quarta-feira, 29 de julho de 2009

Selos Maçônicos do Brasil e do mundo

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Selos Maçônicos do Brasil

Selos Maçônicos do Brasil

Os Correios do Brasil lançaram em 20/agosto/2004 (no Dia do Maçom) este conjunto de selos sobre maçonaria, representando elementos e símbolos maçônicos:




SABEDORIA, FORÇA E BELEZA:
As colunas representam a Sabedoria, que orienta no caminho da vida, a Força, que anima e sustenta o homem em todas as dificuldades, e a Beleza que adorna as ações, o caráter e o espírito do maçom.

ESCADA DE JACÓ:
Simboliza a escala da hierarquia maçônica, na qual ascendem aqueles que pela fé e pelo esforço, tiverem conseguido transformar a pedra bruta em pedra polida, apta à construção da vida.

FERRAMENTAS DE TRABALHO:
O "Esquadro, o Nível e o Prumo" simbolizam as ferramentas utilizadas pelos maçons na construção da Ordem.

DESBASTANDO A PEDRA BRUTA:
Representa o Emblema do Aprendiz, ao qual cabe a obrigação de desvencilhar-se dos defeitos e das paixões, para poder trabalhar na construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da maçonaria.



"Os selos divulgam os mais relevantes princípios e fundamentos da Maçonaria, como o de orientar no caminho da vida, animar e sustentar o homem em todas as dificuldades e adornar as ações, o caráter e o espírito do Maçom. Também instrui sobre a obrigação do aprendiz em desbastar a Pedra Bruta, desvencilhando-se dos defeitos e das paixões, que habita, preparando-se para a construção moral da humanidade, a verdadeira obra da Maçonaria. A ascensão dos Maçons que, pela fé e pelo esforço, tiverem conseguido transformar a Pedra Bruta em Pedra Cúbica, é outro aspecto valorizado pela Maçonaria e perpetuado por esta emissão."

(Laelso Rodrigues, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil)







Brasil, 2007 e Uruguai, 2007
(emissão conjunta)


Selo comemorativo:

1807-2007 - Bicentenário de Nascimento do Maçom Giuseppe Garibaldi



O primeiro selo mostra Giuseppe Garibaldi a cavalo, levando a bandeira dos revolucionários gaúchos, simbolizando a importância de seu papel na Revolução Farroupilha. O símbolo da maçonaria com o Esquadro e Compasso aparece no canto superior direito.

Desenho feito por Márcia Mattos (Brasil).



O segundo selo apresenta à direita, o rosto de Giuseppe Garibaldi nas cores verde e branco e uma linha vermelha, simbolizando as cores da bandeira da República Italiana, em homenagem à Itália pela qual Garibaldi combateu. À esquerda, uma fragata do século XIX, em que tremula a bandeira do Uruguai, lembrando a atuação de Garibaldi como Comandante da Frota na defesa do governo daquele país.

Desenho feito por Carlos Menck Freire (Uruguai).


Brasil, 1992


Selo comemorativo emitido em 20/agosto/1992 (Dia do Maçom):

Homenagem ao Grande Oriente do Brasil

Símbolo do "Esquadro e Compasso" e maquete do Palácio Maçônico do Grande Oriente do Brasil (Brasília/DF), inaugurado em 04/dezembro/1992. O Grão-Mestre Geral na época era o Irmão Jair Assis Ribeiro.



Desenho feito por Lucia T.V. Ramos

Brasil, 1988


Selo comemorativo:

Sesquicentenário (150 anos) da morte de José Bonifácio de Andrada e Silva



Pintura de José Bonifácio com símbolos do Brasil Império e da Maçonaria.

Descrição do Edital: "O selo mostra a figura de José Bonifácio de Andrada e Silva, O Patriarca da Independência, com elementos que o identificam: o brasão de armas do Brasil independente, envolvido pela cruz da Ordem de Cristo, o martelete e o minério do mestre da mineralogia e, ainda, a faixa, o avental e o emblema maçônico para lembrar o Grão-Mestre de maçonaria. O artista fez o retrato a bico-de-pena e aquarela inspirando-se em uma gravura e uma litografia da época."

Desenho feito pelo quadrinhista, pintor e historiador Ivan Wasth Rodrigues.




Envelope de Primeiro Dia de Circulação (06 de abril de 1988),
com o carimbo comemorativo:

Ilumina teus povos: dá socorro
Pronto e seguro ao índio tosco, ao negro,
Ao pobre desvalido; então riqueza
Teus cofres encherá...

Brasil, 1977

Selo comemorativo emitido em 18/julho/1977:

Cinquentenário de Fundação das Grandes Lojas Brasileiras:

- Grande Loja da Bahia nº 1, fundada em 22.05.1927;

- Grande Loja do Rio de Janeiro nº 2, fundada em 24.06.1927;

- Grande Loja do Estado de São Paulo (GLESP) nº 3, fundada em 15.07.1927



O selo mostra símbolos do Esquadro, Compasso e a letra 'G', sobre o mapa do Brasil.

Desenho feito por J.P.Guimarães



Envelope de Primeiro Dia de Circulação:


Selo com o símbolo do esquadro e compasso.

Brasil, 1973

Selo comemorativo:

Homenagem ao Grande Oriente do Brasil - 1822/1973

Em 17/junho/1822 foi instalado no Rio de Janeiro o Grande Oriente do Brasil sendo José Bonifácio de Andrada e Silva nomeado o primeiro Grão-Mestre.



Desenho por Maria Carmen Ribeiro e Suzana S. Fonseca

Envelope de Primeiro Dia de Circulação (24 de agosto de 1973):




Selos Maçônicos do mundo


Vaticano, 1966

A figura da esqueda faz lembrar o símbolo do Mestre na maçonaria que é representado por um ancião de longas barbas, pensativo, portando nas mãos um compasso, diante de uma prancha. É sobre ela que o mestre estabelece seus planos.

A figura da direita faz lembrar o Mestre Construtor com a trolha do pedreiro assentando a pedra polida para a construção simbólica do templo.

Os selos foram desenhados pelo gravurista italiano Mario Rudelli e lançados pelo Vaticano em 1966, época do Papa Paulo VI.

Bélgica, 1982/1983

Selo comemorativo dos 150 anos do Grande Oriente da Bélgica (1833-1983).
GROOTOOSTEN van BELGIË (em holandês)
GRAND ORIENT de BELGIQUE (em francês)

A imagem mostra o aprendiz maçom entre a pedra bruta e pedra lapidada. O aprendiz deve trilhar seu caminho trabalhando na pedra bruta, retirando sua aspereza e imperfeições até chegar na pedra polida, harmoniosa e aprimorada.

Os instrumentos de trabalho mostrados são o Esquadro, Compasso e o Malho.

A figura geométrica do círculo representa a vida e o triângulo contém a cabeça do homem em seu ápice, realçando a inteligência. O logotipo da Loja também contém a figura do círculo e do triângulo:

França, 1973

Selo comemorativo dos 200 Anos do Grande Oriente da França (1773-1973).
(Bicentenaire - Grand Orient de France)

A imagem mostra um esquadro projetando sua sombra sobre a superfície do planeta Terra e o texto "Liberté - Egalité - Fraternité" (Liberdade - Igualdade - Fraternidade). Em volta, uma parte da Corda de 81 Nós, um símbolo significativo da maçonaria.

Gravura feita por Georges Betemps.

França, 1995

Selo comemorativo dos 50 Anos da Grande Loja Feminina da França (1945-1995)
(Grande Loge Féminine de France)

A Grande Loja Feminina da França (GLFF) permite a iniciação de mulheres na maçonaria. Em 2009 a Loja já reunia mais de 12000 mulheres.

A imagem mostra duas colunas e o triângulo luminoso com uma rosa no centro.

Gravura feita por André Lavergne.

Áustria, 2006
Maçonaria na Austria
(Freimaurerei in Österreich - Freemasons in Austria)

Este selo é um bloco (selo destacável de uma folha maior) mostrando uma cena do ritual de elevação de grau em uma loja austríaca. A imagem possui inúmeros detalhes e símbolos, sendo alguns visíveis somente com uma boa lupa. No canto inferior à direita, aparecem os membros da loja maçônica de Viena Emanuel Schikaneder (autor do texto da ópera A Flauta Mágica) e Wolfgang Amadeus Mozart (iniciado na maçonaria em 1784).

A ilustração foi feita por Wolfgang Seidel baseado na pintura a óleo que retrata a Loja Maçônica de Viena, "Die Wiener Freimaurerloge - Zur gekrönten Hoffnung", quadro de autor desconhecido, datado de aproximadamente 1790, exposto no Museu Histórico da Cidade de Viena.

Veja abaixo alguns detalhes ampliados: O homem com a venda, a cobra em torno da coluna, a estátua de Hermes e o bastão com duas cobras, a estrela de seis pontas, o esquadro, a régua, o avental, a espada do maçom e outros.


Grécia, 1861

A Grande Cabeça de Hermes (Large Hermes Head)

Este é o primeiro selo da Grécia, utilizado de 1861 a 1886.
Mostra a cabeça Hermes e seu capacete com asas.

Desenhado e gravado pelo ilustrador e gravurista francês Albert Désiré Barre (1818-1878).



Hermes é o mensageiro dos deuses da mitologia grega e é conhecido por Mercúrio na mitologia romana. Quando associado ao deus egípcio Toth, torna-se Hermes Trismegisto (Hermes Três-Vezes-Grande). Antigos textos atribuídos a Hermes Trismegisto tornaram-se a base do Hermetismo, com leis e ensinamentos filosóficos que fazem parte da base da Maçonaria e de ritos maçons. Algumas lojas maçônicas possuem o nome de "Hermes" (ex: Logia Hermes Nº 13 de Madrid, Espanha). Também empregamos o termo "Hermético" no sentido de secreto, fechado de tal maneira que nada escapa.


Ao lado, o detalhe ampliado do selo mostrando a borda e os ornamentos interiores.

As letras da parte superior (ΕΛΛ ΓΡΑΜΜ) são a abreviatura de "ΕΛΛΗΝΙΚΟΝ ΓΡΑΜΜΑΤΌΣΗΜΟΝ" (ELLINIKON GRAMMATOSEMON) que significa "Selo Grego". As letras do detalhe são Epsilon-Lambda-Lambda "ELL" (no alfabeto grego) e significam "Grécia".

Tamanho do selo: 1,8 x 2,2 cm.
Valor facial: 5 Lepta (cor verde). Também existem outros selos da série com valores 1, 2, 5, 10, 20, 40 e 80 lepta.




Grécia, 1913-1924

Selo da Grécia mostrando duas colunas. As colunas duplas são um dos mais importantes símbolos da maçonaria.

Este selo é de uma série utilizada para "postage due", ou seja, para selar cartas que foram seladas com valor insuficiente. O valor adicional restante era pago pelo destinatário.

Texto na faixa ornamentada em torno das colunas:
ΕΝΑΡΙΘΜΟΝ ΓΡΑΜΜΑΤΌΣΗΜΟΝ
(ENARITHMON GRAMMATOSEMON, que significa "Selo postal complementar")

Valor facial: 1 Lepta (1 Lepton)
Na parte inferior, o texto é "EISPRAKTEON" ou "EISPRAKTEA", que significa "a ser cobrado".

Honduras, 1935-1938
Templo Maçônico de Tegucigalpa

A imagem mostra o Templo Maçônico de Tegucigalpa, com duas colunas quebradas que representam a destruição do primeiro Templo de Salomão, em Jerusalém.

Republica de Honduras - Templo Masonico de Tegucigalpa - Correo Terrestre - U.P.U. (União Postal Universal)
Método de impressão: Gravura
Gravado e Impresso pela American Bank Note Company.
Valor facial: 1 Centavo.

Equador, 2006
Masoneria Ecuatoriana

O primeiro selo mostra elementos e símbolos maçônicos sobre piso quadriculado da loja. Entre estes elementos estão a Colméia, o Esquadro e Compasso sobre o Livro, a Espada, a Lamparina, a Coluna, o Pentagrama e outros.

O segundo selo mostra a letra 'G' dentro do Esquadro e Compasso, sobre a Estrela Flamejante.

Para mais informações sobre cada símbolo, consulte a página de simbolismo maçônico.

Impresso por: Correos del Ecuador
Data de emissão: 12 de dezembro 2006
Tamanho do selo: 2,8 x 3,8 cm.

Sérvia, 1941-1942

Em 1941, durante a ocupação nazista, a Sérvia realizou a Grande Exposição Anti-Maçônaria em Belgrado e lançou 4 selos comemorativos. Estes selos mostram símbolos da vitória da Sérvia sobre a ameaça Maçônica-Comunista-Judáica. Cada selo mostra as palavras "Sérvia" e "Exposição Anti-Maçônica" em caracteres cirílicos (alfabeto russo) e a data de início da exposição (22-10-1941).

1. O primeiro selo mostra a maçonaria sendo representada por uma pessoa de capuz com avental, espada e a Estrela de Davi sobre o peito. Raios de luz emanam de uma imagem cabalística circular aparentemente representando as forças anti-maçônicas. Detalhe da imagem:

2. O segundo selo mostra a força de um braço emanando de uma luz e agarrando o pescoço de uma serpente com a Estrela de Davi na pele e cuja cabeça está sobre um esquadro e um compasso. Biblicamente a serpente representa as forças do mal (no caso, Judeus e Maçons) e aqui é simbolicamente destruída pelas mãos do nazismo. Detalhe da imagem:


Cada selo possui 2 valores, por exemplo 0.50+0.50 (valor total = 1 Dinar) ou 1+1 (valor total=2 Dinares). Isso significa que os selos são sobretaxados, contendo o valor normal para postagem dos correios e um valor adicional para uso em propaganda anti-maçônica, anti-comunista e anti-judáica.

3. O terceiro selo mostra um feixe de trigo (um dos símbolos do comunismo) sobreposto a uma cruz com ornamentos (similar ao símbolo anti-maçônico dos outros selos da série) com uma ponta inferior destruindo a estrela vermelha de 5 pontas do comunismo, junto com a foice e o martelo.

4. O quarto selo da série mostra a superfície curva da terra com a Estrela de Davi entre dois pilares sendo derrubados por um "Sansão sérvio" iluminado. Estes pilares são as Colunas B e J, símbolos do Templo do Rei Salomão e da maçonaria. Ao lado, detalhe do logotipo anti-maçonaria deste selo.


terça-feira, 28 de julho de 2009

O PAPEL DA ANTI-MAÇONARIA

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Sou Wiccapenta1 penta2 penta4


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Salmo 133

Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os Irmãos! penta8
É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a
barba, a barba de Aarão, e desce para as golas de suas vestes.
É como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião.
Ali Ordena o Senhor a Sua bênção,
E a vida para sempre.

Que o Supremo Arquiteto do Universo nos Ilumine
Em Luz - Vida - Amor
Assim Seja!

AS CRENDICES POPULARES - O PAPEL DA ANTI-MAÇONARIA penta6

Nós, Maçons, sofremos, sempre, com as crendices populares, o fanatismo de ataques e a falaciosa assertiva de que fazemos pacto com o demônio. A isto, nos associam ao bode preto. Sem dúvida, fruto da anti-maçonaria. Este tema, sem dúvida, é bastante interessante, pois aniquilará, de vez, com as maldades implacáveis com que nos atacam. Começarei apresentando uma carta recebida do tio de minha esposa, Nildo de Freitas Góes, Barretos/SP, um Maçom em todos os sentidos do termo - bom pai, bom marido, bom profissional sem dúvida alguma, uma pessoa boa e querida por todos: No dia da minha iniciação na Ordem, recebi uma bela carta, do Irmão Edson Modugno, hoje secretário da Loja Amor e Caridade, em Petrópolis; continuação da carta: Como se vê, nestas duas cartas a mim dirigidas, o trato Maçônico é muito diferente do que normalmente se costuma pensar. Ao invés de mantermos um pacto oculto com o demônio, praticar rituais de satanismo e outras crendices sem qualquer fundamento, há sempre um apoio e um carinho fraternais - não só entre os Maçons, como com qualquer pessoa. Conheço, inclusive, o caso de uma esposa de Maçom que, sem conhecer a Ordem, tinha certa preocupação de seu marido nela entrar, até que pessoas fizeram por ela diversas coisas, sem qualquer interesse, desconhecendo serem elas Maçons. Ao ser questionada sobre o ingresso de seu marido na Ordem, não hesitou em concordar, pois descobrira que aquelas pessoas eram Maçons. Assim trabalham os Maçons, ou seja, fazem o bem a qualquer preço, sem necessitar de reconhecimento, ou exigir aprovação do que fizeram. Os Maçons trabalham em silêncio, uma vez que o bem que nós fazemos não precisa ser revelado. No entanto, somos alvos de ataques maliciosos, de anti-maçons. De tudo o que vimos até agora, já se pode concluir que a Maçonaria não possui qualquer mistério, a não ser a curiosidade e a maledicência de pessoas que não têm o menor compromisso com a verdade. Ser Maçom, adotar a Maçonaria como entidade, deixar que ela faça parte de você, não é tarefa fácil. Não somos, também, fanáticos, irreligiosos ou ateus estúpidos. A maior prova disso é que não criticamos qualquer religião, seita, raça ou pensamentos filosóficos. A Maçonariapenta3 é uma associação constituída por homens de bem, cujos valores morais são elevados. Esta breve introdução se fez necessária, para analisarmos as crendices populares. Conjuntamente, veremos que ela faz parte de ataques anti-maçônicos. O leitor já observou que sempre fazemos uma pequena introdução, antes de entrarmos no assunto. É para que a leitura fique mais agradável e, com isso, se possa entender melhor o que desejamos apresentar ao público profano - ou leigo. A primeira e, talvez, a mais forte crendice popular, deriva do bode-preto. Quem será esta figura sinistra e assustadora? Na realidade, o bode é encarado no esoterismo de diversas maneiras: fonte do materialismo, a matéria sobre o espírito, a brutalidade, se analisarmos pelo lado negativo. No entanto, há corrente doutrinária que entende o bode como o elemento da natureza que está nos campos, de cabeça ereta e, por andar próximo das montanhas, seria o ser ( que não voa ) que estaria mais perto de Deus. Há uma parábola antiga, de um homem que queria ver Deus, mas não conseguia e, então, perguntou a um sábio como faria. Deveria ele subir uma montanha? O sábio respondeu que não bastava subir a montanha, pois ainda assim ele não veria Deus, mas, sem dúvida alguma, estaria mais perto dele. A mensagem é de grande importância. Não basta estar acima para se estar perto de Deus, ou para vê-lo. No caso, em uma figura metafórica, a subida ao topo de uma montanha significa o caminho para encontrar a Deus, ou seja, o homem deve passar pela vida no intuito de encontrar e ver Deus. A montanha é como uma caminhada, uma jornada, onde o homem, ao chegar ao fim, pode ser até que não tenha visto Deus, mas, sem dúvida, estará mais perto dele. Então, por que não olharmos para o bode como uma figura que se encontra no alto das montanhas, cabeça erguida e com força para dominar seus inimigos?
Os homens transformaram o bode em símbolo de bestialidade, por usar ele chifres e se parecer com o demônio. Assim, dizem que os Maçons são bodes pretos - talvez pelo uso do terno preto. A vida é dual. Basta analisarmos o símbolo do Taoísmo: O que significa duas bolinhas, uma preta e uma branca, com mais duas bolinhas da mesma cor, dentro umas das outras? A dualidade da vida - em tudo de bom, pode haver algo ruim, como em tudo de ruim, pode haver algo de bom. Assim, se observarmos o bode como a figura distinta, no pé das montanhas, de cabeça ereta e " terno preto ", até poderíamos aceitar a confusão de nos chamarem de bode ou se admitir que haja um bode escondido na Maçonaria. No entanto, isto não passa de uma crendice. Mas, já que tocamos no ponto do bode, vamos analisar seu aspecto esotérico, sem que isto tenha qualquer relação com a Maçonaria. Repetimos: não há qualquer relação com a Maçonaria. Somente para se ter uma idéia, segue foto criada por um anti-maçom ferrenho, extraída do livro " Is It True What They Say about Freemasonry? ", de Art deHoyos e S. Brent Morris, Masonic penta5
Information Center, Silver Spring, Maryland, 1997: O responsável pelas divulgações medonhas da Maçonaria foi um ex-maçom, Léo Taxil, que, antes de morrer, se arrependeu das barbáries que provocou. No entanto, já era tarde, pois ele havia germinado uma semente pavorosa, que os incultos preferiram acreditar. A foto acima foi imputada à uma teoria de que Albert Pike, Grande Comendador do Conselho do grau 33, teria proferido sua doutrina entitulada Luciferian Doctrine ". Não passou de mais uma idéia absurda de Taxil. Seguem as fotos de Albert Pike e Léo Taxil. Albert Pike Léo Taxil Sem dúvida, é mais fácil se acreditar no lado negativo do que no positivo. No entanto, até o presente momento, apresentamos suficientes argumentos de que as calúnias contra a Maçonaria não passam de falácias produzidas por mentes fracas, despreparadas e sem qualquer fundamento. Viu-se, na foto acima, um bode - meio homem -, às portas de um Templo Maçônico. Não passa, pois, de uma idéia absurda e fantasiosa de Taxil. O bode, no esoterismo, possui diversas interpretações - fecundidade, aterialidade, captação de cargas negativas, animal próprio para o sacrifício ( mensagem em Levítico - bíblia entre o capítulo 4 e o 23, há vinte e três versículos que mencionam o bode ) e, vulgarmente, conhecido como a semelhança de satã. Na foto abaixo, aparece o bode a quem atribuem a figura de satã: Em determinadas aldeias, há um bode como símbolo de proteção, uma vez que a ele se atribui a capacidade de captar as cargas negativas, sendo certo que para estes aldeões, nem mesmo a Idade Média cristã teve o cunho de abandonar esta figura. A figura de Pã, metade homem, metade bodepenta13, também contribui para as crendices sem fundamento. Aliás, a palavra pânico é derivada de Pã, pois conta o mito que ele era tão feio e assustador, que sua própria mãe teria fugido logo após o seu nascimento. Assim, Pã vivia nas florestas, assustando, as pessoas. O bode, vulgarmente, está sempre associado a coisas maléficas, mas é símbolo, também, de fertilidade. Com relação ao bode preto, a quem insistem afirmar ser uma figura da Maçonariapenta15, só podemos chegar a três conclusões: os Maçons procuram se aperfeiçoar enquanto homens, sendo certo que a crença em Deus é forte e sem ela não se pode ser Maçom. Assim, poderíamos adotar a primeira idéia, de que o bode vive no alto das montanhas e, simbolicamente, perto de Deus. A figura preta viria pelo terno que se usa. A segunda conclusão, é que as pessoas ignorantes insistem em afirmar que a Maçonaria cultua satã e, na terceira, que no Templo Maçônico se praticariam sacrifícios. Ocorre, porém, que ninguém ouve falar, abertamente, de seitas de adoração a satã. A única conclusão certa é que não existe na Maçonaria esta figura folclórica. Não há qualquer bode ou bode preto. Quem assim afirma, é porque desconhece, totalmente, o espírito maçônico. Devemos, mais uma vez, a Léo Taxil, as aberrações cometidas, inclusive no que diz respeito ao culto ao demônio e à adoração a um inexistente bode. Aliás, se admitirmos que todos os seres viventes são filhos de Deus e que a natureza faz parte da obra Divina, não podemos conceber qualquer mal em animais, plantas e demais seres. Os homens, alguns o são, mas quanto aos animais, pela própria falta de discernimento, não há como se atribuir maldade. O próprio São Francisco de Assis, padroeiro particular deste autor, amava a todos os animais, indistintamente. Como, então, ir contra a este maravilhoso vulto da História? Admitirmos que os animais possuem bestialidade ou seriam encarnações satânicas, seria uma incoerência e estaríamos desprestigiando o próprio Francisco de Assis -penta10 figura bondosa e Santo, por excelência. A natureza é bela e belos são seus frutos. O bode, pobre do bode, é fruto desta natureza e, a não ser por figuras metafóricas ou mitológicas, o animal não tem qualquer relação com anomalias e bestialidades.penta11 Pensemos, por exemplo, como já tivemos oportunidade de escutar, que determinada planta deveria ser exterminada do jardim, porque dá Ora, da mesma forma que os animais, as plantas são belas e são fruto da natureza. A natureza, por sua vez, é fruto do Grande Arquiteto do Universo. Como atribuir a animais e plantas qualquer malefício? Analisemos, agora, uma outra situação: - nossa mente é poderosa e nosso corpo expele cargas elétricas. Isto não é esoterismo, mas pura metafísica. Pois bem, admitamos, então, que nossa mente é um rádio de pilha, um receptor, um canal aberto. Temos, do outro lado, o Cosmos, o Universo, a Bondade Divina, como transmissor. Se mantivermos nosso rádio nesta sintonia,penta16 aberto às vibrações positivas do Cosmos, captando toda a nossa energia para o bem, em tudo veremos o bem. Ao contrário, se desprezarmos o Cosmos e nos mantivermos canalizados no mal, nosso rádio estará aberto a outras freqüências indesejáveis. Você gosta de funk? Não? Então não ligue seu rádio em uma estação que só toca este tipo de música. Assim funciona nosso poder mental. Se estivermos aptos ao bem, somente o bem receberemos. Mas, se sintonizarmos o mal, como esperar o bem e ver nas coisas belas da vida a obra do Grande Arquiteto do Universo? Concluindo esta passagem, do bode preto, podemos concluir que, como animal que é, ser vivente e fruto da natureza, é uma maledicência afirmar tratar-se de símbolo da besta. Assim, observando o símbolo do Taoísmo - [ -, podemos concluir tudo o que foi mencionado anteriormente. Se sua mente estiver aberta ao bem - que é o que se espera de todo o Ser vivente na Terra, o mal não lhe atingirá e você não conseguirá encontrar no bode, nas plantas e na Maçonaria, qualquer malefício. Sem dúvida alguma, a maior crendice popular origina do bode preto. No entanto, somente para finalizar esta parte, quando, então, analisaremos outras formas de anti-maçonarismo, inclusive na parte destinada à Internet, devemos lembrar que há festas abertas na Maçonaria, para quem desejar adentrar no Templo. Se você tiver algum conhecido Maçom, peça a ele para lhe informar sobre o fatopenta12. Tenho certeza que, depois desta leitura e de alguma festa em que você participar, seus conceitos sobre Maçonaria serão outros. E, quem sabe, você não será um futuro Maçom,penta14 a lutar em prol da Maçonaria e de nossa Pátria?

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