terça-feira, 14 de abril de 2009

O SIGNIFICADO DO BODE




O BODE NA MAÇONARIA



Bodiar ou fazer Venda (Loja), é um tratamento que se dá às reuniões Carbonárias nas Choças, Barracas ou Vendas, o que significa trabalhar em segredo.
Essa preocupação dos Maçons Carbonários se dá em razão de que, no passado, as perseguições do Santo Ofício levavam à tortura e ao sacrifício inúmeros IIr.´., tanto da Alvenaria quanto da Madeira, no intento de arrancar-lhes os segredos ou conhecimentos acerca daquilo que protegiam com muita dor e coragem, podendo ser, inclusive, assuntos conspiratórios contra a coroa ou o império, posto que o combate à tirania e ao obscurantismo fazia parte da grande ocupação de que tratavam os "bodes" na maioria dos Templos Maçons.

Assim, a figura do Bode, que ficou conhecida como símbolo do segredo, do silêncio e da confidencialidade entre os IIr.´. de todas as Obediências e Ritos, fez com que adotassem a enigmática caricatura desse animalzinho como uma identificação e reconhecimento entre os membros da fraternidade dos pedreiros e madeireiros livres, e que sobre esse costume muitas brincadeiras se realizem nas iniciações ou nas comunicações bem humoradas entre IIr.´. .
Dentro da maçonaria, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. Segundo ratifica o nosso saudoso Ir.'. José Castellani, a origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monólogo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação àquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado de que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo contar a alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas; ficaria mais aliviado junto à sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.
Mas por que bode? - Quis saber Paulo.
É porque o bode é seu confidente.
Como o bode não fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino.
A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja; o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio.
O povo passou a contar as suas faltas.
Voltemos a 1808, na França de Bonaparte, que, após o golpe do 18 Brumário, se apresentava como novo líder político daquele país.
A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja.
Assim a Maçonaria, que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir.
Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - "Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra".
Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: "BODE" - aquele que não fala,
o que sabe guardar segredo.
É costume, na Maçonaria Carbonária, decorar seus Templos com duas cabeças de Bodes - uma preta e outra prata, para lembrar aos Bons Primos a importância do silêncio sobre tudo o que se passa dentro da Ordem e que o segredo é a alma de todo o maçom que se preza.

o segredo

O TEMPLO
O Segredo da Maçonaria


O segredo maçônico é de natureza única, mística e individual, de maneira que não pode nunca ser violado ou traído. Só pode ser realizado por aquele maçom que o busca para usá-lo construtivamente, com sinceridade e fervor, absoluta lealdade, firmeza e personalidade.

O segredo maçônico é de natureza única, mística e individual, de maneira que não pode nunca ser violado ou traído. Só pode ser realizado por aquele maçom que o busca para usá-lo construtivamente, com sinceridade e fervor, absoluta lealdade, firmeza e perseverança no estudo e na prática da Arte Sagrada.


A Maçonaria não se revela efetivamente senão a seus verdadeiros adeptos, àqueles que a ela se doam por inteiro, sem reservas mentais, para se tornarem verdadeiros maçons, isto é, Obreiros Iluminados da Inteligência Construtora do Universo.



Isto é conseguido por intermédio de provas que constituem os meios pelos quais torna-se manifesto o potencial espiritual que dorme em estado latente na vida rotineira, as provas simbólicas iniciais e as provas posteriores do desânimo e da decepção. Dentro de cada ser humano existem muitas faculdades ocultas, que podem ser despertadas através de práticas.
Quem se deixar vencer pelas provas, assim como aquele que ingressar na Associação com um espírito superficial, deixará de conhecer aquilo que a Ordem encerra sob sua forma e seu ministério exterior, deixará de conhecer seu propósito real e a Força Espiritual oculta que interiormente anima a Ordem.



Seu tesouro acha-se escondido profundamente na terra. Só escavando, ou seja, buscando-o por baixo da aparência, podemos encontrá-lo. Quem passa pela Instituição como se fosse uma sociedade qualquer ou um clube profano, não pode conhecê-la; somente permanecendo nela longamente, com fé inalterada,esforçando-se em tornar-se verdadeiro maçom e reconhecendo o privilégio inerente a esta qualidade, ela revelará o seu tesouro oculto.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ordem DeMolay

A Ordem DeMolay é uma organização filosófica e fraternal, para jovens - do sexo masculino - com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos, fundada nos Estados Unidos dia 18 de Março de 1919 pelo Maçom Frank Sherman Land.

É patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede o espaço de seu templo para as reuniões dos "Capítulos", denominação da célula da organização.

A Ordem é inspirada na história e exemplo de Jacques DeMolay, 23º e último Grão-Mestre (cargo mais alto da hierarquia) da Ordem dos Templários, nascido no século XIII, morto no século XIV, perseguido pela Inquisição da Igreja Católica e executado por ordem do Rei Filipe IV de França, por não entregar seus companheiros ou faltar com fidelidade a seus juramentos.

Há cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e mais de 200 mil no Brasil.
O jovem DeMolay que completa 21 anos de idade, é denominado "Sênior DeMolay" e passa a acompanhar os trabalhos da Ordem através da "Associação DeMolay Alumni".
No Brasil, distribuídos em mais de setecentos Capítulos, os milhares de DeMolays regulares de todos os estados da federação se reúnem freqüentemente.

No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em: Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, Guam (Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Portugal.

A Ordem DeMolay não garante a entrada de seus membros à Maçonaria.
Seus membros podem pertencer à qualquer religião, desde que acreditem na existência de um Ser superior e criador, denominado Pai Celestial.

PERGUNTAS E REPOSTAS




O que é Maçonaria?


A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.


Por que é filosófica?


É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leias da Natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.


Por que é filantrópica?


É filantrópica porque não está constituída para obter lucro de nenhuma classe, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça.
Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.


Por que é progressista?


É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade do espírito e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições e não opõe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.


Quais são seus princípios?


A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, irmãos.


Qual é o seu lema?


Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes.


Qual é seu objetivo?


Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.


O que entende a Maçonaria por Moral?


A moral é, para a Maçonaria, uma ciência baseada no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da Verdade e da Justiça.


O que entende a Maçonaria por Virtude?


A Maçonaria entende que a Virtude é a força que nos impele a fazer o bem em seu mais amplo sentido; é a força que nos impele ao cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal.


O que entende a Maçonaria por Dever?


A Maçonaria resume o Dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.


A Maçonaria é religiosa?


Sim, é religiosa porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual dá o nome de Grande Arquiteto do Universo; é religiosa porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores, indispensáveis para a interpretação lógica do Universo, formam a base de sustentação e são as grandes diretrizes de toda a ideologia e atividade maçônica.


A Maçonaria é uma religião?


Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens, no sentido mais amplo e elevado do termo e, nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.


Para ser Maçom é necessário renunciar a religião a qual se segue?


Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador. A afirmação de que era necessário renunciar a religião para ser recebido Maçom foi feita e acreditada como verdade, pela perseguição da Inquisição, na Idade Média, com alguns resquícios até os dias atuais, principalmente entre os membros da comunidade Católica mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica como, por exemplo, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; o Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.


Quais outros homens ilustres foram Maçons?


Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; militares como Frederico, o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lmartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling.


Somente na Europa houve Maçons ilustres?


Não. Também na América houve. Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul, Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.


Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?


D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Álves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, rui Barbosa e muitos outros.


A Maçonaria é tolerante?


A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis, rechaçando toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.


O que a Maçonaria combate?


A ignorância, a superstição, o fanatismo, o orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.


A Maçonaria é uma sociedade secreta?


Não. Pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios usado pelos Maçons para se reconhecerem entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.


Quais são as principais obras da Maçonaria no Brasil?


A Independência, a Abolição da Escravatura e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história nos quais os Maçons tomara parte ativa.


Quais são as condições indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria?


Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que permita prover as suas necessidades pessoais, de sua família e a sustentação das obras da instituição; ser convidado por um Maçom e aprovado pelos demais.


O que se exige dos Maçons?



Em princípio, tudo aquilo que se exige para o ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos e regulamentos, além de acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os seus princípios que as regem os quais, no caso da Maçonaria, são: "amor à Pátria, respeito aos governos legalmente constituídos e às leis do país". Em particular, se exige: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda sua plenitude. Além disso, proíbe terminantemente dentro da instituição, ou em seu nome, as discussões político partidárias ou religiosas sectárias, porque prefere uma ampla base de entendimento evitando que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.


O que é um Templo Maçônico?



É um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício pra concentrar suas atenções e esforços para melhorar seus caráter e espírito, desenvolvendo seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão dos homens na vida e recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acerar-se da Verdade.


O que se obtém sendo Maçom?


A possibilidade de se aperfeiçoar, de se instruir, de se disciplinar, de conviver com pessoas que por suas palavras e obras podem se constituir de exemplos, de encontrar afetos fraternais em qualquer lugar do mundo, de ter a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa do desenvolvimento humano.

A Maçonaria não considera possível o progresso senão com base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempo e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes e nem admite em seu seio pessoa que não tenha um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

loja maçonica representaçao simbolica do universo

Uma Loja Maçônica é uma representação simbólica do Universo e suas leis,

bem como da Hierarquia de Poderes que o dirige e governa.

Na Maçonaria, com seu simbolismo caracteristicamente construtor,
todos estão hierarquicamente empenhados na magna obra de Deus Criador,
que maçonicamente corresponde ao Grande Arquiteto do Universo.
Esta é a expressão de que se servem os Maçons para designar Deus, cujo verdadeiro nome é indizível e incomunicável.

a passagem do conhecimento

A relação da passagem do conhecimento, daqueles que dominavam a simbologia e toda a temática esotérica que as catedrais e templos encerram, para com os obreiros,

era feita de forma seletiva. Afinal muitos dos segredos da antigüidade eram dominados por aqueles que detinham a sabedoria e que tinham um grau mais elevado de cultura.

Só alguns é que tinham acesso à informação, dificilmente o saber circulava entre outros níveis sociais que não fossem as ordens religiosas, ordens militares, arquitetos, escultores, pintores, nobres e até alguns burgueses.

o objetivo

O objetivo alegórico da maçonaria é a reconstrução do templo de Salomão;
o fim real é a reconstituição da unidade social pela aliança da razão e da fé,
e o restabelecimento da hierarquia, conforme a ciência e a virtude, com a iniciação e as provas por graus.
Os verdadeiros maçons são pois os que persistem em querer construir o templo, segundo o plano de Hirain.

os ritos

Os ritos da maçonaria são destinados a transmitir a lembrança das lendas da iniciação e a conservá-la entre nossos irmãos, por meio de estudos herméticos distribuídos em seus 33 graus. A maçonaria é a gnose e cada grau da ordem possui uma palavra que lhe exprime a inteligência. Os Maçons tiveram os templários por modelos, os rosa-cruzes por pais e os joanitas por antepassados. Seu dogma é o de Zozoastro e de Hermes, sua regra é a iniciação progressiva, seu princípio a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os continuadores da escola de Alexandria, herdeiros de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar; o objeto de seu culto é a verdade representada pela luz; toleram todas as crenças e não professam senão uma só e mesma filosofia; não procuram senão a verdade, não ensinam senão a realidade e querem chamar progressivamente todas as inteligências à razão

o significado da palavra maçonaria

A palavra Maçonaria, deriva do francês maçonnerie ou do inglês masonry que significa construção, assim todos os que pertencem à Maçonaria são Maçons (pedreiros). É com base nestes fundamentos, que os maçons afirmam trabalhar tal qual um pedreiro a desbastar a pedra bruta para lhe dar a forma apropriada, trabalho esse que tem como objetivo aperfeiçoá-los enquanto seres humanos. A origem da adoção desta palavra agrega uma série de interações, como por exemplo a seqüência que os pedreiros utilizavam para a passagem de conhecimento. Todo o mestre tinha na sua equipe os aprendizes (serventes) e aqueles que já com alguma experiência eram tidos como seus companheiros. Desta forma o conhecimento na construção, em especial das catedrais, era passado por graus, que a Maçonaria adaptou como os três graus simbólicos do conhecimento maçônico: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

a mulher na maçonaria



Maçonaria Feminina



Tenho recebido mensagens de muitas mulheres interessadas na Ma�onaria e indignadas por n�o poder fazer parte da ordem, apesar de preencher todos os requisitos necess�rios, exceto o de que n�o s�o homens
.



Me sinto no dever de esclarecer que essa proibi��o foi introduzida por James Anderson no artigo 18� de sua Constitui��o de 1723, ap�s a transforma��o da Ma�onaria Operativa em 1717.Esta proibi��o foi repetida posteriormente no 18� Landmark compilado por Mackey em sua Enciclop�dia. Donde teria James tirado tal proibi��o para enxert�-la em sua Constitui��o? � dif�cil saber-se agora. T�-la-ia inspirado o Antigo Testamento, em que a lei mosaica era t�o dura e cruel com a mulher (Jo�o 8:4, 5) e t�o liberal com o homem (I Reis 11:3), ao cometerem o mesmo pecado? Ou teve de jungir-se a algum preconceito ingl�s daquela �poca, talvez mesmo apoiado em lei que, mesmo no s�culo XIX foi t�o dif�cil e dolorosa a emancipa��o pol�tica da mulher naquele pa�s, como bem o atesta a luta desesperada das sufragistas? Ramsay, contempor�neo dos reformadores, � desta opini�o (V.RAMSAY, Miguel Andr�, 5�). A n�o ser assim, � inexplic�vel como se veio a admitir e criar esse �bice � mulher justamente na ocasi�o em que se ampliaram os horizontes da Ma�onaria, transformando-a de operativa em especulativa, e pelas mesmas m�os que codificaram suas leis e princ�pios!Sob o crit�rio m�stico-filos�fico, tal qual os antigos Mist�rios, a Ma�onaria se destina igualmente ao homem e � mulher, complementos que s�o um do outro, pois ambos visam atingir a mesma meta evolutiva e constituir a fam�lia como base celular de uma sociedade bem organizada, e segundo os mandamentos da pr�pria Ordem, um dos antigos Landmarks ma��nicos � que todos os seres humanos s�o fundamentalmente iguais, e, portanto, suas diferen�as s�o meramente circunstanciais. Na B�blia crist�, nas antigas Escrituras Sagradas de outras religi�es, na hist�ria de cada na��o, numerosas s�o as figuras femininas que as ilustram como modelos de virtudes e exemplos de amor, abnega��o e lealdade, para gl�ria dessas na��es e religi�es a servir de padr�o de conduta a seus cidad�os e adeptos.Nos pante�es das divindades e her�is de diversas culturas em diferentes �pocas e pa�ses como o Egito, �ndia, China, �sia Menor, Gr�cia antiga e Roma e outros, ao lado de seus deuses e her�is geralmente est� a sua Consorte, diversamente denominada Deusa-M�e, M�e Divina, Magna Mater, Virgem M�e, a Consolatrix Afflictorum, como o Divino Arqu�tipo feminino a que devem aspirar ser todas as dignas esposas e m�es.



Em suma, em todos os tempos e regi�es os povos cultos sempre reservaram um lugar de relevo para a Dama Arquet�pica a ser cultuada, respeitada e imitada, por seus sublimes dotes de ternura, compaix�o, prote��o, paci�ncia, compreens�o, beleza e sabedoria. E assim tamb�m o � na Ma�onaria.� esse respeito, n�o h� nenhuma d�vida nas tradi��es ma��nicas baseadas nas leg�timas escolas antropol�gicas, m�sticas e ocultas. E mesmo nas escolas que atribuem sua origem �s Corpora��es Operativas da Idade M�dia, os investigadores n�o encontraram em seus registros e institui��es nada de discriminat�rio contra a inclus�o do elemento feminino. Portanto, trata-se de uma quest�o legal e n�o de simples discrimina��o. Como todo dispositivo legal, o mesmo s� poder� ser substituido por outro que venha revog�-lo.Por�m, tal proibi��o n�o abrange todas as obedi�ncias, atualmente existem diversas lojas femininas ou mistas por todo o mundo, inclusive no Brasil, que operam de forma independente, ou filiadas a uma pot�ncia pr�pria como a "Ordem Ma��nica Mista Internacional Le Droit Humain". Adotam ritos id�nticos aos das Lojas masculinas e recebem, com gratificante freq��ncia, a visita de irm�os de todos os Orientes, quando ent�o s�o revividos com todo o esplendor e beleza as cerim�nias que realizavam os antigos ma�ons do Egito, da Gr�cia, da P�rsia, de Roma e da Idade M�dia na Europa.Se voc� � mulher, maior de 21 anos, livre e de bons costumes

domingo, 12 de abril de 2009

perguntas e respostas


UMA VEZ INICIADO NA MAÇONARIA, UMA PESSOA JAMAIS PODERÁ SAIR?





Não há esse impedimento. Desejando afastar-se da Maçonaria, basta que o maçom requeira o seu afastamento á Loja, pois issi é um direito seu. A Maçonaria preza a liberdade dos seus membros e defene-a tanto quanto luta para preservar a liberdade dos cidadãos em geral.




A MAÇONARIA É UMA RELIGIÃO????






Não, a Maçonaria não é uma religião, mas defende a existência de um Ser Supremo ou Princípio Criador. Uma religião é muito mais complexa, implicando em detalhes como a existência de um plano para salvação ou caminho pelo qual se alcança uma recompensa depois da vida terrena. Implica também numa teologia que tenta descrever a natureza Deus e divulga a descrição de modos ou práticas pelos quais um homem ou uma mulher podem buscar comunicar-se com Deus. A Maçonaria não faz nenhuma dessas coisas. Apenas abre e fecha os seus trabalhos com uma oração e ensina que nenhum homem deveria começar qualquer empresa importante sem antes buscar apoio espiritual em Deus. Apesar disso, não ensina aos homens como eles devem rezar ou o que devem pedir. Ao invés disso, prega que cada um tem que achar as suas respostas para as suas grandes perguntas na sua própria fé, na sua igreja, sinagoga ou templo religioso.




QUAIS SÃO AS EXIGÊNCIAS PARA SE TORNAR MAÇOM?





É necessário que o candidato prima pela moral e pelos bons costumes. Deve ter uma profissão definida que lhe garanta a subsistência.




COMO SA FAZ PARA SER MAÇOM?




É preciso que o candidato seja indicado por um Mestre Maçom e tenha a sua iniciação aprovada pela Loja. Ninguém se inscreve para ser maçom. Por suas qualidades, ele é notado por um maçom que o indica para a sua Loja. Todo um processo de admissão é desenvolvido, quando o candidato é ouvido, bem como a sua familia. Nesta fase, são prestadas informações preliminares sobre a Ordem Maçónica, seus objectivos e actividades.




UM RELIGIOSO PODE SER MAÇOM?







Nada impede que um religioso seja aceite como maçom. O que jamais se verá, no entanto, é um ateu ser recebido na Maçonaria regular, pois um dos princípios básicos para a admissão na Ordem é a crença num Ser Supremo


OS MAÇONS SÃO ANTI-CATÓLICOS?




Errado.


Nada existe a esse respeito nas tradições e rituais maçónicos. Saliente-se que cada maçom possui as suas próprias convicções religiosas e todos convivem fraternalmrntr nas reuniões das suas Lojas e fora delas. A Maçonaria combate o sectarismo religioso em qualquer das suas manifestações e respeita a crença e a profissão religiosa dos seus membros.


OS RITUAIS MAÇÓNICOS CRIAM EMBARAÇOS AO CANDIATO?




Não.

Os rituais em geral e os utilizados na cerimónia de iniciação foram escritos para sublinhar virtudes que deverão ser desenvolvidas pelos candidatos, tais como, Justiça, Amor Fraternal, Temperança, Caridade, Solidariedade, etc.. Actualmente use-se nos rituais uma linguagem erudita e ricamente ilustrada por simbolismo. Em nenhum momento são criadas situações que possam embaraçar ou desagradar os candidatos, ou que poderiam violar as suas convicções patrióticas, crença religiosa ou familiar



MAÇONARIA É UMA SOCIEDADE SECRETA?




Sociedades secretas geralmente são definidas como organizações desconhecidas do público e a sua existência seja escondida.A Maçonaria, por outro lado, é bem conhecida e orgulha-se de demonstrar a sua existência. Os seus Templos e as suas Lojas são facilmente identificados e muitos deles figuram nas listas telefónicas. Muitos de seus membros costumam usar anéis, distintivos de lapela, alfinetes de gravata que os identificam como maçons. Frequentemente os maçons participam activamente junto da sua comunidade em trabalhos assistênciais.

Finalmente, algumas actividades maçónicas são abertas e acessíveis ao público


A MAÇONARIA NÃO É APENAS UM CLUBE DE NEGÓCIOS?




Não.

Dificilmente seria aprovado um candidato que quisesse entrar para a Maçonaria apenas pot interesses comerciais. De qualquer forma, com o decorrer do tempo, os maçons vão criando grandes amizades uns com os outros, e não se deve estranhar quando algum negócio seja feito entre eles.











quem e o chefe da maconaria???


QUEM É O CHEFE DA MAÇONARiA ?????




Maçonaria não tem um chefe propriamente dito, mas cada Grande Loja é presidida por um oficial denominado Grão Mestre, eleito periodicamente pelo povo maçónico da jurisdição da própria Grande Loja. Dentro da jurisdição da sua Grande Loja, o Grão Mestre é a autoridade máxima.

O QUE E A MAÇONARIA??

O Que é Maçonaria?



A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época.

Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação".

Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.

O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz.

Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom.

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais.

Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre.

Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.).

Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro.

Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos. Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade. Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência".

Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons.

Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião.

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei.

Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros.

No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: "a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes;

a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; é uma escola mútua que impõe este programma: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica."




OS ANTI MAÇONICOS SAO IGNORANTES


As tradições se formam ao correr dos séculos e se integram tão profundamente ao complexo dos usos, costumes e crenças dos povos que nem leis, nem campanhas e nem quaisquer outras ações as podem erradicar ou mesmo abrandá-las de um momento para outro. Elas até podem desaparecer, ou apenas se modificar e abrandar, mas sempre no mesmo ritmo em que se formaram, lenta e progressivamente.




Por isso não se espere que a tradição cultural anti-maçônica, tão arraigada no mundo ocidental cristão, venha a se modificar radicalmente ainda em nosso tempo. Os mentores religiosos não estão nem de leve interessados em que isso aconteça, por um motivo muito simples: os papas do Catolicismo há mais de dois séculos e meio condenam oficialmente a Maçonaria como inimiga da Igreja, ou das igrejas cristãs. A tão propalada modificação do Código do Direito Canônico na verdade não modificou nada, pois a Igreja continua a excomungar os maçons. É só ler os Estudos da CNBB - 66




Sendo a Maçonaria exatamente a mesma dos tempos do Papa Clemente XII, modificar agora a opinião equivocada oficial a seu respeito seria o mesmo que admitir que os papas que no passado sempre a condenaram estavam errados, uma hipótese inadmissível para uma autoridade suprema que se considera infalível.
Conviver pacificamente com a Maçonaria seria para as igrejas cristãs excepcionalmente fácil. Bastaria simplesmente que suprimissem oficialmente de suas instruções aos fiéis as restrições e as condenações, como por exemplo, as contidas no opúsculo antes citado, cujas declarações ainda estão em vigor, e onde está escrito claramente que os maçons ainda continuam a ser excomungados.
O que na verdade as igrejas cristãs pretendem é que a Maçonaria deixe de ser o que é e se adapte aos desejos das autoridades eclesiásticas, de acordo com pensamentos medievalistas que ainda vigoram, infelizmente. O que principalmente incomoda essas autoridades é o sigilo, que gostariam ver extinto, pois ele impede a intromissão em nossas lojas. O opúsculo Estudos da CNDD-66 é bastante claro a esse respeito ao propor o diálogo entre a Maçonaria e a Igreja: "Mas um diálogo onde todos se apresentem abertamente, sem esconder ou disfarçar nada, nem do seu ser nem dos seus objetivos". Quem estaria escondendo o quê, se as iniciativas de diálogo sempre partem da própria Igreja?



Vale acrescentar que as religiões cristãs não católicas que se formaram a partir de dissidências da Igreja Católica, e cujos primeiros pastores e ministros certamente já haviam absorvido a danosa cultura anti-maçônica, com raras exceções, seguem a mesma atitude da Igreja da qual se originaram.
Assim, qualquer movimento para erradicar das comunidades das igrejas cristãs a cultura anti-maçônica somente poderia ser encetada a partir de superiores hierárquicos do Catolicismo e de pastores ou dos ministros das demais religiões. É sobejamente sabido que o contexto popular de um modo geral não responde a argumentos e pregações lógicos, mas apenas a apelos e pregações sentimentais de seus dirigentes religiosos.



Entre os maçons, mesmo entre os que são cristãos, essas condenações não surtem o efeito esperado porque os iniciados cedo percebem, através do convívio com os irmãos em suas lojas, que não há nelas nada contra religião alguma. Assim as sanções e as excomunhões caem no vazio e no ridículo. Isso é comprovado pelo fato de uma alta percentagem dos cinco milhões de maçons espalhados por toda a Terra serem membros ativos de igrejas cristãs que condenam a Maçonaria.
Como teria começado essa cultura anti-maçônica e porque estaria ainda muito presente entre o povo cristão neste terceiro milênio?
O primeiro grande passo foi dado pelo Papa Clemente XII no ano de 1738, com sua constituição apostólica In Eminenti Apostolatus Specula. Os motivos alegados no documento estão na verdade simplesmente ligados a uma questão de poder civil, pois não devemos nos esquecer que o papa era, e ainda se considera assim, o rei dos Estados Pontifícios. Eles ocupavam, durante todo o século XVIII, a parte central da Itália atual. Portanto era civilmente um potentado absolutista, que defendia seu poder com exércitos e manobras políticas e militares que nada tinham a ver com a defesa da fé. Agia tal qual o faziam todos os outros potentados.


A Maçonaria foi olhada por aquele papa simplesmente como um possível inimigo do seu poder e não como inimigo da fé.
Ele condenou a Maçonaria porque outros soberanos já o haviam feito, porque as suas reuniões secretas poderiam pôr em perigo o Estado, já que se subtraiam ao poder de vigilância policial; exigiam juramentos, o que Igreja considera exclusividade sua; porque o segredo poderia afastar fiéis do controle pessoal da Igreja e desviá-los da sua "santa obediência"; e porque "todas essas suspeitas tornavam os Maçons suspeitos de heresia".


A todo este fictício rol de suspeições está acrescentada esta coisa muito estranha "...e por outras causas justas e razoáveis por nós conhecidas", como se estivesse sendo escrito "e qualquer outra causa que julgarmos conveniente".



Um édito do Cardeal Firrao, de janeiro de 1739, confirmou a condenação esclarecendo que todos os que tivessem relacionamento com as lojas maçônicas e com os maçons pessoalmente seriam excomungados e condenados a morte com o confisco de seus bens. Era a voz de uma Inquisição felizmente já enfraquecida.



A condenação papal seguinte foi a constituição apostólica Providas, do Papa Bento XV, de maio de 1751, que reproduziu quase integralmente a de Clemente XII. Estas condenações papais foram seguidas de muitas outras, todas reproduzindo as mesmas condenações baseadas nas mesmas suspeitas de Clemente XII. A presença do espírito da Inquisição está claramente delineada nas atitudes da Igreja contra a Maçonaria. Mas felizmente o seu poder já declinara e não permitia mais executar hereges ou suspeitas de heresia.



As notícias dessas condenações papais se espalharam rapidamente por todo o mundo ocidental cristão, e os eclesiásticos do primeiro degrau da escala hierárquica, os vigários e os curas, celeremente trataram de difamar os maçons e a Maçonaria perante os fiéis de suas paróquias, dizendo-os mancomunados com o diabo para destruir a Igreja e o Papado.
A mente popular assim insuflada deu asas à sua fantasia e estabeleceu-se essa cultura anti-maçônica tão conhecida de todos. Muitos, ainda hoje, acreditam piamente que os maçons ao serem iniciados entregam sua alma ao diabo assinando com seu próprio sangue um terno de compromisso e outras tolices mais dessa espécie. São coisas tão ignorantes e tolas que comprometem por demais o conceito de seriedade das autoridades da Igreja ao não se empenharem decididamente em combatê-las.



Apesar das afirmações em contrário dos representantes da Igreja, ainda hoje os maçons continuam sob excomunhão, um resquício medieval que ninguém mais leva a sério, que nenhum efeito mais produz e que de há muito deveria estar abolido se as intenções de boa convivência fossem realmente sérias.



Além das igrejas cristãs também nos países do mundo ocidental onde imperou o Comunismo foi a Maçonaria sempre tradicionalmente considerada inimigo público e drasticamente abafada ou eliminada com o confisco de seus bens e a desapropriação de suas sedes, com a prisão de seus membros e a eliminação ou banimento de seus dirigentes. Os motivos alegados pelos governantes são em tudo semelhantes aos alegados na bula In Eminenti...de Clemente XII.
Parece haver consenso geral entre os ditadores de que aqueles que se reúnem discreta ou secretamente devem estar presumivelmente conspirando contra as autoridades, uma razão muito forte em regimes ditatoriais. Houve entre esses países uma exceção honrosa, Cuba, por motivos pessoais de seu mandante supremo, Fidel Castro.



O Comunismo e as religiões cristãs têm sido secundados pelos regimes totalitários, como o Nazismo e o Fascismo, e as ditaduras pró-católicas como as do Chile, de Portugal e da Espanha. Isso não ocorre nos meios religiosos não teístas orientais, como no Hinduismo, Budismo e outros, nem no Islamismo ou no Judaísmo, porque neles não se estabeleceu uma cultura anti-maçônica.
Como o comunismo e os regimes ditatoriais praticamente deixaram de existir no mundo ocidental, e os governos democráticos de um modo geral ignoram a existência da Maçonaria, os problemas do relacionamento Maçonaria/Sociedade estão atualmente restritos ao mundo do Cristianismo. Dessa forma, os fatos de aversão à Maçonaria estão bem regionalizados e delimitados ao Ocidente histórico, ou seja à Civilização Ocidental Cristã.



Todas essas condenações à Maçonaria foram deflagradas a partir da entrada da Maçonaria no continente europeu no segundo quartel do século XVIII (1725-1750). Quando ainda restrita à Inglaterra, que se subtraíra a influência de Roma, ela floresceu com liberdade porque nesse país a Inquisição não mais podia agir. Na Europa continental esse profundo e forte sentimento de desconfiança e de oposição à Maçonaria se fixou especialmente entre as pessoas menos cultas, isto é, aquelas que aceitam com facilidade e sem prévia análise racional crenças, crendices e histórias fabulosas.



Estas pessoas menos cultas não estão apenas entre os analfabetos. Podem ser encontradas em todas as camadas sociais e em todos os níveis de instrução, desde os alunos das escolas secundárias até os níveis universitários mais avançados. Ser culto é saber usar a razão, e nem todos os homens instruídos, mesmo os de alto nível, sabem desenvolver a sua racionalidade com respeito aos elementos de sua tradição cultural.



Para melhor compreender o sentido da expressão tradição cultural a que nos referimos com certa freqüência, esclarecemos que assim se compreende o conjunto dos conhecimentos, usos, costumes, lendas e crenças que se transmitem e se ampliam de geração em geração, tanto sustentados pelos grupos ou clãs familiares como por associações civis e para-religiosas, mas principalmente pelos apelos de mandatários religiosos.
Fonte: Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso.
Postado por James Couto às
11:56
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A TROLHA


TROLHA





É adotado pela Maçonaria como instrumento simbólico com a qual se aplica a argamassa humana destinada a realizar a unidade. Tal qual o pedreiro cimenta as várias pedras para formar um todo que é o edifício.Ir.´. Neodo Ambrosio de Castro - M.´.I.´. Vila Velha - ES http://www.brasilmacom.com.br

ROMA


Emblemas que coroam as colunas J e B dos templos e cujos grãos significam prosperidade e solidariedade da família maçônica.

A REGUA


régua



é o símbolo da Retidão.

Representa a boa administração do tempo que deve ser divido no auto conhecimento, meditação, estudo e repouso.

AS PEDRAS


PEDRA BRUTA
A pedra bruta dos maçons corresponde à matéria-prima dos hermetistas. Simboliza a personalidade rude do Aprendiz, cujas arestas ele aplana, e que le cabe disciplinar, educar e subrdinar à sua vontade.
PEDRA CÚBICA


Depois da pedra desbastada pelo Aprendiz, o Comanheiro, com o auxílio do esquado, nível e prumo, torna- a a polida em forma cúbica. Desde os velhos tempos o cubo perfeito simboliza os seres angelicais, a alga de configuração emotiva e harmoniosa.Isso significa a evolução do Companheiro até chegar ao estágio de Mestre.

PAVIMENTO DE MOZAICO


PAVIMENTO DE MOSAICO



Ornamento do centro das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos. Simbolizam seres animados e inanimados que decoram e ornamental a criação, bem como o enlace do espirito e matéria, da vida e forma por toda a parte, a união dos maçons do globo, apesar de suas diferentes cores climas e opiniões particulares.

O NIVEL


NÍVEL



É a jóia móvel usada pelo Primeiro Vigilante das Lojas Maçônicas simbólicas ou azuis.

Representa a igualdade e e está em relação com o enxôfre e a coluna Jachim.

O MALHO


MALHO


É a ferramenta de trabalho do Aprendiz,

para alegoricamente, desbastar a pedra.

, ou educar a agreste e inculta personalidade para uma vda ou obra superior.

O malho simboliza a vontade,

energia,

decisão,

o aspecto ativo da consciência,

necessário para vencer e superar os obstáculos.

AS LUVAS


LUVAS



Tem sido usado pelos maçons como marca de distinção e pureza.

Depois de sua recepção, o Aprendiz recebe dois pares de luvas brancas,

dos quais um se destina a ele e o outro “à dama que mais ele amasse”.

A Luva branca recebida no dia de sua iniciação,

tem como objetivo lembrar os compromissos assumidos pelo maçom.

A LETRA G


Sétima letra do alfabeto maçônico.

Chama-se gimel em hebreu. Em geral significa Geometria,

Geração Glória,

Grande, Grão.

No grau de Companheiro é o emblema misterioso que lhe conduz os passos e naturalmente alude a Geômetra (Deus)

O FOGO


FOGO



O mais sutil, ativo e puro dos quatro elementos terráqueos (terra, ar, agua e fogo) é o princípio animador, masculino em oposição à água, e fonte de energia.

Nas Lojas Maçônicas mantém-se aceso sob a Estrela Flamígera, onde o Primeiro Diácono leva a luz aos seus Irmãos.

O fogo sagrado jamais deverá ser soprado, para não ser poluído pelo hálito humano, segundo a antiga tradição persa.

ESTRELA FLAMÍGERA


ESTRELA FLAMÍGERA




A pentagonal que antigamente tinha raios ou pontas ondulantes,
tal qual ainda aparece em Obediências inglesas e americanas é o emblema indicidual do Companheirismo.
O astro que ilumina a Loja de Companheiros,
onde figura no Oriente acima do Venerável ou
no Ocidente entre as duas colunas ou ainda acima do pedestal do Segundo Vigilante,
a sudoeste,
segundo o Rito Escocês.

ESTRELA DE 5 PONTAS


ESTRELA DE CINCO PONTAS
Colocada no Oriente da Loja, na parede acima da cabeça do Venerável,
chama-se estrela do Oriente ou da Iniciação.
Simboliza o homem perfeito,
Deus manifestando-se plenamente no homem,
o Iniciado.
O Homem é um quintuplo ser:
físico,
emocional,
mental,
intuicional,
e espiritual.

O ESQUADRO

O ESQUADRO
Um dos símbolos mais usados, que, junto ao compasso,
representa o emblema mais conhecido dos maçons.
Simboliza a Equidade, Justiça e Retidão, e constitui a jóia do cargo de venerável Mestre,
porque este deve ser o maçom mais reto e justo da Loja.
Em conjugação com o compasso, que representa Deus, ou o Eu Superior,
para o qual deve o iniciado dirigir constantemente suas aspirações,
o esquadro substitui o quadrado para representar o mundo,
ou o eu inferior com seus desejos e paixões subjugadas e dominadas,
e recorda ao maçom que deve buscar unir-se à sua fonte de origem e desprender-se das ilusões terrenas.

ESPADA FLAMÍGERA

ESPADA FLAMÍGERA
A que tem a lâmina ondulada, qual lingua de fogo serpentino.
É usada pelo Venerável Mestre como símbolo do poder criador do G.A.D.U.
Ao seu triplo tinir com os golpes do melhete (simbolo da autoridade, de que o Venerável se acha investido pela constituição maçônica),
é o recipiendário iniciado e admitido nas flieiras da Ordem.
Em alguns países latinos é também usado pelo cobridor que assim guarda o Templo qual queribim a “guardar o caminho da árvore da vida” Geneses 3:24)

A ESPADA

ESPADA
Acessório muito usado nas cerimônias maçônicas,
geralmente como símbolo do poder e autoridade,
e emblema dessipador das trevas da ignorância.
Nas reuniões de banquetes ritualisticos, é o nome que se dá à faca.
É usada como jóia do Primeiro Experto, Cobridor Interno e Externo.

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