domingo, 7 de junho de 2009

MAÇONARIA



O que é a Maçonaria?
A origem da Maçonaria se perde através das infinitas muralhas do tempo. Remonta ao berço da sociedade humana. Volve ao tempo dos primeiros ciclos da civilização.
Orientada para a utilidade sensorial e as conveniências morais do gênero humano, desde eras imemoriais, pois veio existindo a Sublime Instituição Maçônica. Nunca foi e nem será de nenhum país: não é francesa, nem escocesa, nem americana ou inglesa, tampouco hebraica ou egípcia. Por isso, não pode também ser sueca em Estocolmo, prussiana em Berlim, turca em Constantinopla, lusa em Lisboa ou brasileira em Brasília. É uma Instituição Una, Universal. Tem muitos centros de ação, mas um só de unidade, resultante da sua unidade doutrinária, imutável no perpassar dos séculos. Se ela tivesse perdido esse caráter de unidade e universalidade, já haveria deixado de existir.
Isso não impede, todavia, que ela se revista de certos aspectos peculiares em cada país, derivantes dos fatores históricos, sociais e econômicos do ambiente em que atue.
Reunindo a totalidade dos seus filiados num perfeito e disciplinado corpo de aparelhamento social, a Maçonaria logrou se manter em atividade profícua pelas civilizações em fora, mostrando-se sempre no seu caráter de organização indefectível e fazendo com que o seu benéfico raio de ação abrangesse todas as conquistas da espécie humana.
Nos dias do pretérito, por exemplo, na época dos magos egípcios, já a Maçonaria estava implantada na superfície da Terra. Gozava do elevado conceito de uma Academia de Evolução gradativa, atuante nos diversos setores de sua atividade. O alcance dessa mira de aperfeiçoamento para a harmonia do conjunto, ela o desenvolvia mediante as sugestões decorrentes das suas ensinanças do momento.
Na sua trajetória gloriosa, tomou as denominações de "ORDEM DOS GUARDAS DA LEI DAS DOZE TÁBUAS", "ORDEM DOS ESSÊNIOS", "ORDEM DOS TEMPLÁRIOS", "ORDEM DO CARDO", "ASSOCIAÇÃO DOS PEDREIROS-LIVRES", e outras mais.
O reflexo da atual Maçonaria deve ter feito sentir-se nos tempos de Moisés, na Palestina dos Romanos e no Continente do Velho Mundo.
O vocábulo - Maçonaria - derivou do termo françês - maçon - que traduzido para o português, quer dizer - "pedreiro". Eis como se justifica o motivo dos maçons serem conhecidos como "pedreiros-livres".
Os antigos pedreiros de profissão da Europa exerciam seus misteres isoladamente. Com o perpassar dos tempos, dado o personalismo envolvente de suas atividades profissionais, reconheceram as irrefutáveis vantagens de se associarem para melhor proveito na defesa de seus direitos. Resolveram, então, formarem-se em Sociedade, à qual emprestaram o nome simbólico de Maçonaria.
Essa Maçonaria da qual foram os mesmos pioneiros teve a princípio um caráter apenas operativo. Uma vez agrupados e constituídos em sociedade, começaram logo a ser procurados por outros de funções diferentes, tais como arquitetos, carpinteiros, pintores etc. Então, estes propuseram-lhes uma união na qual se estruturaria o fortalecimento da Associação.
Mas, para que a Sociedade recém-criada pudesse perdurar e progredir, impondo-se como força viva no seio de todas as esferas de relações, tornou-se necessário que lhe emprestassem um cunho místico, dirigido para todas as posteridades.
Não foi difícil a resolução adequada para tem problema: à lembrança dos seus adeptos acudiu a existência da "Ordem dos Templários", cujo prestígio era insofismável. Na adaptação ao método da dita "Ordem" entrou o regime dos símbolos, ligando-se, assim, à tradição dos Templos. Desse modo, surgiu a Maçonaria moderna sem se divorciar de nenhuma formalidade das praticadas nos Templos dos mistérios egípcios, essênios e templários. Escavar e origem dos citados mistérios é cousa muito trabalhosa. Orientando-se, entretanto, pelas lendas mais em voga, as raízes de tais mistérios foram reveladas no campo da Maçonaria e tradicionadas na construção do famoso TEMPLO DE SALOMÃO. Estendendo-se mais um pouco a investigação, descobrir-se-á que elas foram identificadas em leves traços indiciários também nos antigos ritos dos povos orientais.
Colocadas à margem, essas lendas, para se aprofundar nos registros da história, serão, outrossim, encontradas nas práticas das classes sacerdotais dos antigos persas, assírios e gregos-latinos, estudantes dedicados da filosofia de vida, das mutações da natureza e das influências dos astros. Fácil será descobrir, ao mesmo tempo, que os mencionados sacerdotes houveram por bem convencionar vários símbolos e sinais que ficaram eternizados nas esculturas de seus Templos, hoje oferecidos à apreciação dos adeptos da Maçonaria.
Dócil aos intuitos de progresso, as fileiras das primitivas associações dos pedreiros-livres foram-se avolumando; ante a evidência de tal fato, em outras nações foram sendo fundadas associações congêneres, funcionando sob os auspícios do Grande Arquiteto dos Mundos. Templos foram erigidos em muitas localidades, aos quais deram denominações de Lojas.
Os mestres construtores e dirigentes de tais associações passaram a aceitar, como membros honorários delas, patrões e pessoas de reconhecida cultura intelectual ou de posses financeiras abonadas.Muito embora se tratasse de estranhos às profissões dos fundadores, eram adotados e recebidos com bons augúrios, desde que se confessassem atraídos pela beleza dos programas operativos e doutrinários por eles abraçados.
Em conseqüência, naqueles Templos ombreavam-se criaturas de todas as raças e crenças, como que ancoradas num mesmo porto de segurança e em busca da pérola mística da fraternidade.
Dentro de suas paredes, reuniam-se, galhardamente, hindus, com sua incredulidade neste mundo e sua crença inquebrantável na vida futura; budistas, com sua percepção de vida eterna, sua compaixão sem limites de sua mansidão irremovível; maometanos, com sua sobriedade patriarcal, seus dogmas e preceitos do AL-CORAN; judeus, com sua fidelidade férrea do Deus Único, tanto nos bons como nos maus dias; cristãos, com sua temeridade ao Altíssimo, transubstanciados no Amor Crístico, e espiritualista, com seu interesse peculiar pelos mortos e os vivos etc.
Desse modo, para o seio dos "maçons antigos" marcharam os "maçons aceitos". Dentre estes, obteve destaque especial um grande Marechal-General escocês, chamado Roberto Moray, que conseguiu, pela sua influência pessoal, conquistar a cooperação de um outro escocês, de renome, Elias Ashmole, arqueólogo de notável saber. Esses dois vultos, decorrido algum tempo, imprimiram grandes reformas nos estatutos da associação e estabeleceram-lhes um novo método de funcionamento, criando a liturgia ritualista.
Dessa forma, a Sociedade mudou sua designação anterior: passou a ser conhecida por Maçonaria Escocesa Antiga e Aceita.
Maçonaria, por ter sido começada por pedreiros.
Escocesa, porque seus primeiros orientadores intelectuais foram dessa nacionalidade.
Antiga, porque nela continuaram os antigos fundadores.
Aceita, visto serem nela admitidos elementos estranhos às profissões dos primitivos associados.
Em virtude do seu novo método de orientação, permanecem estacionários os ideais da Maçonaria Alta, por algum tempo. Com a evolução dos conhecimentos de grande maioria dos associados, um outro programa se impôs: passou ela a tratar do estudo das ciências, das artes, da moral e do progresso da humanidade. Então, foram organizados corpos de doutrina, e suas atenções depositadas nos intuitos de preparação dos seus filiados no apostolado do Bem, das Virtudes, da Luz e da Verdade, advindos dos elevados tirocínios das antigas iniciações. Aí, começou então o declínio da sua feição inicial, para ser constituída a Grande Sociedade, que hoje é bastante conhecida.
Tornou-se, verazmente, numa verdadeira academia de sentido moral, a expandir a mais pura de todas as filosofias. Passou a ser um pequeno mundo ideológico implantado no grande mundo geológico: a Instituição Orgânica da moralidade.
Fiel às suas finalidades, veio construindo seus Templos, até os dias vertentes, sem nenhuma tropelia, imbuída dos mais elevados princípios e tendo por roteiro várias doutrinas transfundidas num único ideal. Nesses Templos, são esquecidas as preocupações mundanas, os receios atribuladores; perdoam-se os agravos, avivam-se as esperanças e suavizam-se as asperezas da vida. São Templos Augustos do Amor divinizado e da fina educação cívica, verdadeiros retiros silenciosos dos homens de boa vontade.
A sua universalidade, o seu cosmopolitismo, a sua moral sã e seus princípios salutares, tão belos como a criação, são apresentados em suas Lojas, para o bem de todas as almas humanas.A Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo;
A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância;
A Maçonaria é acessível aos homens de todas as raças, classes e crenças, quer religiosas quer políticas, excetuando as que privam o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional;
A Maçonaria além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa:a) obedecer às leis democráticas do Pais;b) viver segundo os ditames da honra;c) praticar a justiça;d) amar o próximo;e) trabalhar pelo progresso do homem.A Maçonaria proíbe discussão político-partidária e religioso-sectária em seus Templos.
A par dessa definição a Maçonaria, também, proclama os seguintes princípios:
Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
Defender os direitos e as garantias individuais;
Praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;
Considerar o trabalho lícito e dígno como dever do homem;
Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;
Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;
Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obra e méritos;
Combater e fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.
Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de

sábado, 6 de junho de 2009

o pentagrama

O Símbolo através da História

A humanidade sempre teve ao seu redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido, surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se símbolos nas tradições de cada povo.

O pentagrama está entre os principais e mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações e significados, evoluindo ao longo da história. Passou de um símbolo cristão para a atual referência onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica.

Origens e difusões

Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.

O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo).

A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides.

Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios.

Os Templários, uma ordem de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem; além de grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda é possível perceber, a profunda influência do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal, que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários foram dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição, a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha. Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o pentagrama passou de um símbolo de segurança à representação do mal, sendo chamado de Pé da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.

Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce então, o simbolismo gráfico e geométrico, emergindo a Renascença numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa (Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.

Posteriormente, o pentagrama também foi associado aos quatro elementos essenciais (terra, água, ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (A Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos)

Na Maçonaria, o Laço Infinito (como também era conhecido o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja.

Com Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant), o pentagrama pela primeira vez, através de uma ilustração, foi associado ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do bode, Baphomet).

O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois do deus, surgindo assim a nova religião Wicca. Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera uma reação da Igreja da época, chegando ao extremo quando Anton LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo, difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.

Até hoje o pentagrama é um símbolo que indica ocultismo, proteção e perfeição. Independente do que tenha sido associado em seu passado, ele se configura como um dos principais e mais utilizados símbolos mágicos da cultura Universal.

Por Spectrum

sexta-feira, 5 de junho de 2009

segredos

Ciências Afins

ORIGENS MÁGICAS DA MAÇONARIA


A grande associação cabalística, conhecida na Europa sob o nome de Maçonaria, surge de repente no mundo, no momento em que o protesto contra a Igreja acaba de desmembrar a unidade cristã. Os historiadores desta ordem não sabem explicar-lhe a origem: uns dão-lhe por mãe uma associação de pedreiros formada no tempo da construção da catedral de Estrasburgo; outros dão-lhe Cromwell por fundador, sem entrarem em indagações se os ritos da maçonaria inglesa do tempo de Cromwell não são organizados contra este chefe da anarquia puritana; há ignorantes que atribuem aos jesuítas, senão a fundação ao menos a continuação e a direção desta sociedade muito tempo secular e sempre misteriosa. À parte esta última opinião, que se refuta por si mesma, podem se conciliar todas as outras, dizendo que os irmãos maçons pediram aos construtores da catedral de Estrasburgo seu nome e os emblemas de sua arte, que eles se organizaram pela primeira vez publicamente na Inglaterra, a favor das instituições radicais e a despeito do despotismo de Cromwell. Pode-se ajuntar que eles tiveram os templários por modelos, os rosa-cruzes por pais e os joanitas por antepassados. Seu dogma é o de Zozoastro e de Hermes, sua regra é a iniciação progressiva, seu princípio a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os continuadores da escola de Alexandria, herdeiros de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar; o objeto de seu culto é a verdade representada pela luz; eles toleram todas as crenças e não professam senão uma só e mesma filosofia; eles não procuram senão a verdade, não ensinam senão a realidade e querem chamar progressivamente todas os inteligências à razão. O fim alegórico da maçonaria é a reconstrução do templo de Salomão; o fim real é a reconstituição da unidade social pela aliança da razão e da fé, e o restabelecimento da hierarquia, conforme a ciência e a virtude, com a iniciação e as provas por graus. Nada é mais belo, está se vendo, nada é maior do que estas idéias e estas tendências; infelizmente as doutrinas da unidade e a submissão à hierarquia não se conservaram na maçonaria universal; houve logo aí uma maçonaria dissidente, oposta à maçonaria ortodoxa, e as maiores calamidades da revolução francesa foram o resultado desta cisão

A LENDA DE HIRAM

Os franco-maçons tiveram sua lenda secreta; é a de Hiram, completada pela de Ciro e de Zorobabel. Eis a lenda de Hiram: Quando Salomão mandou construir o templo, confiou seus planos a um arquiteto chamado Hiram. Este arquiteto, para por ordem nos trabalhos, dividiu os trabalhadores segundo sua habilidade e como era grande o número deles, a fim de reconhecê-los, quer para empregá-los segundo seu mérito, quer para remunerá-Ios segundo seu trabalho, ele deu a cada categoria de aprendizes, de companheiros e aos mestres palavras de passe e senhas particulares... Três companheiras quiseram usurpar a posição de mestres, sem o devido merecimento; puseram-se de emboscada nas três portas principais do templo, e quando Hiram se apresentou para sair, um dos companheiros pediu-lhe a palavra de ordem dos mestres, ameaçando-o com sua régua. Hiram lhe respondeu: "Não foi assim que recebi a palavra que me pedis." O companheiro furioso bateu em Híram com sua régua fazendo-lhe uma primeira ferida. Hiram correu a uma outra porta, onde encontrou o segundo companheiro; mesma pergunta, a mesma resposta, e esta vez Hiram foi ferido com um esquadro, dizem outros com uma alavanca. Na terceira porta estava o terceiro assassino que abateu o mestre com uma machadinha.

Estes três companheiros esconderam em seguida o cadáver sob um montão de escombros, e plantaram sobre este túmulo improvisado um ramo de acácia, fugindo depois como Caim após a morte de Abel. Salomão, porém, não vendo regressar seu arquiteto, despachou nove mestres para procurá-lo; o ramo de acácia lhes revelou o cadáver, eles o tiraram de sob os escombros e como lá havia ficado bastante tempo, eles exclamaram, levantando-o: Mach Benach o que significa: a carne solta-se dos ossos. A Hiram foram prestadas as últimas honras, mandando depois Salomão 27 mestres à cata dos assassinos. O primeiro foi surpreendido numa caverna: perto dele ardia uma lâmpada, corria um regato a seus pés e para sua defesa achava-se a seu lado um punhal. O mestre que penetrou na caverna e reconheceu o assassino, tomou o punhal e feriu-o gritando: Nekun palavra que quer dizer vingança; sua cabeça foi levada a Salomão que estremeceu ao vê-la e disse ao que tinha assassinado: "Desgraçado, não sabias tu que eu me reservava o direito de punir?" Então todos os mestres se ajoelharam e pediram perdão para aquele cujo zelo o levara tão longe. O segundo assassino foi traído por um homem que lhe dera asilo; ele se escondera num rochedo perto de um espinheiro ardente, sobre o qual brilhava um arco-íris; ao seu lado achava-se deitado um cão cuja vigilância os mestres enganaram; pegaram o criminoso, amarraram-no e o conduziram-no a Jerusalém onde sofreu o último suplício. O terceiro foi morto por um leão que foi preciso vencer para apoderar-se do cadáver; outras versões dizem que ele se defendeu a machadadas contra os mestres que chegaram enfim a desarmá-lo e o levaram a Salomão que lhe fez expiar seu crime. Tal é a primeira lenda; eis agora a explicação. Salomão é a persondicação da ciência e da sabedoria supremas. O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra. Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria. Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras.

Cada grau da ordem possui uma palavra que lhe exprime a inteligência. Não há senão uma palavra para Hiram, mas esta palavra pronuncia-se de três maneiras diferentes. De um modo para os aprendizes, e pronunciada por eles significa natureza e explica-se pelo trabalho. De outro modo pelos companheiros e entre eles significa pensamento explicando-se pelo estudo. De outro modo para os mestres e em sua boca significa verdade, palavra que se explica pela sabedoria. Esta palavra é a de que servem para designar Deus, cujo verdadeiro nome é indizível e incomunicável. Assim há três graus na hierarquia como bá três portas no templo. Há três raios na luz. Há três forças na natureza. Estas forças são figuradas pela régua que une, a alavanca que levanta e a machadinha que firma. A rebelião dos instintos brutais, contra a aristocracia hierática da sabedoria, arma-se sucessivamente destas três forças que ela desvia da harmonia. Há três rebeldes típicos: O rebelde à natureza; o rebelde à ciência; o rebelde à verdade. Eles eram figurados no inferno dos antigos pelas três cabeças de Cérbero. Eles são figurados na Bíblia por Coié, Dathan e Abiron. Na lenda maçonica, eles são designados por nomes que variam segundo as ritos. O primeiro que se chama ordinariamente Abiran ou assassino de Hirain, fere o grão-mestre com a régua. É a história do justo que se mata, em nome da lei, pelas pai xões humanas. O Segundo, chamado Mephiboseth, do nome de um pretendente ridículo e enfermo à realeza de Davi, fere Hiram com a alavanca ou a esquadria.

É assim que a alavanca popular ou a esquadria de uma louca igualdade toma-se o instrumento da tirania entre as mãos da multidão e atenta, mais infelizmente ainda do que a régua, à realeza da sabedoria e da virtude. O terceiro enfim acaba com Hiram com a machadinha, Como fazem os instintos brutais quando querem fazer a ordem em nome da violência e do medo, abafando a inteligência. O ramo de acácia sobre o túmulo de Hiram é como a cruz sobre nossos altares. É o sinal da ciência que sobreve à ciência; é o raio verde que anuncia uma outra primavera. Quando os homens perturbam assim a ordem da natureza, a Providência intervém para restabelecê-la, como Salomão para vingar a morte de Hiram. Aquele que assassinou com a régua, morre pelo punhal. Aquele que feriu com a alavanca ou a esquadria, morrerá sob o machado da lei. É a sentença eterna dos regicidas. Aquele que triunfou pela machadinha, cairá vítima da força de que abusou e será estrangulado pelo leão. O assassino pela régua é denunciado pela lâmpada mesma que o esclarece e pela fonte onde bebe , isto é, a ele será aplicada a pena de talião. O assassino pela alavanca será surpreendido quando sua vigilância for deficiente como um cão adormecido e será entregue por seus cúmplices; porque a anarquia é a mãe da traição. O leão que devora o assassino pela machadinha, é uma das formas da esfinge de Édipo. E aquele que vencer o leão merecerá suceder a Hiram na sua dignidade. ' O cadáier putrefatu de Hiram mostra que as formas mudam, mas que o espírito fica. A fonte de água que corre perto do primeiro fascínora lembra D dilúvio que puniu os crimes contra a natureza. O espinheiro ardente e o arco-íris que fazem descobrir o Segundo assassino, representam a luz e a vida, denunciando os atentados contra o pensamento.

Enfim o leão vencido representa o trinunfo do espírito sobre a matéria e a submissio definitiva da força à inteligência. Desde o começo do trabalho do espírito para edificar o templo da unidade, Hiram foi morto muitas vezes e ressuscita sempre. É Adonis morto pelo javali; é Osíris assassinado por Tífon. É Pitágoras proscrito, é Orfeu despedaçado pelas bacantes, é Moisés abandonado nas cavernas do Monte Neba, é Jesus morto por Caifás, Judas e Pilatos. Os verdadeiros maçõns são pois os que persistem em querer construir. o templo, segundo o plano iÍe Hirain. Tal é a grande e principal lenda da maçonaria; as outras são menos belas e menos profundas, luas não pensamos dever divulgar-se-lue os mistérios, e se bem que não tenhamos recebido a iniciação senão de Deus e de nossos trabalhos, consideramos o segredo da alta maçonaria como o nosso. Chegado por nossos esforços a um gráu científico que nos impõe silêncio, não nos julgamos melhor empenhados por nossas convicções do que por um juramento. A ciência é uma nobreza que obriga e não desmerecemos a coroa principesca dos rosa-cruzes. Nós não cremos também na ressurreição de Hiram. Os ritos da maçonaria são destinados a transmitir a lembrança das lendas da iniciação e a conservá-la entre nossos irmãos. Pergmita-nos-ào talvez como, se a maçonaria é tão sublime e tão santa, pôde ela ser proscrita e tantas vezes condenada pela igreja. Já respondemos a esta questão, falando das cisões e das profanações da maçonaria. A maçonaria é a gnose e os falsos gnóstieos fizeram condenar os verdadeiros. O que os obriga a esconder-se, não é o temor da luz, a luz é o que eles querem, o que eles procuram, o que eles adoram. Mas eles temem os profanadores, isto é, os falsos intérpretes, os caluniadores, os céticos de sorriso estúpido, os inimigos de toda crença e de toda moralidade. Em nosso tempo aliás um grande numero de homens que se julgam francos-maçons, ignoram o sentido que seus ritos e perderam a chave de seus mistérios.

Eles não compreendem mesmo mais seus quadros simbólicos, e não entendem mais nada dos sinais hieroglíiicos com que são pintados os tapetes de suas lojas. Estes quadros e estes sinais são páginas do livro da ciência absoluta e universal. Podem ser lidas com o auxílio das chaves cabalísticas e não têm nada de oculto para o iniciado que possui as clavículas de Salomão. A maçonaria foi não somente profanada mas serviu mesmo de véu e de pretexto às cabalas da anarquia, pela influência oculta dos vingadores de Jaques de Molay, e dos continuadores da obra cismática do templo. Em lugar de vingar a morte de Hiram, vingaram-se seus assassinos. Os anarquistas retomaram a régua, o esquadro e a malheta e em cima escreveram liberdade, igualdade e fraternidade. Isto é, liberdade para as cobiças, igualdade na baixeza e fraternidade para destruir. Eis os homens que a Igreja condenou justamente e que condenará sempre.


O TEMPLO DE SALOMÃO






quinta-feira, 4 de junho de 2009

COMO SER MAÇON

Não é absolutamente necessário ter formação acadêmica, somente boa vontade, perseverança, honestidade e sinceridade são fundamentais. O Instituto Paramaçônico de Estudos e Pesquisas oferece-lhe a oportunidade de ter acesso aos estudos e pesquisas da filosofia e do simbolismo maçônicos, de reorganizar a sua vida e de acrescentar a ela os elementos necessários que proporcionam um meio mais completo de viver.

Instituto Paramaçônico de Estudos e Pesquisas

É uma Instituição de Companheirismo, Solidariedade, União e Ajuda. É uma escola de Filosofia, de Igualdade, Liberdade, Fraternidade e muito mais. Quando se pensa em "Instituto Paramaçônico de Estudos e Pesquisas", o sentimento também deve ser de "MODERNIDADE". Com o surgimento de inúmeras tecnologias digitais, como a Internet, o I.'. P'. E.'. P.'. passa a usá-la e abre suas portas para você navegar em nosso site oficial e oportunamente ser um Membro da Maçonaria Universal. O I.'. P.'. E.'. P.'. é uma opção positiva de VIDA. Não se é Maçom apenas pelo título, ou status social; para ser Maçom deve-se possuir algumas qualidades.
(Saiba mais clicando aqui)

As condições individuais indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria Universal são:


Se você tem uma vida familiar harmoniosa, bom relacionamento com os que circundam sua vida profissional e social, moral e caráter ilibados, espírito associativo, lealdade a si mesmo, fidelidade aos compromissos assumidos, é tolerante, é perseverante, não tem discriminação de cor, raça ou religião, é consciente de seus deveres para com a Pátria, acha-se um homem livre e de bons costumes e crê em Deus, então você poderá ser aceito na Maçonaria.
Primeiramente, poderá iniciar seus estudos para verificar se realmente "MAÇONARIA" É O SEU DESEJO.
Veja Como

União Maçônica

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MAÇONARIA



Maçonaria
Algumas informações sobre MaçonariaE-mail
Escrito por Júlio César - Grão-Mestre Adjunto
A Maçonaria

Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçom através do Mundo; não sendo uma religião, não tem dogmas:. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos Justiça Social
A Maçonaria admite, portanto, que o homem e a sociedade são susceptíveis de melhoria, são passíveis de aperfeiçoamento:. Por outras palavras, aceita e promove a transformação do ser humano e das sociedades em que vive:. Mas, para além da solidariedade e da justiça, não define os meios rigorosos por que essa transformação se há de fazer nem os modelos exatos em que ela possa desembocar:. Nada há, por exemplo, no seio da Maçonaria, que faça rejeitar uma sociedade de tipo socialista ou de tipo liberal:. O que lhe importa é um homem melhor dentro de uma sociedade melhor:.

costumes:.
Fraternidade
Levados às últimas conseqüências, os princípios atrás mencionados teriam de implicar uma fraternidade de tipo universal. Este é não só um principio teórico, mas uma norma de prática quotidiana:. "A Maçonaria é uma instituição universal (...):. Todos os maçons constituem uma e a mesma família e dão-se o tratamento de irmãos, sendo iguais perante a lei", dizia o artigo 7º da Constituição de 1926:. " A Maçonaria estende a todos os homens os laços fraternais que unem os maçons sobre a superfície do globo" (artigo 5º do mesmo texto):. Através do ritual, que inclui vocabulário próprio e sinais de reconhecimento específicos, um maçom português pode contatar com um maçom japonês e receber dele ou transmitir-lhe ajuda e apoio de qualquer gênero:. De fato, um dos deveres importantes do maçom, inserto nas Constituições do mundo inteiro, consiste em reconhecer como irmãos todos os maçons, tratá-los como tais e prestar-lhes auxílio e proteção, a suas viúvas e filhos menores:. A história da Maçonaria está cheia de casos que provam o geral cumprimento desUma loja completa possui sete funcionários, que são:

> Venerável ou Presidente, que preside aos trabalhos e os orienta:.
> Primeiro Vigilante, que dirige os trabalhos dos companheiros e vela pela disciplina geral:.
> Segundo Vigilante, que tem por função a instrução dos aprendizes:.
> Orador, encarregado de fazer a síntese dos trabalhos e deles extrair as conclusões; é ainda o representante da Lei maçônica:.
> Secretário, que redige as atas das sessões e se ocupa das relações administrativas entre a loja e a Obediência:.
> Mestre de Cerimônias, que introduz na loja e conduz aos seus lugares os visitantes, e ajuda o Experto nas cerimônias de iniciação:.
> Tesoureiro, que recebe as quotizações e outros fundos da loja e vela pela sua organização financeira:.
Os cargos, do Venerável ao Secretário, são chamados as luzes da oficina:.

* Fonte: Grêmio Fênixte dever:.

Mas isso não obsta a que a Maçonaria possua certo número de princípios básicos, aceites por todos os irmãos em todas as partes do globo:. É essa aceitação, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condição de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potencia maçônica à escala mundial nem um Grão-Mestre, tipo Papa, que centralize o pensamento e a ação da Ordem:.



Aclassismo
Dos ideais de justiça e solidariedade humanas, levados até às últimas conseqüências, resulta naturalmente o ser a Maçonaria uma instituição aclassista e anticlassista, englobando representantes de todos os grupos sociais que, como maçons, devem tentar esquecer a sua integração de classe e comportar-se como iguais:. "A Maçonaria honra igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual", rezava o artigo 6s da Constituição de 1926:. E, nos requisitos para se ser maçom, exige-se apenas, para além de diversas condições morais e intelectuais que mais adiante serão mencionadas, o exercer-se uma profissão honesta que assegure meios de subsistência:. É verdade que a exigência de se possuir a instrução necessária para compreender os fins da Ordem exclui, desde logo, os analfabetos e grande parte das massas populares (em Portugal, entenda-se):. E é verdade também que a maioria dos maçons proveio e continua a provir dos grupos burgueses:. Mas isso deve-se apenas as condições históricas em que todas as sociedades tem vivido nos últimos 200 anos:. R medida que as classes trabalhadoras vão atingindo mais elevado nível social e cultural, assim o número de maçons delas oriundo tende a aumentar paralelamente:. Em Maçonarias de países como a Grã-Bretanha, a França ou a Holanda, o caráter aclassista da Ordem Maçônica nota-se com muito maior intensidade do que em Portugal ou na Espanha:.


Aperfeiçoamento Intelectual
O aperfeiçoamento do homem e da sociedade não se traduz apenas, para o maçom, em termos de melhoria economico-social:. Traduz-se também, e sobretudo, em termos de melhoria intelectual, da afinamento das faculdades de pensar e de enriquecimento adquiridos:. Livre pensamento, para começar:. "A Maçonaria é livre-pensadora", dizia o artigo 3s da Constituição de 1926:. Mas livre pensamento não coincide necessariamente com ateísmo:. Já um texto famoso e respeitado dos primórdios da instituição, as Constituições de Anderson, de 1723, dizia que o maçom que entendesse bem de "Arte", "nunca será um ateu estúpido ou um libertino irreligioso:. Mas embora - continuava o texto - nos tempos antigos os maçons fossem obrigados, em cada país, a ser da religião, fosse ela qual fosse, desse país ou dessa nação, considera-se agora como mais a propósito obrigá-los apenas aquela religião na qual todos os homens estão de acordo, deixando a cada um as suas convicções próprias(...)":. Hoje, talvez a maioria dos maçons professe um deísmo ou teísmo de conceitos vagos e alegóricos, embora não faltem ateus nem crentes de variadas religiões, desde o cristão ao muçulmano:. O que todos rejeitam são dogmatismos e exclusivismos confessionais:.






Fraternidade
Levados às últimas conseqüências, os princípios atrás mencionados teriam de implicar uma fraternidade de tipo universal. Este é não só um principio teórico, mas uma norma de prática quotidiana:. "A Maçonaria é uma instituição universal (...):. Todos os maçons constituem uma e a mesma família e dão-se o tratamento de irmãos, sendo iguais perante a lei", dizia o artigo 7º da Constituição de 1926:. " A Maçonaria estende a todos os homens os laços fraternais que unem os maçons sobre a superfície do globo" (artigo 5º do mesmo texto):. Através do ritual, que inclui vocabulário próprio e sinais de reconhecimento específicos, um maçom português pode contatar com um maçom japonês e receber dele ou transmitir-lhe ajuda e apoio de qualquer gênero:. De fato, um dos deveres importantes do maçom, inserto nas Constituições do mundo inteiro, consiste em reconhecer como irmãos todos os maçons, tratá-los como tais e prestar-lhes auxílio e proteção, a suas viúvas e filhos menores:. A história da Maçonaria está cheia de casos que provam o geral cumprimento deste dever:.


Democracia, Igualdade
Democracia e igualdade encontram-se também entre os princípios básicos da instituição maçônica. Todo o poder reside no povo, como o atestava o artigo 18s da Constituição de 1926, ao dizer que "A Ordem Maçônica em Portugal só reconhece a soberania do povo maçônico":. Todos os maçons são iguais, independentemente do grau a que pertençam:. "Durante as sessões maçônicas - rezava o artigo 17º, § único - todos os obreiros, qualquer que seja o seu grau ou o seu rito, estão sujeitos r mais perfeita igualdade, prevalecendo a opinião da maioria, quando não seja contrária as leis e regulamentos":. Por sua vez, as células de organização e de trabalho da Ordem, as chamadas Oficinas, "são todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si" (artigo 12s da Constituição) :. Nas Maçonarias de todo o mundo, o Grão-Mestre e os Grão-Mestres adjuntos são eleitos pela totalidade do povo maçônico, variando apenas a forma dessa eleição:. Em muitos países, qualquer maçom, aliás, desde que tenha atingido a condição de Mestre (ou seja, maçom perfeito) pode, em teoria, ser eleito Grão-Mestre:. Outro tanto se verifica nas eleições para os múltiplos cargos de cada oficina:.

Oficinas [Lojas]
Cada Maçonaria nacional está estruturada em células autônomas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si", designadas por oficinas:. Existem dois tipos de oficinas, chamados lojas e triângulos:. A loja é composta por um mínimo de sete maçons perfeitos, não conhecendo limite máximo de membros:. O triângulo é composto por três maçons perfeitos, pelo menos, e por seis, no máximo, passando a loja quando um sétimo membro se lhe vem agregar:.









segunda-feira, 1 de junho de 2009

segredos


Maçonaria – Símbolos, Segredos e Significados
“Se dentro do compasso ficares, decerto estarás/Livre de um problema que aos demais afligirá.” A singela mensagem pode ser clara apenas para alguns, membros de uma “sociedade secreta” rodeada de mistérios para o resto da humanidade. Mas, acredite, eles não são mais tão secretos nem sempre foram poucos. Estamos falando da maçonaria, uma organização fraterna secular e que, tradicionalmente ligada aos homens, prega os princípios do amor fraterno, beneficência e verdade. Estar dentro do compasso – um claro símbolo maçônico – é fazer parte da ordem.
Em “A Maçonaria – Símbolos, Segredos e Significado”, W. Kirk MacNulty – que também é maçom há 40 anos – não se ocupa em “desvendar” segredos da sociedade, mas sim passear pela sua história e sua disseminação pelo mundo. Macnulty fala das constantes especulações da origem dos ensinamentos e faz referência aos ilustres que já passaram pela ordem. Mas o maior desafio do autor é o de solucionar equívocos.
“O segredo maçônico é, em si, um símbolo”, justifica o autor, que admite que os segredos maçons já não estão tão bem guardados assim.”A maçonaria sempre teve seus apóstatas e em qualquer biblioteca pública, ou na internet, há publicações que revelam todas as informações que o maçom se compromete a guardar para si”, lamenta o vazamento.
O autor lembra que a maçonaria não é uma religião, mas não deixa de ser uma prática religiosa, já que exige de seus seguidores que acreditem em um ser supremo, escolha que cabe a cada maçom. Quando entram na ordem, é sobre o livro sagrado do seu Deus que prestam um juramento. Além da forte ligação com a espiritualidade, a geometria é uma grande influência aos maçons. Não é à toa que cunharam o termo “arquiteto do universo”. “Embora seus ensinamentos possam ser interpretados como inscritos numa estrutura de referências espirituais, espera-se que cada irmão os pratique no contexto de sua própria religião”, reflete.
Há quem atribua o surgimento da maçonaria aos templários, ordem cristã de cavalaria que protegia os peregrinos em busca da Terra Santa. Pode ser que eles tenham dado contribuições, mas há mais referências de suas práticas no Renascimento, quando o ofício de pedreiros, engenheiros e arquitetos foi mais valorizado. “Na verdade, boa parte do simbolismo da maçonaria vem dos pedreiros da Idade Média”, soluciona MacNulty.
Ferramentas construtivas como o compasso, o malho, o cinzel e o esquadro são simbólicas dentro da instituição, definem hierarquias no aprendizado e mensagens. “O processo de conhecer a si mesmo e empreender a ascensão interior pode ser difícil, até angustiante”, avisa MacNulty. “Por isso, ninguém é convidado a ser maçom; é preciso pedir para ser aceito na ordem.”
Das tavernas de Londres à expansão por todo o mundoFoi na taverna “O Ganso e a Grelha”, em 1717, em Londres, que adeptos da prática maçônica criaram a primeira grande loja. O nome curioso do lugar era uma brincalhona homenagem ao grupo musical O Cisne e a Lira, que se reunia na cervejaria. No século 18, era muito comum que as reuniões fossem sediadas nesses estabelecimentos.
Uma grande loja é como um órgão governante oficial da maçonaria e normalmente há uma dela em cada país. As lojas, que são as unidades de organização maçônica locais, respondem perante a loja de seu país ou região. Os ensinamentos são comunicados em “graus”, um ritual repleto de símbolos. Os três primeiros graus, chamados de simbólicos, são o de aprendiz, companheiro e mestre e reúnem os ensinamentos essenciais da maçonaria.
As três grandes luzes da maçonaria são o livro da lei, o esquadro e o compasso. Entre outros princípios que regem a ordem, discutir religião ou política é uma atitude proibida nas lojas. É curioso que a determinação nunca os impediu de ter como membros revolucionários como Giuseppe Garibaldi e Simón Bolívar. “As organizações maçônicas locais às vezes formularam prioridades largamente diversas”, comenta, sobre os primeiros contatos como novo mundo.
Perseguição, sátira e conspiração
Uma entidade com tantas simbologias não conseguiria sobreviver com a imagem ilesa de dúvidas. Ao mesmo tempo em que conquistava novos adeptos, a maçonaria foi perseguida, principalmente pela Igreja Católica e por governos, que viam na ordem uma fachada para conspirações.
Na França, um país onde a maçonaria sempre prosperou, suas atividades foram proibidas em 1766, sob a alegação de ameaça ao governo. A atitude se espalhou por todo o Norte da Europa, mas a maçonaria foi retomada na França quando o rei Luís 16 se tornou grão-mestre da ordem. “Os poderes seculares sempre foram mais receptivos à maçonaria que à Igreja Católica, que em 1738 publicou uma bula papal proibindo seus membros de tornarem-se maçons”, relata. A bula publicada pelo papa Clemente 12 colocou os maçons na Inquisição.
Se por um lado a maçonaria era perseguida, em outro momento motivava sátiras. Em 1879, a revista americana “Puck”, que fazia sátiras políticas e sociais, dava um tom ridículo aos símbolos maçons, apesar de não ser uma publicação antimaçônica. Já o”O Jogo da Caçarola”, criado em 1905, comparou a maçonaria a um jogo de finalidades ocultas.
Aliás, o que não se vê na maçonaria é que gera mais comentários. “Pouquíssimos não-maçons compreendem a maçonaria tal como ela realmente é”, diz MacNulty. A mais difundida teoria da conspiração sobre os maçons refere-se ao objetivo “real” do movimento: estabelecer uma nova ordem mundial. Para reforçar a teoria, vale lembrar que o primeiro presidente dos EUA, George Washington, era maçom. Outra teoria é a de que a cidade de Washington teria sido planejada sob os princípios maçônicos, e no mapa estaria o desenho do esquadro e do compasso.
Outra conspiração estaria no centro da nota de um dólar: o “Olho que Tudo Vê”, imagem utilizada em algumas representações maçônicas, e a inscrição “Novus Ordo Seclorum” (tradução dos especuladores: Nova Ordem Mundial) estão no centro da cédula. “O Olho que Tudo Vê não é um símbolo maçônico, mas uma antiqüíssima representação da divindade”, defende o escritor que, além disso, diz que a tradução do latim deveria ser lida como “Uma Nova Ordem para as Eras” – o que seria mais condizente com a criação de um novo país.
A expansão da maçonaria está ligada à expansão colonial da Inglaterra. Os maçons que ajudaram na criação das colônias levaram a prática maçônica e, com isso, a expandiram primeiro na América do Norte, depois para o Caribe e Américas Central e do Sul. “Por todo o século 19 e 20 a maçonaria esteve na moda”, escreve MacNulty. Mas o autor acha que ela declinou nos últimos anos. “Talvez isso se deva ao fato de os maçons darem toda a sua atenção à obras de caridade e às atividades sociais, deixando de lado os ensinamentos filosóficos”, sugere.
Além de contribuir para um rico imaginário, a maçonaria está tão introduzida na nossa sociedade que certos termos hoje fazem parte do vocabulário popular, como é o caso de on the square (no esquadro), que significa ser justo, honesto; on the level (no nível), figurativo para verdadeiramente); e straight talking (conversa reta), que quer dizer falar francamente.

domingo, 31 de maio de 2009

O RITO ESCOCÊS

Rito Escocês Antigo e Aceito




O Rito Escocês é uma das cerimônias mais difundidas na Maçonaria em todo o universo.

É composto de 33 Graus.
Ele foi formado ou extraído do Rito de Perfeição, ou Rito de Heredon que contem 25 graus.
Permite a um Mestre Maçom se aprofundar no conhecimento maçônico, depois de ter atingido o terceiro grau da Maçonaria, considerada e mais conhecida como Simbólica ou Azul e que serve de base para toda as demais.
Para nós brasileiros as outras regras de cerimoniais que mais se propagaram, entre cerca de uma centena de Ritos, foram as do Rito de York, ou do Real Arco, as do rito Moderno ou Francês as do Rito Schröder, Alemão, as do rito Adoniramita
Termo "escocês" tem deixado dúvidas quanto à origem do Ritual. Muita gente acredita que, pelo seu nome, ele surgiu na Escócia. Outros acreditam ainda que os principais de seus graus só podem ser auferidos naquele país.
Na realidade as primeiras referências a este Ritual aparecem na França e os seus registros são franceses. Tudo ocorreu porque no final do século 17, vários maçons escoceses fugiram para a França em virtude de uma série de convulsões sociais que aconteceu nas Ilhas britânicas. Certamente que o tipo de cerimonial que utilizavam durante as reuniões que praticaram ficou definitivamente marcado como Ritual dos Escoceses ou Rito Escocês.
Foi a partir de 1732 que a primeira loja desses maçons escoceses “Scottish Chalé" passou a funcionar em Bordeaux, um dos centros de maçônicos mais antigos e mais influentes na França.
Os Obreiros dessa oficina eram ingleses e escoceses e lentamente foram recebendo membros nativos, franceses.
Os Altos Graus foram criados durante os anos 1738 a 1740, e só em 1761 um deles o Irm Stéphan Morin de Bordeaux teve permissão para levar estes títulos através do Atlântico até América. Em 1763 Morins se estabeleceu nas Antilhas, possessões francesas para neste tempo, organizar um sistema de 25 altos graus, conhecido como “Ritual de Perfeição”.O REAA incluiu, além dos 3 graus simbólicos, os graus filosóficos que vão do 4º ao 33º.

O GRANDE PRIORADO DAS GÁLIAS E
O REGIME ESCOCÊS RETIFICADO
O Regime Escocês Retificado é um sistema maçônico e cavalheiresco cristão que foi constituído na França no terceiro quarto do século XVIII.
Depois de um aparente eclipse durante o século XIX, conhece atualmente, e sobretudo depois dos anos 60, uma renovada vitalidade.
O Grande Priorado de Gálias foi criado na Espanha em 1986, onde duas Comendadorias foram a raiz da criação do Grande Priorado da Espanha de K.T. instalado pelo Grande Priorado da Inglaterra em 1994, e foi elevado à Priorado, ficando independentes do Grande Priorado da Espanha em quanto ao Rito e a transmissão própria do Regime Retificado.
Nascido na França, o Rito Escocês Retificado foi, e continua sendo, praticado em sua maior pureza e integridade originais sob a égide do Grande Priorado de Gálias, jurisdição independente e soberana que é conservadora e garante do Regime. O Grande Priorado de Gálias conserva os rituais em toda a sua pureza e integralidade iniciais, de igual modo que a Constituição Original, o Código maçônico das lojas reunidas e retificadas da França e o Código geral dos regulamentos da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa (C.B.C.S.) de 1778. O Grande Priorado de Gálias é o garante da prática autêntica e regular do Rito.
É preciso assinalar que a noção do Regime tem a ver com a organização estrutural do sistema e a do Rito com a prática ritual propriamente dita. As duas expressões: Regime Escocês Retificado e Rito Escocês Retificado não são pois intercambiáveis nem significam o mesmo, ainda que o uso diário as confunda facilmente, possivelmente por causa de suas siglas comuns: R.E.R.
O Grande Priorado de Gálias não é, no sentido preciso do termo, um Grande Priorado Templário. É um Grande Priorado do Rito Escocês Retificado. Entretanto, conforme a vontade formal de seus fundadores, conserva uma filiação espiritual com antiga Ordem do Templo .
O Regime Escocês Retificado tem por objetivo manter e fortificar, não só a Ordem Interior mas sim também as Lojas maçônicas, os princípios que são sua base e fundamento:
A fidelidade a religião cristã, fundamentada na fé na Santíssima Trindade;
A total adesão aos princípios e tradições, tanto maçônicos como cavalheirescas do Regime, que se traduzem num aprofundamento na fé cristã e no estudo da doutrina esotérica cristã, ensinada na Ordem;
O aperfeiçoamento do indivíduo pela prática das virtudes cristãs com o fim de aprender a vencer as paixões, corrigir os defeitos e progredir na via da realização espiritual;
A total dedicação a pátria e ao serviço ao próximo;
A prática constante de uma beneficência ativa e esclarecida a todos os homens, sem importar qual seja a sua raça, nacionalidade, situação, religião e suas opiniões políticas ou filosóficas.
Em definitivo, O Regime Escocês Retificado propõe a realização espiritual como finalidade a cada um de seus membros, facilitando-lhe os meios para conseguir-lo, e em converter-se em homens verdadeiros, templos de Deus.



Primeiro Soberano Comendador do REAA para o Brasil - 1829

sábado, 30 de maio de 2009

Os 33 Mandamentos da Maçonaria

1º - Adora o Grande Arquiteto Do Universo;
2º - O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto consiste nas boas obras;
3º - Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro perante o Grande Arquiteto;
4º - Não sejas fácil em te encolerizar; a ira é sinal de fraqueza;
5º - Escuta sempre a voz de tua consciência;
6º - Detesta a avareza, porque, quem ama demasiado as riquezas, nenhum fruto tirará delas, consistindo isso egoísmo;
7º - Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual;
8º - Faz o bem pelo próprio bem;
9º - Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado;
10º - Não te envergonhes do teu Destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que enaltece ou amesquinha perante os homens;
11º - Lê e medita, observa e emita o que for bom; reflexiona e trabalha; ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti;
12º - Contenta-se com tudo e com todos;
13º - Não julgues superficialmente as ações de teus Irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas;
14º - Sê, entre os profanos fracos, sem rudeza, superior sem orgulho; humilde sem baixeza; e, entre Irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo;
15º - Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados;
16º - Exato observador dos homens e das cousas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertence;
17º - Se o Grande Arquiteto te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da Providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor a ti; até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre; até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras; que te deve retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia;
18º - Ama o teu próximo como a ti mesmo;
19º - Não faça o mal, embora não espere o bem;
20º - Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém;
21º - Sê o amparo dos aflitos; cada lamento que tua dureza provocar, são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça;
22º - Com o faminto, reparte o teu pão; aos pobre e forasteiros dá hospitalidade;
23º - Dá de vestir aos nus, mesmo com prejuízo do teu conforto;
24º - Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilie sempre;
25º - Não lisonjeies nunca teu Irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem receia que te corrompam;
26º - Respeita a mulher, não abuse jamais de sua debilidade; defende-lhe a inocência e a honra;
27º - Fala modernamente com os pequenos, prudentemente com os grandes; sinceramente com os teus iguais e teus amigos; docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral;
28º - O coração dos justos está onde se pratique a virtude, e o dos tolos, onde festeja a vaidade;
29º - Não prometas nunca sem a intenção de cumprir; ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável;
30º - Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe;
31º - Suporte tudo com a resignação e tem sempre confiança no futuro;
32º - Faz do teu corpo um Templo, do teu coração um Altar e do teu espírito um apóstolo do Amor, da Verdade e da Justiça;
33º - Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo. (que é DEUS)
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23/12/1999

MAÇONARIA




Maçonaria, Maçons Ajudando a Construir um Mundo de Liberdade com responsabilidade, Igualdade com respeito ao esforço de cada um e Fraternidade primando pelo exemplo, para que um dia todos os homens, de todas as religiões, credos e raças, possam não só se chamar mas agir como verdadeiros Irmãos de pensamentos, gestos e atitudes.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

mulher na maçonaria













Em inícios de 1994, o falecimento da Doutora Marie-Andrée LAGROUA WEILL-HALLÉ passou relativamente inadvertida. Porém, o papel determinante que teve esta mulher na criação do Planejamento Familiar na França deveria ter sido, pelo menos para alguns, e numa época tão afeta às comemorações, uma boa ocasião para evocar as grandes linhas de seu ativismo ininterrompido. Se não foi assim, é porque em 1967, depois de dez anos de ativismo militante, esta médica de hospital percebeu que tinha servido a uma causa que não era a dela. Podia não tê-lo mostrado, o que lhe teria valido honras públicas, prestígio e cargos relevantes (sem dúvida teria podido ocupar o Ministério da Saúde no lugar e a função de sua quase homônima Simone Veil, e seus livros de êxito lhe teriam aberto as portas da Académie Française (Academia Francesa), antes que à feminista Marguerite Yourcenar); podia inclusive ter-se afastado sem dizer uma palavra, o que lhe teria valido um cargo honorífico e gratificante como a presidência da Cruz-Vermelha, que, em algum momento, teve que ocupar Georgina Dufoix, ou inclusive, a presidência da França ou a embaixada francesa na UNESCO como Gisèle Halimi. Mas não foi assim; quando esta médica tomou consciência, um pouco tarde, que seus ideais tinham sido distorcidos pela ideologia da I.P.P.F., pelos fundamentos racistas, eugenistas e libertários, reagiu e decidiu denunciar as manipulações, como aconteceu com Benard Nathanson, o promotor do aborto nos Estados Unidos, no dia em que percebeu que ter tomado partido pela causa da "mulher", o transformava no assassino da criança, seu segundo paciente.






Maternidade Felíz
Desde seu primeiro ano no curso de medicina, na década de trinta, Marie-Andrée Lagroua percebeu a gravidade do problema dos nascimentos e não apenas do aborto, como quis mostrar um importante jornal vespertino no artigo necrológico. Era a época da grande crise econômica, o acesso à moradia era difícil, o desemprego crescia e era escassa a preocupação pelas famílias, prova disso, é que o primeiro Código da Família surge só em 1939. Era o desamparo para os casais jovens que enfrentavam a chegada do filho e ao mesmo tempo o egoísmo da sociedade. A jovem estudante era muito sensível às angústias e injustiças que gerava o problema dos nascimentos e decidiu iniciar uma ação visando a encontrar soluções ao problema. A idéia da Doutora Lagroua era a de "satisfazer os desejos do casal com relação ao nascimento, ao casal em si mesmo e à família; ou seja, a fecundidade, a esterilidade, a concepção, o controle da procriação, a aceitação de uma gravidez já iniciada"(27).
Deu a este projeto o nome de Maternidade Feliz, uma vontade de respeitar a vocação da mulher e um desejo de liberá-la das vicissitudes físicas e sociais que a afetam. A mesma preocupação que encontraremos depois, nos Papas contemporâneos que propõem o conceito e a prática de uma "paternidade responsável".
Em março de 1955, a comunicação da Dra. Lagroua Weill-Hallé para o Instituto da França acerca da Maternidade voluntária teve grande repercussão e constituiu o início de uma campanha que concluiu no ano seguinte com a fundação de Maternité Heureuse (Maternidade Feliz).
A apropriação filosófica
A partir desse momento iniciam-se as tentativas de apropriação que concluirão, quatro anos mais tarde, em 1960 com sua afiliação à Federação Internacional do Planejamento Familiar,. mais conhecida por sua sigla inglesa I.P.P.F. Esta apropriação de Mme. Weill-Hallé será essencialmente obra "de mulheres da Franco-maçonaria que entraram em contato com Mme.-A. Weill-Hallé, já que a adesão da Franco-maçonaria às lutas pela maternidade voluntária data de muito tempo atrás, (...) Os deveres da mulher e a liberdade da concepção constituem o tema de trabalho escolhido pela Grande Loja feminina para sua reflexão durante 1956"Os membros desta sociedade anunciam o que depois será sua filosofia profunda, separar a sexualidade da procriação. "afirmam o desejo de liberdade das mulheres e dos homens para poder tomar a decisão de ter ou não filhos e desfrutar da vida sexual indispensável, base da união de um casal









quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A MULHER NA MAÇONARIA


A Fraternidade Feminina não é uma "maçonaria feminina", mas sim uma organização para-maçônica, com personalidade, estatuto e ideário próprios



Normalmente, as Fraternidades são formadas por esposas de maçons, chamadas por nós de "cunhadas", sobrinhas e parentes de maçons. Senhoras e moças do convívio de maçons também podem se integrar.


A organização das Fraternidades Femininas tem sua representatividade em todos os níveis, a exemplo das Lojas Maçônicas, assim, existe uma organização Nacional, Estadual, Regional e Local ( de cada Loja


A Diretoria Nacional, as Diretorias Estaduais e os Grão-Mestres Estaduais estão desenvolvendo todo o apoio necessário para o fortalecimento das Fraternidades Femininas. Entendem que uma Loja Maçônica será sempre mais alegre, pacífica e trabalhadora, com a presença e participação das mulheres.


Elas são os instrumentos de integração e fortalecimento da Família, instituição considerada a mais importante pela Maçonaria.

As atividades femininas numa Loja Maçônica conscientizam os maçons do papel da mulher na educação, saúde, união e presença cristã nos lares.


A Fraternidade Feminina dentro da Loja Maçônica é organizada, sempre apoiada e em consonância com o Venerável e os membros do Quadro, passando a dar suporte e motivação ao trabalho das causas sociais, como APJ, Maçonaria Contra as Drogas, assistência social e beneficência.

ObjetivosI - Desenvolver trabalhos de natureza cultural, promovendo debates, encontros, seminários, conferências e outros eventos que valorizem a participação da mulher na comunidade social;

II - Desenvolver outras atividades de caráter social, cultural, bem como cívicas e filantrópicas;

III - Coadjuvar e apoiar atividades sociais, culturais e filantrópicas de entidades congêneres, particularmente da Ação Para-maçônica Juvenil;

IV - Promover por todos os meios a seu alcance, o bem estar da família das associadas, incentivando sua integração na comunidade;

V - Apresentar ao Grande Oriente do Brasil, por meio das Lojas federadas, propostas de efetiva participação da Fraternidade Feminina nas atividades comunitárias em comum com os obreiros;

VI - Estimular a prática da fraternidade entre as famílias associadas, dando ênfase às famílias dos maçons falecidos e inválidos, por meio de encontros, certames e visitas.


Princípios Gerais

I - A defesa dos deveres básicos de amor à família, fidelidade e devotamento à Pátria, cumprimento da lei e dedicação à comunidade;

II - O trabalho nobre e dignificante, como direito inalienável;

III - A livre manifestação do pensamento e a prática da tolerância, princípios basilares das relações humanas, respeitadas as ideologias e a dignidade de cada uma;IV - A promoção do reconhecimento e das prerrogativas relativas aos direitos universais da mulher.




terça-feira, 26 de maio de 2009

maçonaria e dinheiro


Que relação a maçonaria tem com o dinheiro?


A maçonaria não tem nenhuma relação com o dinheiro.

A única ligação é com o ser humano

. Quem vai lá,

vai em busca de crescimento,

de evolução e de mudança,

e isso pode levar uma vida.

Sobre o dinheiro, não há nenhuma ligação.

Temos parte do nosso grupo de pessoas com poder aquisitivo reduzido.

Como ser maçom?

Como ser maçom?
Dentre as pessoas que honram este página com a sua visita, muitos fazem esta pergunta.
Tenha sempre em mente que será necessário o exercício de atividades periódicas (semanais, quinzenais ou mensais) enquanto for maçom, numa Loja Regular. Só a participação prática pode levar à plenitude dos direitos maçônicos. A teoria pode coadjuvar bastante, mas será sempre somente isso: teoria.
Isto posto, e apenas para prestar um serviço básico aos visitantes, esclareço que já houve um tempo em que os brasileiros eram convidados a ingressar para a maçonaria. Hoje em dia o postulante deve demonstrar o seu interesse para que seu nome seja submetido à apreciação dos membros de uma determinada Loja e o convite efetivamente se vertebre.
Em síntese:
1) Busque conhecer os maçons da sua cidade, do bairro em que você mora. Quando for maçom, vale a redundância, você terá de exercer atividades práticas periódicas, voltadas a seu aprimoramento pessoal, familiar e do meio social em que vive. Por isto a recomendação de procurar a Loja mais próxima, que os maçons de seu bairro frequentam.
2) Em conversa informal com um maçom amigo no bairro em que mora, dê a entender o seu interesse pela maçonaria e ouça com atenção o que ele disser.
3) Aguarde uns dois meses e vá novamente conversar com aquele amigo sobre o mesmo assunto. Se tiver liberdade, pergunte se ele conversou com outros maçons sobre o seu interesse e como foi a receptividade.
4) Estando tudo em ordem, você será convidado a apresentar à Loja alguns documentos fundamentais (RG, CIC, comprovante de residência, etc.) e aguardar novo contato, quando seu ingresso poderá ser franqueado.
Note bem: somente desta maneira se ingressa regularmente na maçonaria. Nos dias de hoje é possível ingressar de maneira irregular ou espúria, mas foge ao escopo desta explanação, pois é indesejável e traz mais aborrecimentos do que vantagens. Procure os maçons de sua cidade que eles o instruirão pessoalmente sobre estes detalhes. Não se encontrará na Internet mais do que apoio a algumas dúvidas teóricas. O que passar disso, necessariamente está fora do encaminhamento ortodoxo tradicional, constituindo, portanto, proposta espúria.
No Grupro Maçonaria do Brasil, aberto a Maçons e simpatizantes, você poderá se informar melhor sobre maçons em sua cidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Que é a Ordem DeMolay


O Que é a Ordem DeMolay
A Ordem DeMolay é uma sociedade fraternal para homens (jovens) de 12 a 21 anos, fundada nos Estados Unidos em 1919 pelo maçom Frank Sherman Land. É patrocinada e apoiada pela Maçonaria, que na maioria dos casos cede o espaço de seu templo para as reuniões dos "Capítulos", denominação da célula da organização. No Brasil, está presente desde 1980, com a instalação do "Capítulo Rio de Janeiro nº 001".
A Ordem é inspirada na história e exemplo de Jacques de Molay, 23º e último Grão-Mestre (cargo mais alto) da Ordem dos Templários, nascido no século XIII, morto no século XIV, perseguido pela Inquisição da Igreja Católica e executado por ordem do Rei Filipe IV de França, por não entregar seus companheiros ou faltar com seus juramentos.
Cerca de 4 milhões de jovens em todo o mundo e mais de 70 mil no Brasil foram já iniciados. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é denominado "Sênior DeMolay" e pode acompanhar os trabalhos dos Capítulos através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, distribuídos em mais de setecentos capítulos os milhares de DeMolays regulares de todos os estados da federação se reúnem freqüentemente.
No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em: Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, Guam (Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Portugal.

Princípio
Os princípios da Ordem são baseados em virtudes como a fraternidade e o companheirismo, incentivando cada membro a trilhar seu caminho seguindo preceitos que são considerados diferenciais na vida de um líder e determinantes para seu destino.
A Ordem se baseia nas chamadas "Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay", que são:
- Amor filial; Reverência pelas Coisas Sagradas; Cortesia; Companheirismo; Fidelidade;Pureza; e Patriotismo;

Os baluartes da Ordem são a defesa das Liberdades:
"Religiosa" representada pelo Livro Sagrado.
"Civil", representada pela Bandeira Nacional.
"Intelectual", representada pelos Livros Escolares.

Assim prescreve a ética de um DeMolay:
Um DeMolay crê em Deus;
Um DeMolay respeita todas as mulheres;
Um DeMolay é honesto;
Um DeMolay ama e honra seus pais;
Um DeMolay é leal aos ideais e aos amigos;
Um DeMolay cumpre sua palavra;
Um DeMolay é puro e leal;
Um DeMolay é patriota na paz e na guerra;
Um DeMolay cumpre as leis;
Um DeMolay por preceito e exemplo deve preservar a boa conduta a que livremente se comprometeu.

O patrocínio DeMolay
Cada Capítulo DeMolay deve ser patrocinado por um grupo reconhecido de maçons. Pode ser uma Loja Simbólica, um Corpo Filosófico ou mesmo um clube ou grupo maçônico similar. Um Capítulo DeMolay também pode ser patrocinado por um grupo de maçons que se reúnem para esse propósito especial, como por exemplo, um "Clube do Esquadro e Compasso". O patrocínio maçônico permite aos Capítulos DeMolay, utilizarem seus prédios e templos para as suas atividades, além de contarem com a consagrada liderança dos maçons. A supervisão imediata de cada Capítulo DeMolay está nas mãos de um Conselho Consultivo, sendo este composto de maçons ou Seniores DeMolay onde é obrigatório de acordo com a Constituição que o Presidente do Conselho Consultivo seja um Mestre Maçom.


domingo, 24 de maio de 2009

O Sigilo Maçônico


o sigilo ....
A definição de Maçonaria é bastante clara, tanto quanto o é seu sistema administrativo e a respeito disso nunca houve sigilo algum. Além do mais a localização das sedes dos grandes orientes e das grandes lojas, bem como dos templos e das sedes das lojas, sempre foram publicamente conhecidos e inclusive identificados por símbolos em suas fachadas. A maioria tem na atualidade seus nomes e endereços nas listas telefônicas oficiais, que são também reproduzidos nos envelopes e nos papéis de correspondência. Os estatutos das lojas e as constituições dos grão-mestrados são publicados nos diários oficiais e constam dos registros públicos.Então porque a Maçonaria continua mantendo tanto sigilo em torno de suas atividades no interior de suas lojas? Antes de tudo devemos responder que é um direito da Maçonaria, como organização livre, independente e soberana, desenvolver suas atividades da forma que melhor lhe aprouver, pública, privada ou sigilosamente, respeitadas obviamente as leis vigentes em cada país.A Maçonaria exige de seus iniciandos o juramento do sigilo porque isso é um direito seu e porque os iniciandos livremente aceitam pronunciá-lo. Qualquer pessoa que, em qualquer parte do mundo, viole um juramento livremente pronunciado se torna perjuro e comete um crime de natureza moral. Na Maçonaria Moderna os perjuros recebem um castigo de natureza moral, o desprezo, e nunca mais do que isso. Os escritores que se valem desses perjuros para obter informações indevidas com o intuito de criticar a Maçonaria ou divulgar os "segredos maçônicos", praticam o mesmo ato condenável por incentivarem o perjúrio.Em época alguma, mesmo nos tempos dos maçons operativos, foi a realização de reuniões maçônicas ocultada ao público, pois a todos os interessados sempre foi fácil saber onde e quando os maçons se reuniam e, na maior parte das vezes, saber quem eram os que se reuniam. Sob este aspecto ficaria melhor se a chamássemos de sociedade discreta, e não sociedade secreta.Os maçons operativos guardavam segredos em torno de suas reuniões em loja porque era nelas que, ao se oficializar a elevação de um aprendiz a companheiros, eram comunicados a "palavra do maçom", os sinais secretos de reconhecimento e os segredos profissionais. sobre isso era exigido sob juramento de absoluto sigilo, pois dele dependia o sucesso profissional do grupo.Com o correr do tempo, certamente como forma de melhor proteger aqueles segredos necessários tornou-se secreto tudo o que ocorria no interior das lojas operativas, inclusive seus mistérios, seus rituais e seu simbolismo.Essa discrição sempre fez parte das tradições maçônicas das guildas medievais dos construtores das grandes catedrais góticas ou românicas, das suas pomposas sedes nas cidades de maior porte e dos muitos castelos, fortificações e residências. Esses trabalhos obviamente envolviam cálculos de geometria e matemática, conhecidos quase exclusivamente pelos mestres maçons medievais.Esses conhecimentos, que se guardavam a sete chaves e se transmitiam sob segredo, também conferiam importância social aos que os detinham e, é óbvio, ajudavam a concentrar o monopólio da arte de construir nas mãos dos mestres das guildas dos maçons.
Diz também a tradição que, entre outros itens, era mantido absoluto segredo sobre certas proporções dos projetos das catedrais, sobre o sistema de fechamento dos arcos e sobre a proporção do afinamento das pilastras e das colunas em direção ao topo. Havia assim uma espécie de segredo industrial como o que se pratica habitualmente nos dias atuais. Esses segredos visavam principalmente proteger a categoria profissional de possíveis construtores concorrentes e manter uma condição monopolista sobre os preços das construções.As primeiras noções dessa ciência eram transmitidas aos aprendizes aos poucos, durante um longo aprendizado de sete anos, mas a parte mais importante só era lhes era comunicada ao alcançarem o estágio dos companheiros.Essa forma de segredo dos maçons medievais dificilmente poderia ocultar algo desaprovado pela Igreja porque as guildas medievais, como toda e qualquer associação de então, mantinham um vínculo muito estreito com o clero local que, como autoridade religiosa, sempre tenha livre a todos os atos sociais que aconteciam em suas respectivas jurisdições. Funcionou também em todo aquele período medieval das guildas de artes e ofícios e poderoso olho da Inquisição, ao qual nada podia fugir.Na transição da Maçonaria medieval para a Maçonaria Moderna foi incorporada essa tradição de sigilo com todo o seu rigor medieval, e isso transparece claramente no Livro das Constituições, da Grande Loja de Londres, ao dedicar um capítulo especial à instrução dos irmãos quanto ao seu procedimento na presença de estranhos, no ambiente familiar, na companhia dos vizinhos, etc, recomendando especiais cuidados para não revelar nada que acontecesse em suas reuniões e atividades como maçons.Vemos que o "segredo maçônico" em época alguma teve a intenção de encobrir tramas cavilosas ou atividades ilegais. O segredo é mantido na Maçonaria Moderna como elemento de união entre os irmãos, pois sabe-se quando pessoas compartilham um segredo, qualquer que seja a sua natureza, cria-se entre elas um forte vínculo.Atualmente o "segredo maçônico" se limita aos rituais internos das lojas, à interpretação de seus símbolos e, principalmente, aos sinais de reconhecimento, pois sinal de reconhecimento não secreto não seria sinal de reconhecimento.Manter sigilo a respeito de atividades institucionais não parece ser algo abominável. A eleição do papa da Igreja Católica, por exemplo, é feita sob o sigilo tão rigoroso que as próprias portas do recinto eleitoral são lacradas pela parte externa, para que nenhum participante possa comunicar-se com alguém do exterior, e vice-versa. Há também o inviolável sigilo da confissão. A opção pelo sigilo, desde que não se preste à ocultação de ilegalidades, é um direito de cada instituição.Criticar os segredos de outras instituições sem demonstrar que eles ocultam ilegalidades é, de qualquer forma, uma intromissão indevida e antiética.

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