte do tempo a tentar acudir aos mais necessitados. Mas era tão pouco o que tinha para lhes dar…
É verdade que naquele grupo predominavam os “doutores”, por isso os dois que pouco mais sabiam do que ler e escrever eram especialmente acarinhados. Um era motorista da Carris e o outro ferroviário. Homens calejados pela vida desejavam um futuro mais justo para os filhos e os netos.
Pensou no que iriam falar nessa noite. Havia muitos boatos, mas parecia certo que a polícia política tinha armado uma cilada ao General e que o teria assassinado. À hora combinada chegou a casa do amigo. Desta vez calhava-lhe a ele ser o último. Tinham de chegar um a um, discretamente. Subiu com esforço até ao primeiro andar. A cada degrau, as artroses dos joelhos causavam-lhe dores.
Pareceu-lhe que havia um silêncio mais pesado do que era habitual. Devia ser impressão sua. Como sempre, deu três discretas pancadas na velha porta. A voz que ouviu fez-lhe parar o sangue: «é só um momento».
Dez minutos depois aqueles homens bons e honrados que apenas queriam que o seu país vivesse em paz e que no mundo inteiro reinassem a liberdade, a igualdade e a fraternidade, lá iam a caminho de uma masmorra…


As três peneiras




Mais uma jornada na construção do Templo terminara. Cansado por mais este dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direcção, aproxima-se o seu Mestre Construtor predilecto, que lhe diz:



"-Mestre Hiram...Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre construtor...
Hiram com a sua infinita sabedoria responde:
- Calma, meu Mestre predilecto, antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas "Três peneiras da Sabedoria"?
- Peneiras da sabedoria? Não me foram mostradas, respondeu o predilecto!
- Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento;
Escuta-me com atenção: tudo quanto te disseram de outrém, passa antes pelas três peneiras da sabedoria. E na primeira, que é a Verdade, eu te pergunto:
-Tens certez a de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito o Mestre respondeu:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...
Hiram continua:
-Então, se não tens a certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da Bondade. E eu te pergunto:
-É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
-De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!
-Então a tua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; Faço-te a derradeira pergunta:
- Achas mesmo necessário passar adiante essa história sobre teu Irmão e Companheiro?
-Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
-Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensão da terra. Não sobrou nada para contar.

-Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca.
-És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói os teus templos, pois terminaste a tua aprendizagem.

Porém, lembra-te sempre: As abelhas, construtoras do Grande Arquitecto do Universo, nas imundíces dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas."




A Criança




Quis nascer um dia novamente, esquecer o passado e ser criança na sua plenitude.
Nasci como quis, com as virtudes e pureza da criança mas com a sabedoria e o conhecimento para moldar o meu eu, sendo contido nos meus actos e sabendo guardar segredo sempre que saio de casa e quando estou em casa.
Sim pensar com arte, dentro da arte de pensar.
Haverá alguém que se compare a uma criança no seu estado de pureza, despida de preconceitos, de vaidades, que busca a verdade e partilha o seu conhecimento sem limites, bem como a cumplicidade com quem se identifica, sempre com o sentido da responsabilidade?
Certamente, que sim.
Como toda a criança aprendi a ganhar firmeza nos meus passos, viver o presente, com o olhar no futuro, resguardando-me dos estranhos, embora os trate com respeito.
Sou uma criança que ignoro a vaidade e a arrogância mas defendo a verdade, o saber e a justiça.
Quero crescer e ser forte para ajudar os Homens a encontrarem a criança que existe dentro deles.
Como toda a criança ainda que me aliciem guardarei sempre o segredo que me foi confiado, pois, saberei sempre estar no meio sem me imiscuir com o meio, como aprendi no exercício da arte de pensar, enquanto corria livremente pelos campos e prados, tentando tocar a linha do horizonte, sem nunca desistir.


Bem Haja


Autor: Salomão





Sons do Silêncio




Certo dia um rei mandou o seu filho estudar no templo de um grande mestre, com o objectivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.
Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre mandou-o sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe voltou ao templo, após um ano, o mestre pediu-lhe que descreve-se todos os sons que conseguira ouvir.
O príncipe disse: - Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na floresta, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus...
Quando terminou o seu relato, o mestre pediu ao o príncipe que volta-se à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do mestre, pensando: "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
Por dias e noites, ficou sozinho, ouvindo, ouvindo, ouvindo...mas, não conseguiu distinguir nada de novo, além daquilo que havia dito ao mestre.
Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais atenção prestava, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."
Sem pressa, ficou ali, ouvindo, ouvindo, pacientemente. Queria ter a certeza de que estava no caminho certo.
Quando voltou ao templo, o mestre perguntou-lhe que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente, o príncipe disse: - Mestre, quando prestei atenção, pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra, o som da floresta a beber o orvalho da noite...
O mestre sorrindo, acenou com a cabeça, em sinal de aprovação, e disse: - Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Nesta fábula, fica como moral da história, que apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, os seus sentimentos mudos, os seus medos não confessados e as suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor, entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.
A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem, apenas, as palavras pronunciadas pela boca, sem atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.
É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas, que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano.













Autor: Júlio Verne


Na escada




A entrada do prédio era escura. Dia e noite tinha uma lâmpada acesa que lutava ingloriamente contra a escuridão. De dia mal se via se estava ou não acesa devido à luz que vinha da rua. Durante a noite o seu papel poderia ser mais eficaz, mas não era. Atravessava-se a estreita e longa passagem mais por a conhecer do que por aí se ver fosse o que fosse.

Tinha uns dezasseis anos e vinha de assistir a uma corrida de ciclismo. Tinha levado a chave de casa da avó, o que o fazia sentir que já era um homem!
Passava da meia-noite quando chegou à entrada do prédio. Como sempre, a porta estava apenas encostada. Foi percorrendo com cuidado o escuro corredor de entrada. Por fim a escada que deveria subir e que a luz da cidade iluminava vagamente através da suja clarabóia lá bem no alto do edifício. Adivinhava-se, mais do que se via.
Ao virar a esquina e colocar o pé no primeiro degrau, ouviu uma voz lamentosa de mulher. Estava deitada nos degraus e ergueu-se um pouco com a sua chegada. Parecia estar enrolada num cobertor. As únicas palavras que proferiu eram uma súplica: «oh meu senhor, deixe-me ficar aqui». Não sabia como responder. Nunca teve facilidade em responder de repente a coisa alguma. Para mais sentiu uma emoção desconhecida embargar-lhe as palavras. Por fim conseguiu articular: «fique descansada». Confuso e atormentado, subiu as escadas escuras.

Quando entrou já todos dormiam. Também ele foi para a cama, mas demorou muito até que o sono lhe chegasse. Revia a mulher deitada na escada, tentava imaginar os motivos que a levariam a estar ali, sem ter o seu próprio tecto e as dores que os degraus lhe causariam no corpo. Como seria possível dormir em tais condições? Pensou que, se fosse dono da casa, lhe arranjaria uma cama. Mas não era e não convinha acordar a avó que se levantava antes das seis.

A sua imagem do mundo começava a sofrer rombos. Até então acreditava estar no melhor dos países, no melhor dos regimes, com o mais sábio dos governantes que nos tinha livrado dos horrores da II Grande Guerra, onde tudo estava bem e ia ficando cada vez melhor apesar dos terroristas lá na Guiné, Angola e Moçambique.
Também lhe tinham ensinado que nem um só cabelo cai da cabeça das pessoas sem que Deus o saiba. Melhor ainda, cada um de nós tinha o seu anjo da guarda. Afinal havia quem tivesse de dormir numa escada... Onde estavam os anjos? Os do céu e o da terra?

Autor: Carl Sagan




Terça-feira, 29 de Maio de 2007



Fábula do Camelo




A propósito das questões sobre o Conhecimento, que tão oportuna e judiciosamente aqui têm sido trazidas por alguns Irmãos, gostaria de reforçar a pertinência das mesmas, sobretudo no que concerne ao posicionamento dos Maçons, quer no seio da nossa Ordem Universal, quer enquanto agentes activos e actuantes no mundo profano.

É neste contexto que La Fontaine, se ainda estivesse vivo, poderia ter escrito aquilo a que chamo de “Fábula do Camelo”.

Com efeito, a mãe e o bebé camelo descansavam, quando, de repente, o bebé acomete:
- Mãe, mãe, posso fazer-te umas perguntas?
- Com certeza! Mas porquê, filho? Há alguma coisa que te preocupe?
- Não, mas por que é que os camelos têm bossas?
- Bem, filho, nós somos animais do deserto, precisamos de bossas para armazenar água. Somos conhecidos por sobrevivermos sem água.
- Okay. Então por que é que temos pernas compridas e pés arredondados?
- Filho: são apropriados para caminhar no deserto. Sabes, assim podemos deslocar-nos naquele meio melhor do que qualquer outro.
- Okay. Então por que é que temos pestanas tão compridas? Às vezes até me perturbam a visão!
- Filho: estas pestanas servem-nos de protecção. Ajudam a proteger os nossos olhos da areia e dos ventos do deserto.
- Não compreendo. Se as bossas servem para armazenar água quando estamos no deserto; se as pernas servem para caminharmos na areia; se as pestanas protegem os olhos das tempestades de areia… então que raio estamos nós a fazer aqui no jardim zoológico?

Se isto fosse uma história, poderia terminar aqui. Mas, como é uma fábula, termina com a moral da história: aptidões, saber, capacidade e experiência só têm utilidade se estivermos no lugar certo.

E pronto. É desta forma que pretendo exprimir a minha congratulação e o meu regozijo pelas pranchas que alguns Irmãos têm apresentado. Ao demonstrarem as suas aptidões para o desbastar da pedra bruta, ao evidenciarem o seu saber em questões que são do interesse comum, ao transmitirem a sua capacidade para o cabal desempenho das funções que estão cometidos, ao legarem a sua experiência como forma solidária de partilha e ao fazerem tudo isto entre nós e nos espaços que partilhamos, fazem-nos sentir que estamos, de facto, por opção e sem transigência, no lugar certo para a prossecução de um trabalho que nos conduz a mais elevados patamares de Conhecimento, quer em termos absolutos quer de nós próprios – afinal um dos primeiros e últimos objectos da Maçonaria.

É, aliás, a predisposição para trilhar com firmeza o caminho do Conhecimento, um dos maiores desafios que se colocam ao iniciado, até porque se trata de um combate sem tréguas contra o obscurantismo que pauta, ainda hoje, muitos dos actos que regem a sociedade em que vivemos e que conduzem, eles também, às mais diversas formas de fundamentalismos.

Por outro lado, o Conhecimento é o melhor conselheiro para que o recipiendário das luzes maçónicas enverede também pela senda da prudência que deve marcar as suas acções e os seus pensamentos, não se deixando conduzir pela irracionalidade dos ímpetos nem por juízos precipitados.

Perdoem-me, pois, se me socorri de camelos para falar do Conhecimento. É que são eles os principais habitantes dos desertos, onde cada grão de areia se junta aos outros em perfeita justaposição, todos semelhantes como irmãos que se unem num imenso espelho que reverbera a luz do Sol nascido no Oriente. E todos tão semelhantes como os bagos das romãs, que derramam a fraternidade à entrada dos templos onde o Conhecimento constitui o elo que liga os homens livres e de bons costumes por toda a face do universo. No lugar cert




areia e a pedra





Diz uma lenda árabe que, quando dois amigos viajavam pelo deserto, num determinado ponto da viagem discutiram acaloradamente, até que um esbofeteou o outro.
O ofendido, sem pronunciar palavra, escreveu na areia: “Hoje, o meu melhor amigo bateu-me no rosto.”

Seguindo viagem, chegaram a um oásis, onde resolveram banhar-se. Imprevidente, o que havia sido esbofeteado quase se afogava, quando foi salvo pelo amigo.
Ao recuperar, pegou num estilete e escreveu numa pedra: “Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida.”
Intrigado, o amigo perguntou: “Por que é que depois de te bater escreveste na areia e agora escreves na pedra?
Sorrindo, o companheiro de viagem respondeu: “Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagar. Porém, quando nos faz algo de sublime, devemos gravar na pedra, que é a memória do coração, onde nenhum vento chega para apagar a gravação.


É evidente a analogia entre esta lenda e aquele que configura ser o comportamento de um maçom. A agressão é algo de profano, que deve ficar registado na areia, isto é, que deve ser deixado à porta do Templo. Ao contrário, os valores da harmonia, da paz, da beleza, da fraternidade e da solidariedade são cultivados e multiplicados, de dentro para fora. De dentro do Templo para a sociedade que nos rodeia. De dentro de nós para os nossos familiares, para os nossos amigos, para os nossos conhecidos e até para os nossos adversários. Devem, em suma, ser gravados na pedra, para que nada os apague e para que ninguém os esqueça. Trata-se, no fundo, de utilizar convenientemente os instrumentos que ajudam a desbastar a pedra bruta, procurando dar-lhe a forma da perfeição.

Em síntese, o verdadeiro maçom “escreve na areia” tudo quanto seja de irrelevante e de profano. Porque a areia está no exterior do Templo e porque é também no exterior do Templo que sopra o vento – inexistente no interior, uma vez que nem é ele que apaga as velas, símbolos das luzes que orientam os trabalhos.

Ao contrário, o verdadeiro maçom “escreve na pedra” tudo quanto contribua para o seu aperfeiçoamento e para o aperfeiçoamento da irmandade em que se insere. Porque, ao “escrever na pedra” estará, também e assim, a trabalhar a pedra bruta e a contribuir, lenta mas seguramente, para a polir, até que a mesma tenha a perfeição suficiente para fazer parte integrante e indissociável do Templo Supremo da Maçonaria Universal.



Autor: Álvaro






Um conto de Natal




Pegadas na neve

O céu cinzento cor de chumbo tomara a cor branca como se fosse o tecto de uma sala imensa do tamanho do horizonte, toda atapetada com um espesso manto de neve alva onde enquanto caminhava em passos lentos e firmes, uma figura encolhida do frio imprimia os passos que dava.

Dirigiu-se à janela da primeira das muitas casas que ladeavam a avenida, onde luzes trémulas de Natal enfeitavam as árvores que dançavam ao som do vento, que lhes arremessava pequenos flocos brancos, saturando-lhes as pernadas que sacudia em golpes de tempestade.
Espreitou pela vidraça. Um sorriso ondulou-lhe os lábios confundindo-os com os longos cabelos brancos que se fundiam na barba da mesma cor. Lá dentro uma criança brincava junto à lareira, iluminada por esta, a que se juntavam os olhares dos pais como que a acariciá-la.

Aquecido na alma com aquele quadro familiar, seguiu adiante onde através de uma janela pequena, uma luz ténue fazia-se sentir num apelo que atravessava a vidraça embaciada. Uma figura pequena e dobrada pela idade aconchegava-se envolta por um xaile de lã que denunciava os anos de uso, mal cobrindo o magro corpo que se aninhava junto ao braseiro. Este solidário, aquecia a cafeteira de café, que lhe servia de consolo e de companhia. Os olhos daquele homem, que antes sorriam, agora juntavam-se tristes à solidão. As mãos dedilhavam os botões que lhe fixavam o manto do corpo, que agora retirava e colocava na maçaneta da porta daquela casa, onde batera antes de se afastar.

Continuou o caminho, no mesmo silêncio dos que caminham sós, até que um barulho de vozes lhe interrompeu o pensamento. Dirigiu-se aonde vinham as vozes, que mais perto, denunciavam uma discussão. Um casal sentado à mesa, mantinha os pratos vazios apesar da mesa farta, anunciando que era a alma a quem faltava o alimento que o desentendimento recusava. Ao lado da janela por onde assistia, num pequeno jardim resistiam as últimas rosas onde gotas de orvalho se transformaram em pequenos diamantes que o frio fabricara. Rapidamente colheu duas delas, deixando-as junto da porta do casal com dois pequenos bilhetes de papel que escrevera de improviso na soleira da porta. Tocou a sineta e regressou apressado ao caminho, enquanto as vozes se calaram na surpresa do toque.

De volta ao silêncio da caminhada, continuou lento, olhando para uma janela, esta um pouco mais iluminada que as restantes. Espreitou furtivo para o candelabro que iluminava intensamente um pequeno oratório, onde uma mãe ajoelhada erguia as mãos, como se buscasse a toalha de linho invisível que lhe enxugasse as lágrimas que lhe corriam pelas faces. Adiante, sentado estava um pai de cabeça tombada que encostava às mãos, que tomara nas suas, de um filho enfermo e febril. Cá fora a expressão do rosto daquele homem fazia coro com as daqueles pais que observava, enquanto colocava as palmas das mãos abertas sobre as vidraças, como se projectasse a bênção que a sorte desconhecera até então e que o sorriso inesperado da criança anunciava agora discreto.

A volta ao trilho por onde viera fez-se serena, como mansa era a neve que cobria tudo por onde passara e seguia agora. Um choro baixo mostrava-se discreto, escutado talvez, apenas por aqueles ouvidos treinados pela experiência de ouvir os que clamam em silêncio. Assomou à janela que só ouvindo se apercebia da pouca luz que as vidraças teimavam em deixar ver. Dois rostos ladeavam uma mesa vazia onde uma jarra de flores tomava digna, o lugar que a refeição não ocupava, deixando espaço a dois pares de mãos que pousavam solidárias sobre a toalha branca como a neve. As vestes eram simples e os remendos gritavam mudos de orgulho os cuidados que recebiam apesar do uso, agora menos intenso na actividade, provavelmente por falta de trabalho que atormentava quem aquelas vestiam. Apressado, o homem retirou dos bolsos um embrulho enrugado, onde guardava a refeição seguinte que contava como sua e que o corpo agora recusava. Juntou-lhe algumas moedas que recebera como pedreiro livre e pedinte e deixou no parapeito da janela onde batera no momento de se afastar.

Continuou a caminhar, agora dirigindo-se a um vulto que o acaso lhe fizera encontrar, encolhido na soleira de uma porta, por onde o calor se deixava escapar sorrateiro sob a porta pesada duma casa igualmente imponente e aquecida, reforçando o calor que pedaços de cartão a custo asseguravam delicadamente, como se embalassem o mais frágil dos seres. Com o cuidado de não acordar o homem que dormia quase inconsciente no frio, tirou-lhe as roupas velhas e o calçado roto que rápida e furtivamente trocou pelas suas, como se na troca ganhasse o melhor dos tesouros.

Voltou ao caminho que tomara antes, apoiado num bordão feito de madeira de acácia, perseguindo os passos que agora eram mais leves enquanto a iluminação de Natal se inclinava diante do brilho que levava nos olhos e o sorriso dos lábios calava o silêncio na noite e as mãos abertas acalmavam o vento e o frio. Olhava para si mesmo, feliz com os braços abertos de contentamento que a parca indumentária que agora tinha tomava lugar em vez das vestes vermelhas que usara como uniforme na noite de Natal. Não ia de trenó nem eram as renas que o transportavam. Era felicidade o que sentia enquanto a dava também aos outros. Era isso que o fazia sentir-se o verdadeiro Pai Natal em gestos e sinais que só ele entendia.

Autor: Sheikh








O PRIMEIRO TEMPLO MAÇÔNICO

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O PRIMEIRO TEMPLO MAÇÔNICO

Todos sabemos, a Maçonaria não é religião. Entretanto, suas Lojas trabalham em "templos", o que para a maioria das pessoas parece uma contradição, posto que "templo", comumente, é local de prática religiosa.

Na verdade, porém, a melhor conotação que se empresta ao termo é de "lugar sagrado", entendendo-se "sagrado" como "reservado", onde se cultua alguma coisa, não, necessariamente, uma "religião". Os parques, as reservas naturais, que a humanidade luta por preservar, em nossos dias, livrando-os da destruição sócio-econômica, não raro são também chamados de "templos da natureza". Até mesmo os ateus, que longe estão de ser religiosos, sentem-se envolvidos, dentro deles, por tal clima sacramental.

O uso do termo vem desde a época dos romanos do latim "templum", e significava o local onde os sacerdotes se posicionavam, a céu aberto, para observá-lo e a todas as manifestações "celestiais" da natureza, ou dos "deuses". Note-se que o termo "contemplar" compõe-se, precisamente, de "cum + templum", e significava "estar absorto com o tempo", vindo, etimologicamente, a assumir a carga mística que hoje encerra, numa primeira acepção.

Mas, por que esses locais reservados pelos franco-maçons para o trabalho de suas Lojas são denominados de "templos", a ponto de dar a entender que aí se pratica uma religião?

É bom que se saiba que, no passado, nem sempre os locais de trabalho das Lojas ocorriam em "templos", como hoje os vemos. Claro, estamos falando da franco-maçonaria já do ponto de vista "especulativo" e não do "operativo". No período "operativo", quando a missão do maçom (pedreiro) era a construção dos edifícios, os canteiros de obra eram os locais onde também se reuniam, onde tinham seus alojamentos, onde conviviam pelo tempo necessário à construção.

Quando se dá a transição para o período "especulativo", a fase dos "aceitos", que não eram "operários", mas "pensadores" (digamos assim), suas reuniões ou ocorriam nos adros das igrejas, das catedrais, ou, como era mais comum, junto das tavernas, das cervejarias, das estalagens e hospedarias, em salas reservadas.

Lembremo-nos dos locais onde se reuniam as quatro Lojas inglesas que fundaram, em 1717, a Grande Loja de Londres e Westminster, precisamente, em quatro desses locais: 1) O Ganso e a Grelha (The Goose and Gridiron); 2) A Coroa (The Crown); 3) A Macieira (The Apple Tree) e 4) O Copázio e as Uvas (The Rummer and Grapes), cervejarias as duas primeiras e tabernas as duas últimas, que emprestavam seus nomes para essa Lojas que, na época, ainda não costumavam ter nomes distintivos próprios, como hoje.

Fundada a Grande Loja de Londres e Westminster (24/06/1717), vai demorar muito ainda para que as Lojas ganhem espaços próprios para seus trabalhos. Elas continuam se valendo dos mesmos locais de sempre, em sua grande maioria. Isso porque era costume ocorrerem as reuniões às mesas de refeições, os franco-maçons comendo, bebendo e discutindo seus temas. E até mesmo "admitindo" novos obreiros. O simbolismo, entretanto, já estava presente, mesmo porque ele é da essência da Instituição. Assim, durante as reuniões, nesses locais, riscavam sobre o chão os desenhos maçônicos (colunas, trolhas, compassos, réguas, esquadros, etc.). Ou então já dispunham de uma espécie de tapete, onde tais desenhos já estavam previamente grafados.

Desse período é que surgiu a expressão "goteira". Trabalhando sempre a cobertos, isto é, em recintos fechados, despertavam a curiosidade, de modo que havia quem, para ver o que faziam, pendurava-se nas calhas (goteiras) para espreitar através das janelas. Quando esses curiosos eram percebidos, o alerta era dado, mais ou menos como "tem goteira".

Estamos falando dos franco-maçons ingleses, mas, na França, não era muito diferente, embora também outros locais fossem utilizados. É bom lembrarmos das famosas Lojas Militares, anteriores à fundação da Grande Loja Londrina, que eram formadas por aristocratas, fidalgos, militares ingleses, irlandeses, escoceses e mesmo franceses, que já pertenciam à franco-maçonaria, na condição de "aceitos". Isso ocorreu quando da deposição e decapitação do católico Carlos I (1649). Fugindo da ditadura de Cromwell (1649 a 1658), os dois filhos de Carlos I, os futuros Carlos II (1660 a 1685) e Jaime II (1685 a 1688), exilam-se na França, acompanhados daqueles fidalgos. Homiziados no Castelo de Saint Germain, aí articulam-se, política e militarmente, valendo-se da Maçonaria para seus contatos secretos e trânsito, em toda a Europa. Praticavam a Maçonaria, ou "maçonavam", como diziam, reunindo-se em tendas de campanha e em salas dos palácios. Data dessa época as primeiras tentativas de ingresso da mulher, na Maçonaria, razão por que a França aparece como o país onde tal aspiração teve início, e as bases nacionais da futura franco-maçonaria francesa.

Mas, voltando à Inglaterra, berço da moderna Maçonaria, fundada a Grande Loja de Londres e Westminster, em 24 de junho de 1717, dizíamos que por muito tempo os trabalhos das suas Lojas continuariam a se desenvolver nos mesmos lugares, as tavernas, cervejarias, estalagens e hospedarias.

Foi somente em 1775, com a pedra fundamental lançada a 1º de maio, que tem início, em Londres, na Great Queen-Street, a construção do primeiro templo maçônico, o "Freemason’s Hall". Soberbo, majestoso, imponente, belíssimo, foi inaugurado um ano depois, no dia 23 de maio de 1776, com as características com que os vemos hoje. A França não ficaria atrás e, em 1788, também constrói o seu primeiro Templo Maçônico. Desde então, as Lojas Regulares foram proibidas de voltarem a se reunir em tavernas, etc. Algo que também não se pode ignorar é, não obstante esse primeiro Templo Maçônico seguir os mesmos princípios de orientação e divisão interna, comum às igrejas anglicanas (Inglaterra), que, por sua vez, obedeciam ao modelo do Templo de Salomão, outras influências se fizeram sentir, ao longo do tempo, perseguindo-se a intenção de que o templo maçônico represente a terra e o universo. Por exemplo, pintar o teto como um céu cheio de estrelas, de planetas, o Sol e a Lua, lembrando um costume egípcio (Templo de Luxor); as colunas Jônica, Dórica e Coríntia, mais as estátuas de Minerva, Hermes e Vênus, e as Doze Colunas Zodiacais, que o enfeitam, como num templo greco-romano, e por aí vai. Outra forte influência, mais próxima da época da construção, foi a do Parlamento britânico, com a disposição interna dos bancos (assentos).

No parlamento inglês, o Primeiro Ministro tem assento, na Great Chair, ao fundo da sala (oriente?), onde fica ladeado pelos líderes do governo e da oposição. Os parlamentares restantes ficavam no resto da sala (ocidente?), sentados uns em frente aos outros, separados por um corredor. A disposição era, assim, triangular: no ápice, a Great Chair; lado esquerdo e lado direito, do corredor, os parlamentares da situação e os da oposição. Atualmente, há os parlamentares independentes que se sentam no corredor central, de frente para a Great Chair. E a sala que antecede esse local, do lado de fora, chama-se "Sala dos Passos Perdidos", que foi também adotada, nos templos maçônicos.

Na verdade, com a posterior proliferação de ritos e mais ritos, os templos maçônicos foram sendo alterados, ainda que, na essência, guardassem as mesmas peculiaridades do original. Além do que, outras inovações e, até mesmo, aberrações, foram sendo perpetradas, quase descaracterizando, os templos, como maçônicos. Nesse sentido, leia-se o artigo do Ir. José Castellani, "Meninos, eu vi!", publicado na revista A Trolha no. 48, pág. 77/8, de julho/agosto-1990, e que será bastante esclarecedor.

Além do mais, há a Ortografia abaixo, sobre a matéria, para maiores detalhes e informações aos que desejarem se aprofundar. Outra obra importante é, também, "O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica", de Alex Horne, da Editora Pensamento, um verdadeiro tratado, em termos de _sc64.gif - 6039 Bytesesqcom.gif (54794 bytes)pesquisa histórica e origem da "Lenda de Hiran". Aqui, neste trabalho, nossa preocupação foi exclusivamente introdutória. Suficiente, entretanto, para a idéia geral.




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quinta-feira, 9 de julho de 2009

maçonaria

O negócio é que os maçons cultivam com cuidado o silêncio, quem já viu um texto maçônico sabe disso, as frases tem abreviações aparentemente indecifráveis, mas a coisa até que é simples. Algumas palavras são reduzidas a sílabas e acrescidas dos 3 pontos em forma de delta – o mesmo símbolo que aparece ao lado da assinatura de um maçom.

Loj é Loja; Ir é irmão, como os Maçons se referem uns aos outros; Prof é profano, ou seja, quem não é da maçonaria, há palavras reduzidas às iniciais e duplicadas em caso de plural. VVig quer dizer vigilantes; AApr , aprendizes, GADU é o Grande Arquiteto do Universo. Também é comum ver inscrições que devem ser lidas da direita para a esquerda, numa referência ao alfabeto hebraico. MOCAM, por exemplo, quer dizer “maçom”.

Existem ainda toques e sinais para quem é da maçonaria, as assinaturas tem 3 pontos, no aperto de mãos, maçons se reconheceriam ao encostar o indicador no punho de quem está sendo cumprimentado.

Outro sinal para identificação fora dos templos seria passar a mão pelo cabelo, virando-a durante o movimento, e como durante as cerimônias os maçons devem estar sempre eretos, uma maneira de se comunicar em lugares públicos é endireitar a coluna e colocar os pés em forma de esquadro, o abraço maçônico, presente em vários rituais, consiste em colocar um braço por cima e outro por baixo, em “X”, bater 3 vezes nas costas e trocar de posição outras 3 vezes.

Os símbolos:

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A letra “G” DEUS em inglês é “God” e Geometry (Geometria).

Compasso: O instrumento que desenha círculos perfeitos significa a busca pela perfeição. É o símbolo do raciocínio maçônico.

Esquadro: Seu ângulo reto (90°) mostra como o homem deve levar uma vida honesta. Ao lado do compasso, representa a união de idéias e ações.

Avental: Lembra que todo homem nasceu para o trabalho e que um maçom deve trabalhar insistentemente para a descoberta da verdade e melhora da humanidade.

Três Pontos: Tem várias interpretações reconhecidas. Lembra o místico delta, faz referência ao tripé liberdade, igualdade e fraternidade e às qualidades indispensáveis ao maçom: amor, vontade e inteligência.

Colunas: Um templo deve ter 12, para lembrar os 12 signos do zodíaco.

O famoso Segredo maçônico: Agora digamos se existisse algum segredo bombástico, qual seria a possibilidade de um maçom contar para a esposa ou amante, e esta contar para uma amiga ou irmã e esta contar para uma amiga em um salão de beleza e em poucos dias estar na internet e todo mundo sabendo.

Gente como o filósofo John Locke, que sugeriu que o grande segredo guardado pela maçonaria é que não existe segredo nenhum. Agora vamos ponderar sobre a realidade, como visto anteriormente existe maçonaria e suas lojas em qualquer cidade do interior.

Ao contrario das grandes capitais onde é mais rigoroso a iniciação, no Interior os maçons são os mais ricos e influentes da cidade, pode ser ate um analfabeto, bastando ser rico, que logo um Maçom o convidada para participar da Ordem, em cidades pequenas do interior intelectual pobre é sinônimo de “louco”, geralmente Maçons são pessoa integras e com muitas qualidade, mas não deixa de existir desvios entre seu membros, o que logo que constatado, os outros se apresam em corrigir os erros, há relatos na historia de ate serem “eliminados” do mundo dos vivos.

O mais famoso Maçom desviado da historia sem duvida foi o brilhante Medico mais conhecido como “Jack o estripador” sua história é contatada no filme estrelado por Johnny Depp “Do inferno”. A cena abaixo, do filme mostra o julgamento de Jack, por seus pares Maçons e sua condenação posterior.


Por exemplo, circula entre os maçons paulistas a história de um julgamento, parte de um escândalo nacional, que caminhava para a condenação do réu e mudou de rumo após telefonemas entre altos membros do tribunal. Advogados, juízes e o acusado eram iniciados da ordem.

Será que os membros têm condições de abandonar os valores e pactos da fraternidade na hora de exercer cargos na sociedade pública? claro que NÃO, por isso todo advogado tem obsessão em ser Maçom visto da grande quantidade de Juízes, Promotores e Desembargadores que são Maçons incluído muitos dos Grãos Mestre.

Curiosidade:
Em uma “Mega Store” Saraiva, existem mais de 30 títulos com o tema Maçonaria, a maioria são livros bem pequenos com poucas páginas e escritos na maior parte por mestres maçons, na classificação da Saraiva os livros sobre maçonaria ficam na mesma estante de numero “189” dos livros sobre Bruxaria.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os Maçons Declaram Que a Maçonaria é uma Religião!








Maçonaria : preparando a religião do anti-Cristo PDF Imprimir E-mail





“E também houve entre o povo falsos profetas , como entre vós haverá também falsos doutores , que introduzirão encobertamente heresias de perdição , e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição . E muitos seguirão as suas dissoluções , pelos quais será blasfemado o caminho da verdade . E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença , e a sua perdição não dormita.” (II Pedro 2:1-3)


Como todos sabemos a Maçonaria nada mais é que uma nova versão dos Cavaleiros Templários medievais . Com o fim dos Templários durante a Idade Média , seus membros , fugindo da perseguição, se infiltraram secretamente nas associações de pedreiros livres , e com estes se misturaram, surgindo, assim , a moderna Maçonaria Especulativa .


Assim , vemos que a Maçonaria é uma continuação dos Cavaleiros Templários, e, desta forma , possui os mesmos ideais que os antigos Templários. Dentre estes ideais , um dos principais , é o sonho de se acabar com as guerras religiosas. Um ideal que fazia sentido aos Templários, pois eram eles que matavam e morriam em nome da fé .


Porém , desde a Idade Média , os Templários foram além de simplesmente buscar o fim das guerras religiosas, e passaram a buscar uma união entre as mais diversas formas de religião . Prática que permanece viva até hoje dentro da Maçonaria .


O que , porém , mais chama a atenção , é o fato de que , na grande maioria das religiões que se dizem cristãs, em seu nascedouro aparecem membros da Maçonaria atuando de forma decisiva . Senão vejamos:


1) Os Mórmons ( Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ): se analisarmos a história desta Igreja , veremos que seu criador , o falso-profeta Joseph Smith, era membro da Maçonaria , assim como seus sucessores . A influência da Maçonaria é tão grande nesta religião que seus templos possuem vários símbolos maçônicos , além dos bordados L e V que existem em seu “garment” (uma roupa que os mórmons devem usar constantemente por baixo de suas vestes normais ), e que simbolizam o esquadro e o compasso , os quais formam o símbolo da Maçonaria .


2) As Testemunhas de Jeová : seu criador , Charles Taze Russell, era outro membro da Maçonaria , o qual possui em seu túmulo uma lápide em forma de pirâmide , com desenhos de símbolos maçônicos .


3) Os Adventistas do Sétimo Dia : sua falsa-profetisa, Ellen Gould White, provavelmente possuía algum envolvimento com a Maçonaria , provavelmente fazendo parte de algum grupo da Maçonaria Feminina , uma vez que no túmulo de sua família existe um obelisco , que é um tradicional símbolo maçônico e que costuma enfeitar túmulos maçônicos para que outros maçons possam identificar membros de sua organização .


4) O Espiritismo Kardecista: existem vários indícios que são apontados por eminentes espíritas que indicam, não só a efetiva participação do francês Hippolyte Leon Denizard Rivail ( posteriormente conhecido como Allan Kardec) na Maçonaria francesa, como apontam vários conceitos e termos maçônicos dentro de seus ensinamentos , chegando alguns a apontar como raízes do Espiritismo a antiga Babilônia, comparando seu surgimento com o da Maçonaria , na mesma época e lugar.


5) Alguns grupos “ evangélicos ” modernos : podemos encontrar , em diversos grupos que se dizem “ evangélicos ”, sobretudo entre os ditos “neo-pentecostais”, alguns sinais de contaminação pela doutrina maçônica , tais como a forma de pirâmides existentes em alguns de seus templos , a apologia à reconstrução do Templo de Salomão (o maior sonho Templário vivo até hoje entre os maçons ), “ rituais ” de queima de pedidos de oração , entre outras formas de paganismo maçônico .


6) A Igreja Católica Apostólica Romana : até mesmo aqui existem sinais de contaminação pagã que é capaz de demonstrar um possível envolvimento da Igreja Católica com a Maçonaria . Como se não bastassem todos os desvios doutrinários desta “ igreja ”, sua Idolatria descarada ( chamada de “veneração”, que segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, nada mais é que “ idolatria ”), existe no centro do Vaticano , uma representação da “ Roda de Oito Etapas para a Iluminação ” ( que é um símbolo da Bruxaria ), com a presença de um obelisco em seu centro , exatamente a forma pagã de se representar o ato sexual .


Outras religiões também possuem ligação direta com a Maçonaria : A Sociedade Teosófica foi formada por Annie Besant e Helena P. Blavatizky, ambas membros da Maçonaria Feminina ; o Satanismo têm em uma de suas figuras proeminentes , um famoso maçom , de nome Aleister Crowley; a Wicca ( bruxaria moderna ) possui dois membros de renome que também faziam parte da Maçonaria , são Gerald B. Gardner e Alex Sanders; desnecessário apontar o Rosa-Cruz Manly P. Hall como membro da Maçonaria ; além , é claro , da Nova Era , e Alice Bailey que também fazia parte da Maçonaria .


Analisando estas informações , e estudando-se os ensinamentos destas seitas e religiões , percebemos claramente grandes pontos de contato entre seus ensinamentos , os quais certamente serão invocados como pontos comuns pelo “Falso-Profeta” que há de surgir para conduzir o mundo à adoração do anti-Cristo, tão logo a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo seja arrebatada da Terra .


Não nos resta dúvida de que tudo isto , todo o surgimento destas inúmeras formas de religiosidade pagã, faz parte de um grande plano da Maçonaria de levar o mundo sem Deus a crer que todas as formas de religião estariam interligadas entre si , não só em suas origens , mas , principalmente em seus ensinos , para convencer os desavisados de que “ toda religião conduz a Deus ”, para que surja, no futuro , uma única religião global liderada pelo “Falso-Profeta”.


Já percebemos o início desta união quando vemos os vários encontros ecumênicos que costumam contar com a presença de vários líderes ligados a todas estas formas de religiosidade vazia . Não se engane: só há Um Caminho capaz de conduzir à Deus , seu nome : Jesus Cristo ! Fujamos de toda forma de ecumenismo , pois é o que nos determina a Santa , Inequívoca e Infalível Palavra do Senhor : Deuteronômio 18:9; I Coríntios 10:21; II João 1:10-11






Power Point








Veja diversas apresentações em powerpoints



terça-feira, 7 de julho de 2009

maçonaria A NOVA ERA

A MAÇONARIA E A NOVA ERA

O que é a Maçonaria?
Maçonaria é uma sociedade com fins filantrópicos, humanitários e filosóficos. Para fazer parte desta sociedade, constituída de homens que entram por convite, é necessário ser religioso, porém não podem levar essa religião para sua loja. Sua doutrina é secreta. A Bíblia é o livro da Lei Santa, é a primeira e mais importante das 3 grandes luzes que iluminam simbolicamente a loja. Lúcifer seria um arcanjo perdido e injustamente condenado.
Para a maçonaria, o bode na posição direita ou invertida, torna-se o que há de mais nobre na essência do homem. É a sociedade secreta mais forte do mundo. Tem sua própria constituição que é acima de qualquer constituição do mundo. Tem seus sócios em todas as instituições exercendo sempre cargos de confiança..
O grande propósito do mestre maçom é estabelecer através da compreensão, da fraternidade, da igualdade e da perfeição, a ligação entre os homens e "deus". Esta ligação se faz com a interação dos dois triângulos invertidos e entrelaçados que formam a estrela de Davi (judeus) ou o Hexalfa.
E a força que movimentará esta união será a da energia do mundo subjetivo do homem, simbolizado no polígono interior da estrela.
O Movimento Nova Era segue os ensinamentos dessas duas organizações, que tem por objetivo preparar o caminho para a chegada daquele que, segundo eles, colocará uma Nova Ordem no Mundo.
Vejamos as semelhanças de alguns dos ensinos:

A maçonaria fala do homem subjetivo.
O Movimento Nova Era fala do deus subjetivo.

O Movimento Nova Era no livro "O Reaparecimento do Cristo" de Alice A. Bailey mostra que o ponto dentro do triângulo é "o Cristo", que chegará para despertar os corações dos homens e instituirá corretas relações humanas, permanecendo incomovível onde se encontra e sendo simplesmente o que ele é.

Maçonaria é uma religião ? Os maçons dizem que não é uma religião, mas “é religiosa", porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo, e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO (GADU), porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.”.. Em a Maçonaria e o Livro Sagrado, p.108, lemos: “Assim, o dizer-se que a Maçonaria não é uma religião, pois aceita em suas colunas homens de bons costumes, crentes em Deus e de qualquer crença religiosa, ela encerra a mais completa Religião Universal, porque sua religião está fora de discussão dogmática...”
Seu objetivo – “...tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. É nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos sem nenhuma distinção” .

Quem é Jesus Cristo na Maçonaria? Um simples mestre e fundador de religião como: Buda, Maomé, Krisna e outros. Apesar de orarem sempre em suas reuniões nunca o fazem em nome de Jesus. No ritual do grau 32 Jesus é apresentado como um grande filósofo e reformador ao lado de Confúcio, Zaratrusta, Buda, Maomé, Moisés e outros.
Porém Jesus disse:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14, 6) Negar que Jesus é Deu,s

A Bíblia na Maçonaria: É chamada de Volume do Conhecimento Sagrado (VCS), uma das decorações da Loja, juntamente com o Esquadro e o Compasso. Os candidatos juram sobre o VCS sua própria religião ( Vedas, Tripitaca, Agamas, Anacletos, Corão etc.)

maçonaria esotérica





No grupo esotérico, que é composto dos verdadeiros esotéricos espirituais encontrados em todos os grupos ocultistas exotéricos.... na Maçonaria você tem os três caminhos que levam à iniciação. Agora eles não são usados e uma das coisas que resultará - quando a nova religião universal dominar... será a utilização dos organismos esotéricos, a Maçonaria e a Igreja como centros de iniciação. Esses três grupos convergem como o interior sagrado da Loja de todos os verdadeiros maçons, e os círculos mais internos das sociedades esotéricas. Três tipos de homens têm suas necessidades atendidas, três raios principais são expressos, e os três caminhos para o Mestre são trilhados, levando todos os três ao mesmo portal e até o mesmo hierofante [Sumo Sacerdote, o Anticristo]"

"Não há dúvida, portanto, que a obra a ser feita para familiarizar o público geral com a natureza dos Mistérios... Esses Mistérios serão restaurados à expressão exterior por meio da Igreja da Fraternidade Maçônica" [pg 514].

"Quando o Grande vier com seus discípulos e iniciados, teremos a restauração dos Mistérios e sua apresentação exotérica, como conseqüência da primeira iniciação. Como pode ser? Porque o Cristo... é o Hierofante [Sumo Sacerdote, Anticristo] da primeira e da segunda iniciação, e ele administrará a primeira iniciação nos santuários internos daqueles corpos. [Maçonaria e Igreja]" [pg 514-515

“Dentro da ONU está o germe e a semente de um grande grupo internacional de meditação e reflexão – um grupo de pensadores bem informados, em cujas mãos está o destino da Humanidade. Eles estão sob o controle de muitos discípulos do ‘quarto raio’ [...] e seu foco é o plano de intuição Búdica – o plano que comanda toda atividade hierárquica”

Alice B. Bailey [1] -Discipleship in the New Age

[1] Alice B. Bailey, Discipleship in the New Age, Lucis Press, 1955. Links para A Bailey:http://beaskund.helloyou.ws/netnews/bk/toc.html Alice baihttp://www.lucistrust.org/http://www.conspiracyarchive.com/NewAge/Alice_Bailey.htm

Resenha do Livro "Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry"

Informações Bibliográficas : "Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry", de Albert Pike, publicado Kessinger Publishing Co., 1992, ISBN 1564592758.

Propósito Declarado do Autor : Pike propõe-se a registrar fielmente as crenças antigas [arcanas] dos Mistérios, sobre os quais a Maçonaria foi fundada. Ele registra os ensinos dos Primeiro Grau até o Trinta e Dois. Este livro é considerado a obra clássica da Maçonaria moderna de todos os tempos.

Pontos Fundamentais : Pike ensina que a Maçonaria é uma religião [pg 213, Décimo Terceiro Grau]; 2) Confirma que a Maçonaria é a religião de um mundo unificado, que abraça todas as religiões dos mistérios antigos [pg 524 e 541, Vigésimo Sexto Grau; pg 624, Vigésimo Oitavo Grau]; 3) A Maçonaria mente para seus membros até que estejam prontos para "aceitar a verdade" [pg 224, Décimo Quarto Grau; pg 840, Trigésimo Segundo Grau; pg 103-5, Terceiro Grau; pg 329, Vigésimo Grau; pg 817, Trigésimo Grau]; 4) A Maçonaria adora a natureza, especialmente o sol [pg 718, Vigésimo Oitavo Grau; pg 718 e 776, Vigésimo Oitavo Grau; pg 643-4, 672]; 5) O ensino da Maçonaria sobre Jesus Cristo cumpre a definição bíblica do Anticristo em 1 João 4:1-2, na página 563, 567, Vigésimo Sexto Grau; ensina que Jesus Cristo não é único, pg 539, 576, Vigésimo Sexto Grau];




Pontos Fundamentais (continuação) ...6) Deus é deus das forças [pg 102, Terceiro Grau], cumprindo assim a profecia em Daniel 11:38]; Deus não é um ser absoluto, pg 223, Décimo Quarto Grau; Deus habita em toda a matéria, como ensina o hinduísmo, pg 710, Vigésimo Oitavo Grau]; 7) A vida eterna é obtida pelas obras, pg 219, Décimo Quarto Grau, pg 399, Vigésimo Quarto Grau; pg 538, Vigésimo Sexto Grau]; 8) A deusa Ísis outorga "novo nascimento" às pessoas a quem os segredos de sua religião podem ser confiados, pg 338, Vigésimo Quarto Grau].

Importância do Livro; Contribuição Oferecida : [Citando a editora Kessinger Publishing] "A Maçonaria e os rituais maçônicos de acordo com Albert Pike. Se você quer ler apenas um livro sobre Maçonaria, o livro é este! Albert Pike foi a primeira pessoa a escrever uma análise detalhada explicando o significado dos vários graus do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria. Ele escreve em um estilo esotérico e filosófico; não é uma leitura fácil. Todos os graus no Rito Escocês são explicados..."

As Informações Apresentadas São Novas? Não.

Se as Informações Não São Novas, Acrescenta Novidades? Sim, Albert Pike ainda é considerado hoje como a maior autoridade da Maçonaria. Quando os maçons escrevem para nós, freqüentemente citam Albert Pike. Ele é considerado o maior maçom de todos os tempos.

Recomendação : Recomendamos esta importantíssima "luz" da Maçonaria a todos os nossos leitores, para que possam ver por si mesmos o que a Maçonaria ensina. Compare esses ensinos com a Bíblia, para que ninguém mais possa dizer novamente a você que a Maçonaria seja "cristã"; é simplesmente uma cristã falsificada.

Os Maçons Declaram Que a Maçonaria é uma Religião!


Vamos parar aqui por um instante, para analisarmos a atual mentira maçônica de que sua organização não é uma religião. Vejamos algumas citações:

"Toda loja maçônica é um templo de religião, e seus ensinamentos são instrução em religião." [Morals and Dogma, Albert Pike, pg 231-L]

"Ela [a Maçonaria] é a religião universal, eterna e imutável, como Deus a plantou no coração da humanidade universal." [Ibidem, pg 219-M]

"Mas as organizações maçônicas nas quais estas lendas foram cultivadas, como as lojas maçônicas de hoje, eram corpos religiosos."
[The Holy Bible: The Great Light In Masonry, King James Version, Temple Illustrated Edition, A. J. Holman Company, 1968, pg 26]

"... a Maçonaria pode perfeitamente reivindicar ser chamada de instituição religiosa." [A New and Revised Edition: An Encyclopaedia of Freemasonry and Its Kindred Sciences, de Albert Mackey, MD, Grau 33, volume II, pg 618]

NOVA ERA

E o que vemos, é que atualmente, cada um já tem sua própria verdade religiosa. Deus já é uma "opção ou crença pessoal". Mais uma vitória da Nova Era.
O Movimento foi alicerçado por Alice Bailey, a qual foi reconhecida como a sumo-sacerdotiza, e escreveu vários livros, dentre eles "O Reaparecimento do Cristo".
A revelação do Movimento e sua divulgação aconteceu em 1975, 100 anos após sua fundação. A ordem era trazer à luz do público o "PLANO" para Nova Ordem Mundial. A revelação do Movimento deveria acontecer juntamente com a anunciação de um "Cristo da Nova Era", usando todos os meios de comunicação. Os alicerces do movimento, porém, se devem à médium espírita Alice Bailey, que cunhou o nome Nova Era, e que dizia receber mensagens, por via mediúnica, de um mestre tibetano, chamado Djawal Khul. Tais mensagens, impressas pelas Publicações Lúcifer com o titulo "O aparecimento de cristo", constituíram o plano do movimento. Deviam, porém, ficar secretas até 1975, ano previsto para a difusão da Nova Ordem Mundial, encabeçada por um chefe dito "o cristo da Nova Era".

Lucis Trust, cujo nome original era Lucifer Trust. Foi fundada na Inglaterra em 1922, pelo casal Alice e Foster Bailey. A organização controla a única capela existente na sede da ONU, em Nova Iorque. Além do satanismo aberto, a Lucis Trust fomenta o malthusianismo, a Nova Era e o ecologismo.

Entre os patrocinadores oficiais da organização, encontram-se destacadas figuras do establishment anglo-americano, como Henry Clausen, ex-Supremo Grande Comendador do Conselho Supremo, grau 33 da maçonaria escocesa; John Rockefeller, Robert McNamara, Thomas Watson, ex-embaixador dos Estados Unidos na Tailândia, e o rabino Marc Tannenbaum, diretor do Comitê Judaico Americano.


“Respondendo Jesus, disse-lhes: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e seduzirão muitos.” (Mt. 24, 4-5)

A nova era quer negar que Jesus é Deus, ou seja, a 2º pessoa da Santíssima Trindade, e colocar Jesus como um avatar! Essa coisa de AVATAR NÃO EXISTE!

1º pessoa da Santíssima Trindade = Deus

2º pessoa da Santíssima Trindade = Jesus

3º pessoa da Santíssima Trindade = Espírito Santo

A NOVA ERA VISA NEGAR ISSO! E abrir o caminho para a manifestação do Anticristo, como o "AVATAR SUPREMO" !

A literatura da Nova Era se refere, com muita freqüência a "O PLANO". Esta expressão aparece também na GRANDE INVOCAÇÃO que seria uma oração modelo para os adeptos da Nova Era, como a oração do "Pai Nosso" para os Cristãos. Mas o que vem a ser O PLANO?

1. ESTABELECER UMA NOVA RELIGIÃO MUNDIAL E UMA NOVA ORDEM POLÍTICA E SOCIAL

2. A NOVA RELIGIÃO MUNDIAL SERÁ O RENASCIMENTO DO MISTÉRIO DA BABILÔNIA

3. O PLANO SERÁ CONCRETIZADO QUANDO O MESSIAS DA NOVA ERA ASSUMIR O CONTROLE, QUANDO O NÚMERO 666 SERÁ APLICADO E A NOVA RELIGIÃO ESTABELECIDA

4. ESPÍRITOS CÓSMICOS IRÃO AJUDAR A INAUGURAR A NOVA ERA E ACLAMAR O HOMEM-DEUS DA NOVA ERA COMO MESTRE DO MUNDO.

5. A PAZ MUNDIAL, AMOR E UNIÃO SERÃO SLOGANS DA RELIGIÃO.

6. O ENSINO DA NOVA ERA IRÁ ABRANGER O MUNDO TODO.

7. LÍDERES DA NOVA ERA IRÃO DEMONSTRAR QUE JESUS NÃO ERA O CRISTO.

8. CRISTIANISMO E OUTRAS RELIGIÕES SERÃO INTEGRADAS NA RELIGIÃO MUNDIAL

9. PRINCÍPIOS CRISTÃOS SERÃO DESACREDITADOS E ELIMINADOS

10. CRIANÇAS SERÃO SEDUZIDAS ESPIRITUALMENTE NAS ESCOLAS PARA PROMOVEREM A NOVA ERA

11. A HUMANIDADE SERÁ LEVADA A CRER QUE O HOMEM É DEUS

12. CIÊNCIA E RELIGIÃO SERÃO UNIFICADAS

13. CRISTÃOS QUE RESISTIREM A ESTE PLANO SERÃO EXTERMINADOS.
(vide perseguição das aparições de Nossa Senhora e das profecias católicas)

(Dark Secrets of the New Age, pág. 18)




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ordem maçônica no mundo, por trás da 1ª e 2ª Guerra mundiais, Ataques de 11 de setembro, Madri e o poder oculto que está por trás do mundo)

Ordem maçônica no mundo, por trás da 1ª e 2ª Guerra mundiais, Ataques de 11 de setembro, Madri e o poder oculto que está por trás do mundo)

"Há um poder tão organizado, tão sutil, tão completo e tão infiltrador, que eles fariam bem em não falar mais alto que sua própria respiração quando falarem em condenação a ela". [Presidente Woodrow Wilson, "The New Freedom", citado em The New World Order, de A. Ralph Epperson, pg 32-33, ; também citado pelo Dr. Dennis Cuddy, em Secret Records Revealed, pg 24-25]

"Uma mão invisível está guiando o populacho." [Lafayete, The New World Order, de A. Ralph Epperson, pg 32-33, ]

Essa "mão invisível" sobre a qual Lafayette falou é a dos Illuminati, e a parte frontal dos Illuminati é a Maçonaria. Líderes iluministas-chave sempre falam de forma elogiosa sobre a fraternidade maçônica. Veja, por exemplo, Alice Bailey, diretora da Casa da Teosofia. Bailey escreveu como um conduite para seu espírito-guia demoníaco, Mestre Dwhal Khul, em The Externalisation of the Hierarchy:, um livro monumental dedicado ao estabelecimento da Nova Ordem Mundial e seu Cristo [o Anticristo].

"O Movimento Maçônico... atenderá às necessidades daqueles que podem, e devem, exercer o poder. Ele tem a custódia da lei; é o lar dos mistérios e o assento da iniciação. Ele tem em seu simbolismo o ritual da deidade e o caminho da salvação é preservado em sua obra. Os métodos da deidade são demonstrados em seus Templos e sob o Olho Que Tudo Vê a obra pode prosseguir avante. A organização é muito mais ocultista que pode ser percebido e destina-se a ser a escola de treinamento dos vindouros ocultistas avançados... na Maçonaria você tem os três caminhos que levam à iniciação. Por enquanto eles não são usados, e uma das coisas que resultarão - quando a nova religião universal tiver o controle e a natureza do esoterismo for compreendida - será a utilização do organismo esotérico unificado, o organismo maçônico e o organismo Igreja como centros de iniciação. Esses três grupos convergirão à medida que seus santuários forem aproximados. Não há dissociação entre a Igreja Única Universal, a Loja interna sagrada de todos os verdadeiros maçons e os círculos mais internos das sociedades esotéricas." [pgs 511, 513]

"Os três canais principais por meio dos quais a preparação para a Nova Era ocorrerá pode ser considerados a Igreja, a Fraternidade Maçônica e o Campo Educacional.... A Fraternidade Maçônica tem a custódia da lei; é o lar dos Mistérios e o trono de iniciação. Contém em seu simbolismo o ritual da Deidade, e o caminho da salvação é preservado de forma simbólica em suas obras. Os métodos da Deidade são demonstrados em seus Templos, e sob o Olho Que Tudo Vê, a obra pode avançar. É uma organização muito mais ocultista do que normalmente é percebido é destina-se a ser a escola de treinamento para os futuros ocultistas avançados. Em suas cerimônias estão ocultas o poder das forças conectadas com o crescimento e a vida dos reinos da natureza e o desdobramento dos aspectos divinos no homem. Na compreensão de seus simbolismos virá o poder de cooperar com o plano divino. Ela atende à necessidade daqueles que trabalham no primeiro Raio da Vontade, ou do Poder." [pg 511, ênfase minha]




quinta-feira, 2 de julho de 2009

DEFINIÇAO DE MAÇONARIA

É Possível Definir Maçonaria?

Prezado Senhor, vou revelar um pouco do que é a Maçonaria.

Encontram-se na literatura diversos tipos e níveis de definições para o que é Maçonaria. Algumas se prendendo a aspectos formais de sua estrutura, organização e objetivos pragmáticos; outras, realçando sua dimensão jurídica e institucional; e também, as que se ocupam mais estritamente de sua dimensão transcendental, filosófica e iniciática.

Em sentido lato a Maçonaria é uma "escola" de deveres, de formação cívica e moral; embora estes sejam resultados inerentes e recorrentes da ação maçonicamente orientada para ajudar a atingir a perfeição na arquitetura do Universo, da sociedade humana. É uma ciência que objetiva a busca da verdade divina e material, uma instituição cujo fim é dispersar a ignorância, combater o vício e inspirar amor fraterno à humanidade.

É uma instituição filantrópica, filosófica e progressista. Seus membros acreditam em um deus e na imortalidade da alma, praticam virtudes e estudam moral, ética, ciências e artes. É altamente espiritualizada e não é uma religião. Em suas salas de reuniões, denominadas templos, aprende-se a investigar a verdade como fonte de ação transformadora do mundo através da atividade consciente e racional dos homens; é um grande salto da inteligência humana, onde princípios iluministas propiciam a convivência harmoniosa de pessoas das mais variadas religiões e facções políticas discutindo assuntos que auxiliam na estruturação da sociedade.

Como instituição busca e cultiva a verdade e a justiça pelas leis do amor, porque é de sua base filosófica que só o amor fraterno é capaz de transformar os homens e o mundo; de movê-los de forma justa e perfeita.

O comportamento ético e moral dos seus homens, assim como as suas atividades operativas, são limitados pelo nível de conhecimento que cada um detém e do comprometimento individual com a ação de cada maçom na sociedade. Não raro encontram-se pessoas sem formação acadêmica alguma em seu meio. O fato de possuírem apenas instrução elementar não limita o desenvolvimento na ordem maçônica; existem inúmeros exemplos de pessoas que se destacam como possuidores de inata capacidade de liderar e elevada sabedoria decorrente da convivência e esforço em melhorar-se.

Viver a Maçonaria implica em vida abnegada prazerosamente ao estudo. Sem polir-se nenhum iniciado maçom integra com garbo a construção do suposto templo universal - a sociedade onde ele vive e onde é simbolicamente uma pedra angular desta edificação. Maçom que não estuda, não progride. Para ele seria mais inteligente e divertido freqüentar um clube social que ocupar a cabeça com a resolução de problemas da humanidade.

A Maçonaria tem simbologia mística e segredos. Detém as espirais do conhecimento transcendental, de uma simbologia que enriquece a percepção a cada passo que se conquista na busca do conhecimento destes segredos. É uma simbologia hermética, fechada, esotérica, transcendental e infinita; quanto mais portas são abertas, outras tantas se apresentarão. Não é secreta, apenas tem segredos como a atuação de qualquer categoria profissional ou empresa da sociedade, para simplificar, basta citar que uma loja maçônica tem seus estatutos e regimentos legais regularmente inscritos em cartório de registro público de documentos. Entretanto, as suas informações esotéricas apenas se revelam na medida em que o indivíduo torna-se merecedor deste conhecimento, quando ele mesmo o descobre em si mesmo e conforme se abrem coração e mente, quando evolui no conhecimento do universo transcendental, do não visto e apenas percebido pelos sentidos. Este processo não é passível de acesso senão ao iniciado que prossegue em sua jornada junto de outros iguais, freqüentando todas as reuniões, e isto demanda tempo. Nestas reuniões o indivíduo é modificado pelo poder do grupo, assim como se manifesta este poder modificador desde os tempos das cavernas, e é a única forma de entender e aprender o significado de sua simbologia. É a razão da inutilidade em ocultá-la, porque nunca se revela, nem poderá ser revelada e, menos ainda, compreendida, senão por aquele a quem foi desvelado o "pórtico" que demarca o início do caminho, e que depois vive sua condição de iniciado, da melhor forma possível, malgrado suas imperfeições, pelo resto de sua existência. Metaforicamente, quem conhece os sinais e símbolos esotéricos da Maçonaria, compreende a inutilidade de comunicá-los aos que não os conhecem - é uma experiência idiossincrática e transcendental - cada iniciado apenas poderá sentir o que é capaz de suportar e compreender, alicerçado em seus próprios referenciais e limitações. Livrarias disponibilizam livros que expõem os segredos mais íntimos da Maçonaria e ainda assim, não revelam o conhecimento; alcançável apenas pela constante convivência.

Durante a efêmera vida, cada um só colhe o que planta. Por isso, é recomendado apenas plantar da semente boa. Não em qualquer solo, ensina a parábola de Jesus Cristo. A Maçonaria escolhe na sociedade aqueles que já são bons terrenos de semeadura; não acolhem pessoas subservientes, ovelhas passíveis de conduzir facilmente aos redis da escravidão; os escolhidos portam mente desenvolvida e independente. Pessoas com tal característica são difíceis de modificar, e nisto encontra-se uma das grandes máximas da Maçonaria - o amor fraterno, o único meio de modificar as pessoas mais obstinadas e solucionar todos os problemas da humanidade, visando Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E como a verdade nem sempre é doce e afável, existem casos onde ela é um chicote que, em ação, é amargo, rude e áspero, daí a necessidade do aporte da disciplina e obediência assemelhada àquelas encontradas nas forças armadas. É pelo constante treinamento da obediência que o maçom torna-se bom líder na vida em sociedade, pois é de conhecimento geral que a civilização está sempre em perigo quando o direito de comandar é concedido àqueles que nunca aprenderam a obedecer. Os líderes que nunca se saíram bem quando estiveram sob alguma autoridade tendem a ser rígidos e orgulhosos demais, sem noção, com tendência a exercer o poder de forma ilimitada e absoluta, e isto, a Maçonaria combate. Na ordem maçônica a boa liderança é exercida por homens que buscam obter a compreensão do mundo em que vive o liderado, isto porque todo trabalho é sempre realizado por outros líderes igualmente servidores, todos voluntários, que submetidos à lei do amor obedecem à lei escrita no papel e esta convivência modifica pessoas e pereniza a prática da Maçonaria.

A Maçonaria abre caminhos; portas. Existem aqueles mais toscos que entendem este abrir de portas como o acesso a gabinetes de outros maçons colocados em cargos importantes na sociedade humana. Quem entra na Maçonaria para abrir portas, para fazer contatos importantes, já está simbolicamente fora da ordem. É lógico que a maioria dos destacados maçons da sociedade possivelmente chegaram onde estão devido ao treinamento de liderança que desenvolveram com auxílio da metodologia da Maçonaria. Um maçom só defende ao outro quando for justo; não existe qualquer acordo em defender àquele que fez algo ilegal, ou de facilitar acesso a um cargo para o qual não tem qualificação. O abrir de portas está estreitamente ligado à evolução da pessoa humana, da eliminação da ignorância, do inculto, da aspereza, na formação de vínculos de amizade profunda com outros seres; aí sim, abrem-se portas materiais de acesso a gabinetes de pessoas importantes, pois aquele que segue o caminho de busca da perfeição tem por merecimento todas as portas deste tipo abertas para si.

É uma ordem filantrópica porque seu profundo amor à humanidade não se restringe ao aliviar da fome e frio dos necessitados e desvalidos, mas em mostrar caminhos e construir pontes que unem os seres humanos. A maior obra beneficente da ordem maçônica é aquela em que, no calor das reuniões, constroem-se seres humanos melhorados, e não aquela em que se dá o pão ao próximo para aliviar a fome por mais um dia, aonde, na maioria das vezes, geram-se mais dependentes ou acomodados. Auxiliar os carentes é o exercício que desenvolve os sentimentos e eleva a auto-estima do maçom; é parte de seu aprendizado, é o exercício de bondade, benevolência e caridade, e se estas não forem as molas propulsoras da beneficência, então a atividade não passa de hipocrisia. A benemerência bem orientada e eficiente é aquela onde o maçom aprende a "pescar" o bom peixe que o nutrirá, proporciona qualidade de vida e, por conseqüência, levam-no a ensinar outros a "pescar" igualmente.

A Maçonaria não se reduz a conceitos. As definições interessam apenas àqueles que buscam o conhecimento superficial e genérico. Ao afirmar-se que "é uma instituição essencialmente iniciática" indica-se que este conceito apenas aponta o "umbral", o limite da instituição em relação ao Universo e ao mundo social. Por isso é difícil e embaraçoso expressar o que seja Maçonaria. É uma "escola", um caminho para um mundo justo, perfeito e verdadeiro. Caminho difícil, mas doce. Caminho aberto para todos os homens de sensibilidade e de boa vontade. Se alguém soubesse definir com precisão o que é a Maçonaria, com certeza não é maçom, é apenas um curioso.

Agora que o senhor já conhece um pouco do que é Maçonaria, resta incentivar que siga em frente, busque conhecer-se, seja bom cidadão, porque é a única maneira de ser visto por um maçom que o represente dentro da ordem maçônica e defenda sua entrada na instituição. Não se trata de uma sociedade na qual o senhor manifesta a vontade de entrar, paga a jóia de um título de sócio proprietário, continua pagando uma mensalidade de manutenção, e pronto, a partir disto torna-se maçom. Mesmo depois que o senhor obtiver quem o defenda lá dentro, existe um intrincado e complexo processo investigatório de sua vida em sociedade, cujo conjunto de hábitos deverá pautar pela honra, amor, honestidade e outras virtudes. Não é dado a ninguém revelar quem são os maçons da comunidade, porque o maçom deve ser precavido na escolha de meus companheiros, haja vista a Maçonaria ser feita da convivência entre pessoas que dispõem da orientação mental de combater absolutismo, injustiça, vaidade, ditadura, e outras, e isto não se faz sem expor-se a uma série de perigos devidos aos soberbos, poderosos e opressores. Se buscar a felicidade da humanidade é a disposição que orienta sua mente, se esta inclinação é honesta e verdadeira, o senhor já é um homem maçom, falta-lhe apenas conquistar o símbolo de trabalho do maçom, o avental; o senhor já é maçom sem avental. Continue em levar a vida reta e justa para que, um dia, um maçom, da Sublime Ordem Maçônica Universal da Maçonaria, em sua comunidade, descubra no senhor os valores exigidos de homem livre e de bons costumes e lhe propicie a iniciação.

Mas não pense meu caro senhor, que a vida de maçom é um "mar de rosas" - ela é uma senda repleta de perigos e constrangimentos, isto porque não se combate maldade, ignorância, vaidade e intolerância do mundo real sem expor-se ao perigo de cruéis inimigos, onde o pior adversário é o senhor mesmo. Considere adicionalmente que todos os maçons são homens imperfeitos em busca da perfeição, e que entre eles certamente encontrarás alguns que lhe trarão desalento, característica de qualquer associação humana. Mas o fato deles gastarem seu tempo e recurso para reunirem-se com seus iguais com regularidade já os torna merecedores e dignos de confiança para uma caminhada a perfeição. Mesmo com prováveis percalços é importante perseverar, conviver e deixar irradiar a própria luz sobre justos e injustos, cultos e incultos, bons e maus, despóticos e liberais.

Tudo o que se aprende na Maçonaria de nada vale se não for colocado em prática. O aprendizado em atividade, aplicado, demonstra sabedoria e irradiará como um luzeiro, qual sol, sobre aqueles que convivem em comunidade. Se a intenção de entrar na Ordem for curiosidade, vaidade ou valores materialistas, então não aceite a iniciação, porque a responsabilidade é imensa e a experiência frustrada uma inútil perda de tempo e de recursos financeiros. Ser maçom exige denodada vida preconizada pela dedicação a si mesmo, a família, ao trabalho, ao próximo, e isto, custa - tanto em valores monetários como em tempo, paciência, obediência e outros.

Se apesar destas advertências o senhor ainda persiste em tornar-se maçom, então, que Deus o proteja e guarde! Siga em frente, vá ombrear com outros maçons os sublimes objetivos da Maçonaria Universal, não importa aonde.

MAÇONARIA E ASTROLOGIA

As lojas na maçonaria estão repletas de símbolos astrologicos. A alfabeto hebraico também guarda estreita correspondência com estes símbolos. A figura abaixo nos ajuda a visualizar estas correspondências:












No ALFABETO HEBRAICO:
As TRÊS LETRAS MÃES (SHIM -MEM - ALEPH) correspondem, respectivamente, aos elementos FOGO, ÁGUA e AR. Correspondem também aos 3 PLANETAS (transpessoais)
NETUNO - URANO - PLUTÃO .
As SETE LETRAS DUPLAS ( BETH - GIMEL - DALETH - KAPH - PEH - RESH e TAU) têm correspondência, respectivamente, com os 7 planetas (pessoais) SOL, LUA, MERCÚRIO, VÊNUS, MARTE, JUPITER e SATURNO.
As DOZE LETRAS SIMPLES (HEH - VAU - ZAYIN - SHET - TET - YOD - LAMED - NUN - SAMED - AYIN - ZADI e KOPH) têm correspondência, respectivamente, com os 12 SIGNOS astrais (Aries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Viergem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

As 12 letras simples correspondem também, respectivamente, aos 12 meses do Calendário Hebraico (Nissam, Iar, Sivan, Tamus, Av, Elul, Tishrei, cheschevan, Kislev, Tevet, Shevat e Adar.

Nos Templos Maçônicos, as 12 colunas que compõem as laterais, correspondem e levam os símbolos dos 12 SIGNOS astrais mencionados, que associam-se a datas que marcam a época da passagem do SOL no Equador Celeste (Eclíptica), de acordo com o Calendário Gregoriano.
E há muito mais...

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