segunda-feira, 22 de junho de 2009

alquimia na maçonaria

ALQUIMIA E A MAÇONARIA
pelo Ven.Irmão Lucas Francisco GALDEANO
Podemos afirmar que o maçom tem contato com a Alquimia nos primeiros momentos em que, como candidato, tem contato com a Ordem. A Câmara de Reflexões indiscutivelmente é um legado alquimista, a sua "decoração" com os elementos água, enxofre e sal, que acrescida do mercúrio são substâncias que constituem a Prima Matéria da Alquimia. A Alquimia é estudada sob três aspectos diversos, suscetíveis de interpretações distintas, e que são: o cósmico, o humano e o terrestre. Elas são representadas pelas três propriedades alquímicas: enxofre, mercúrio e sal. Muitos autores afirmam que há três, sete, dez e doze procedimentos respectivamente, porém, todos concordam em que há apenas um único objetivo na Alquimia, que é a transmutação em ouro dos metais mais grosseiros. Porém, este é apenas um dos aspectos da Alquimia, o terrestre ou puramente material, pois, compreendemos logicamente que o mesmo processo seja executado nas entranhas da Terra. Contudo além desta interpretação, há na Alquimia um significado simbólico, psíquico e espiritual.
Como vimos o alquimista procura simbolicamente ouro, isto nada mais é do que o maçom procura, através da sua opus, transformar a pedra bruta em pedra polida, e que é o aprimoramento moral e espiritual do maçom. Enquanto o alquimista cabalista muitas vezes procura a realização do ouro material, o alquimista ocultista, desdenhando o ouro das minas, volta toda a sua atenção e concentra todos os seus esforços na Divina Trindade do homem que, quando, finalmente se fundem, formam apenas um.
Os planos espiritual, mental, psíquico e físico da existência humana são comparados, em Alquimia, aos quatro elementos: fogo, ar, água e terra, e cada um deles é suscetível de uma constituição tripla, a saber: fixa, variável e volúvel. Aqui temos também um outro elo entre a Maçonaria e a Alquimia, mas precisamente nas três viagens que o recipiendário é obrigado a fazer acrescido da prova da Terra que simbolicamente, é a Câmara de Reflexões, a que nos referimos' anteriormente.
A Maçonaria vê na prova do AR (primeira viagem com seus ruídos e trovões) a representação do segundo elemento primordial que com seus meteoros e contínuas flutuações é o emblema da vida, sujeito as contraditórias variações. Na Alquimia o AR é trabalhado através da operação sublimatio. Ela transforma o material em ar por meio de sua elevação e volatilização. O termo "sublimatio" vem do Latim Sublimis, que significa elevado. Isso indica que o aspecto essencial do Sublimatio é um processo de elevação por intermédio do qual uma substância inferior se traduz numa forma superior mediante um movimento ascendente.
Na Maçonaria a água é o oceano e este é um símbolo do povo, a cujos serviços dedicam-se os verdadeiros maçons. Os homens são as gotas do vasto oceano da humanidade, de que as nações são partes.
Na Alquimia a água é a Prima Matéria, idéia que os alquimistas herdaram dos pré-Sócrates. Pensam os alquimistas que uma substância não poderia ser transformada sem antes ter sido reduzida à Prima Matéria. A água é trabalhada através da operação Solutio, esta provoca o desaparecimento de uma forma e o surgimento de uma nova forma regenerada. No poema abaixo, escrito por Lao Tse, a Maçonaria fala a mesma linguagem que a Alquimia, quando tratam de água:

"O menor dos homens é como a água.

A água a todas as coisas beneficia

E com elas não compete.

Ocupa os (humildes) locais visto por todos com desdém

Nos quais se assemelha ao Tao

Em sua morada (o Sábio) ama a (humilde) terra

Em seu coração ama a profundidade

Em suas relações com os outros, ama a gentileza

Em suas palavras, ama a sinceridade

No governo ama a paz

No trabalho, ama a habilidade

Em suas ações ama a oportunidade

Porquanto não quere-la

Vê-se livre de reparos."

O quarto elemento, o fogo, também une os propósitos dos dois colégios. Para a Maçonaria o fogo cujas chamas sempre simbolizam aspiração, fervor e zelo deve lembrar ao iniciado que este deve aspirar a excelência e a verdadeira glória e trabalhar com dedicação nas causas empenhadas, principalmente as do povo, da pátria e da ordem.

Para o alquimista o fogo é tratado na operação calcinatio. Eis porque toda imagem que contém o fogo Livre queimando ou afetando substâncias se relaciona com a calcinatio. O fogo da calcinatio é um fogo purgador, embranquecedor. Atua sobre a matéria negra, a nigredo, tomando-a branca. Diz Basil Valentine: "Deves saber que isso (a calcinatio) é o único meio correto e legítimo de purificar nossa substância." Isso a vincula ao simbolismo do purgatório. A doutrina do purgatório é a versão teológica da calcinatio projetada na vida depois da morte.

Morte, um tema muito caro para os maçons e alquimistas. Na Maçonaria a morte é tratada de forma muito especial, na Lenda de Hiram que perpassa vários graus da Escada de Jacó. O maçom conhece muito bem estas palavras:... o pó volte a Terra e o espírito volte a Deus que o deu...

Para o alquimista a morte também é um processo, uma continuação

que faz parte do trabalho da coagulatio. Esta pertence ao elemento Terra, e costuma ser seguida por outros processos, em geral pela mortificatio e pela putrefactio. Aquilo que se concretizou plenamente ora se acha sujeito à transformação. Tornou-se uma tribulação, que chama à transcendência. Eis como podemos entender as palavras do apóstolo Paulo ao vincular o corpo e a carne à morte: "Quem me libertará do corpo desta morte?... Porque, se vivemos na carne, morreremos; mas se por meio do espírito, mortificarmos os feitos do corpo, viveremos... Porque aquele que vive segundo a carne inclina-se

mas a inclinação do espírito é a vida e paz”.

A identificação do corpo e da carne com a morte deve-se ao fato de que tudo aquilo que nasce no plano espaço-temporal deve submeter-se às limitações dessa existência, que incluem um fim a morte. Esse é o preço do ser real. Uma vez plenamente coagulado ou encarnado, o conteúdo torna-se sem vida, sem maiores possibilidades de crescimento. Emerson exprime essa idéia: "Somente a vida é beneficio, e não a ter vivido. A força cessa no instante do repouso; ela reside no momento da transição de um estado passado para um novo, na voragem do abismo, no arremesso contra o alvo. Eis um fato que o mundo abomina. O fato de a alma vir a ser porquanto isso degrada o passado, tornando todos os bens em pobreza, toda reputação em vergonha, confundindo o santo com o velhaco, varrendo Jesus e Judas para longe, sem distinção.” Realizada a plena coagulatio, vem a putrefactio. Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no espírito do espírito ceifará a vida eterna. Um texto alquímico trata do mesmo tema: o leão, o sol inferior pela carne se corrompe... Assim, o leão tem corrompida a natureza por meio da sua carne, que segue os ritmos da lua, e é eclipsada. Porque a lua é a sombra do sol, e com o corpo corruptíveis é consumida; e, por meio da destruição da lua, o leão é eclipsado com auxílio da umidade de mercúrio; o eclipse não obstante, é transmutado tomando-se útil e de melhor natureza, e ainda mais perfeito do que o primeiro.

Em vários graus da Maçonaria o crânio é uma peça importante tanto na representação do grau como na ornamentação do templo para o ritual do grau. Pois bem, na alquimia o crânio como momento mori é um emblema da operação da mortificatio. Ele produz reflexões a respeito da mortalidade pessoal de cada um e serve como pedra de toque para os valores falsos e verdadeiros. Refletir sobre a morte pode nos levar a encarar a vida sob perspectiva da eternidade e, desse modo, a negra cabeça da morte pode transformar-se em ouro. Com efeito, a origem e o crescimento da consciência parecem estar vinculados de maneira peculiar à experiência da morte. Talvez o primeiro par de opostos a penetrar na consciência em vias de despertar dos seres humanos primitivos tenha sido o contraste entre o vivo e o morto. E provável que somente a criatura mortal seja capaz de ter consciência. Nossa mortalidade é nossa fraqueza mais importante e derradeira. E essa fraqueza, segundo C. G. Jung, foi o elemento que colocou Jó em vantagem diante de IAHWEH.

Esta palavra é muito significativa em alguns graus da Escola Filosófica da Maçonaria (REAA). IAHWEH é o nome da Divindade expressa no Antigo Testamento do Livro Sagrado. Para o alquimista IAHWEH redime e purifica pelo fogo sagrado, daqueles que passaram pela calcinatio: "Não temas, porque eu te resgatei, eu te chamei pelo teu nome, és meu. Quando passares pelo mar, estarei contigo; quando passares pelos rios eles não te submergirão. Quando passares pelo fogo, a chama não te atingirá e não te queimarás. Pois eu sou IAHWEH, teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador.

O Juízo final pelo fogo corresponde à provação pelo que testa a pureza dos metais e lhes retira todas as impurezas. Há inúmeras passagens do Antigo Testamento que usam metáforas para descrever os testes que IAHWEH submete seu povo eleito. Por exemplo, IAHWEH diz: "Voltarei minha mão contra ti, purificarei as tuas escórias no cadinho, removerei todas as impurezas." (Isa., 1:24,25)

"E eis que te pus na fogueira como a prata, testando-te no cadinho da aflição. Por causa de mim mesmo e só por mim mesmo, agi - deveria meu nome ser profanado? Jamais darei minha glória a outro." (Isa.,48;10,11)

"Eu os levarei ao fogo, e os purificarei como se purifica a prata, e os testarei como se testa o ouro. Eles invocarão meu nome e eu escutarei, respondendo: Eis o meu povo; e todos dirão IAHWEH é meu Deus.” (Zacarias 13:9)

O fogo purifica e santifica a matéria bruta e corrompida, os maçons e alquimistas sabem disso, no entanto, o fogo da Senda Sinistra mata e regride a evolução que o ser procura na sua existência. Este fogo nada mais é do que a luxúria, a inveja e ira. Nesta categoria temos a ira que moveu Nabucodonosor, ao destruir o Templo de Salomão. Ele personifica o motivo do poder, a autoridade arbitrária do ego inflamado, que passa pela calcinatio quando suas pretensões irresistíveis são frustradas pela presença da autoridade transpessoal. Nabucodonosor corresponde ao rei alquímico, que serve de alimento ao lobo e depois é calcinado



Conclusão:

A Maçonaria e os maçons com as suas alegorias de construção, como ferramentas: trolha, esquadro, compasso, régua, maço, cinzel; materiais como tríplice argamassa, de forma alguma querem dar a entender que queiram construir algum prédio material - quando assim o querem contratam uma firma especializada - mas sim a construção de um Templo Espiritual à Divindade Maior, o Grande Arquiteto do Universo. É a procura do auto-conhecimento para purificar o ente de cada obreiro, e a partir daí construir a morada do Espírito Santo como falam os cristãos. Essa construção maçônica percorre vários patamares (Escada de Jacó) e à medida que o maçom vai galgando os seus degraus (os graus maçônicos) ele tem um compromisso com a Lei do Karma de estar mais santificado que no patamar anterior. Da mesma forma o alquimista no seu trabalho de manipulação das substâncias não quer dizer que ele queira conseguir ouro material. Alquimia é a ciência pela qual as coisas podem não ser decompostas e recompostas (como se faz em química), mas também sua natureza essencial pode ser transformada e elevada ao mais alto grau ou ser transmutada em outra.

A química trata apenas da matéria morta, enquanto a Alquimia emprega a vida como fator. Todas as coisas têm natureza tríplice, da qual sua forma material e objetiva é sua manifestação inferior. Assim é que, por exemplo, há ouro espiritual, imaterial; ouro astral etéreo, fluído e invisível, e ouro terrestre, sólido, material e visível. Os dois primeiros são, digamos assim, o espírito e a alma do último e, empregando os poderes espirituais da alma, podemos produzir mudanças nele, a fim de que se, tornem visíveis no estado objetivo.

Certas manifestações exteriores podem ajudar aos poderes da alma em sua operação. Porém, sem os segundos, as manipulações serão totalmente inúteis. Portanto, os procedimentos alquímicos podem ser utilizados com êxito unicamente por aquele que é o alquimista nato ou por educação. Sendo todas as coisas de natureza tríplice, a Alquimia também apresenta um aspecto triplo. No aspecto superior, ensina a regeneração do homem espiritual, a purificação da mente e da vontade, o enobrecimento de todas as faculdades anímicas. No aspecto mais inferior trata das substâncias físicas e, abandonando o reino da alma viva e desvenda matéria morta. Termina na química de nossos dias. A Alquimia é um exercício do poder mágico da livre vontade espiritual do homem e, por esta razão, pode ser praticada apenas por aqueles que renascem espiritualmente.

Por último, passarei a palavra final aos alquimistas, ao citar, in toto, seu texto mais sagrado. A Tábua da Esmeralda de Hermes. Via-se esse texto “como uma espécie de revelação sobrenatural aos filhos de Hermes, feita pelo patrono e sua Divina Arte”. De acordo com a lenda, a tábua da Esmeralda foi encontrada no túmulo de Hermes Trismegistus, por Alexandre o Grande, ou, em outra versão, por Sara, a esposa de Abraão. A princípio, só se conhecia o texto em latim, mas, em 1923, Holmyard descobriu uma versão árabe. É provável que um texto anterior tenha sido escrito em grego e, segundo Jung tinha origem alexandrina. Os alquimistas o tratavam com veneração ímpar, gravando suas afirmativas nas paredes do laboratório e citando-o constantemente em seus trabalhos. Trata-se do epítome críptico da opus alquímica, uma receita para segunda criação do mundo, o unus mundus

A TÁBUA DA ESMERALDA DE HERMES

1. Verdadeiro, sem enganos, certo e digníssimo de crédito.

2. Aquilo que está embaixo é igual àquilo que está em cima, e àquilo que está em cima é igual àquilo que está em baixo, para realizar os milagres de uma só coisa.

3. E, assim como todas as coisas se originam de uma só, pela mediação dessa coisa, assim também todas as coisas vieram dessa coisa, por meio da adaptação.

4. Seu pai é o sol; sua mãe, a lua; o vento a carregou em seu ventre; sua ama é a terra.

5. Eis o pai de tudo, a complementação de todo o mundo.

6. Sua força é completa se for voltada para dentro (ou na direção) da terra.

7. Separa a terra do fogo, o sutil do denso, com delicadeza e com grande ingenuidade.

8. Ela ascendeu da terra para o céu, e desce outra vez para a terra, e recebe o poder do que está em cima e do que está embaixo. E, assim, terás a glória de todo o mundo. Desse modo, toda a treva fugirá de ti.

9. Eis o forte poder da força absoluta; porque ela vence toda coisa sutil e penetra todo sólido.

10. E assim o mundo foi criado.

11. Daqui as prodigiosas adaptações, à feição das quais ela é.

12. E assim sou chamado HERMES TRISMEGISTUS, tendo as três partes da filosofia de todo o mundo.

13. Aquilo que eu disse acerca da operação do sol está terminado.

BIBLIOGRAFIA

1) Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico. São Paulo: Global Editora e Distribuidora

2) Edinger, Edward F. Anatomia da Psique: O Simbolismo Alquímico da Psicoterapia

3) Figueiredo, Joaquim Gervásio de Dicionário de Maçonaria. São paulo: Pensamento/1987

4) Rituais do Grande Oriente do Brasil e do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito ( R.·.E.·.A.·.A.·.).

domingo, 21 de junho de 2009

estrle de cinco pontas e a letra g dentro

Através dos séculos houve sempre a preferência por uma estrela de cinco pontas como figura dos astros de aparência menor do que a do sol e da lua. O planeta Vênus tem sido representado assim e é considerado uma estrela matinal e vespertina, ensejou lendas sem conta. Por outro lado, A Estrela de Cinco Pontas sempre foi, desde tempos remotos e até hoje, o distintivo de comandantes militares, e de generais.

Como Símbolo Maçônico, A Estrela Flamejante de origem Pitagórica, pelo menos quanto ao seu formato e significado, este muito mais antigo do que aqueles que lhe deram alquimia, a magia e o ocultismo, durante a idade média. O seu sentido mágico alquímico e cabalístico e o seu aspecto flamejante foram imaginados ou copiados por Cornélio Agrippa de Nettesheim (1486-1533), jurista, médico e teólogo, professor em diversas cidades européias. A magia, dizia ele, permite a comunicação com o superior para dominar o plano inferior. Para conquistá-la seria necessário morrer para o mundo (iniciação). Símbolo e distintivo dos Pitagóricos, A Estrela de Cinco Pontas ou Estrela Homonial é também denominada com impropriedade etimológica, Pentáculo (cinco cavidades), Penta Grama (cinco letras ou sinais gráficos, cinco princípios) ou Pentalfa. Importa saber que os pitagóricos a usam para representar a sabedoria (sophia) e o conhecimento (gnose) e provavelmente empregavam no interior do pentáculo a letra gama, de gnosis.

A Estrela Flamejante era símbolo desconhecido pelos pedreiros livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os Ritos, pois o certo é que os construtores medievais conheciam a figura estelar apenas como desenho geométrico e não com interpretações ocultas que se introduziram na Maçonaria especulativa. A Estrela Flamejante corresponde ao Pentagramaton ou Tríplice Triângulo cruzado dos pitagóricos. Distingue-se do Delta ou Triângulo do Oriente, embora, entre os antigos egípcios representasse também Horus que em lugar do pai, Osíris passou a governar as estações do ano e o movimento.

O verdadeiro sentido da Estrela Flamejante é Homonial, eis que o símbolo designa o homem espiritual, o indivíduo dotado de alma, ou de fator de movimento e trabalho. Ou seja, o indivíduo como espírito ou fagulha interna que lhe concedeu o G.·.A.·.D.·.U.·. . A ponta superior da Estrela é a cabeça humana, a mente. As demais pontas são os braços e as pe rnas. Na Maçonaria essa idéia serve para lembrar ao Maçom que o homem deve criar e trabalhar, isto é, inventar, planejar, executar e realizar, com sabedoria e conhecimento. Pode ocorrer que o ser humano falhe nos seus desígnios. O Maçom também pode falhar como ser humano, mas seu dever é imitar, dentro de seus ínfimos poderes o G.·. A.·. D.·. U.·., o ser dos seres. Aí está O principal segredo do Grau de C... . Outra interpretação é a que se refere a 3+2=5, soma em que três é a divindade cuja fagulha é encarnada e dois é o material, o ser que se reproduz por dois sexos opostos e não consegue perpetuar-se de outro modo.

As cinco pontas da Estrela ainda lembram os cinco sentidos que estabelecem a comunicação da alma com o mundo material. Tato, audição, visão, olfato e paladar, dos quais para os Maçons três servem a comunicação fraternal, pois é pelo tato que se conhecem os toques Pela audição se percebem as palavras , e pela visão se notam os sinais. Mas não se pode esquecer o paladar, pelo qual se conhecem as bebidas amargas e doces, bem como o sal, o pão e o vinho. Finalmente pelo olfato se percebem as fragrâncias das flores e os aromas do altar de perfumes. A letra "G", interior com o significado de gnose ou conhecimento lembra a quinta essência, quanto ao transcendental. Quanto ao Homonial, lembra ao Maçom o dever de conhecer-se a si mesmo. No Grau de Companheiro recomenda-se ao Maçom o dever de analisar as próprias faculdades e bem empregar os poderes pessoais em benefício da humanidade.

POSIÇÃO DA ESTRELA FLAMEJANTE NO TEMPLO
Os Rituais do mundo e os diversos Ritos Maçônicos não se entendem também quanto à colocação da Estrela Flamejante no alto do recinto do Templo. Uns a colocam no oriente a frente do trono, outros a configuram no interior do D.·., o que parece mais sugestivo, principalmente quando o Obreiro na elevação de Grau é chamado a contemplar o Triângulo Radiante. Outros, entendendo que ela é de brilho intermediário, isto é, de luminosidade simbolicamente situada entre a luz ativa do sol e a luz próxima ou reflexa da lua, mandam situá-la no meio do teto do Templo, dependurada, ou pelo menos no meio-dia, onde à maneira inglesa está o 2º Vigilante. Outros a consideram uma Estrela do Ocidente. Lojas do Rito Moderno as têm colocado no ocidente ao lado do 2° Vig.·. (norte). Entende-se que a melhor forma é se colocar a Estrela Homonial no meio do teto do Templo, ou de maneira que o Iniciado possa contemplar o Símbolo quando é chamado a fazê-lo.

SIGNIFICADOS MAÇÔNICOS DA LETRA G NO INTERIOR DO PENTAGRAMA
Ficou demonstrado que a melhor significação do G central do pentagrama é gnose=conhecimento. O caráter Homonial da Estrela Flamejante é indiscutível, a luz das fontes pitagóricas e das referências gregas e romanas. Ninguém negaria ao Símbolo o seu sentido mágico, eis que Pitágoras se dedicava à magia. No pentagrama a letra G quer dizer principalmente gnose, porém para satisfazer gregos e troianos tem que se acrescentar os significados, GERAÇÃO, GÊNIO, GEOMETRIA e GRAVITAÇÃO, e também GLÓRIA PARA DEUS, GRANDEZA PARA O VENERÁVEL DA LOJA, ou para A LOJA, e tem sido registrado em muitos Rituais Maçônicos na tentativa de se encontrar ligação entre estes hipotéticos significados da letra "G". Diz-se que GERAÇÃO estaria ligada ao princípio (gênesis da Bíblia) ou a Arquem, dos gregos. Gênio seria o correspondente a "DJINN" dos árabes e a "GINES" dos persas, que no ocultismo tange aos chamados "ELEMENTAIS" ou "SEMI-INTELIGENTES ESPÍRITOS DA NATUREZA" e em outras interpretações quer dizer o espírito criador ou inventor, ou a chama realizadora. GEOMETRIA, ciência da medida das extensões, que lembra as regras do grande geômetra para realizar a Arquitetura do Universo. Na sabedoria ela provocou os diálogos sobre ORDEM, EQUlLÍBRIO e HARMONIA. A GRAVITAÇAO lembra Newton e sua lei: A matéria atrai a matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias. ARQUEU, O PRINCÍPIO, O FOGO REALIZADOR A palavra Arqueu, que deriva do grego que queria dizer, princípio, principal, primeiro, príncipe, reino, domínio.

Para os gregos, a palavra tinha o sentido de poder formador da natureza. Seria a essência vital que exprime as propriedades e as características das coisas. Por comparação, corresponderia ao sopro divino que deu vida a Adão na Bíblia. Ensinam certas instruções maçônicas o motivo simbólico das chamas que envolvem a Estrela Pentacular, relembrando Arqueu, o Fogo Realizador, ou ensinando que a letra G significa o gênio ou a BUSCA SAGRADA que anima o C.·. M.·. . à realização.

Tem-se afirmado que a Estrela Flamejante traduz a luz interna do C.·. M:. ou que representa o próprio homem Maçom dotado da luz divina que lhe foi transmitida. A estrela de cinco pontas é então a força que impulsiona o companheiro em direção das suas metas e da sentido as suas realizações, o numero cinco a qual a estrela faz alusão se funde na alma do companheiro que uma vez elevado a um patamar mais alto pode vislumbrar as luzes desta estrela e pode-se então guiar por esta luz pra que a sua caminhada que já é longe das trevas do mundo profano possa se refinar e dar sentido a sua obra interior, absorvendo a luz desta estrela que representa o corpo humano e utilizando a quintessencia o companheiro desperta para as luzes do saber e da compreensão da humanidade e do sentido oculto do saber e do realizar.

Que o GADU ilumine as nossas mentes para que posemos sempre caminhar longe das trevas e em direção a sua Luz. .

sábado, 20 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

maçonaria




  • O que é Maçonaria?
    A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.




  • Por que é filosófica?
    É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leias da Natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.




  • Por que é filantrópica?
    É filantrópica porque não está constituída para obter lucro de nenhuma classe, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça.

    Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.




  • Por que é progressista?
    É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade do espírito e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições e não opõe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.




  • Quais são seus princípios?
    A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças ou nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, irmãos.




  • Qual é o seu lema?
    Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes.




  • Qual é seu objetivo?
    Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.




  • O que entende a Maçonaria por Moral?
    A moral é, para a Maçonaria, uma ciência baseada no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da Verdade e da Justiça.




  • O que entende a Maçonaria por Virtude?
    A Maçonaria entende que a Virtude é a força que nos impele a fazer o bem em seu mais amplo sentido; é a força que nos impele ao cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal.




  • O que entende a Maçonaria por Dever?
    A Maçonaria resume o Dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.




  • A Maçonaria é religiosa?
    Sim, é religiosa porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual dá o nome de Grande Arquiteto do Universo; é religiosa porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores, indispensáveis para a interpretação lógica do Universo, formam a base de sustentação e são as grandes diretrizes de toda a ideologia e atividade maçônica.




  • A Maçonaria é uma religião?
    Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens, no sentido mais amplo e elevado do termo e, nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.




  • Para ser Maçom é necessário renunciar a religião a qual se segue?
    Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador. A afirmação de que era necessário renunciar a religião para ser recebido Maçom foi feita e acreditada como verdade, pela perseguição da Inquisição, na Idade Média, com alguns resquícios até os dias atuais, principalmente entre os membros da comunidade Católica mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica como, por exemplo, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; o Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.




  • Quais outros homens ilustres foram Maçons?
    Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; militares como Frederico, o Grande, Napoleão e Garibaldi; poetas como Byron, Lmartine e Hugo; escritores como Castellar, Mazzini e Espling.




  • Somente na Europa houve Maçons ilustres?
    Não. Também na América houve. Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul, Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.




  • Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?
    D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Álves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, rui Barbosa e muitos outros.




  • A Maçonaria é tolerante?
    A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis, rechaçando toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.




  • O que a Maçonaria combate?
    A ignorância, a superstição, o fanatismo, o orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.




  • A Maçonaria é uma sociedade secreta?
    Não. Pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios usado pelos Maçons para se reconhecerem entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.




  • Quais são as principais obras da Maçonaria no Brasil?
    A Independência, a Abolição da Escravatura e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história nos quais os Maçons tomara parte ativa.




  • Quais são as condições indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria?
    Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que permita prover as suas necessidades pessoais, de sua família e a sustentação das obras da instituição; ser convidado por um Maçom e aprovado pelos demais.




  • O que se exige dos Maçons?
    Em princípio, tudo aquilo que se exige para o ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos e regulamentos, além de acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os seus princípios que as regem os quais, no caso da Maçonaria, são: "amor à Pátria, respeito aos governos legalmente constituídos e às leis do país". Em particular, se exige: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda sua plenitude. Além disso, proíbe terminantemente dentro da instituição, ou em seu nome, as discussões político partidárias ou religiosas sectárias, porque prefere uma ampla base de entendimento evitando que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.




  • O que é um Templo Maçônico?
    É um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício pra concentrar suas atenções e esforços para melhorar seus caráter e espírito, desenvolvendo seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão dos homens na vida e recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acerar-se da Verdade.




  • O que se obtém sendo Maçom?


    A possibilidade de se aperfeiçoar, de se instruir, de se disciplinar, de conviver com pessoas que por suas palavras e obras podem se constituir de exemplos, de encontrar afetos fraternais em qualquer lugar do mundo, de ter a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa do desenvolvimento humano.

    A Maçonaria não considera possível o progresso senão com base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempo e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes e nem admite em seu seio pessoa que não tenha um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

  • quinta-feira, 18 de junho de 2009

    maçonaria

    Ir Kurt Max Hauser

    Uma das perguntas mais intrigantes que se ouve, especialmente dos maçons recém iniciados, é sobre a origem de nossa Ordem. Mesmo maçons já mais experientes apresentam as origens mais diversas para começo da Maçonaria. Vamos ver a opinião exposta por alguns dos mais sérios escritores maçons.

    O Irmão J. G. Findel, que nasceu em 1828 e faleceu em 1905, escreve em seu livro "História da Maçonaria", página 19: "Cegos pela ambiciosa vaidade de fazer atingir a origem da Instituição a uma antiguidade remota, alguns procuram atribuir a ilustração de certos membros ou se deixam extraviar pela analogia de certos símbolos e velhos costumes de Lojas com os antigos mistérios. Em lugar de inquirir como se introduziram esses usos na Maçonaria, apoiam-se em hipóteses para fazer sair delas a própria Instituição".

    O Irmão Albert Lantoine, que nasceu em 1869, escreve em sua obra 'Trane-Maçonnerie chez Elle, na página 4: "O erro da maior parte dos escritores maçons consiste na preocupação que tiveram e na tentativa feita de basear a história da Instituição no seu simbolismo. Em virtude dos seus sinais de reconhecimento, de seus atributos e das normas do seu cerimonial terem alguma semelhança com os ntos das sociedades antigas, foram levados a deduzir - e a crer - que pertenciam a elas

    J. Berteloot, padre jesuíta e profundo estudioso da Ordem, escreve em sua obra "Les Franc Maçons devant I'Histoire, na página 13: "Segundo a opinião quase unânime dos historiadores sérios que estudaram a Maçonaria, a sua origem mais verdadeira é a mais verossímil: ela descende das antigas corporações de mestres-pedreiros construtores de catedrais e igrejas, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média".

    O Irmão Paul Naudon escreve em sua obra "Les Origines Religicuses et Corporatives de Ia Franc-Maçonnerie", na página 7: "Realmente, a história da Maçonaria é mal conhecida. As obras não faltam, sem dúvida, mas os historiadores são raros. A maior parte é apologia ou panfletos detratores, isto é, obras impregnadas de paixão, defeito inconciliável com o espírito Histórico".

    Se fizermos uma verificação profunda, veremos que a primeira referência sobre a Maçonaria como organização surgiu em 1356, quando um Código de Regulamentos Maçônicos foi formalmente apresentado, na sede da Municipalidade de Londres, na Inglaterra. Em 1376, encontramos informações sobre a Companhia Maçônica de Londres, e é interessante observar sua evolução. De acordo com a Grande Loja, em 1463 ela arrendou terras e edifícios por 99 anos, sendo que as edificações foram transformadas em sede da Corporação Maçônica. No ano de 1472 recebeu a concessão de um Escudo, com a inscrição "Deus é nosso guia" e que, mais tarde, foi substituído pela expressão "Confiamos no Senhor". Este Escudo, levemente modificado, continua incluído no Escudo atual da Grande Loja Unida da Inglaterra.

    O primeiro documento escrito conhecido sobre a Franco-Maçonaria é o chamado Poema Regius. Quem descobriu este poema foi um estudioso que não era maçom, chamado J. O. Halliwell-Phillips (o nome Phillíps foi acrescentado por ele mais tarde, para contentar seu padrasto). Este poema estava catalogado sob o título "Um Manuscrito de Obrigações Morais", no Museu Britânico. Sua história é incerta, porém, aparentemente, pertenceu durante algum tempo a John Thomas. O primeiro proprietário conhecido foi John Thayer, um colecionador de antiguidades que faleceu em 1673. Sua avó, Ann Hart Thayer, ofereceu sua biblioteca e antiguidades para a biblioteca de Bodley, em Oxford, porém a mesma não se interessou pelo assunto e assim todo o acervo foi vendido para Robert Scott, comerciante de livros em Londres, e depois foi vendido para Carlos II, em 1678, pelo preço de dois "shillings". Tornou-se depois parte da Biblioteca Real de Henrique VII, por isto o nome de Regius dado ao manuscrito. Em 1757, a Biblioteca foi dada de presente para o Museu Britânico por Jorge II. Em sua homenagem, a coleção ficou conhecida como "Coleção Regius".

    Em 1839, Hailiwell apresentou um trabalho sobre este manuscrito, uma parte do seu trabalho foi publicado na revista "Arqueologia" em 1840 e, no mesmo ano, o poema foi reproduzido diversas vezes. Foi escrito por volta de 1390, tendo sido evidentemente copiado de um documento mais antigo. Escrito em um inglês antigo, era de difícil leitura para ser decifrado por um não lingüista. No decorrer dos anos seguintes, foi adaptado ao inglês moderno.

    De acordo com o Manuscrito Regius, o Rei Athelstan, que subiu ao trono da Inglaterra em 925, foi neto de Alfredo, o Grande, e faleceu no ano de 940. Convocou os maçons para um encontro e então lhes deu novos e modernos regulamentos e os enviou mundo afora. James Anderson afirma que isto aconteceu no ano de 926 na cidade de York. O historiador e escritor maçom Coil, entretanto, observa que, nos documentos mais antigos e que são o Regíus e o Cooke, não mencionam a cidade de York, e inclusive discorda da data anual de 926, achando que provavelmente a reunião teria sido em 932.
    Sem dúvida alguma, o livro mais detalhado sobre a Maçonaria e sua evolução é de Robert Freke Gould, em três volumes "A História da Franco-Maçonaria" pois ele, de maneira cautelosa, baseou-se em uma documentação séria, não se deixando levar por fantasias.

    Os documentos mais antigos de Lojas foram encontrados na Escócia e existem até os dias atuais. Os documentos escritos da Loja "Mary's Chapel, da cidade de Edinburg, existem completos desde 1599. Na Inglaterra, de acordo com Gould," somente os documentos da Loja "Alnwick" entre as datas de 1700 e 1717 são conhecidos". De diversas fontes, sabemos do ingresso de Elias Ashmole em data de 16 de outubro de 1646, conforme consta em seu diário: 'Fui feito Franco-Maçom em Warrenton, no Lancashire, em companhia de Heniy Maínwanng" Ele ainda acrescentou o nome de sete membros da Loja. Os documentos desta Loja estão desaparecidos. Outrossim, não sabemos exatamente quando a Franco-Maçonaria ingressou na Irlanda. Provavelmente foi após a formação da Grande Loja da Inglaterra que iniciou a existência oficial da Maçonaria na Irlanda. Sem dúvida alguma, havia conhecimento de Maçonaria, pelo menos nos primórdios de 1688.

    O Manuscrito de Cook, de 1410, continha o primeiro elo de ligação entre os maçons e o Rei Salomão. Harry Carr, em seu trabalho "Grande Loja", transcreveu o seguinte do Manuscrito: "Quando da construção do Templo de Salomão, que o Rei David iniciou, pois, este tinha grande apreço pelos maçons e lhes deu incumbências aproximadamente como as atuais. E quando da construção do Templo na época de Salomão, assim como está escrito na Bíblia, no III Livro de Reis". "Salomão tinha quatro mil maçons a seu serviço; e o filho do Rei de Tiro foi seu Mestre Maçom".

    Grande grupo de historiadores acreditam que a Franco-Maçonaria seja descendente dos pedreiros. Ora, sem dúvida alguma, os pedreiros devem ter existido de alguma forma por todo o mundo, desde os primórdios, muito tempo antes da construção das pirâmides no Egito. Não há necessidade de muita fantasia para imaginar que existiram pedreiros ou outros artífices, desde que o homem primitivo começou a construção para abrigar-se das intempéries em casas ou edifícios. Isto, sem dúvida, necessitava de algum tipo de organização tomando-se, sem dúvida, uma especialização. Histórias na Bíblia e em outros velhos documentos contém esta teoria.

    Não podemos ir além do século XVI para encontrar maçons especulativos nas Lojas Operativas, entretanto, não podemos deixar de acreditar que, anteriormente a este século, tenha havido alguma ligação entre clérigos e outras pessoas de certa cultura como os pedreiros operativos que, em sua maioria, não podiam ler nem escrever. Na obra "Grande Loja" se menciona que o primeiro registro de maçons não operativos aceitos foi em julho de 1634, quando Lord Alexander, Sir Anthony Alexander e Sir Alexander Strachan foram admitidos como "companheiros" na Loja de Edinburg (Mary's Chapel). O escritor Coil afirma da existência de maçons não operativos desde 1600, entretanto, McLeod acredita que isto não está correto, pois não há prova alguma. John Boswell, não operativo, assistiu a um julgamento de um Vigilante e não a uma sessão de Loja. O historiador Coil encontrou o ingresso de não operativos em Kelso no ano de 1652; em Aberdeen, no ano de 1670, e em Kilwinning em 1672. Outrossim, ele descobriu o último maçom operativo como membro da Loja Glasgow, em 1842.

    Sobre a origem da palavra "Loja" igualmente há muita especulação. Pelos dicionários, temos a informação de que originou-se, provavelmente, das construções ou barracões onde os pedreiros trabalhavam e viviam junto às obras que estavam construindo. Lojas de maçons são mencionadas em 1352, na Catedral de Minster, na Catedral de Canterbury, em 1429, na Igreja de São Nicolau de Aberdeen, em 1483 e na Igreja de St. Giles, em Edinburg, em 1491. "Loja", primeiramente, se referia a organizações não fixas e permanentes, porém gradualmente se transformaram em locais fixos, como a de Edinburg em 1598.

    quarta-feira, 17 de junho de 2009

    pentagrama







    O Pentagrama é um poderoso símbolo representando a operação do Espírito sobre os Quatro Elementos. Estes são governados pelo nome Yehovah (YHVH). Mas a letra Shin, representando o Espírito, sendo adicionado a este nome transforma-o em Yeheshuah (YHShVH), o Espírito sobre a Matéria.





    Formas de traçá-lo



    Traçado com uma só ponta para cima, representa o domínio do Espírito Divino. Porém, quando desenhado com as duas pontas para cima, é considerado um símbolo maligno, afirmando o império da matéria sobre o do Espírito Divino (que deveria governá-la).



    Na Wicca, o Pentagrama traçado com uma ponta para cima é considerado um símbolo de sua Deusa, enquanto o contrário disto representa seu Deus cornífero.



    As pontas do Pentagrama



    Cada ponta do Pentagrama representa um elemento, conforme esquema que pode ser observado na seguinte imagem:





    Banindo e Invocando



    Existem diferentes formas de traçar o símbolo no Ritual Menor do Pentagrama, Banindo e Invocando em cada Elementos, para trabalhos mais específicos em cada um destes.










    Origens e difusões

    Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Na Grécia Antiga,era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco

    O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo).

    Pentagrama Chinês
    Pentagrama Chinês

    A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição. O símbolo utilizado pela Escola de Pitágoras era o pentagrama, que, como descobriu ele, possuia algumas propriedades interessantes. Um pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular; pelas interseções dos segmentos desta diagonal, é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original exatamente pela razão áurea.

    A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides.

    Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios.

    Na localização do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda é possível perceber, a profunda influência do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal, que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários foram dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse a Igreja. Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o pentagrama passou de um símbolo de segurança à representação do mal, sendo chamado de Pé da Bruxa.

    Pentagrama Invertido
    Pentagrama Invertido

    Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce então, o simbolismo gráfico e geométrico, emergindo a Renascença numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina.

    Microcosmo
    Microcosmo

    Agrippa, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.

    Posteriormente, o pentagrama também foi associado aos quatro elementos essenciais (terra, água, ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (a Quintessência dos Alquimistas e agnósticos) .

    Na Maçonaria, o Laço Infinito (como também era conhecido o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja.

    Com Eliphas Levi, o pentagrama pela primeira vez, através de uma ilustração, foi associado ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama Microcósmico ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do bode, Baphomet).

    O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois do deus, surgindo assim a nova religião Wicca. Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera uma reação da Igreja da época, chegando ao extremo quando Anton LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo, difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.




    pentagramas

    terça-feira, 16 de junho de 2009

    allan kardec

    Allan Kardec Maçom ?

    Paulo Roberto Martins

    O Jornal do Commercio em sua edição de 27/10/2002, traz uma reportagem sobre a modernização da legislação na “Grande Loja de Pernambuco” com uma entrevista do grão-mestre-adjunto, juiz trabalhista Milton Gouveia. Anexo a matéria publicada, foi colocado um quadro em que dava o nome de alguns maçons notáveis, sendo primeiro o de Allan Kardec dentre alguns outros.

    Ficamos bastante surpresos pois nunca tínhamos tido tal informação em nenhum tipo de leitura anterior e pela convicção de que alguns elementos essenciais que constituem a confraria maçônica não fazem parte da doutrina espírita, como por exemplo: O espiritismo não tem estrutura hierárquica, não tem mestres, não tem templos suntuosos, não adota cerimônia de espécie alguma, não tem rituais, não usa vestes especiais, não tem qualquer simbologia, não utiliza ornamentações associadas a práticas exteriores, não tem gestos de reverência, não tem sinais cabalísticos, não tem dogmas indiscutíveis ...

    Resolvemos então trilhar o bom e velho caminho das perguntas e pesquisas na solução da dúvida em questão, obtendo por resultado dois bons indicadores do fato histórico:

    1 – No livro “História da magia, do ocultismo e das sociedades secretas” tomo VII: No século de Allan Kardec, autores – Danielle Hemmert e Alex Roudene temos o seguinte:

    “Segundo alguns biógrafos, depois de alguns anos de preparatórios, Hippolyte Rivail teria deixado por algum tempo o castelo de Yverdon para estudar medicina na faculdade de Lyon. Vivia a França o período da restauração dos Bourbons, e então é agora em sua própria pátria, realista e católica, que ele se sentiria desambientado. No entanto não tarda em descobrir um derivativo para a sua decepção e o seu aborrecimento! Essa cidade secreta de Lyon ofereceu em todos os tempos asilo às idéias liberais e as doutrinas heterodoxas. Martinismo e Franco-Maçonaria, Carbonarismo e São-Simonismo vicejam entre suas paredes. E Rivail, jovem médico, inicia-se no magnetismo animal, descoberto quarenta anos mais cedo por Mesmer. O sonambulismo apaixona-o igualmente. Decididamente Hippolyte está “apanhado” pelas ciências ocultas: Assim continuará toda a sua vida, e Allan Kardec encontra-se já em potência no jovem estudante de medicina.”

    2 – Perguntamos ao Dr. José Castellani, reconhecida autoridade em assuntos de Maçonaria, obtendo como resposta à nossa consulta: “Alguns biógrafos de Kardec dizem que ele foi membro da Grande Loja da França. A Grande Loja da França, há mais de 20 anos, diante de consulta minha, apenas respondeu que consta que foi iniciado ali, mas que não tem documentos comprobatórios. Portanto, históricamente, a dúvida continua. Entretanto, suas obras contêm, principalmente na parte inicial, introdutória, muitos termos do jargão maçônico e da doutrina maçônica.”

    Concluímos então, diante das evidencias, que o jovem Hippolyte Rivail realmente fez sua iniciação na Franco-Maçonaria, entretanto, ao assumir o pseudônimo de Allan Kardec e assumir a tarefa de codificação da doutrina espírita, fez uma opção pelos diversos elementos básicos da nova revelação apresentados pelos espíritos superiores.

    Quando vemos espíritas que fazem parte da maçonaria, lembramos do exemplo clássico de sabedoria através do equilíbrio perfeito nas idéias e ações de Léon Denis, quando nos deixa este legado dizendo: “O Espiritismo não dogmatiza. Não é nem uma seita, nem uma ortodoxia, mas uma filosofia viva, aberta a todos os espíritos livres, filosofia que evolve, que progride. Não impõe nada; propõe. O que propõe apoia em fatos de experiência e em provas morais. Não exclui qualquer outra crença, antes a todas abraça numa fórmula mais vasta, numa expressão mais elevada e extensa da verdade.”

    Paulo Roberto Martins

    sábado, 13 de junho de 2009

    maçonaria feminina

    Maçonaria para Mulheres

    Primeira experiência em Ribeirão deve ser aberta até o final do ano; casais estão em treinamento na capital.

    Até o final deste ano Ribeirão Preto deve ter a sua primeira loja maçônica mista. Ainda sem local definido para a construção, a loja deve receber inicialmente cerca de 30 pessoas.

    Há cerca de quatro anos um estudo vem sendo feito na cidade e cinco casais já participam de cursos de iniciação em São Paulo. "São estes casais que ficarão responsáveis pelos trabalhos de iniciação de outros integrantes", afirma uma das responsáveis em Ribeirão, Márcia Christine Bueno Domiciano, de 32 anos.

    De acordo com ela, o ideal é que as mulheres participem da maçonaria acompanhadas pelos maridos para que a família seja fortalecida. No entanto, nada impede que mulheres solteiras também façam partes dos encontros.

    Márcia acredita que na cidade existem hoje cerca de 30 lojas maçônicas masculinas. "A loja mista é necessária justamente pelo comportamento da cidade. A presença da mulher é vista como uma evolução. Não existe diferença nas ideologias e nem na filosofia", diz ela.

    Segundo o mestre Ivan Gonzaga, um levantamento de possíveis locais para a instalação da loja já está sendo feito na cidade.

    O prédio precisa ser adaptado e deve começar a funcionar logo no final deste ano.

    Para ser um maçom é preciso ter sensibilidade para interpretar a filosofia, ter situação financeira definida (que seus nomes não estejam com restrições), não ter sofrido condenações ou processos criminais e possuir um bom convívio em família e em sociedade.

    "É importante acreditar também em um ser supremo que é Deus. A maçonaria é uma sociedade filosófica, filantrópica, iniciática, educativa e progressiva. Nossa maior missão é a busca pelo aperfeiçoamento moral e intelectual", explica o mestre.

    De acordo com Gonzaga, através do amor, a maçonaria procura a melhora de seus integrantes para depois devolvê-los para a sociedade.

    A maçonaria mista surgiu no Brasil em 1919, no Rio de Janeiro. Hoje, já são mais de 500 lojas em todo o país.

    "Infelizmente o preconceito ainda existe. Muitas pessoas, principalmente os mais radicais, criticam as lojas mistas", afirma Gonzaga.

    A estrutura maçônica
    Cada loja maçônica funciona como uma determinada oficina. Todas são células autônomas, iguais em direitos e honras e independentes entre si. Existem dois tipos das conhecidas oficinas: as lojas e os triângulos.

    A loja é composta por no mínimo sete maçons perfeitos e não tem um limite máximo de membros. Já o triângulo tem três maçons perfeitos, pelo menos, e seis integrantes, no máximo.

    Quando o sétimo membro chega ao triângulo, este passa a ser loja. Uma loja maçônica completa tem dez funcionários.

    O venerável ou presidente preside os trabalhos e faz a orientação. O primeiro vigilante dirige os trabalhos dos companheiros e vela pela disciplina local. O orador é o encarregado de fazer a síntese dos trabalhos e deles extrair as conclusões. (Gazeta de Ribeirão)

    Homens são contra
    De um modo geral, quando se fala em maçonaria a primeira idéia que vem á mente é de um ordem masculina. De modo semelhante às confrarias, às ordens religioso-militares e a outras instituições, ao longo de vários séculos esse conceito tem incitado a imaginação de amantes do ocultismo e ainda hoje, para muitos, tem a exclusividade masculina.

    Por telefone, a reportagem da Gazeta conversou com um representante maçom de Ribeirão Preto que não quis ser identificado. Questionado sobre a instalação da loja mista na cidade ele ficou irritado.

    "Isso não pode acontecer. Nossa ordem não admite mulheres", disse o maçom. Segundo ele, a maçonaria, desde os seus primórdios sempre foi voltada para os homens e nunca admitiu o acesso de mulheres. (Gazeta de Ribeirão)

    Rui Barbosa foi Maçom
    Pessoas ilustres da história mundial fizeram parte da ordem maçônica. Na Europa, os nomes mais conhecidos foram os dos filósofos Voltaire, Goethe e Lessing.

    Entre os músicos, a maçonaria também era praticada por Mozart e Beethoven e ainda militares como Frederico e o Grande Napoleão.

    No Brasil, o nome mais conhecido é o de Dom Pedro I que lutou pela Independência do país e os maçons garantem que ele sempre foi apoiado pela ordem.

    Outros nomes conhecidos são os de José Bonifácio, Duque de Caxias, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Campos Sales, Nilo Peçanha, Prudente de Morais, Wenceslau Braz e Rui Barbosa entre outros.

    Na América, todos os libertadores foram maçons. Washington nos Estados Unidos, Miranda, o padre da Liberdade sul-maericana e ainda Bolivar e Benito Juarez.

    quinta-feira, 11 de junho de 2009

    a maçonaria

    A MAÇONARIA
    Polêmicas, controvérsias, debates acalorados e contradições permeiam o assunto “maçonaria”. Tenho alguns amigos que freqüenta a loja do Tatuapé-SP, e, segundo o juramento professado por eles, os mesmos encontram-se impossibilitados de revelarem o ritual a que foram submetidos para ingressarem ao rol de membros, todavia, ao tratarmos da liturgia eles me asseveraram que não há nada demais nos encontros; primeiramente eles oram ao grande arquiteto do universo, depois meditam e comentam sobre uma passagem das Escrituras; louvam, debatem alguns assuntos e encerram a reunião. Todos os freqüentadores da maçonaria afirmam que a ordem não é uma religião, segundo eles, trata-se somente de uma organização que visa o encontro de pessoas com uma ideologia em comum. Atualmente, não é mais segredo a participação de muitos pastores das igrejas evangélicas nas reuniões maçônicas, existe uma corrente entre estes grupos de lideres que luta para inserir na mente dos fieis a idéia de que a ordem está inteiramente segregada da religião, logo, não se tratando de reunião pagã, não há o que se questionar sobre a participação de cristãos. No presente artigo, desvendaremos singelamente o que de fato é a maçonaria e quais as suas doutrinas principais, afinal, seria a maçonaria uma religião? Também analisaremos sua origem, simbologia, propósitos, iniciação e rituais realizados nas suas dependências internas.

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