sábado, 25 de julho de 2009

rituais da maçonaria

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O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida.



Uma Loja Maçônica perfeita é a representação simbólica do Univerno, suas leis e da Hierarquia de Poderes que o dirige e governa. Nos rituais, desde a abertura até o encerramento, é executado simbolicamente o drama cíclico de ínicio e fim das ativadades progressivamente evolutivas levadas a cabo num Universo segundo G.A.D.U. Segue-se o divino ritual de criação, desenvolvimento e extinção de um Universo, e cado ato tem um significado cósmico muito além das concepções sobre a importância do Ritual.



G.A.D.U. significa Grande Arquiteto do Univerno. É a forma genérica como é chamado Deus, já que homens de várias religiões participam da Maçonaria, ou seja, é um movimento ecumênico.


Todos os Oficiais da Loja exercem funções similares às que, nos níveis superiores do Universo, desempenham os excelsos Oficiais da perfeitíssima Grande Loja Branca. - Grande Fraternidade Branca de Mestres Iluminados, que guiam a humanidade para o caminho do bem.



O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida, e assim, por alguns momentos, o maçom é mais que humano, é divino - que isso não seja interpretado com blasfêmia.



ASSINE AQUI NOSSO LIVRO DE VISITA

quarta-feira, 22 de julho de 2009

piumhi

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Piumhi - MG

Hino

Composiçăo: Indisponível

Distante nas velhas matas
Um rio foi descoberto
E deu nome à minha terra
Lembrando um pequeno inseto
Nasceu logo uma cidade
Dando a Minas mais beleza
Hoje cantando este hino
Exaltamos tua grandeza.

Minha terra, és majestosa!
O teu nome é realeza!
Porque tua gente esperançosa,
Te proclama uma princesa.
Os heróis do teu passado
Já previam tua glória
E teus filhos muito amados
Hão de guardar a sua história.

Hoje amanheceu festivo
As plagas se transformam em rosas
O sol ao brilhar nas serras
Aquece as alterosas
As bandeiras hasteadas
Piumhi meu relicário,
Unidos num mesmo abraço
Festejamos teu aniversário.

Minha terra, és majestosa!
O teu nome é realeza!
Porque tua gente esperançosa,
Te proclama uma princesa.
Os heróis do teu passado
Já previam tua glória
E teus filhos muito amados
Hão de guardar a sua história.

Cidade de Piumhi

A Cidade de Piumhi fica no sudoeste do Estado de Minas Gerais, próximo à Serra da Canastra,
onde nasce o Rio São Francisco, com coordenadas aproximadas de 20,22 S e 45,25 W, e distância de 266 km da capital do estado, Belo Horizonte, e a 257 km de Ribeirão Preto (SP).


Cruz do Monte

No norte, a região de Piumhi define uma transformação em termos de relevo (de montanhas para planaltos) e de vegetação (de campos para cerrado), possui um clima ameno. Nos arredores de Piumhi existem diversas belezas. 80 km ao norte está o Parque Nacional da Serra da Canastra e a nascente do Rio São Francisco; 20 km à oeste está a Represa de Furnas, no Rio Grande. Além de pequenas cachoeiras ao redor da cidade Piumhi está próximo da cidade de capitólio, onde se encontram Balneário Escarpas do Lago, Praia Artificial de Capitólio, Cachoeira Lagoa Azul, Canyons no Lago de Furnas - são formações rochosas com mais de 20m de altura.

A região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, possui uma das paisagens mais lindas do Brasil. A região ecoturística da Serra da Canastra tem mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória e Capitólio.

A maior atração é o Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972 para proteger as nascentes do rio São Francisco e tem a portaria principal a 8 km de São roque de Minas. Dentro do Parque Nacional estão alguns dos mais belos cartões postais do Brasil, como a cachoeira Casca D'Anta, de quase 200 metros, a primeira grande queda do "velho Chico".

Uma das melhores formas de chegar a São Roque de Minas é via Piumhi.Você pode ir de ônibus, ou pode ir de Taxi, com todo conforto.


loja maçonica de piumhi...

letras acima

Fotos: Maçonaria Internacional - Itália.

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A seqüência de fotos apresentada abaixo é de lojas subordinadas ao Grande Oriente da Itália (d’Italia). Guardando a devida proporção e respeito à tradição italiana de produzir beleza e design, vemos que o bom gosto é notório
Templo Maçônico hospedado na sede do GOI, possivelmente, em momentos que antecedem a uma sessão regular.

[Loja+Maçônica+Italiana.jpg]

Em visão lateral do templo, pode-se notar a "casa" cheia por ocasião da Sessão Comemorativa do Segundo Centenário do Grande Oriente da Itália (1805-2005).

[Sessão+de+Posse+do+Grão+Mestre+do+GOI.jpg]



Maçons Imperfeitos (Uma Fábula).

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Maçons Imperfeitos (Uma Fábula).

Existe uma antiga história, uma Lenda Maçônica, que deve ser observada atentamente para o entendimento a União, já que somos Maçons, ou... será que não somos Maçons?

O G:.A:.D:.U:. estava sentado, meditando, sob a sombra de um pé de jabuticaba. Lentamente o Senhor do Universo erguia sua mão e colhia uma e outra fruta, saboreando o fruto de sua criação. Ao sentir o gosto adocicado de cada uma daquelas frutas fechava os olhos e permitia um sorriso caridoso, feliz, ao mesmo tempo em que mantinha um ar complacente.

Foi então que, das nuvens, surge um de seus Arcanjos vindo em sua direção.

Diz a lenda que a voz de um Anjo é como o canto de mil baleias. É como o pranto de todas as crianças do mundo. É como o sussurro da brisa.

O Arcanjo tinha asas brancas como a neve: imaculadas.

Levemente, desce ao lado do G:.A:.D:.U:. e ajoelhando a seus pés disse...

- Senhor, visitei a vossa criação como pediste. Fui a todos os cantos, estive no Sul, no Norte, no Oriente e no Ocidente. Vi e fiz parte de todas as coisas. Observei cada uma das suas crianças humanas. Notei que em seus corações havia uma Iniciação, eram iniciados Maçons e que, deste a cada um destes, apenas uma asa. Senhor... Eles não podem voar apenas com uma asa!

O G:.A:.D:.U:. na brandura de sua benevolência, respondeu pacientemente a seu Anjo:

- Sim. Eu sei disso. Sei que fiz os Maçons com apenas uma asa.

Intrigado com a resposta, o Anjo queria entender, e voltou a perguntar:

- Senhor, mas porque deu aos Maçons apenas uma asa quando são necessárias duas asas para se poder voar... Para poderem ser livres?

Então responde o G:.A:.D:.U:. :

- Eles podem voar sim, meu Anjo. Dei aos Maçons apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor. Para poderem evoluir levemente... Para voar, meu Arauto, você precisa de suas duas asas: Embora livre, você estará sempre sozinho, ou será somente acompanhado pelos demais. Como os pássaros que, ao mesmo tempo estão juntos, e em seguida debandam.... - Mas os Maçons com sua Única asa, necessitarão sempre de darem-se às mãos e entrelaçarem seus braços, assim terão suas duas asas. Na verdade, cada um deles sempre terá um par de asas. Em cada canto do mundo sempre encontrarão um outro Irmão com uma outra asa, e assim, sempre estará se completando, sempre sendo um par. Dei aos Maçons a verdadeira Liberdade a cada um dei-lhe também, em Igualdade, uma única asa, para que desta forma, possam sempre viver em Fraternidade.
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(Autoria desconhecida.)

Maçonaria - Relações Sexuais Com Demônios

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Maçonaria - Relações Sexuais Com Demônios
V)
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O que poderíamos oferecer a alguém que já tenha alcançado o topo da maçonaria? Muitos, se não a maioria, já têm riqueza e poder. A única sedução além do poder seria outra bastante antiga:


É certo que não morrereis... como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.
(Gênesis 3:4-5)


o diabo

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A tais homens seria oferecida a imortalidade e uma sabedoria divina. Em comum acordo com a maior parte das outras seitas do tipo gnóstico, o Paladium ensina que a serpente disse a verdade no Jardim do Éden. Basicamente, os candidatos são expostos no Paladium a um programa de cinco tópicos:
Emoticon Disfarçado como um demônio

1. Adoção. É quando o maçom é trazido à "comunhão" de Lúcifer. Ele é orientado a fazer um juramento e se submeter ao templo de Lúcifer. Em última análise, ele é levado a fazer um pacto com Lúcifer, que basicamente é "vender a alma" ao diabo. O maçom promete se submeter, de corpo, alma e espírito, a Lúcifer, geralmente por um período de sete anos. Em troca, Lúcifer promete lhe conceder todos os seus desejos mundanos. Após os sete anos, caso ele tenha sido um bom servo, Lúcifer lhe dará outros sete anos de prazer. Se ele falhar, de qualquer forma, sua vida chegará ao fim.

Emoticon Satanás

2. Iluminação. Através de drogas e de técnicas ocultistas de adivinhação, seria aberto o assim chamado "terceiro olho", não apenas parcialmente (como na parapsicologia), mas completamente. Acredita-se que este "olho", também chamado de chakra de Ajna, seja o ponto de contato entre os humanos e a consciência de Lúcifer. Supõe-se que esteja localizado na testa acima e entre os dois olhos visíveis.


"Abrir" um pouco o olho é experimentar poderes psíquicos. Abrir o olho completamente é ter sua mente inundada com a "pura" consciência do próprio Lúcifer. Esse é o motivo pelo qual um dos símbolos maçônicos é o "olho-que-tudo-vê". É um símbolo de iluminação.

Essa é a forma com que Satanás falsificou o Novo Nascimento. Nele, é possível se adquirir um "relacionamento pessoal" com Lúcifer. Começa-se a pensar os pensamentos dele e a se ver com os seus olhos. Começa-se a olhar a humanidade como ele vê. Esta não é nem um pouco uma experiência agradável.

3. Conversação. Envolve se comunicar com o "O Poderoso Morto". Tanto a minha experiência pessoal quanto o testemunho histórico concordam que o espiritismo (qualquer comunicação com os mortos) desempenha uma parte significativa no Paladium. Encoraja-se a mediunidade e é vital a "conversação" com os sábios da história.


Falamos (alegadamente) com "luminares" (espíritos de mortos) tais como Jesus, Platão, São Francisco de Assis, o Rei Artur, o imperador Nero, Aleister Crowley e até mesmo Hitler! Eles são bastante ecumênicos! Esses seres "sábios e poderosos" aconselham as pessoas a como permitir que seus corpos e vontades sejam mais plenamente sujeitos a Lúcifer.


4. Relações Sexuais. O iniciado seria levado a "se casar" literalmente com um desses mortos. Geralmente, isso era feito usando um médium possuído pelo "espírito do morto" (na verdade um demônio) e então um casamento bizarro era consumado. Acreditava-se que a "virtude" mágica do espírito fluiria do médium para o iniciado através do ato sexual.


Algumas vezes um espírito de verdade deveria ser invocado usando o que é chamado de 8º trabalho (masturbação mística) na esperança de que um sucubus (demônio em forma feminina) ou incubus (demônio em forma masculina) se manifestasse. A idéia era que a sabedoria e o poder divino gradualmente fossem, através de repetidas relações sexuais, totalmente infundidos na mente, no corpo e na vontade do iniciado. Uma vez que esse objetivo tenebroso fosse alcançado, o iniciado seria levado a uma:


5. União. Neste ponto, a alma do iniciado é totalmente "coberta" pelo espírito maligno. Em outras palavras, teoricamente "não há ninguém em casa", exceto o próprio demônio! Isso é conhecido como "possessão absoluta" e leva muitos anos para acontecer e através de inúmeros convites para o demônio vir e dominar a pessoa. Neste ponto, o iniciado deixa de ser um individuo autônomo. Ele não é mais do que uma "luva" de pele e osso com uma "mão" demoníaca no interior controlando cada movimento seu.

Visto que o Senhor mostrou que o reino de Satanás não é dividido contra si mesmo (Mateus 12:25-26), podemos presumir que tais demônios querem cooperar para realizar seus objetivos. Isso é especialmente verdade visto que Satanás não é um senhor bondoso e pode ser inacreditavelmente cruel quando pune um ato de desobediência.

Homens e mulheres que chegaram ao quinto estágio (não existem muitos deles) ficam tão completamente sujeitos à vontade de Satanás que se tornam "santos satânicos". Eles irão para onde forem mandados e farão qualquer coisa para agradar o seu senhor.

É através de pessoas como essas que a "lei dos cinco" de Weishaupt pode ser aplicada. Os líderes observam o que entendem ser viradas no ciclo político e têm seus "santos" preparados para serem colocados em posições chaves, agindo sem qualquer compaixão ou humanidade. Tais "seres iluminados" consideram os humanos da mesma forma como consideram uma vaca. Uma fome aqui, um massacre ali...o que são poucas centenas de milhares de vidas humanas comparadas à grande causa do Grande Arquiteto?

Que tipo de pessoa poderia preparar os assassinos de multidões na Rússia de Stalin ou no holocausto nazista? Quem poderia forçar uma fome organizada por políticos sobre o povo da Etiópia?

Esse é o trabalho de homens e mulheres (ou de seus comandados) que são o equivalente geopolítico internacional e multimilionário de Charles Manson ou Jim Jones [famosos serial killers americanos]! São pessoas que, na verdade, não são mais humanas. São terroristas espirituais, fantoches controlados por demônios.

Como são marionetes, movem-se em harmonia, mentalizando um fim que é transgeracional. Apesar de que algum dia em breve morrerão, as mentes-mestras que os controlam irão continuar e assim garantirão para si mesmas novas "casas" nas quais morarão (Mateus 12:43-45).

Esses demônios não se importam se seus objetivos afetam gerações de pessoas. Pensam que o tempo está a favor deles; que o jovem banqueiro, advogado, político ou até mesmo pastor em ascensão que não gostaria de convidar um "ser poderoso" sábio e imortal para aconselhá-lo e orientá-lo?

Uma vez que o "sábio", a fonte do tal "antigo conhecimento", tenha sido convidado a entrar, é cada vez mais difícil colocá-lo para fora. A pessoa se torna literalmente dependente do poder e da influência deste novo "amigo".

Como desenvolvimento da Nova Era e da "canalização", Satanás conseguiu começar um marketing de massa com o que era reservado apenas para a elite.

Como "viciados" espirituais, essas pessoas se submetem a níveis crescentes de depravação porque lhes foi prometido que a união com tais demônios lhes daria a imortalidade e os habilitaria evoluir até se tornarem deuses, através da alquimia e da magia negra.

A metáfora que me ensinaram foi uma utilizando sapatos.

(trecho extraído das páginas 163-166 da segunda edição do livro "Maçonaria - por trás da fachada de luz" de William Schnoebelen!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

maçonaria e cinema

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Relacionamos aqui filmes que têm relação ou citam de alguma forma a Maçônaria Universal. A ordem de exibição é cronológica decrescente da produção dos filmes, e teve sua última atualização em 26/05/2005 Algumas sinopses foram retiradas do site http://www.2001video.com.br/.

A Lenda do Tesouro Perdido (National Treasure)
EUA, 2004
Gênero: aventura
Diretor: Jon Turteltaub
Sinopse
Benjamin Franklin Gates (Nicolas Cage) é um caçador de tesouros, função que já está na 3ª geração em sua família. Durante toda sua vida Benjamin procurou um tesouro que ninguém acredita existir, tendo sido acumulado durante séculos e transportado por vários continentes para evitar que fosse roubado. As investigações de Benjamin sobre a localização deste tesouro fazem com que ele descubra que existe um mapa codificado escondido na Declaração de Independência dos Estados Unidos. Só que para conseguir lê-lo Benjamin terá que enganar o FBI e roubar um dos documentos mais vigiados do país.

Maçonaria
Não dá para destacar passagens - o filme inteiro é uma grande referência à Ordem.

Do Inferno (From Hell)
EUA, 2001
Gênero: suspense
Diretores: Albert e Allen Hughes
Sinopse
No tempo em que Jack, O Estripador atacava nas ruas de Londres, o terror reinava. A selvageria de seus assassinatos indicava insanidade, mas a precisão diabólica comprovava que havia um método em tal loucura. Johnny Depp e Heather Graham estrelam este triller intrigante, narrado com grande estilo, que aperta sua garganta de forma esmagadora e fere profundamente como uma faca afiada à medida que revela uma conspiração chocante que, segundo alegações, envolveu os grandes poderosos da Inglaterra daquela época.

Maçonaria
A Maçonaria aparece como pano de fundo para os assassinatos de Jack - ele próprio um maçom.

MAGNÓLIA (Magnolia)
EUA, 1999
Gênero: drama
Diretor: Paul Thomas Anderson
Sinopse
Big Earl Partridge (Jason Robards) é um produtor de TV à beira da morte que deseja reencontrar o filho. Phill (Phillip Seymour Hoffman) é seu dedicado enfermeiro e Linda (Juliane Moore), sua jovem esposa. Frank (Tom Cruise), é um célebre guru machista, é o filho que Big Earl procura. Jimmy Gator (Philip Baker Hall) é o apresentador do famoso programa de TV que também está com câncer e procurando se entender com a filha Cláudia, cocainomaníaca. Stanley é um garoto-prodígio manipulado pelo pai oportunista. O ponto comum entre essa gente? Todos vivem num bairro de Los Angeles cortado por uma rua chamada Magnólia.

Maçonaria
Em uma das cenas, aparece um símbolo maçônico em uma enciclopédia, no instante em que um garoto estuda pela TV através de um game show. Em uma outra cena, um produtor de TV apóia sua mão no ombro do apresentador, mostrando um anel com símbolo maçônico, e dizendo "Nos encontramos entre o nível e o esquadro".

Fim dos Dias (End of Days)
EUA, 1999
Gênero: terror
Diretor: Peter Hyams
Sinopse
Jericho Cane (Arnold Schwarzenegger) é um ex-policial que se vê diante de uma terrível luta entre a encarnação humana do demônio (Gabriel Byrne) e uma jovem e inocente mulher (Robin Tunney) escolhida para ser a mãe do Anticristo. À medida que os ponteiros do relógio avançam para a realização da profecia que pode levar ao fim do mundo, Jericho, sozinho; precisa proteger essa garota e livrar toda a humanidade de um destino completamente apavorante.

Maçonaria
Em determinado momento Jericho diz: "Agora este amuleto é da ordem maçônica do antigo sub-heredom dos Cavaleiros do Vaticano, Cavaleiros do Olho Sagrado. Eles aguardam a volta do anjo negro à Terra."

Teoria da Conspiração (Conspiracy Theory)
EUA, 1997
Gênero: suspense
Diretor: Richard Donner
Sinopse
O motorista de táxi Jerry Fletcher (Mel Gibson) acredita que o mundo em que vivemos está repleto de perigosas e assustadoras conspirações. Sua vida é uma loucura completa, sempre está em estado de alerta...sempre pronto para o pior. O emprego como motorista é apenas uma fachada para seu verdadeiro trabalho: reunir informações sobre novas ameaças ao redor do mundo e reuni-las em um informativo chamado "Teoria da Conspiração". Ningúem nunca se importou com as idéias absurdas de Jerry - até então. Perseguido por inimigos desconhecidos, Jerry sabe que finalmente desmascarou uma conspiração de verdade. Agora sua única chance de sobreviver é contar com a ajuda da advogada Alice Sutton (Julia Roberts), para descobrir qual a verdade que deve ser revelada ao mundo.

Maçonaria
Em uma das cenas, Mel Gibson diz: "Os Maçons estão tentando melhorar o mundo. George Bush é maçom, grau 33."

Como Água Para Chocolate
México, 1992
Gênero: Drama
Diretor: Alfonso Arau
Sinopse
Baseado em romance do mesmo nome de Laura Esquivel, Como Água para Chocolate acompanha a história de um camponês chamado Pedro (Marco Leonardi) que, em 1910, em plena Revolução Mexicana, se apaixona por Titi (Lumi Cavazos). Ele quer voltar para a Guerra, mas ela o enfeitiça com seu amor e seus dotes culinários. Podia ser apenas mais uma história de amor, mas se trata de um dos mais belos filmes do cinema latino-americano em todos os tempos. Foi a produção estrangeira de maior bilheteria nos Estados Unidos em 1993.
MaçonariaRitual fúnebre de corpo presente; explicações sobre o sentido da vida com símbolos que remetem à maçonaria.

Peggy Sue - O passado a espera (Peggy Sue got married)
EUA, 1986
Gênero: comédia
Diretor: Francis Ford Coppola
Sinopse
Peggy Sue (Kathleen Turner), mãe, divorciando-se de Charlie Bodell (Nicolas Cage) aos 43 anos de idade, ao organizar uma festa de ex-alunos da Escola, volta no tempo. Apesar de poder redirecionar sua vida, acaba fazendo as mesmas escolhas.

Maçonaria
O avô de Peggy pertence à Loja dos viajantes do tempo, mostrando um ritual da mesma.

Revelações Perigosas (Secrets)
Inglaterra, 1983
Gênero: drama
Diretor: Gavin Millar
Sinopse
História de uma gartota de 13 anos, Louise (Anna Jones), que vive com sua mãe (Helen Lindsay). Louise descobre que seu falecido pai possuía documentos secretos, e, através de sua curiosidade, descobre que o mesmo era Maçom. O filme foi feito para uma série da televisão inglesa, "First Love", e não há registro de ter sido lançado em vídeo ou DVD.

Maçonaria
Louise tenta explicar às suas amigas o que é a Maçonaria, além de tentar repetir seus rituais.

Independência ou Morte
Brasil, 1972
Gênero: histórico
Diretor: Carlos Coimbra
Sinopse
Tendo como ponto de partida o dia da abdicação de D. Pedro I (Tarcísio Meira), é traçado um perfil do monarca, desde quando ainda menino veio da Europa, quando sua família fugia das tropas napoleônicas e sua ascensão à Príncipe Regente, quando D. João VI (Manuel da Nóbrega) retornou para Portugal. Em pouco tempo a situação política torna-se insustentável e o regente proclama a independência, mas seu envolvimento extraconjugal com a futura Marquesa de Santos (Glória Menezes) provoca oposição em diversos setores e José Bonifácio de Andrada e Silva (Dionísio Azevedo) pede demissão do Ministério, mas este não seria o único caso, que ministros e nobres entrariam em choque com o imperador por causa da marquesa, que permanentemente influenciava as decisões do soberano, mas tudo isto causava um inevitável desgaste político.

Maçonaria
Cenas da Iniciação de Dom Pedro, do discurso de Gonçalves Ledo, do fechamento do Grande Oriente.

Assassinato por Decreto (Murder by Decree)
Inglaterra - Canadá, 1979
Gênero: ação
Diretor: Bob Clark
Sinopse
Sherlock Holmes (Christopher Plummer), auxiliado pelo Dr. Watson (James Mason), tenta decifrar as pistas que levarão ao assassino Jack, o Estripador, mas, descobre uma conspiração para acobertá-lo.

Maçonaria
Dentre os amigos que tantam acobertar Jack, vários são maçons.

O Homem Que Queria Ser Rei (The Man Who Would Be King)
Inglaterra - EUA, 1975
Gênero: aventura
Diretor: John Huston
Sinopse
Daniel Dravot (Sean Connery) e Peachy Carnehan (Michael Caine) são dois amigos que firmam um contrato um com o outro: viajar para um país distante, Kafiristan, e ajudar os líderes locais a vencerem seus inimigos. Quando tiverem conseguido seu intento, eles derrubariam estes 'líderes' e se tornariam os reis da região. Em caso de perigo, um deve ajudar o outro, reza o contrato, assinado por ambos e por uma testemunha: o editor de um pequeno jornal, Rudyard Kipling (Christopher Plummer).

Maçonaria
No início do filme, Carnehan rouba um relógio de Kipling e, ao abrir o mesmo, vê que são Irmãos... Se identificam como maçons... a partir daí, o filme passa à aventura até que se descobrem em uma tribo perdida cujo último grande Rei teria sido Alexandre o Grande.

Horizonte Perdido (Lost Horizon)
EUA, 1937
Gênero: aventura
Diretor: Frank Capra
Sinopse
O diplomata inglês Robert Conwal (Ronald Colman) e outros sobreviventes de um desastre aéreo chegam à cidade perdida de Shangri-lá, nos Montes Himalaias. Isolados do mundo em guerra, os habitantes da cidade têm um mistério e motivos para não sairem de lá.

Maçonaria
Alexander (Edward Everett Horton) diz: "Eu encontrei um manuscrito que explica o significado oculto por trás de todos os símbolos maçônicos".


quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Origem do Franco-Maçonaria

A Origem do Franco-Maçonaria

I. A Maçonaria foi fundada por Rei Herodes Agripa com outros 8 fundadores judeus.

· No ano 43, o Rei Herodes Agripa reuniu a corte de Jerusalém e falou:

· “Caros irmãos, vocês não são os homens do Rei e seus colaboradores, vocês são os apoios do Rei e da vida do povo judeu. Até agora têm sido seus fiéis seguidores. Deste momento em diante serão os seus irmãos...”.

· “Entendamos todos então, e não esqueçamos, que este encontro crucial realizado por este grupo é baseado na irmandade...”.

· “Meus irmãos, a aristocracia bem como o povo em geral tem percebido a revolta espiritual e até política que o aparecimento do Impostor Jesus (como está no original) causou entre o povo, e especialmente entre nossos israelitas.”

· Temos sentido uma grande força nele, força esta que deixou como herança a aquele grupo que ele chamava de discípulos. Ele fundou uma Associação que chamou de religião, sendo assim chamado por seus seguidores também. Esta suposta religião está a ponto de transtornar as fundações da nossa religião, demolindo-a.

· Ele atribuiu a si o dom da profecia e o poder de realizar milagres. Ele se proclamava o esperado Messias de quem os profetas anunciaram a chegada; não sendo nada além de um homem vulgar como o resto do povo, desprovido de qualquer caráter do Divino Espírito, sem a extrema retidão da nossa firme doutrina judaica, da qual está determinada que não se deve desviar em nenhum ponto.

· “Nunca reconheceremos tal pessoa como o Messias, nem reconheceremos a sua divindade. Sabemos que o tão esperado Messias ainda não está entre nós, nem chegou a hora da sua vinda. Nem houve sinal algum que indique a sua aparição. Se cometermos o erro de deixar o nosso povo seguí-lo e ser enganado, seremos culpados de um crime imperdoável”.

· “... Nós o crucificamos, ele morreu e nós o enterramos, deixando guardas para vigiar o túmulo. Mas afirmaram que ele se levantou, ressuscitou!... Ele desapareceu de uma forma desconhecida, apesar da vigilância zelosa e da segurança da clausura...”

· “A sua saída do túmulo, meus amigos, foi um golpe decisivo para os seus rivais; foi um meio poderoso que encoraja seus homens a continuar espalhando seus ensinamentos e a provar a confirmação da sua divindade...”

· “Não reconheceremos, em nenhum ponto, uma religião senão a nossa, a religião Judaica que herdamos de nossos ancestrais. O dever nos clama a preservá-la até o fim dos tempos”.

· “Nunca se poderia esperar aquele golpe. Aquela força misteriosa nunca havia sido sonhada. Nossos pais a atacaram e nós continuamos a atacá-la. Apesar de tudo, espantoso! Seus números crescem. Observem comigo como o filho está separado do pai; o irmão, do seu irmão; a filha, da sua mãe; todos se alienando para se juntarem àquele grupo. Este acontecimento guarda um grande segredo. Quantos homens, quantas mulheres, quantas famílias inteiras têm abandonado a religião Judaica para seguir aqueles impostores, aqueles partidários de Jesus. Quantas vezes foram ameaçados pelos sacerdotes e autoridades, em vão!” (A Dissipação da Escuridão, a Origem da Maçonaria, pp. 45-47).

II. O nome original da antiga Maçonaria era “A Força Misteriosa

· Hiram Abiud, o Conselheiro do Rei, que era o verdadeiro fundador da antiga Maçonaria, propôs como nome da associação “Força Misteriosa”. Esta era a razão:

· “... Parece que houve uma mão, uma força, secreta, misteriosa, que nos pune sem sermos capazes de oferecer resistência. Parece que nós perdemos toda a nossa força para defender a nossa religião e a nossa própria existência.”

· “Majestade, baseada na evidência de que não há meios eficazes de incorporar nossas idéias, ou firme esperança de atacar aquela força, indubitavelmente misteriosa; não há outro juramento a não ser estabelecer uma força Misteriosa semelhante àquela (para atacar o mistério com o mistério). Venho concluir que este é o nosso dever inevitável, a menos que V. Excia. tenha uma melhor idéia para estabelecer uma Associação de maior poder que possa reunir as forças judaicas ameaçadas por aquela força misteriosa. Convém que ninguém saiba nada sobre esta fundação, seus princípios e suas ações. Apenas aqueles que a Sua Majestade escolher como fundadores saberão o segredo da fundação.”(p. 43).

III. O juramento medonho dos membros fundadores.

· Os nove fundadores se comprometeram a fazer um terrível juramento:

· “Eu (John Doe, filho de John Doe), juro a Deus, a Bíblia, e a minha honra, que, tendo me tornado um membro dos nove fundadores da Associação, ‘A Força Misteriosa’, comprometo-me a não trair meus irmãos, membros em nada que possa prejudicá-los, nem trair a nada relacionado aos decretos da Associação. Comprometo-me a seguir os seus princípios e executar tudo aquilo que for decidido nos sucessivos decretos aprovados por vocês, os nove fundadores, com obediência e precisão, com zelo e fidelidade. Comprometo-me a trabalhar no aumento de seus membros. Comprometo-me a atacar qualquer um que segue os ensinamentos do Impostor Jesus e assim combater os seus homens até a morte. Comprometo-me a não divulgar nenhum dos segredos preservados entre nós, os nove: nem entre os de fora ou entre os próprios membros filiados.”

· “Se eu cometer perjúrio e minha traição for confirmada naquilo que tenha revelado sobre o segredo ou algum artigo do decreto preservado entre nós e entre os herdeiros, esta comissão dos oito companheiros terão o direito de matar-me por qualquer meio disponível.”(pp. 51-52).

IV. O Significado dos instrumentos e símbolos da Maçonaria

· O Rei Agripa explicou o significado dos instrumentos e símbolos usados na Maçonaria:

· “Vocês já sabem que devemos fazer as pessoas acreditarem que a nossa Associação é muito antiga... Reforçaremos esta aparência com o uso de instrumento de construção que o arquiteto Hiram utilizou na construção (do Templo de Salomão), tais como o esquadro, o compasso, a colher de pedreiro, as escalas, o martelo, etc., tudo de madeira como Hiram Abiff os utilizava...”(p. 62).

· “...Todas as sessões serão abertas batendo-se três vezes consecutivamente com o martelo; assim lembraremos eternamente, através dos séculos, que nós o crucificamos e que com este martelo nós fixamos os cravos nas suas mãos e pés, matando-o. Estas três estrelas que vocês vêem simbolizam os três cravos (Nota do Editor do The End Days: O Anti-Cristo Maitreya tem um “Grande Sinal” no seu home page no WWW:http://www.maitreya.org/. Dentro do seu “grande sinal” estão as três estrelas de Davi, dizendo ao povo judeu que ele continua o trabalho dos 9 fundadores maçônicos: para perseguir a Igreja Católica que é o corpo místico de Jesus Cristo). Vamos mudá-las para três pontos que terão o mesmo significado. Entre os nossos símbolos haverá os três degraus, ridicularizando-os desta blasfêmia: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, com ele afirmando ser o próprio Filho.”(p. 63).

· “Dentro da nossa Associação, criaremos graus, como mencionei anteriormente. Estes serão trinta e três, simbolizando a idade do Impostor. Daremos nome a cada grau e criaremos outros símbolos similares. Todas estas coisas foram minhas idéias e dos irmãos Moab e Hiram. O significado destes símbolos irônicos não deve ser percebido; deve permanecer entre os nove. Para os outros irmãos ou filiados é suficiente fazê-los enxergar as utilidades e instrumentos para que acreditem que a Associação foi fundada nos tempos de Salomão ou antes disso.”(p. 64).

· “Qualquer irmão pode propor um símbolo novo.”

· “O que vocês acham ou observam, irmãos, a respeito daquilo que lhes apresentei?”

· Os seis homens aprovaram sem objeção, sendo tudo documentado (Nota do manuscrito original: 6 homens e os 3 proponentes: o Rei, Moab e Hiram).

· Então o Rei exclamou: “Regozijemo-nos! Iniciemos a marcha sobre o caminho do triunfo! Subamos os nossos primeiros três degraus! Batamos três vezes com este martelo vitorioso, com o símbolo da morte do nosso inimigo o Impostor, o símbolo do estabelecimento dos nossos princípios honoráveis que fixamos com cravos da irmandade e união! Exclamemos todos com alegria: Em frente para a vitória!” (p. 64).

· Durante a primeira seção, os nove fundadores criaram também um novo símbolo: o avental que simboliza a proteção da roupa contra o barro. Este símbolo, junto com os instrumentos maçônicos, serve para esconder a verdadeira finalidade e assegurar aos filiados, a antigüidade da Associação. (p. 64).

· O Rei-Presidente disse: “Eu, com a minha autoridade como Presidente (e não como Rei) outorgo a cada um de vocês o 33o. grau, a mais alta da nossa Associação... Sendo o nosso irmão Hiram, órfão do pai desde a infância, não conhecendo ninguém, além da sua mãe, a viúva, proponho chamar a nossa Associação de “A Viúva”, e peço a sua aprovação. De agora em diante o nome dos fundadores será: “Os Filhos da Viúva”. Cada membro da Associação se chamará filho da viúva até o fim do tempo porque cremos que a nossa Associação durará até o fim dos tempos.”(p.65).

· (Nota: o Rei Agripa perdeu a visão em menos de cinco dias devido a um mal repentino, e depois paralítico, e morreu logo depois no ano 44. Os Atos dos Apóstolos (12:23) reportam que o Rei foi golpeado por um anjo e comido por vermes antes da sua morte. Hiram Abiud substituiu o Rei como Presidente da Associação, porém desapareceu misteriosamente e o seu corpo foi encontrado, devorado por abutres. Desaguliers enlouqueceu e morreu em extrema pobreza.).

V. O nome foi modificado para Franco-Maçonaria em 24 de junho de 1717, em Londres.

· A Maçonaria organizou o Templo de Jerusalém e enviou o seu descendente-herdeiro Hiram Abiud a Roma para estabelecer dois Templos em Roma e em Achaea. Após os membros dos dois templos matarem S. Pedro e Sto. André, o Templo de Roma tornou-se o centro de todos os templos no leste. O descendente-herdeiro de Moab Levy foi enviado à Rússia, o de Adoniram para Gaul (França) e os sucessores de Abiud, para Alemanha. O movimento iniciado pela Força Misteriosa não se expandiu muito devido ao medo que o nome provocava. Joseph Levy e Abraham Abiud, descendentes-herdeiros de Moab Levy e Hiram Abiud foram enviados respectivamente da Rússia e da Alemanha para Londres onde se encontraram com John Desaguliers, que era um Protestante com intenso ódio dos Católicos. Os três concordaram em chamar a Associação Franco-Maçonaria em 25 de agosto de 1716. Então em 24 de junho de 1717, encontraram-se com as associações de arquitetos e construtores em Londres e lançaram oficialmente a Associação com o novo nome. A partir de 1717, os templos foram transformados em lojas.

VI. Os Conselhos de Janet a seu marido James (Jonas).

· James disse:

· Antes de falar, minha esposa me pediu para relatar a ela todos os esforços e conspirações que os maçons maquinaram contra o Catolicismo.

· Eu disse a ela como, através de meu contato permanente com os grandes maçons, descobrira que há três grupos deles nas lojas: uns atacam o Catolicismo, outros atacam todas as religiões e o terceiro, composto por homens dos dois primeiros grupos, batalham na política a fim de dominar a autoridade temporal.

· Eis o que a minha esposa me disse:

· “James, a sua filiação à nova Maçonaria não foi para apoiar os inimigos das religiões, nem para apoiar qualquer religião, mas, como decidimos desde o início, estudá-la e compará-la com a Maçonaria dos seus ancestrais a fim de completar esta História.”

· “Ambos entendemos no texto desta História a frustração produzida quando o seu ancestral Levy mudou o nome da Associação com Desaguliers. De acordo com o que me relatou, há entre nós Protestantes, uma seita que se uniu aos judeus (seus parentes) e cuja meta é demolir tudo que possa glorificar o nosso Jesus (sic), , e para derrubar o Catolicismo e a Igreja Romana. Tais são os princípios de Desaguliers e Anderson.”

· “Meus pais e eu, caro James, não somos desta seita. Sim, somos Protestantes, mas a nossa intenção está longe de derrubar a Igreja Romana. Ouça o que tenho a dizer-lhe: acreditamos que Jesus Cristo é quem a construiu e Ele disse que ela não cairá. Você deve ter a nossa fé apesar da nossa tradicional revolta que herdamos dos nossos pais contra a autoridade Pontífice. Em nossos corações guardamos a firme fé de que a Igreja de Pedro é a Igreja original de Jesus. Nunca pensamos, nem meus pais nem eu, em nos associarmos aos inimigos da Igreja. Você, que agora está convertido ao Cristianismo, através da minha intercessão, deve adotar os princípios que herdei dos meus pais. Tenha cuidado ao colaborar com estas duas seitas: uma que ataca o Catolicismo em particular e a outra que ataca todas as religiões em geral. Tenha cuidado para não cair nas armadilhas delas. Já que você me obedeceu e converteu-se à minha religião, você me amou e casou-se comigo, desejo que sempre continue firme comigo na sua Cristandade, firme nas suas promessas, e nos seus novos princípios.”

· “Continue então no caminho para completar a tarefa para a qual ingressou na nova Maçonaria, para satisfazer o nosso intuito de revelar a verdade e denunciar o mal, a fim de dissipar a escuridão, quando mais tarde as portas da luz se abrirão diante dos olhos vendados para que possam se orientar no caminho da verdade. E lá no cume da montanha sólida da realidade a luz será irradiada e guiará cada pessoa confusa e a cada uma que a confunde.”(pp. 107-108).

VII. Os objetivos da Maçonaria eram: destruir a Santa Igreja Católica Romana, criar o Socialismo, e estabelecer o domínio do mundo inteiro.

· Há um objetivo triplo na nova Maçonaria: (a) preservar o Judaísmo para os judeus; (b) atacar a Igreja Católica Romana; (c) abraçar o naturalismo e niilismo. Como resultado, atuou para a demolição dos tronos, a abolição das autoridades espiritual e temporal, para que possa ter absoluto domínio do mundo. (p. 115). Ela prega a liberdade, a igualdade e a fraternidade com sentido perverso: a liberdade sem limites, liberdade de blasfêmias e falsidades, liberdade destrutiva de caráter, religiões, bens, vidas e famílias; a igualdade que significa o desaparecimento de toda e qualquer ordem, tudo caindo em caos, com a perda de verdadeiros valores; a fraternidade é uma irmandade cheia de egoísmo e privilégios, amor à vingança, divisões, conflitos sem fim, traição, roubo, orgulho, profanação, e niilismo. Se o novo Franco-Maçonaria é a filha da Maçonaria mãe, o Socialismo é a sua neta.

· A mãe Maçonaria concentrou toda a sua intenção numa única meta, que era a batalha contra os homens de Jesus. A Maçonaria filha (i. e., Franco-Maçonaria) ultrapassa aquele limite de longe. Ela atua para demolir os tronos e abolir as autoridades espiritual e temporal, para que tenha absoluto domínio do mundo. (p. 115).

· Jonas (James) Lawrence (1775-1825) predisse mesmo antes do nascimento da teoria Comunista (Karl Marx, 1848: Manifesto Comunista) que a nova Maçonaria daria à luz ao Socialismo. Não apenas isso, mas todas as organizações corruptas descendentes seriam as filhas e netas da Maçonaria mãe. (p. 119).

· Eis as palavras do próprio Jonas:

· “Saiba, meu filho, que a nova Maçonaria, respondendo às demandas do inimigo da humanidade e satisfazendo a voracidade de aumentar as filhas da corrupção, deu à luz ao Socialismo. Esta neta tornou-se um mal pior que os males anteriores.”

· “Predigo a você, Samuel, que todas estas criaturas crescerão e darão à luz, pelos esposos satânicos, a todas as outras criaturas da perversão, corrupção e destruição.”

· “Elas se multiplicarão e espalharão as suas sementes sobre toda a terra, corrompendo-a e quão venenosos serão os seus frutos!”

· “Cada uma destas criaturas formará um partido e cada partido procurará os interesses da sua mãe, agravando os males da confusão, fazendo desaparecer civilizações, eliminando a religião e degenerando a educação. Então soarão as trombetas da aflição e do desastre.”

· “Esta minha profecia se realizará e terá um grande eco. Os nossos descendentes verão gerações infernais. Os homens se lembrarão de mim, após a minha morte. Testemunharão esta minha afirmação de que todos os descendentes corruptos serão filhas e netas da Maçonaria mãe. Quão coerente é esta afirmação em relação a tudo isso: Os males originam nada além dos males.”(p. 119).

· As previsões de Jonas se realizaram na sua quase totalidade.

VIII. A mensagem de Janet às mulheres do mundo.

· Janet, uma Protestante que se casou com Jonas, o bisavô do Sr. Lawrence, compreendeu o plano diabólico dos maçons para transformar o papel da mulher, contrário à vontade de Deus. Previu até com extrema clareza a condição atual da mulher. Eis aqui a análise de Janet a respeito da conspiração dos maçons para tornar a mulher instrumento de Satanás para destruir a sociedade humana.

· “Os maçons libertaram-na (a mulher) de todas as regras e condições, causando a degeneração e miséria da mulher. As nossas descendentes testemunharão espetáculos horríveis nascidos da miséria da mulher.”

· “A mulher, com esta afeição exagerada, foi exaltada falsamente, cultivando equivocadamente o seu orgulho sem ser admoestada da irreparável perda da sua dignidade. Com a liberdade extrema, a mulher perdeu a sua felicidade temporal e eterna, perdeu a sua educação, a sua vida e além disso, faz o mundo perder a família, a ordem social, educacional e procriativa.

· “Se ela adotou esta vida fácil e voluptuosa, o resultado desta alegria será a miséria e remorso, remorso e miséria para o mundo todo.”(p. 122).

· Para admoestar a mulher a não seguir os ensinamentos maçônicos da 'liberdade, igualdade e fraternidade', e a sua armadilha, na seção de introdução da História da Maçonaria, A Dissipação da Escuridão, a Origem da Maçonaria, Sr. Lawrence incluiu as palavras de Janet, conforme seguem:

· “Mulher! Desde a Criação você goza da maior afeição e respeito do mundo. Os sábios, filósofos e grandes homens falaram de você. A mulher balança o berço com a mão direita e o mundo com a mão esquerda.”

· “A vocês, então, mulheres virtuosas, apresento esta História que ouso chamar ‘A Dissipação da Escuridão’ e afirmo: Por ter influência sobre o meu marido Jonas, o proprietário da História, após a sua conversão ao Cristianismo, e tendo ele se casado comigo, e por eu ter sido instigadora da idéia de imprimir e publicar a História, vocês, também, devem divulgar o seu conteúdo, e utilizar tudo aquilo que estiver ao seu alcance para convencer os homens de que a Maçonaria não é nada além do Judaísmo. Para convencê-los de que foi a Maçonaria que fez os pilares dos países ruírem, que demoliu os poderes, e rejeitou a religião. Foi a Maçonaria que fez correr sangues inocentes com a sua astúcia judia. Foi a Maçonaria, a Maçonaria!

· “Saibam que todos os acontecimentos contra a Religião têm a sua origem na Maçonaria.”

· “Pelo monstruoso exagero da interpretação das palavras: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, as rédeas da moral humana foram afrouxadas. Foi a Maçonaria que difundiu a desobediência dos deveres às mulheres, com a finalidade de espalhar o extremismo, a corrupção e a prostituição. Estas são as finalidades da Força Misteriosa e a sua filha, a Maçonaria.”

· “Qualquer contato com um maçom inspira em nós, de uma forma ou outra, senão um desprezo pela Religião, uma indiferença e frieza à Ela.”

· “Eis o exemplo: nos países onde os maçons abundam, a espiritualidade, a honra e as virtudes diminuem. É um perigo assustador que ameaça a Humanidade. As conseqüências serão desastrosas para suas filhas e seus filhos e para o mundo inteiro.”

· “Minhas amigas, vocês devem, portanto, difundir os fatos desta História em cada encontro, em cada lar, porque a religião é o alicerce de toda a virtude, honra e justiça.”(p. 32).

terça-feira, 14 de julho de 2009

contos da naçonaria






A carroça




Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio. Em dada altura deteve-se e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
- Além do cantar dos pássaros nas árvores, ouves mais alguma coisa? Apurei os ouvidos durante mais alguns segundos e respondi:
- Sim, ouço uma carroça.
- Isso mesmo – disse o meu pai. É uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
- Como sabes que está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora – respondeu-me. É muito fácil saber que uma carroça vai vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia, mais barulho faz.
Tornei-me adulto e, até hoje, quando ouço uma pessoa a falar demais, a gritar, a intimidar, a tratar o próximo com grosseria, prepotente, a interromper as conversas de toda a gente e a querer demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, parece que ainda me ecoa nos ouvidos a voz do meu pai:
- Quanto mais a carroça está vazia, mais barulho faz.
E a sabedoria dessa voz, que o tempo não consegue esbater, junta-se ao conforto que sinto a partir do momento em que franqueei as colunas da nossa Augusta Ordem, por onde perpassam o silêncio sábio, a fraternidade, a tolerância no sentido da compreensão, a igualdade entre todos os Irmãos, a procura dos caminhos da verdade que antecipadamente sabemos não poder alcançar mas que porfiadamente perseguimos.

Conto simbólico por: Álvaro


a cor dos sonhos





O pequeno Nianzu vivia numa pequena aldeia que deuses e homens fizeram plantar num dos imensos vales que se aninham submissos nos sopés das montanhas dos Himalaias.
A necessidade de sobreviver e a perda precoce da família fizera-o percorrer o caminho pedregoso das montanhas para chegar ao mosteiro budista mais próximo, que o destino lhe fizera escolher como recurso na vontade. Os pequenos olhos escuros percorriam atentos todo o espaço à entrada do templo, como duas pequenas rodas dos desejos, que as faces rosadas faziam elevar como dois pequenos altares da descoberta do mundo. Naquele dia, ele era um entre outros que como ele, procuravam ingressar no templo que a vida fizera como a opção que à maioria seria negada, fosse na sorte ou na vocação.
Na sala onde se encontrava e fora conduzido por um jovem monge de cabeça rapada, haviam sido colocadas tintas de várias cores, pincéis e folhas de papel pardo, que o monge fizera distribuir cerimoniosamente no respeito antecipado e igual. Entre o silêncio que dava a mesma cor às palavras e aos pensamentos daquelas caritas de olhar brilhante, deu entrada na sala o lama, que a idade aparente procurava acompanhar na sabedoria que se lhe adivinhava na expressão e modos que ia dispensando a todos e a cada um dos presentes. Sentados e acomodados, convidou o lama que cada criança pintasse a folha de papel que lhe fora distribuída, com a cor que aquela achasse ser a dos sonhos. De imediato, cada criança tomou nas mãos uma folha de papel e o pincel, escolhendo entre as cores das tintas à disposição e pouco foi o tempo quanto demorou que diante delas repousassem folhas de papel de cores diversas como uma pequena roda multicolor em torno do velho lama que olhava atento cada uma das obras expostas diante dele.

Perguntando a cada criança o porquê de cada cor escolhida, entre tantas que faziam justiça fosse ao sol, ao céu ou à neve e às montanhas, não tardou que fosse chegada a vez do pequeno Nianzu justificar a sua escolha. Diante dele repousava uma folha onde várias eram as cores, entre as quais imprimira noutras tantas a sua mão.
- De que cor são dos teus sonhos ? Perguntou o sábio lama.
- São da cor das minhas mãos. Respondeu o pequeno Nianzu.
O velho lama, baixou-se diante dele e numa reverência simples tomou-lhe o pincel e na cor da vontade lhe ensinou a escrever aquele que lhe reconhecia no verdadeiro nome ancestral, “Zhiqiang” lembrando que “a vontade é forte” e que assim, os sonhos não são mais que a realização dos nossos desejos pelas mãos.




Conto Simbólico por: Sheikh



O Aprendiz




É aquele que aprende, e sempre em aprendizagem vai tirando as suas conclusões:
Aprendi.... que ninguém é perfeito
Aprendi....que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem, aquelas que desperdiças... alguém as aproveita
Aprendi que...quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que...devemos sempre dar palavras boas...porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto...mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão têm-te preso para toda a vida
Aprendi que...todos querem viver no cimo da montanha...mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que...temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias...quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça...mais coisas posso fazer.

Autor: Gonçalves Lêdo




A Pedra




O distraído nela tropeça.
O bruto usa-a como projéctil.
O empreendedor utiliza-a para construir.
O camponês, cansado da lida, dela faz assento.
Para os meninos, é brinquedo.
Com ela David matou Golias.
Miguel Ângelo dela extraiu a mais bela escultura.
Em todos esses casos, a diferença não está na pedra, mas no Homem.
Não existem pedras no caminho de um Maçon que ele não possa aproveitar para o seu próprio crescimento.

Elaborado por: Álvaro




As noites de Inverno são longas




Os anos já lhe pesavam nas pernas e o tempo húmido e frio não ajudava nada. Mas ele não era dos que desistem facilmente. Com passos vagarosos ia subindo a rua. Há muito que a noite tinha estendido o seu manto negro sobre a cidade. Não se via muita gente nas ruas. As molas de um velho autocarro chiavam com os solavancos do piso irregular. Dava para perceber que o motorista evitava os carris do eléctrico, pois aí o perigo de derrapagem aumentava ainda mais. Lá dentro, meia dúzia de passageiros olhava distraidamente para a rua.
Teve de parar um pouco para respirar. Havia contudo outro motivo para a sua paragem. Queria certificar-se de não estar a ser seguido. No passeio por onde subia a íngreme rua não se via ninguém a caminhar na mesma direcção. Ficou mais descansado. No entanto, mal pôde, dobrou uma esquina e depois de caminhar alguns metros, voltou a parar olhando discretamente para trás. Retomou a marcha, mas pelo sim pelo não, depois de voltar a mudar de rua repetiu a paragem.
À medida que caminhava, vinham-lhe à memória cenas que gostaria de nunca mais voltar a viver. Ele que criticava todas as ideologias radicais, ele que apenas queria que no seu país houvesse justiça, liberdade de expressão e menos pobreza, tinha sido expulso do ensino público só porque tinha sido um dos subscritores de um abaixo-assinado. Ao fazê-lo entrava para a lista negra dos “perigosos comunistas” e passava a ter de viver com os magros proventos das explicações que dava.
Pensou nos amigos que o esperavam. Um tinha sido desterrado para centenas de quilómetros da cidade alentejana onde tinha nascido e onde sempre tinha vivido e exercido a profissão. Só de lá tinha saído para estudar direito. Motivo: ter-se assumido como republicano num país que oficialmente continuava a ser uma república! Agora, reformado, sempre que podia vinha à capital para se encontrar com os amigos.
Apesar da idade, o médico ainda tinha de trabalhar. Não tendo direito a qualquer reforma, se não fosse dando as suas consultas não teria forma de se sustentar a ele e à mulher que a diabetes tinha cegado.
Quem lhe tinha feito mais confusão era o graduado da polícia. Fazia uma vida dupla. De dia fingia ser o mais fiel dos seguidores do ditador. De noite, reunia-se com os resistentes. De início receavam-no, mas depois de anos de convívio, tinham total confiança nele, até porque por mais de uma vez os tinha avisado da eminência de mais alguma vaga repressiva.
O velho marujo era o que mais vezes sentia o maravilhoso sabor da liberdade… a ditadura não conseguia proibir o vento de trazer o cheiro a maresia. Tinha andado num seminário, mas fartara-se e o chamamento do mar tinha sido irresistível. Já o tinham tentado apanhar com as artimanhas em que o regime era fértil, mas sem sucesso. A última tinha sido a de obrigar os seus homens a irem a uma manifestação favorável ao regime que se tinha sentido em perigo com a candidatura de um general sem medo. Habituado a lidar com as fúrias do oceano, lá se conseguiu escapar airosamente: teve de zarpar na véspera da manifestação “espontânea” devido a um aviso meteorológico…
Não bastando a mais do que evidente cumplicidade da alta hierarquia da Igreja nacional com o ditador, há muito que as ordens de Roma eram claras: nenhum crente podia pertencer a uma organização como aquela que os unia sob pena de excomunhão. Mas o padre João não se preocupava e dizia que respondia directamente perante o Criador. Só queria que o pesadelo em que o país estava mergulhado havia décadas acabasse. E ele bem sabia do que falava, pois passava a maior parte do tempo a tentar acudir aos mais necessitados. Mas era tão pouco o que tinha para lhes dar…
É verdade que naquele grupo predominavam os “doutores”, por isso os dois que pouco mais sabiam do que ler e escrever eram especialmente acarinhados. Um era motorista da Carris e o outro ferroviário. Homens calejados pela vida desejavam um futuro mais justo para os filhos e os netos.
Pensou no que iriam falar nessa noite. Havia muitos boatos, mas parecia certo que a polícia política tinha armado uma cilada ao General e que o teria assassinado. À hora combinada chegou a casa do amigo. Desta vez calhava-lhe a ele ser o último. Tinham de chegar um a um, discretamente. Subiu com esforço até ao primeiro andar. A cada degrau, as artroses dos joelhos causavam-lhe dores.
Pareceu-lhe que havia um silêncio mais pesado do que era habitual. Devia ser impressão sua. Como sempre, deu três discretas pancadas na velha porta. A voz que ouviu fez-lhe parar o sangue: «é só um momento».
Dez minutos depois aqueles homens bons e honrados que apenas queriam que o seu país vivesse em paz e que no mundo inteiro reinassem a liberdade, a igualdade e a fraternidade, lá iam a caminho de uma masmorra…


As três peneiras




Mais uma jornada na construção do Templo terminara. Cansado por mais este dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direcção, aproxima-se o seu Mestre Construtor predilecto, que lhe diz:



"-Mestre Hiram...Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre construtor...
Hiram com a sua infinita sabedoria responde:
- Calma, meu Mestre predilecto, antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas "Três peneiras da Sabedoria"?
- Peneiras da sabedoria? Não me foram mostradas, respondeu o predilecto!
- Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento;
Escuta-me com atenção: tudo quanto te disseram de outrém, passa antes pelas três peneiras da sabedoria. E na primeira, que é a Verdade, eu te pergunto:
-Tens certez a de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito o Mestre respondeu:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...
Hiram continua:
-Então, se não tens a certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da Bondade. E eu te pergunto:
-É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
-De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!
-Então a tua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; Faço-te a derradeira pergunta:
- Achas mesmo necessário passar adiante essa história sobre teu Irmão e Companheiro?
-Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...
-Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensão da terra. Não sobrou nada para contar.

-Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca.
-És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói os teus templos, pois terminaste a tua aprendizagem.

Porém, lembra-te sempre: As abelhas, construtoras do Grande Arquitecto do Universo, nas imundíces dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as chagas e feridas para se manterem vivas."




A Criança




Quis nascer um dia novamente, esquecer o passado e ser criança na sua plenitude.
Nasci como quis, com as virtudes e pureza da criança mas com a sabedoria e o conhecimento para moldar o meu eu, sendo contido nos meus actos e sabendo guardar segredo sempre que saio de casa e quando estou em casa.
Sim pensar com arte, dentro da arte de pensar.
Haverá alguém que se compare a uma criança no seu estado de pureza, despida de preconceitos, de vaidades, que busca a verdade e partilha o seu conhecimento sem limites, bem como a cumplicidade com quem se identifica, sempre com o sentido da responsabilidade?
Certamente, que sim.
Como toda a criança aprendi a ganhar firmeza nos meus passos, viver o presente, com o olhar no futuro, resguardando-me dos estranhos, embora os trate com respeito.
Sou uma criança que ignoro a vaidade e a arrogância mas defendo a verdade, o saber e a justiça.
Quero crescer e ser forte para ajudar os Homens a encontrarem a criança que existe dentro deles.
Como toda a criança ainda que me aliciem guardarei sempre o segredo que me foi confiado, pois, saberei sempre estar no meio sem me imiscuir com o meio, como aprendi no exercício da arte de pensar, enquanto corria livremente pelos campos e prados, tentando tocar a linha do horizonte, sem nunca desistir.


Bem Haja


Autor: Salomão





Sons do Silêncio




Certo dia um rei mandou o seu filho estudar no templo de um grande mestre, com o objectivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.
Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre mandou-o sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe voltou ao templo, após um ano, o mestre pediu-lhe que descreve-se todos os sons que conseguira ouvir.
O príncipe disse: - Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na floresta, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus...
Quando terminou o seu relato, o mestre pediu ao o príncipe que volta-se à floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do mestre, pensando: "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
Por dias e noites, ficou sozinho, ouvindo, ouvindo, ouvindo...mas, não conseguiu distinguir nada de novo, além daquilo que havia dito ao mestre.
Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais atenção prestava, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."
Sem pressa, ficou ali, ouvindo, ouvindo, pacientemente. Queria ter a certeza de que estava no caminho certo.
Quando voltou ao templo, o mestre perguntou-lhe que mais conseguira ouvir.
Paciente e respeitosamente, o príncipe disse: - Mestre, quando prestei atenção, pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra, o som da floresta a beber o orvalho da noite...
O mestre sorrindo, acenou com a cabeça, em sinal de aprovação, e disse: - Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Nesta fábula, fica como moral da história, que apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, os seus sentimentos mudos, os seus medos não confessados e as suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor, entender o que está errado e atender às reais necessidades de cada um.
A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem, apenas, as palavras pronunciadas pela boca, sem atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.
É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas, que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano.













Autor: Júlio Verne


Na escada




A entrada do prédio era escura. Dia e noite tinha uma lâmpada acesa que lutava ingloriamente contra a escuridão. De dia mal se via se estava ou não acesa devido à luz que vinha da rua. Durante a noite o seu papel poderia ser mais eficaz, mas não era. Atravessava-se a estreita e longa passagem mais por a conhecer do que por aí se ver fosse o que fosse.

Tinha uns dezasseis anos e vinha de assistir a uma corrida de ciclismo. Tinha levado a chave de casa da avó, o que o fazia sentir que já era um homem!
Passava da meia-noite quando chegou à entrada do prédio. Como sempre, a porta estava apenas encostada. Foi percorrendo com cuidado o escuro corredor de entrada. Por fim a escada que deveria subir e que a luz da cidade iluminava vagamente através da suja clarabóia lá bem no alto do edifício. Adivinhava-se, mais do que se via.
Ao virar a esquina e colocar o pé no primeiro degrau, ouviu uma voz lamentosa de mulher. Estava deitada nos degraus e ergueu-se um pouco com a sua chegada. Parecia estar enrolada num cobertor. As únicas palavras que proferiu eram uma súplica: «oh meu senhor, deixe-me ficar aqui». Não sabia como responder. Nunca teve facilidade em responder de repente a coisa alguma. Para mais sentiu uma emoção desconhecida embargar-lhe as palavras. Por fim conseguiu articular: «fique descansada». Confuso e atormentado, subiu as escadas escuras.

Quando entrou já todos dormiam. Também ele foi para a cama, mas demorou muito até que o sono lhe chegasse. Revia a mulher deitada na escada, tentava imaginar os motivos que a levariam a estar ali, sem ter o seu próprio tecto e as dores que os degraus lhe causariam no corpo. Como seria possível dormir em tais condições? Pensou que, se fosse dono da casa, lhe arranjaria uma cama. Mas não era e não convinha acordar a avó que se levantava antes das seis.

A sua imagem do mundo começava a sofrer rombos. Até então acreditava estar no melhor dos países, no melhor dos regimes, com o mais sábio dos governantes que nos tinha livrado dos horrores da II Grande Guerra, onde tudo estava bem e ia ficando cada vez melhor apesar dos terroristas lá na Guiné, Angola e Moçambique.
Também lhe tinham ensinado que nem um só cabelo cai da cabeça das pessoas sem que Deus o saiba. Melhor ainda, cada um de nós tinha o seu anjo da guarda. Afinal havia quem tivesse de dormir numa escada... Onde estavam os anjos? Os do céu e o da terra?

Autor: Carl Sagan




Terça-feira, 29 de Maio de 2007



Fábula do Camelo




A propósito das questões sobre o Conhecimento, que tão oportuna e judiciosamente aqui têm sido trazidas por alguns Irmãos, gostaria de reforçar a pertinência das mesmas, sobretudo no que concerne ao posicionamento dos Maçons, quer no seio da nossa Ordem Universal, quer enquanto agentes activos e actuantes no mundo profano.

É neste contexto que La Fontaine, se ainda estivesse vivo, poderia ter escrito aquilo a que chamo de “Fábula do Camelo”.

Com efeito, a mãe e o bebé camelo descansavam, quando, de repente, o bebé acomete:
- Mãe, mãe, posso fazer-te umas perguntas?
- Com certeza! Mas porquê, filho? Há alguma coisa que te preocupe?
- Não, mas por que é que os camelos têm bossas?
- Bem, filho, nós somos animais do deserto, precisamos de bossas para armazenar água. Somos conhecidos por sobrevivermos sem água.
- Okay. Então por que é que temos pernas compridas e pés arredondados?
- Filho: são apropriados para caminhar no deserto. Sabes, assim podemos deslocar-nos naquele meio melhor do que qualquer outro.
- Okay. Então por que é que temos pestanas tão compridas? Às vezes até me perturbam a visão!
- Filho: estas pestanas servem-nos de protecção. Ajudam a proteger os nossos olhos da areia e dos ventos do deserto.
- Não compreendo. Se as bossas servem para armazenar água quando estamos no deserto; se as pernas servem para caminharmos na areia; se as pestanas protegem os olhos das tempestades de areia… então que raio estamos nós a fazer aqui no jardim zoológico?

Se isto fosse uma história, poderia terminar aqui. Mas, como é uma fábula, termina com a moral da história: aptidões, saber, capacidade e experiência só têm utilidade se estivermos no lugar certo.

E pronto. É desta forma que pretendo exprimir a minha congratulação e o meu regozijo pelas pranchas que alguns Irmãos têm apresentado. Ao demonstrarem as suas aptidões para o desbastar da pedra bruta, ao evidenciarem o seu saber em questões que são do interesse comum, ao transmitirem a sua capacidade para o cabal desempenho das funções que estão cometidos, ao legarem a sua experiência como forma solidária de partilha e ao fazerem tudo isto entre nós e nos espaços que partilhamos, fazem-nos sentir que estamos, de facto, por opção e sem transigência, no lugar certo para a prossecução de um trabalho que nos conduz a mais elevados patamares de Conhecimento, quer em termos absolutos quer de nós próprios – afinal um dos primeiros e últimos objectos da Maçonaria.

É, aliás, a predisposição para trilhar com firmeza o caminho do Conhecimento, um dos maiores desafios que se colocam ao iniciado, até porque se trata de um combate sem tréguas contra o obscurantismo que pauta, ainda hoje, muitos dos actos que regem a sociedade em que vivemos e que conduzem, eles também, às mais diversas formas de fundamentalismos.

Por outro lado, o Conhecimento é o melhor conselheiro para que o recipiendário das luzes maçónicas enverede também pela senda da prudência que deve marcar as suas acções e os seus pensamentos, não se deixando conduzir pela irracionalidade dos ímpetos nem por juízos precipitados.

Perdoem-me, pois, se me socorri de camelos para falar do Conhecimento. É que são eles os principais habitantes dos desertos, onde cada grão de areia se junta aos outros em perfeita justaposição, todos semelhantes como irmãos que se unem num imenso espelho que reverbera a luz do Sol nascido no Oriente. E todos tão semelhantes como os bagos das romãs, que derramam a fraternidade à entrada dos templos onde o Conhecimento constitui o elo que liga os homens livres e de bons costumes por toda a face do universo. No lugar cert




areia e a pedra





Diz uma lenda árabe que, quando dois amigos viajavam pelo deserto, num determinado ponto da viagem discutiram acaloradamente, até que um esbofeteou o outro.
O ofendido, sem pronunciar palavra, escreveu na areia: “Hoje, o meu melhor amigo bateu-me no rosto.”

Seguindo viagem, chegaram a um oásis, onde resolveram banhar-se. Imprevidente, o que havia sido esbofeteado quase se afogava, quando foi salvo pelo amigo.
Ao recuperar, pegou num estilete e escreveu numa pedra: “Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida.”
Intrigado, o amigo perguntou: “Por que é que depois de te bater escreveste na areia e agora escreves na pedra?
Sorrindo, o companheiro de viagem respondeu: “Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagar. Porém, quando nos faz algo de sublime, devemos gravar na pedra, que é a memória do coração, onde nenhum vento chega para apagar a gravação.


É evidente a analogia entre esta lenda e aquele que configura ser o comportamento de um maçom. A agressão é algo de profano, que deve ficar registado na areia, isto é, que deve ser deixado à porta do Templo. Ao contrário, os valores da harmonia, da paz, da beleza, da fraternidade e da solidariedade são cultivados e multiplicados, de dentro para fora. De dentro do Templo para a sociedade que nos rodeia. De dentro de nós para os nossos familiares, para os nossos amigos, para os nossos conhecidos e até para os nossos adversários. Devem, em suma, ser gravados na pedra, para que nada os apague e para que ninguém os esqueça. Trata-se, no fundo, de utilizar convenientemente os instrumentos que ajudam a desbastar a pedra bruta, procurando dar-lhe a forma da perfeição.

Em síntese, o verdadeiro maçom “escreve na areia” tudo quanto seja de irrelevante e de profano. Porque a areia está no exterior do Templo e porque é também no exterior do Templo que sopra o vento – inexistente no interior, uma vez que nem é ele que apaga as velas, símbolos das luzes que orientam os trabalhos.

Ao contrário, o verdadeiro maçom “escreve na pedra” tudo quanto contribua para o seu aperfeiçoamento e para o aperfeiçoamento da irmandade em que se insere. Porque, ao “escrever na pedra” estará, também e assim, a trabalhar a pedra bruta e a contribuir, lenta mas seguramente, para a polir, até que a mesma tenha a perfeição suficiente para fazer parte integrante e indissociável do Templo Supremo da Maçonaria Universal.



Autor: Álvaro






Um conto de Natal




Pegadas na neve

O céu cinzento cor de chumbo tomara a cor branca como se fosse o tecto de uma sala imensa do tamanho do horizonte, toda atapetada com um espesso manto de neve alva onde enquanto caminhava em passos lentos e firmes, uma figura encolhida do frio imprimia os passos que dava.

Dirigiu-se à janela da primeira das muitas casas que ladeavam a avenida, onde luzes trémulas de Natal enfeitavam as árvores que dançavam ao som do vento, que lhes arremessava pequenos flocos brancos, saturando-lhes as pernadas que sacudia em golpes de tempestade.
Espreitou pela vidraça. Um sorriso ondulou-lhe os lábios confundindo-os com os longos cabelos brancos que se fundiam na barba da mesma cor. Lá dentro uma criança brincava junto à lareira, iluminada por esta, a que se juntavam os olhares dos pais como que a acariciá-la.

Aquecido na alma com aquele quadro familiar, seguiu adiante onde através de uma janela pequena, uma luz ténue fazia-se sentir num apelo que atravessava a vidraça embaciada. Uma figura pequena e dobrada pela idade aconchegava-se envolta por um xaile de lã que denunciava os anos de uso, mal cobrindo o magro corpo que se aninhava junto ao braseiro. Este solidário, aquecia a cafeteira de café, que lhe servia de consolo e de companhia. Os olhos daquele homem, que antes sorriam, agora juntavam-se tristes à solidão. As mãos dedilhavam os botões que lhe fixavam o manto do corpo, que agora retirava e colocava na maçaneta da porta daquela casa, onde batera antes de se afastar.

Continuou o caminho, no mesmo silêncio dos que caminham sós, até que um barulho de vozes lhe interrompeu o pensamento. Dirigiu-se aonde vinham as vozes, que mais perto, denunciavam uma discussão. Um casal sentado à mesa, mantinha os pratos vazios apesar da mesa farta, anunciando que era a alma a quem faltava o alimento que o desentendimento recusava. Ao lado da janela por onde assistia, num pequeno jardim resistiam as últimas rosas onde gotas de orvalho se transformaram em pequenos diamantes que o frio fabricara. Rapidamente colheu duas delas, deixando-as junto da porta do casal com dois pequenos bilhetes de papel que escrevera de improviso na soleira da porta. Tocou a sineta e regressou apressado ao caminho, enquanto as vozes se calaram na surpresa do toque.

De volta ao silêncio da caminhada, continuou lento, olhando para uma janela, esta um pouco mais iluminada que as restantes. Espreitou furtivo para o candelabro que iluminava intensamente um pequeno oratório, onde uma mãe ajoelhada erguia as mãos, como se buscasse a toalha de linho invisível que lhe enxugasse as lágrimas que lhe corriam pelas faces. Adiante, sentado estava um pai de cabeça tombada que encostava às mãos, que tomara nas suas, de um filho enfermo e febril. Cá fora a expressão do rosto daquele homem fazia coro com as daqueles pais que observava, enquanto colocava as palmas das mãos abertas sobre as vidraças, como se projectasse a bênção que a sorte desconhecera até então e que o sorriso inesperado da criança anunciava agora discreto.

A volta ao trilho por onde viera fez-se serena, como mansa era a neve que cobria tudo por onde passara e seguia agora. Um choro baixo mostrava-se discreto, escutado talvez, apenas por aqueles ouvidos treinados pela experiência de ouvir os que clamam em silêncio. Assomou à janela que só ouvindo se apercebia da pouca luz que as vidraças teimavam em deixar ver. Dois rostos ladeavam uma mesa vazia onde uma jarra de flores tomava digna, o lugar que a refeição não ocupava, deixando espaço a dois pares de mãos que pousavam solidárias sobre a toalha branca como a neve. As vestes eram simples e os remendos gritavam mudos de orgulho os cuidados que recebiam apesar do uso, agora menos intenso na actividade, provavelmente por falta de trabalho que atormentava quem aquelas vestiam. Apressado, o homem retirou dos bolsos um embrulho enrugado, onde guardava a refeição seguinte que contava como sua e que o corpo agora recusava. Juntou-lhe algumas moedas que recebera como pedreiro livre e pedinte e deixou no parapeito da janela onde batera no momento de se afastar.

Continuou a caminhar, agora dirigindo-se a um vulto que o acaso lhe fizera encontrar, encolhido na soleira de uma porta, por onde o calor se deixava escapar sorrateiro sob a porta pesada duma casa igualmente imponente e aquecida, reforçando o calor que pedaços de cartão a custo asseguravam delicadamente, como se embalassem o mais frágil dos seres. Com o cuidado de não acordar o homem que dormia quase inconsciente no frio, tirou-lhe as roupas velhas e o calçado roto que rápida e furtivamente trocou pelas suas, como se na troca ganhasse o melhor dos tesouros.

Voltou ao caminho que tomara antes, apoiado num bordão feito de madeira de acácia, perseguindo os passos que agora eram mais leves enquanto a iluminação de Natal se inclinava diante do brilho que levava nos olhos e o sorriso dos lábios calava o silêncio na noite e as mãos abertas acalmavam o vento e o frio. Olhava para si mesmo, feliz com os braços abertos de contentamento que a parca indumentária que agora tinha tomava lugar em vez das vestes vermelhas que usara como uniforme na noite de Natal. Não ia de trenó nem eram as renas que o transportavam. Era felicidade o que sentia enquanto a dava também aos outros. Era isso que o fazia sentir-se o verdadeiro Pai Natal em gestos e sinais que só ele entendia.

Autor: Sheikh








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