sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Constituição de Anderson saiba mais

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II - Do Magistrado Civil supremo e subordinado

Um Pedreiro é um súbdito tranquilo do poder civil, onde quer que resida ou trabalhe e nunca deve imiscuir-se em planos e conspirações contra a paz e o bem-estar da nação, nem comportar-se indevidamente para com os magistrados inferiores. Porque, como a Maçonaria tem sido sempre prejudicada pela guerra, a efusão de sangue e a desordem, assim os antigos reis e príncipes dispuseram-se a encorajar os artífices por causa da sua tranquilidade e lealdade, por meio das quais respondiam, na prática, às cavilações dos adversários e concorriam para a honra da Fraternidade, sempre florescente em tempo de paz. Eis porque, se um irmão for rebelde para com o Estado, não deve ser apoiado na sua rebelião conquanto possa ser lamentado como um infeliz; e, se não for culpado de nenhum outro crime, embora a Fraternidade leal deva e tenha de rejeitar a sua rebelião e não dar sombra ou base de desconfiança política ao governo existente, não pode expulsá-lo da loja e a sua relação para com ela permanece indefectível.

III - Das Lojas

Uma Loja é o local onde se reúnem e trabalham pedreiros. Portanto, toda a assembleia ou sociedade de pedreiros, devidamente organizada, é chamada loja, devendo todo o irmão pertencer a uma e estar sujeito ao seu regulamento e aos regulamentos gerais. Uma loja é particular ou geral e será melhor entendida pela sua frequência e pelos regulamentos da loja geral ou Grande Loja, adiante apensos. Nos tempos antigos, nenhum mestre nem companheiro se podia ausentar dela, especialmente quando avisado para comparecer, sem incorrer em severa censura, a menos que parecesse ao mestre e aos vigilantes que a pura necessidade o impedira.
As pessoas admitidas como membros de uma loja devem ser homens bons e leais, nascidos livres e de idade madura e discreta, nem escravos, nem mulheres, nem homens imorais ou escandalosos, mas de boa reputação.

IV - Dos Mestres, Vigilantes, Companheiros e Aprendizes

Toda a promoção entre pedreiros é baseada apenas no valor real e no mérito pessoal, a fim de que os senhores possam ser bem servidos, os irmãos não expostos à vergonha e a arte real não seja desprezada. Portanto, nenhum mestre nem vigilante é escolhido por antiguidade, mas pelo seu mérito. Torna-se impossível descrever estas coisas por escrito, e cada irmão deve ocupar o seu lugar e aprendê-las na maneira própria desta Fraternidade. Fiquem apenas sabendo os candidatos que nenhum mestre deve tomar aprendiz a menos que tenha ocupação bastante para ele e a menos que se trate de um jovem perfeito, sem mutilação nem defeito no corpo que o torne incapaz de aprender a arte, de servir o senhor do seu mestre, e de ser feito irmão e depois companheiro em tempo devido, mesmo após ter servido o número de anos consoante requeira o costume do país; e que ele provenha de pais honestos; de maneira que, quando qualificado para tal, possa ter a honra de ser vigilante, depois mestre da loja, grande vigilante e, por fim, grão-mestre de todas as lojas, conforme ao seu mérito.
Nenhum irmão pode ser vigilante sem ter passado pelo grau de companheiro; nem mestre sem ter actuado como vigilante; nem grande-vigilante sem ter sido mestre de loja; nem grão-mestre a menos que tenha sido companheiro antes da eleição, e que seja de nascimento nobre ou gentleman da melhor classe ou intelectual eminente ou arquitecto competente ou outro artista saído de pais honestos e de grande mérito singular na opinião das lojas. E para melhor, mais fácil e mais honroso desempenho do cargo, o grão-mestre tem o poder de escolher o seu próprio grão-mestre substituto, que deve ser ou deve ter sido mestre de uma loja particular e que tem o privilégio de fazer tudo aquilo que o grão-mestre, seu principal, pode fazer, a menos que o dito principal esteja presente ou interponha a sua autoridade por carta.
Estes dirigentes e governadores, supremos e subordinados, da antiga loja, devem ser obedecidos nos seus postos respectivos por todos os irmãos, de acordo com os velhos preceitos e regulamentos, com toda a humildade, reverência, amor e diligência.

V - Da Gestão do Ofício no Trabalho

Todos os pedreiros trabalharão honestamente nos dias úteis para que possam viver honradamente nos dias santos; e observar-se-á o tempo prescrito pela lei da terra ou confirmado pelo costume.
O mais apto dos companheiros será escolhido ou nomeado mestre ou inspector do trabalho do Senhor; e será chamado mestre por aqueles que trabalham sob ele. Os obreiros devem evitar toda a linguagem grosseira e não se tratar por nomes descorteses, mas sim por irmão ou companheiro; e devem comportar-se com urbanidade dentro e fora da loja.
O mestre, conhecendo-se a si mesmo capaz de destreza, empreenderá o trabalho do Senhor tão razoavelmente quanto possível e utilizará fielmente os materiais como se seus fossem; nã dará a irmão ou aprendiz maiores salários dos que ele, realmente, possa merecer.
Tanto o mestre como os pedreiros, recebendo os seus salários com exactidão, serão fiéis ao Senhor e terminarão o trabalho honestamente, quer ele seja à tarefa quer ao dia; não converterão em tarefa o trabalho que costume ser ao dia.
Ninguém terá inveja da prosperidade de um irmão, nem o suplantará, nem o porá fora do trabalho se ele for capaz de o terminar; porque nenhum homem pode terminar o trabalho de um outro com o mesmo proveito para o Senhor a menos que esteja completamente familiarizado com os desenhos e planos daquele que o começou.
Quando um companheiro for escolhido como vigilante do trabalho sob o mestre, será leal tanto para com o mestre como para com os companheiros, vigiando zelosamente o trabalho na ausência do mestre, para proveito do Senhor; e os seus irmãos obedecer-lhe-ão.
Todos os pedreiros empregados receberão o salário em sossego, sem murmurar nem se amotinar, e nã abandonarão o mestre até o trabalho estar concluído.
Cada irmão mais jovem será instruído no trabalho, para se evitar que estrague os materiais por falta de conhecimento e para aumentar e continuar o amor fraternal.
Todas as ferramentas usadas no trabalho serão aprovadas pela Grande Loja.
Nenhum outro trabalhador será empregado no trabalho próprio da Maçonaria; nem os pedreiros-livres trabalharão com aqueles que não forem livres, salvo necessidade urgente; nem ensinarão trabalhadores e pedreiros não aceites como ensinariam um irmão ou um companheiro.

VI - Da Conduta

1. Na Loja, enquanto constituída

Não organizareis comissões privadas nem conversações separadas sem permissão do mestre, nem falareis de coisas impertinentes nem indecorosas, nem interrompereis o mestre nem os vigilantes nem qualquer irmão que fale com o mestre; nem vos comportarei jocosamente nem apalhaçadamente enquanto a loja estiver ocupada com assuntos sérios e solenes; nem usareis de linguagem indecente sob qualquer pretexto que seja; mas antes manifestareis o respeito devido aos vossos mestre, vigilantes e companheiros e venerá-los-eis.
Se surgir alguma queixa, o irmão reconhecido culpado ficará sujeito ao juízo e à decisão da loja, a qual constitui o juiz próprio e competente para todas as controvérsias desse tipo (salvo se seguir apelo para a Grande Loja) e à qual elas devem ser referidas, a menos que o trabalho do Senhor seja no entretanto prejudicado, motivo pelo qual poderá usar-se de processo particular; mas nunca deveis recorrer à lei naquilo que respeite à Maçonaria sem absoluta necessidade, reconhecida pela loja.

2. Conduta depois de a Loja ter encerrado e antes dos irmãos terem partido

Podeis divertir-vos com alegria inocente, convivendo uns com os outros segundo as vossas possibilidades. Evitai porém todos os excessos, sem forçar um irmão a comer ou a beber para além dos seus desejos, sem o impedir de partir quando o chamarem os seus assuntos e sem dizer ou fazer qualquer coisa ofensiva ou que possa tolher uma conversação afável e livre. Porque isso destruiria a nossa harmonia e anularia os nossos louváveis propósitos. Portanto, não se tragam para dentro da porta da loja rancores nem questões e, menos ainda, disputas sobre religião, nações ou política do Estado. Somos apenas pedreiros, da religião universal atrás mencionada. Somos também de todas as nações, línguas, raças e estilos e somos resolutamente contra toda a política, como algo que até hoje e de hoje em diante jamais conduziu ao bem-estar da loja. Esta obrigação sempre tem sido prescrita e observada e, mais especialmente, desde a Reforma na Grã-Bretanha, ou a dissensão e secessão destas nações da comunhão de Roma.

3. Conduta quando irmãos se encontram sem estranhos mas não em loja formada.

Deveis cumprimentar-vos uns aos outros de maneira cortês, como vos ensinarão, chamando-vos uns aos outros irmãos, dando-vos livremente instrução mútua quando tal parecer conveniente, sem serdes vistos nem ouvidos e sem vos ofenderdes uns aos outros nem vos afastardes do respeito que é devido a qualquer irmão, mesmo que não fosse pedreiro. Porque embora todos os pedreiros sejam como irmãos, ao mesmo nível, a Maçonaria não retira ao homem a honra que ele antes tinha; pelo contrário, acrescenta-lhe honra, principalmente se ele bem mereceu da Fraternidade, a qual deve conceder honra a quem for devida e evitar as más maneiras.

4. Conduta na presença de estranhos não pedreiros.

Sereis prudentes nas vossas palavras e atitudes, a fim de que o mais penetrante dos estranhos não seja capaz de descobrir ou achar o que não convém sugerir; por vezes desviareis a conversa e conduzi-la-eis com prudência, para honra da augusta Fraternidade.

5. Conduta em casa e para com os vizinhos.

Deveis proceder como convém a um homem moral e avisado; em especial, não deixeis família, amigos e vizinhos conhecer o que respeita à loja, etc. mas consultai prudentemente a vossa própria honra e a da antiga Fraternidade por razões que não têm aqui de ser mencionadas. Deveis também ter em conta a vossa saúde, não vos conservando fora de casa, depois de terem passado as horas de loja; evitai os excessos de comida e de bebida, para que as vossas famílias não sejam negligenciadas nem prejudicadas e vós próprios incapazes de trabalhar.

6. conduta para com um irmão estranho.

Deveis examiná-lo com cuidado, da maneira que a prudência vos dirigir de forma que não vos deixeis enganar por um ignorante e falso pretendente, a quem rejeitarei com desprezo e escárnio, evitando dar-lhe quaisquer sinais de reconhecimento.
Contudo, se descobrirdes nele um irmão verdadeiro e genuíno, então deveis respeitá-lo; e, se ele tiver qualquer necessidade, deveis ajudá-lo se puderdes ou então dirigi-lo para quem o possa ajudar. Deveis empregá-lo durante alguns dias, ou recomendá-lo para que seja empregado. Mas não sois obrigado a ir além das vossas possibilidades, somente a preferir um irmã pobre, que seja homem bom e sincero, a quaisquer outros pobres em idênticas circunstâncias.
Finalmente, todas estas obrigações são para observardes, e assim também as que vos serão comunicadas por outra via; cultivando o amor fraternal, fundamento e remate, cimento e glória desta antiga Fraternidade, evitando toda a disputa e querela, toda a calúnia e maledicência, não permitindo a outros caluniar um irmão honesto, mas defendendo o seu carácter e prestando-lhe todos os bons ofícios compatíveis com a vossa honra e segurança e não mais. E se algum deles vos fizer mal, dirigi-vos à vossa própria loja ou à dele; e daí, podeis apelar para a Grande Loja, aquando da Comunicação Trimestral, e daí para a Grande Loja anual, como tem sido a antiga e louvável conduta dos nossos antepassados em todas as nações; nunca recorrendo à justiça a não ser quando o caso não se possa decidir de outra maneira, e escutando pacientemente o conselho honesto e amigo de mestre e companheiros quando vos queiram impedir de recorrerdes à justiça com estranhos ou vos incitar a pordes rapidamente termo a todo o processo, a fim de que vos possais ocupar dos assuntos da Maçonaria com mais alacridade e sucesso; mas com respeito aos irmãos ou companheiros em juízo, o mestre e os irmãos devem com caridade oferecer a sua mediação, a qual deve ser aceite com agradecimento pelos irmãos contendores; e se essa submissão for impraticável, devem então continuar o seu processo ou pleito sem ira nem rancor (não na maneira usual), nada dizendo ou fazendo que possa prejudicar o amor fraternal, e renovando e continuando os bons ofícios; para que todos possam ver a influência benigna da Maçonaria e como todos os verdadeiros pedreiros têm feito desde os começos do mundo e assim farão até ao final dos tempos.
Amen, assim seja.
Fonte: Anderson's Constitutions, Constitutions d'Anderson 1723, texte anglais de l'édition de 1723, introduction, traduction et notes par Daniel Ligou, Paris, Lauzeray International, 1978.

O irmão James Anderson

James Anderson, habitualmente denominado de "pai da Maçonaria Especulativa", nasceu na cidade de Aberdeen, (Escócia), por volta do ano de 1680. Estudou teologia na sua cidade natal, no "Marischal College", onde recebeu o seu título de "Doutor em Teologia", naturalmente presbiteriano, religião então predominante na Escócia.
Ainda antes de 1710, Anderson fixou residência em Londres, onde mais tarde, comprou os direitos de vicariato de uma Capela Presbiteriana, situada em "Swallow Street" (Rua das Andorinhas), onde em 1735 ainda se encontrava fazendo as suas pregações.
Na qualidade de vigário presbiteriano tornou-se muito conhecido do povo londrino, face às suas inúmeras pregações, muitas das quais chegou a publicar em folhetos avulsos. As que mais admiração causaram foram as cinco seguintes:
  1. "Nós esperamos a paz, que não veio; Dia da Saúde" (Jeremias 8-15), pronunciada em 16.01.1712 na Igreja de Swallow Street.
  2. A pregação de 30.01.1714, que teve como título: "Assassinos de Rei, não". Trata-se de uma pregação a favor do Rei George I, recentemente coroado, contra as falcatruas e confabulações do partido católico do pretendente Jacobus III.
  3. "Crença nos Santos", pronunciada em 01.08.1720 que teve intenções de carácter puramente religiosos, e representava a interpretação que os presbiterianos davam a este tema.
  4. Uma pregação fúnebre no dia do 1º aniversário do falecimento do padre William Lorinzer, um ministro presbiteriano que tinha feito a sagração de Anderson.
  5. A pregação de 03.07.1737, pronunciada sobre o tema "A Prisão dos Devedores", onde analisou a legislação relativa à "insolvência financeira". Não há duvidas que Anderson, ao abordar este assunto, falava por experiência própria, pois consta que por volta de 1720 tinha perdido todo o seu património, e a sua situação financeira estava tão precária, que os seus credores o lançaram na "torre dos devedores", de onde o tiraram os seus Irmãos Maçons, depois de terem pago as suas dívidas.
Exemplares destas cinco pregações existem ainda hoje na biblioteca dos advogados, de Edinburgo.
No ano de 1732, Anderson traduziu para o inglês as "Tabuas Genealógicas" do historiador e geógrafo alemão "Hans Hubner", que chegou a reeditar em 1736 de forma ampliada.
Logo no ano seguinte, de 1733, publicou o livro: "A Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade". Em 1739 editou o livro "Notícias de Elysium" e "Conversas com os Mortos" e, finalmente, em 1742, ainda surgiu, em edição póstuma a "História genealógica da Casa Nobre de Ivery" uma antiga estirpe irlandesa, cujo membro vivo na ocasião era o Conde de Egmont.
Incontestavelmente, a obra mais importante de Anderson foi a conhecida "Constituição Maçônica, de Anderson", que publicou às suas expensas no ano de 1723, época em que era Venerável da Loja nº 17.
Nunca se soube em que Loja Anderson fora iniciado, mas é provável que ainda tenha sido na Escócia, de modo que já era Maçom feito a filiar-se a uma Loja em Londres.

Na reunião da Grande Loja de 29.09.1721, onde 16 Lojas estiveram representadas, o Irmão James Anderson A. M. (Magister Artium) foi encarregado de estudar as cópias das antigas constituições góticas, consideradas confusas e fundi-las numa Carta Magna mais concisa e clara.
Deve ter trabalhado com incrível rapidez, a não ser que já tivesse feito os estudos preliminares, pois em 21.12.1721, apresentou o Manuscrito Projeto, que foi entregue a 14 Irmãos competentes, e esta mesma comissão depois de feitas as resolvidas emendas consideradas necessárias, aprovou a nova Constituição em 25.03.1722.
Em 17.01.1723 a Grande Loja aprovou a Constituição já impressa, e nomeou Anderson para seu Grande Vigilante. Em 1723 o nome Anderson também consta dos registros da Loja: "Horne Tavern", de Westiminster e em 1725 no da "Lodge of Salomon's Temple" de Hemmings Row.
A autorização da impressão da Constituição e sua venda criou grande celeuma, e por isto, o Irmão Anderson parece ter ficado afastado dos trabalhos durante quase 10 anos das Lojas. Em 24.02.1735 Anderson apresentou-se novamente à Grande Loja, pedindo licença para imprimir uma Edição da Constituição aumentada, cujo novo texto foi finalmente aprovado em sessão de 25.01.1738, pelos representantes das 56 Lojas presentes, sendo impressa logo em seguinda.
Em 01.06.1739, Anderson passou para o Oriente Eterno, tendo sido enterrado com Honras Maçónicas no Cemitério de Bunhills Fields. Desapareceu assim o Maçom quem mais serviços prestou à Ordem, que em vida nunca mereceu o menor apoio, prestígio e agradecimento, e que pelo contrário foi atrozmente combatido, mas que acabou sendo o único, cujo nome nunca foi e nem será esquecido.
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A Constituição de Anderson
Domingo, 28 Setembro 2008
A Constituição de Anderson é considerada como o "farol" que guia toda a actividade da Maçonaria regular. Pese embora ter sido escrita há quase 300 anos, a sua influência mantém-se. Constituição de Anderson I - Respeitando a Deus e à...

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I - Respeitando a Deus e à Religião

Um Pedreiro é obrigado, pela sua condição, a obedecer à lei moral. E, se compreende correctamente a Arte, nunca será um ateu estúpido nem um libertino irreligioso. Mas, embora, nos tempos antigos, os pedreiros fossem obrigados, em cada país, a ser da religião desse país ou nação, qualquer que ela fosse, julga-se agora mais adequado obrigá-los apenas àquela religião na qual todos os homens concordam, deixando a cada um as suas convicções próprias: isto é, a serem homens bons e leais ou homens honrados e honestos, quaisquer que sejam as denominações ou crenças que os possam distinguir. Por consequência, a Maçonaria converte-se no Centro de União e no meio de conciliar uma amizade verdadeira entre pessoas que poderiam permanecer sempre distanciadas.

A Constituição de Anderson

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A Constituição de Anderson é considerada como o "farol" que guia toda a actividade da Maçonaria regular. Pese embora ter sido escrita há quase 300 anos, a sua influência mantém-se.




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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Maçonaria na Sociedade. Que secretismo?

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Tenho questionado frequentemente sobre o segredo da Maçonaria e a vivência social, quais as suas razões e interesses.
Alguns jornais/revistas, não tendo mais sobre que escrever (o Benfica até anda na mó de baixo !) têm-se entretido a divulgar um conjunto de informações sobre a vida dos Maçons (algumas verdades/algumas mentiras), seus rituais e sua vida interna.
Nada que a bisbilhotice bacoca, a falta de assunto e a necessidade do "vil metal" não justifique.
No último artigo que li sobre o assunto, há 2 semanas, aparecem fotografias de "maçons" à janela (assim com letra pequenininha, porque não merecem mais !) supostamente trajando a indumentária ritual.
  1. O único objetivo daquelas fotos é mostrar a indumentária, talvez os aventais e mais uma ou outra "condecoração", o que acaba não acontecendo porque as imagens são de tão longe (a máquina não devia ser grande coisa porque o zoom não funcionou !) que não dá para perceber nada do que está vestido;
  2. São imagens completamente idiotas. Presumo que quem as obteve teve de pagar por elas, teve de gastar tempo para as conseguir, teve de ter trabalho ! Ora isto é completamente estúpido... na "net" é só procurar no "youtube" e tem tudo muito mais perfeito e verdadeiro, de borla, sem trabalho e sem riscos;
  3. Convém esclarecer ainda que os "artistas" que fizeram a figuração estavam mal "indumentados", muito mal mesmo de tal forma que, ainda com a péssima qualidade das imagens se percebe que estão em mangas de camisa, o que não é ritual, absolutamente !;
  4. Os artistas convidados são por demais envergonhados e tiveram que lhes tapar as caras, e assim lá se vai o objetivo da peça;
  5. Tudo o que é assumidamente estúpido me irrita (pronto..., eu sei, lá se vai a minha tolerância. Paciência, estou farto de dizer que tenho mau feitio !)
Porque que é que não me pediram a fotografia a mim ?
Ficava muito mais valorizado o artigo, eu recebia uns trocos e até tenho esse defeito, não me importo nada de ser reconhecido pela comunicação social.
Estou-me nas tintas para que me conheçam ou não !
E aqui começa a questão do aparecimento em público.
Sabemos que o "segredo maçónico" nunca teve a intenção de encobrir "esquemas" ou actividades ilegais e atualmente, limita-se a pouco mais do que aos rituais internos, à interpretação dos símbolos e, principalmente, aos sinais de reconhecimento.
E parece-me muito bem que, se por um lado a discreção se deva manter em relação àqueles pontos, já não fico tão feliz assim com o secretismo à volta das pessoas, com o medo instalado, uns porque sendo maçons têm medo da sociedade, a sociedade porque sendo maçons, tem medo deles.
Ora isto é, no mínimo, uma incongruência.
A Maçonaria é uma organização de Bem, os Maçons são obrigados por juramento a cumprir as Leis da República, o seu lema central e centralizador è "Fraternidade, Igualdade, Liberdade", os objetivos definidos são de apoio a todos os que necessitam de apoio, de ajuda a todos os precisam de ajuda, sem ligar a crenças, opções políticas, raças, ou o que quer quer seja que possa dividir os Homens.
Então... e eu vou-me esconder porquê ?
Não gosto, não quero, não aceito ! Nada tenho que me envergonhe. É diferente de nunca ter feito asneira, que fiz, muitas e grossas ! Mas as que fiz, assumi e assumo inteiramente, sem hesitação. Corrijo quando e onde posso, e vou-me esconder porquê ? e de quê ?
Se há organização de processos transparentes é com certeza aquela a que pertenço, e ou há várias Maçonarias, com definições, bases e processos diferentes e mesmo antagónicos, ou eu sou Maçon e orgulho-me disso.
In Blog "A Partir Pedra" - Texto de J. P. Setúbal (26.12.2008)
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A Maçonaria na Sociedade. Que secretismo?
Sábado, 21 Fevereiro 2009
Tenho questionado frequentemente sobre o segredo da Maçonaria e a vivência social, quais as suas razões e interesses. Alguns jornais/revistas, não tendo mais sobre que escrever (o Benfica até anda na mó de baixo !) têm-se entretido a...

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No último artigo que li sobre o assunto, há 2 semanas, aparecem fotografias de "maçons" à janela (assim com letra pequenininha, porque não merecem mais !) supostamente trajando a indumentária ritual.
Esta coisa irrita-me sobremaneira por várias razões.

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Alguns jornais/revistas, não tendo mais sobre que escrever (o Benfica até anda na mó de baixo !) têm-se entretido a divulgar um conjunto de informações sobre a vida dos Maçons (algumas verdades/algumas mentiras), seus rituais e sua vida interna.
Nada que a bisbilhotice bacoca, a falta de assunto e a necessidade do "vil metal" não justifique.
No último artigo que li sobre o assunto, há 2 semanas, aparecem fotografias de "maçons" à janela (assim com letra pequenininha, porque não merecem mais !) supostamente trajando a indumentária ritual.
Esta coisa irrita-me sobremaneira por várias razões.
  1. O único objetivo daquelas fotos é mostrar a indumentária, talvez os aventais e mais uma ou outra "condecoração", o que acaba não acontecendo porque as imagens são de tão longe (a máquina não devia ser grande coisa porque o zoom não funcionou !) que não dá para perceber nada do que está vestido;
  2. São imagens completamente idiotas. Presumo que quem as obteve teve de pagar por elas, teve de gastar tempo para as conseguir, teve de ter trabalho ! Ora isto é completamente estúpido... na "net" é só procurar no "youtube" e tem tudo muito mais perfeito e verdadeiro, de borla, sem trabalho e sem riscos;
  3. Convém esclarecer ainda que os "artistas" que fizeram a figuração estavam mal "indumentados", muito mal mesmo de tal forma que, ainda com a péssima qualidade das imagens se percebe que estão em mangas de camisa, o que não é ritual, absolutamente !;
  4. Os artistas convidados são por demais envergonhados e tiveram que lhes tapar as caras, e assim lá se vai o objetivo da peça;
  5. Tudo o que é assumidamente estúpido me irrita (pronto..., eu sei, lá se vai a minha tolerância. Paciência, estou farto de dizer que tenho mau feitio !)
Porque que é que não me pediram a fotografia a mim ?
Ficava muito mais valorizado o artigo, eu recebia uns trocos e até tenho esse defeito, não me importo nada de ser reconhecido pela comunicação social.
Estou-me nas tintas para que me conheçam ou não !
E aqui começa a questão do aparecimento em público.
Sabemos que o "segredo maçónico" nunca teve a intenção de encobrir "esquemas" ou actividades ilegais e atualmente, limita-se a pouco mais do que aos rituais internos, à interpretação dos símbolos e, principalmente, aos sinais de reconhecimento.
E parece-me muito bem que, se por um lado a discreção se deva manter em relação àqueles pontos, já não fico tão feliz assim com o secretismo à volta das pessoas, com o medo instalado, uns porque sendo maçons têm medo da sociedade, a sociedade porque sendo maçons, tem medo deles.
Ora isto é, no mínimo, uma incongruência.
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Então... e eu vou-me esconder porquê ?
Não gosto, não quero, não aceito ! Nada tenho que me envergonhe. É diferente de nunca ter feito asneira, que fiz, muitas e grossas ! Mas as que fiz, assumi e assumo inteiramente, sem hesitação. Corrijo quando e onde posso, e vou-me esconder porquê ? e de quê ?
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In Blog "A Partir Pedra" - Texto de J. P. Setúbal (26.12.2008)
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Ser Maçon Hoje: Razão e Coração

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Venerável Mestre,

Queridos Irmãos em todos os vossos graus e qualidades,
À Glória do Grande Arquitecto do Universo.
Embora este título possa ser considerado demasiado ambicioso, e sê-lo-à certamente, vou tentar desenvolver sobre o mesmo, recorrendo a Kant e António Damásio.
A Revolução Francesa e a Independência Americana são profundamente acarinhadas por Kant, que é um Pacifista avesso a qualquer forma de chauvinismo.A acção moral e o projecto histórico em que a sociedade está determinam todo o pensamento moderno.Kant é a Razão Ilustrada como a concebem os Iluministas.O Iluminismo que leva o homem a sair das trevas.Só existe uma Razão para todos os povos, raças e culturas, além de Razão Crítica, ela é sempre tolerante.São célebres os confrontos com os que Sobrestimam ou Substimam o poder da mente.Como em qualquer corrente filosófica terá que se fazer uma pergunta: Que poderemos esperar? Para a humanidade será a Liberdade garantida pela Constituição.Para o indivíduo a Virtude.
Voltando ao tema proposto pergunta-se: PORQUÊ SER MAÇON HOJE? Porque sim é curto...Porque Escuto muito e Vejo, ajuda mas não é suficiente, mas acima de tudo pela superioridade moral e também pela evidência do Reconhecimento dos meus pares.

APRENDIZAGEM DO SILÊNCIO / PEDAGOGIA DO SILÊNCIO

Penso que a Aprendizagem do silêncio / Pedagogia do silêncio é fundamental. No tempo que vivemos, onde todos se sentem capazes de tudo fazer e tudo opinar, é extremamente difícil a virtude do silêncio. Ouvirmos tantos assuntos debatidos, e alguns com tal profundidade, que a tentação é de intervir. Sempre pensei que a contenção dá outra dimensão ao homem. O imediatismo mata a reflexão, que só é digna desse nome se cumprir o tempo próprio, que às vezes é longo.

MAÇONARIA / PODER

Hoje somos acusados de ser ou ter um projecto de poder.QUE MAL HÁ NISSO? O poder, essa palavra mágica, o viagra de todos os tempos, é para ser exercido. Só com poder as sociedades democráticas evoluem.Bem sabemos que há um problema grave talvez genético entre os Portugueses e o poder.Algumas características do nosso povo são a especulação, a inveja a quem faz bem ou tem sucesso, a falta de decisão a tempo, mas sobretudo a aversão patológica a quem muitas vezes em condições dificílimas tem que decidir.Certamente que a nossa influência no exercício do poder, sê-lo-à no sentido virtuoso.Meus Irmãos, só com acção determinada poderemos modificar a nossa sociedade e dar cabal cumprimento aos nossos princípios Libertadores, Solidários e fraternais.Estes princípios tão simples e tão esquecidos na nossa sociedade.
Como poderei libertar-me? Como poderei ser solidário? Como poderei ser fraterno? Todos sabemos como fazê-lo e qual o melhor caminho.Então perguntar-se-à porquê este mundo em que vivemos? Não tenho a pretensão da resposta certa, longe disso, mas deveríamos reflectir na sociedade que tudo tornou Relativo.O Bem e o Mal passaram a ser conceitos abstractos, como se não tivéssemos nada a ver com eles.Enfim, é a espuma dos dias.
O maior sintoma de doença do nosso mundo é o RELATIVISMO MORAL.Por mim achei que o antibiótico é o caminho que há pouco iniciei.
AGORA DEIXAI FALAR O CORAÇÃO: À proposição "Penso logo Existo", António Damásio e os neurocientistas dizem "Existo logo Penso".Foi fundamental acreditarmos e até certo ponto provarmos que o homem é acima de tudo EMOÇÃO.Não me levem a mal uma referência pessoal, mas é com muita emoção que neste momento recordo com muita saudade alguns familiares já desaperecidos, também eles nossos Irmãos comungavam o mesmo projecto de vida.Também eles eram homens livres, justos e bons.Como estariam hoje orgulhosos se pudessem com a sua presença testemunhar este momento.
Porque vim até vós meus Irmãos? Seguramente pela percepção que esta era a altura certa, seguramente pelo aperfeiçoamento interior que é obra diária e inacabada, seguramente porque a nossa vida é somente o tempo que nos resta.A exigência diária e a não pactuação com esta forma Moderna de Relativsmo Moral que é a INDIGNIDADE humana nas suas diversas formas, é uma obrigação de cidadania.Seguramente também e acima de tudo porque as famílias não se Escolhem mas há outras que se Adoptam.
Disse Venerável Mestre
A:.G:. - A:. M:. - R:.L:.M:.A:.D:. - Maio de 6008
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Ser Maçon Hoje: Razão e Coração
Sexta, 11 Setembro 2009
Ser Maçon Hoje: Razão e Coração Venerável Mestre, Queridos Irmãos em todos os vossos graus e qualidades, À Glória do Grande Arquitecto do Universo. Embora este título possa ser considerado demasiado ambicioso, e sê-lo-à...

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O Que Eles não gostariam que você soubesse…

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MAGIA SEXUAL

A Magia Sexual, conhecida no Oriente como Tantra, é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.

Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.
Utilizada tanto nas escolas ocidentais como nas orientais, sua origem nos remete às práticas das crenças pré-cristãs, sendo que os primeiros registros datam de 3000 a.C.. A Antiga Religião da Europa baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa. Assim, mulheres consagradas serviam aos deuses em templos, o homossexualismo e o heterossexualismo eram apenas definições das preferências sexuais, etc.
 Apesar de (teoricamente) compor vários sistemas mágicos, atualmente, a maioria das tradições não incorpora a Magia Sexual em suas atividades. Isto se deve a opção pessoal dos praticantes (inibição e preocupações com as doenças sexualmente transmissíveis) e a pressão social de uma cultura judaico-cristã, onde o sexo é visto como algo pecaminoso e polêmico. Deste modo, nos ritos sexuais modernos, são usadas representações simbólicas dos antigos elementos da fertilidade, sejam objetos que representem os genitais ou apenas uma dança ou encenação erótica.
Sagrado Feminino
Nas antigas crenças pagãs, os pólos femininos da criação eram reverenciados como sagrados e a mulher era vista como o principal canal gerador de vida. A Deusa era a divindade principal, responsável pela criação de todas as formas viventes. Dessa forma, os ritos que envolviam Magia Sexual, utilizavam-se de mulheres e do sangue menstrual como elementos principais do Altar Cerimonial.
O altar sagrado é formado por uma mulher que se deita de costas, nua, com as pernas dobradas e afastadas (de forma que os calcanhares toquem as nádegas). Um cálice é colocado diretamente sobre seu umbigo, ligando-o ao cordão umbilical etéreo da Deusa, a qual é invocada em seu corpo. Derrama-se o vinho sobre o cálice. O Sumo Sacerdote pinga três gotas de vinho, uma no clitóris e uma em cada mamilo, traçando uma linha imaginária que forma um triângulo no corpo feminino, tendo o útero como centro. Segue-se um beijo em cada ponto, enquanto a invocação é recitada.

Fluidos Mágicos

Os fluidos produzidos no corpo humano de forma natural ou através da estimulação sexual, também são utilizados nas cerimônias herdadas dos povos antigos que envolvem a Magia Sexual, e são empregados para um determinado objetivo.

O vinho ritual continha três gotas do sangue menstrual da Suma Sacerdotisa do clã, que unia magicamente os celebrantes nesta vida e nas próximas encarnações. Os caçadores e guerreiros eram ungidos com pinturas ritualísticas que continham sangue menstrual. Acreditava-se que ao unir o sangue de duas pessoas, criava-se um vínculo entre ambas. Ungir os mortos com o sangue era uma forma de assegurar o retorno à vida. O sêmen era considerado energia canalizada que vitaliza o praticante que o recebe. Ainda, o estímulo dos mamilos faz com que a glândula pituitária secrete um hormônio que ativa as contrações uterinas. Isso ativa o fluxo de certos fluidos através do canal vaginal.

Criança Mágica

A criança mágica é um termo utilizado na Magia Sexual ocidental para designar uma imagem no momento do orgasmo. Neste caso, a energia sexual não é liberada como no ato sexual tradicional, mas inibida por períodos prolongados e canalizada através da mente para que se manifeste numa forma de pensamento mágico, formando uma imagem astral durante o orgasmo.

Para esta atividade, é necessário que o praticante tenha desenvolvido a arte da concentra-ção/visualização e um controle firme sobre a própria força de vontade pessoal, de forma que no momento do orgasmo, não haja nada mais na mente que a imagem que deseja ver criada. Se estiver incompleta ou difusa, é possível que interferências negativas se manifestem e passem a consumir a energia sexual do praticante. Este conceito é uma das bases na crença dos Sucubus.

Pancha Makara

A corrente oriental da Magia Sexual, chamada Tantra, é dividida em cinco categorias de aplicações distintas conhecidas como Cinco M ou Pancha Makara, que em sua maioria, são canalizados no campo físico (Caminho da Mão Esquerda) e outro simbólico (Caminho da Mão Direita). O Pancha Makara recebe interpretações diferenciadas nas cerimônias praticadas nas correntes do Ocidente, ou em algumas situações, são adaptadas ou omitidas



Existem dois canais de energia no corpo humano que estão associados ao sistema nervoso central e à medula espinhal, conhecidos no Ocidente como Lunar e Solar ou Feminina e Masculina (receptiva/negativa e ativa/positiva). Geralmente, entre os não-praticantes da Magia Sexual, apenas uma das correntes de energia está aberta e fluindo. Entre as mulheres, apenas a corrente lunar flui desimpedida. Entre os homens, apenas o canal solar está realmente livre. No caso dos homossexuais, essa situação está invertida. Em todas as situações, este fato causa um desequilíbrio e influencia negativamente várias esferas da vida humana.
Portanto, segundo este raciocínio, o estado sexual natural é a bissexualidade, em que ambas as correntes fluem juntas em harmonia. A alma que habita o corpo físico não é masculina nem feminina. Desse modo, o sexo é meramente uma circunstância física. O fluxo harmonioso das correntes no corpo é simbolizado pelo antigo símbolo do Caduceu.
Um dos maiores divulgadores da Magia Sexual contemporânea ocidental é Aleister Crowley, através da doutrina do Thelema. Posteriormente, diversas escolas iniciáticas a adotaram e adaptaram de acordo com a própria filosofia. Porém, os princípios básicos permanecem inalterados. Na Índia, ainda é uma das práticas mais utilizadas no hinduísmo.

Magia Sexual na maçonaria

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Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick Magia Sexual

A Transcendência do Amor
POR SERGE HUTIN
Este é o título de um livro escrito nos Estados Unidos,
em meados do século XIX, por um homem curioso:
o mago rosacruz Randolph.
Originalmente não era uma obra destinada à publicação,
mas apenas apontamentos confidenciais
que ele reservou para uns poucos discípulos
e que só foram levados ao grande público após sua morte.
Seu conteúdo centra-se na magia que envolve
o ato sexual resultante de uma união harmoniosa
e os poderes regeneradores dele originários.
Tradução e adaptação de Marco Antonio de Carvalho


PRIMEIRA PARTE:
PASCHOAL BEVERLY RANDOLPH
 
    Paschoal Beverly Randolph nasceu em Nova York, a 3 de outubro de 1825. Era filho de um homem pertencente a uma família economicamente bem situada na região e de uma mulher, Flora Beverly, que descendia de ingleses, franceses e malgaxes.
    Esta mulher - segundo se dizia, descendente da família real de Madagascar - morreu quando Randolph tinha apenas 5 anos, e seu desaparecimento marcou a vida do jovem para sempre.
    O pai deixou-o aos cuidados de uma descuidada meia-irmã, que o largou praticamente abandonado: durante anos Randolph não foi à escola, e sua educação foi inteiramente feita nas ruas. Mais tarde, Randolph chegou a se formar em medicina - mas seus estudos foram quase inteiramente dirigidos por ele mesmo.
    Durante toda sua vida Randolph guardou a lembrança do amor maternal perdido tão cedo. Na sua autobiografia, ele escreveu: "Nasci no amor de uma mãe amorosa. Sou exatamente a contrapartida de seus sentimentos, de suas paixões vulcânicas, ardentes, de seu amor que parecia o céu, mais profundo que a morte. De sua agonia, terrível como mil instrumentos de tortura. De sua esperança e confiança. Por sua solidão fui um eremita toda minha vida, mesmo entre os homens. Em uma palavra: sou a expressão exata do estado do corpo do espírito, da emoção, da alma, das tendências, das aspirações desta mulher, quando ela tomou para si a encarnação daquele que agora escreve essas linhas."
    Randolph estendeu essa admi-ração a toda mulher, como poderemos ver. Mas esse lado malgaxe que tinha em si foi a origem, também, de uma série de problemas raciais. Desde cedo, foi maltratado por esse motivo. Aos 15 anos tornou-se grumete e, mais tarde, marinheiro. Tal fato levou Randolph a viajar por todo o mundo e conhecer países distantes.
    Aos 20 anos, um grave acidente ocorrido quando ele cortava madeira obrigou-o a abandonar a carreira marítima. Passou então a exercer profissões diferentes, como tintureiro, cabeleireiro. Mas continuava a viajar, com os poucos recursos que conseguia reunir.




SEGUNDA PARTE:
VIAGENS AO ORIENTE E A  AMÉRICA
 
    Apaixonado desde a infância por ilusionismo e magia, ele foi, numa das suas viagens à Síria, um dos primeiros ocidentais a serem iniciados nos ritos secretos dos ansariehs. No seu retorno aos Estados Unidos, Randolph iria organizar uma seita ligada aos degraus superiores da rosacruz: os Sacerdotes de Aeth.
    Na Europa, Randolph recebeu também os mais altos graus de um dos ramos mais ativos da comunidade rosacruz. Eliphas Levi, em pessoa, conferiu a Randolph o grau supremo da Fraternidade Rosacruz e também da Ordem do Lírio. Na Espanha, recebeu a iniciação secreta dos alumbrados, adeptos do Amor Puro.
    Mas as viagens não pararam aí: ele visitou a América Latina, Inglaterra, novamente a França onde se tornaria amigo de Alexandre Dumas -, Grécia, Turquia, mais uma vez a Síria e Arábia.
    De volta aos Estados Unidos, ele fez amizade com pessoas de posição na comunidade e adquiriu uma reputação sedutora e invejada nos meios maçônicos e rosacruzes da região. Entre os amigos maçônicos de Randolph estavam George Lippard, o general Ethan Ritchcock - autor de uma célebre pequena obra sobre os aspectos espirituais e psíquicos da alquimia, publicada em 1854 em Boston – e John Brown, autor da "cruzada antiescravagista", surgida na década de 1850 na Virgínia e que antecedeu a Guerra de Secessão.
 
    Randolph foi, também, uma espécie de consultor espiritual de Abraham Lincoln, e isso não é tão surpreendente: ambos eram maçons e rosacruzes, ambos verdadeiros self-made-men, oriundos de uma classe social humilde, até chegarem a uma condição social superior.
Ambos eram ardentes patriotas americanos, queriam abolir a escravatura e libertar os negros. No fim da Guerra de Secessão, Lincoln encarregou Randolph de supervisionar, em seu nome, obras educativas destinadas aos escravos emancipados.
    Randolph se tornara Supremo Grão-Mestre da sociedade rosacruz segundo duas patentes: uma liberada em 1858, após uma reunião realizada em Paris e presidida por Eliphas Levi, e uma outra, interior, oriunda da Fraternidade Hermética de Luxor.
    Mais ou menos em 1870, Randolph participava de um círculo chamado Fraternidade de Eulis. Essa fraternidade rosacruz, atualmente com sede em Beverly Hall, Pensilvânia (EUA), é atualmente uma das organizações rosacruzes mais atuantes nos Estados Unidos.




TERCEIRA PARTE:
MAGIA:
O CONTATO COM OUTROS PLANOS
 
    Apesar de seu grande sucesso nos meios ocultos, Randolph não teve jamais uma vida simples e feliz. Ele diria dele mesmo: "Cada gênio está destinado à miséria nessa vida, porque a sua vida nada mais é do que um desenvolvimento angular, unilateral."
    Randolph morreu bastante jovem, depois de ter passado por vários problemas bastante difíceis: surgiram ataques de todo lado, resultado da total confiança que ele depositava nas pessoas, na sua generosidade. De fato, Randolph era de uma ingenuidade quase infantil com todos aqueles que se relacionavam com ele.
    Mas, ainda assim, Randolph teve tempo para deixar alguns outros tratados ocultos, além da Magia Sexual: por exemplo, o Relacionamento com os Mortos, Os Mistérios Secretos de Eulis, além de uma série de romances iniciatórios, como Asrotis, Dhoula-Bell, Magh-Theson.
 
    Madame Blavatsky não tinha Randolph em boa consideração: para ela, o americano era uma espécie de mágico, suspeito, ávido de fama e poderes nefastos. Mas este é um julgamento apressado: seria um erro crer que o autor de Magia Sexual era um homem obcecado egoisticamente com o poder às custas dos outros.
    Randolph, na verdade, queria conhecer as leis supremas do universo e da vida, adquirir conhecimentos. Ele mesmo explicou: "Acreditamos na natureza, que é para nós a manifestação da inteligência suprema, e proclamamos que Deus reside em tudo e em cada um de nós. O mundo das aparências físicas não é nem de longe o único a ter uma realidade palpável. Pela magia será possível obter o contato com as outras regiões da existência."
    Em “A Fraternidade de Eulis”, Randolph escreveu que crê nos mundos elétricos, etéreos e fluídicos, situados além das fronteiras do mundo material. Esses mundos, lembra ele, se estendem para o infinito, "povoados de belezas ofuscantes, ornados de nuvens e constelações insensatas, de paisagens sem limite." Esses mundos são, para nosso universo, o que este último seria para uma cidade de formigas.





QUARTA PARTE:
A MAIOR FORÇA MAGICA DA NATUREZA
 
    Mas, para Randolph, a revelação fundamental é uma só: o sexo é a maior força mágica da natureza. Mais ainda: do amor nascem, segundo as circunstâncias, as paixões, os arrebatamentos, os estímulos para a criação divina ou humana, o surgimento de deuses ou diabos.
    Daí a possibilidade dessa magia simples e eficaz, que não precisa ser temida pelos não-iniciados, pelos que não foram predestinados. Esta força, quando desencadeada, pode ser comparada àquela que, na natureza exterior, origina a tempestade.
    Apesar dessa aparente simplicidade da energia sexual, Randolph acredita que somente um iniciado será capaz de dominar essa força inteiramente. Diz ele: "Este caminho está destinado e é reservado aos homens de coragem e algumas poucas mulheres, que sabem utilizar a energia sexual de uma forma útil."
    Ele observa ainda que "as forças mágicas não repousam jamais nos grandes vazios das almas fracas, e elas não se revelam ao homem a não ser que as diferentes correntes de influências exteriores se acalmem, graças a uma vontade fria e paciente, comprovadas ritualmente".
    Para Randolph, sua Magia Sexual seria apenas um caminho, traçado sobre um plano: o interessado deve erigir ele mesmo a vela do seu barco e orientá-lo com sua própria mão, "na direção onde brilha o Sol”.
 
    Longe de ser um libertino cínico, Randolph mais parece, aos olhos modernos, um homem rígido, se comparado às atuais lutas pela chamada liberação sexual. Exemplo disso é que ele concebia sua magia sexual praticada apenas por um casal carinhosamente unido e amantíssimo.
São do próprio Randolph as palavras: "Não tome, para essa operação mágica, a prostituta, a virgem ignorante, nem a menor de 18 anos, nem a mulher de um outro, mas cumpra o ato solene com sua própria amada, esposa ou amante."
    Ele exalta o casal a observar um sábio equilíbrio higiênico: alimentar-se com simplicidade e, de preferência, com alimentos naturais, dormir num leito duro, com a cabeça para o norte, usando travesseiros baixos, num quarto fresco e bem arejado.
    Isto não quer dizer que Randolph queira tirar toda a alegria e prazer do ato sexual: "O homem não deve, jamais, tocar uma mulher que não esteja emocionada, e ele não deve deixá-la antes que os dois frissons não tenham acabado."
    Ainda assim, seria falso acreditar que a multiplicação frenética das relações sexuais aumentaria os efeitos. Para Randolph, o contrário estaria mais perto da verdade. Escreve ele: "Não veja tão freqüentemente sua mulher e somente quando os dois estejam bem precisados. Durmam em quartos separados e uni-vos não mais que duas ou três vezes por semana."
    Mas é interessante reforçar o fato de que a união do casal não se reduz somente ao ato sexual: "Além do prazer carnal, esteja atento à união das almas, se quereis que vossa prece seja atendida." Quando essa união atinge sua forma perfeita, ela é sagrada: "Que vosso amor vos una a Deus", espera Randolph.




QUINTA PARTE:
SEXO: CAMINHO PARA O DIVINO
 
    Aos olhos de Randolph, seria inteiramente inconcebível acreditar que um amor verdadeiramente sincero e total possa fechar o caminho dos parceiros ao Divino.
    Para ele, existem certas posições sexuais que têm efeitos mágicos, mas seria mutilar singularmente seus ensinamentos acreditar que tudo se resume a uma série de posturas fisiológicas sexuais mais eficazes. Ao contrário: Randolph crê que o ato sexual é um verdadeiro ritual mágico onde intervêm, ao mesmo tempo, os gestos, os perfumes, as cores, os sons,
Randolph precisa: "O ritual do amor mágico pode ser completado por objetivos tão variados como a vida mesma o é, mas não se pode esquecer jamais que a lei da polarização e reflexo devolve ao operador o bem e o mal que ele causa ao outro".
    Essa é a idéia clássica do choque do retorno sofrido pelo enfeitiçador. Segundo Randolph, seria possível utilizar a energia sexual para a realização de toda sorte de operações mágicas: "Se um homem deseja ardentemente um certo poder e guarda este desejo do instante que penetra a mulher até o instante que a deixa, seus votos necessariamente serão satisfeitos."
    Randolph desenvolveu um princípio, no qual afirma que se o ato sexual é perfeito, se a união entre o homem e a mulher se cumpre dentro de todas as esferas de seus respectivos seres, suas forças aumentam tanto mental quanto fisicamente. "E a prece, esta prece, é sempre satisfeita."
    E quais seriam os resultados práticos obtidos pela magia sexual? Randolph enumera os seguintes:
1) A regenerescência da força e da energia vital e o reforço do poder magnético; 2) A produção da influência magnética, em vista da submissão do homem à mulher, ou da mulher ao homem;
3) O refinamento do poder ou dos sentidos em geral;
4) A determinação, à vontade, do sexo da criança a conceber e o reforço de suas capacidades cerebrais ou corporais;
5) A criação de visões sobre-humanas, espirituais e sublimes;
6) A realização de um projeto ou de um desejo extremo, não importa em que ordem de idéias.


 
SEXTA PARTE:
AS PROJEÇÕES MÁGICAS
 
    O livro consagra os capítulos XIX e XXII à confecção minuciosa de espelhos mágicos, magneticamente carregados pelo casal. Outra proposta de Randolph seria a de quadros magicamente animados pela projeção da energia psíquica.
    Para ele, seria possível realizar a magia dos quadros animados, não somente de pessoas vivas, mas de seres do passado e do futuro - e para isso bastaria que o casal soubesse realmente usar a energia sexual. Ele descreve suas próprias experiências, coroadas de êxito, e garante que os resultados podem ser alcançados por todos os seus seguidores.
    Randolph explica: "Você verá, enquanto estiver confortavelmente instalado ao lado da pessoa amada, o ar do quarto escurecer gradualmente até o negro profundo. A imagem surgirá na sombra e o corpo pintado na tela estremecerá de repente. Os braços e as pernas do retrato farão movimentos incertos, como se eles se assegurassem da realidade da sua vida, e depois, lentamente, a silhueta inteira se destacará do quadro até vocês."
    Uma operação como essa pode ser altamente perigosa, já que será muitas vezes suscetível de levar à materialização de entidades demoníacas, as quais tentarão seduzir a um ou outro dos operadores. Randolph, então, adverte: "Um minuto de prazer nos braços de um súcubo (o demônio feminino materializado) é um pacto assinado com o Diabo: toda sua vida pode ser sugada em um ano."
    Uma curiosidade: Claude d'Ygé, autor da Nouvelle Assemblée des Philosophes, publicada em 1954, na França, afirmou ter visto vários desses quadros animados descritos por Randolph durante as reuniões de uma seita mágica em um castelo da Tchecoslováquia, nos anos 20. Essa seita, criada a partir da Fraternidade de Randolph, foi fundada pela tradutora do livro, na França: a estranha, misteriosa Maria de Naelowska
 
Publicado em
O Melhor de Planeta
Vol. 3
            Instituto de Pesquisas Psiquicas Imagick tel: 0XX-11-3813.4123
           

Maçonaria - Relações Sexuais Com Demônios

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

a matemática da vida

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DEFEITOS




ENVELHECER

(Retirado do Livro SAIBA UM POUCO DE MAÇONARIA de Autoria do Irmão FRANCISCO LUIZ PEREIRA)




PARA MEDITAR

A TOLERÂNCIA


(Nicola Aslan)

ATITUDES

" Falar é muito fácil quando se têm em mente palavras que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer". " As palavras convencem, mas os exemplos arrastam". " Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar seus erros e refletir sobre eles". " Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre ela. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer". Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros". (Autores diversos


 

NÃO DEIXE DE SONHAR



A tolerância indiscriminada implica em complacência covarde. Como se pode admitir um representante da lei, tolerante com os transgressores da lei? Como se pode admitir um deus tolerante com a injustiça, a imoralidade, a perversidade? Confundir a indulgência relativamente a pequenos defeitos, a condescendência para com algumas imperfeições, a benevolência para com certas falhas, com a compactuação ou cumplicidade com os crimes praticados, é levar a tolerância longe demais. A tolerância é benevolente, mas não covarde.)
"QUEM NÃO SONHA NÃO VIVE"

Tenha sempre um sonho, e tente esquecer os dias nublados e sombrios, mas não esqueça nunca das horas de sol, nem das tuas noites de estrelas...
Esqueça os momentos em que houve derrotas, mas nunca se esqueça das batalhas que já tenha ganhado.
Esqueça os erros que não pode evitar, mas não se esqueça das lições que tenha aprendido com eles, e nem o que eles possam ter lhe ensinado...
Esqueça os dias em que a tristeza lhe tenha batido em sua porta, mas nunca se esqueça dos sorrisos que tenha encontrado,

- Chegar à terceira idade é uma dádiva de Deus. Saber vivê-la, uma sabedoria. Envelhecer é fácil. Difícil é viver merecendo chegar a essa etapa da vida, quando teremos de promover a paz, a harmonia e a concórdia entre todos os que nos rodeiam, em especial, entre nossos familiares. Aceitemos, pois, tal imposição da Vida, agradecendo essa benção ao Soberano Árbitro dos Mundos, já que a muitos ela não foi concedida, por motivos que só a Ele dizem respeito.

- Desde logo, o maçom deve aprender a combater os seus defeitos e imperfeições, bem como tudo o mais que possa levá-lo a uns e a outras. É por isso que a arte-real zela pela busca constante da perfeição, embora tenhamos de admitir que, para alcançá-la, seja preciso chegar ao infinito. Mas procurar ser o menos falho fará com que todo homem se sinta mais feliz, seja ele maçom ou não maçom.


MODERAÇÃO

- A pessoa moderada em suas atitudes saberá manter-se no caminho do bem viver, pois que nunca se permite exaltação de ânimo ou humor perante as outras. Demonstra equilíbrio em sua conduta, mormente quanto aos prazeres da vida, sem ofender ou prejudicar os seus semelhantes. E jamais procura tecer elogios dirigidos a si mesma ou censura a quem quer que seja.

- O maçom deve sempre demonstrar firmeza em suas resoluções. Jamais deixar-se abalar, quaisquer que sejam as circunstâncias.

A FÉ

- As coisas boas que vão acontecendo na vida de cada um de nós são um milagre. Há, no entanto, aqueles que às vezes têm a vida açoitada por ventos e tempestades, que lhe trazem coisas ruins. Mas não se pode desanimar, porque no nosso vocabulário existe uma palavrinha que conforta e traz consigo ânimo e coragem para que se enfrente as intempéries da Vida. Trata-se de uma palavra muito pequena, composta de apenas duas letras, mas que tem um poder do tamanho da Eternidade. Ela significa a visão das coisas que não se vêem; é a FÉ.

ENSINAMENTOS E MENSAGENS
– ORDINÁRIA GRAU 1
–
–

FIRMEZA

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Resenha de Livro Recomendado Pela The Cutting Edge

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Informaçőes Bibliográficas: "A Conspiraçăo Ocultista: A História Secreta dos Místicos, Templários, Maçons e das Sociedades Ocultistas", de Michael Howard, publicado pela Editora Campus, Série Somma, 1994, ISBN 85-7001-873-8
Propósito Declarado do Autor: Howard é um ocultista praticante de Magia Branca. Ele descreve a influęncia do ocultismo de Magia Negra no mundo de hoje e está aterrorizado por ela. Ele vę uma conspiraçăo maligna das forças das trevas para tomar o controle das naçőes do mundo e obliterar as liberdades individuais. Descobrimos que as exposiçőes mais instrutivas e reveladores a respeito do plano de Magia Negra da Nova Ordem Mundial săo as feitas pelos ocultistas praticantes de Magia Branca.
Pontos Fundamentais: A Maçonaria é uma das organizaçőes mais importantes na liderança dessa conspiraçăo de Magia Negra. O autor mostra que a despeito da campanha pública em contrário, a Maçonaria é profundamente pagă e de Magia Negra. 2) O autor vincula a Maçonaria com a Cabala judaica, que é totalmente luciferiana; detalha a veneraçăo dos maçons pelo obelisco [o Monumento a Washington], uma revelaçăo importante, pois o obelisco teve sua origem no Egito antigo e é, obviamente, luciferiano; 3) Descreve de forma brilhante o satanismo dos cavaleiros templários franceses e suas óbvias ligaçőes com a Maçonaria. 4) Mostra a conexăo entre os satânicos Mestres dos Illuminati e a Maçonaria, incluindo o período pivô durante o qual ela assumiu o controle global do Plano da Nova Ordem Mundial; 5) Detalha o plano Illuminati/maçom de colocar um de seus homens como papa católico romano; 6) Demonstra o papel dos maçons na Guerra de Independęncia Americana, incluindo o projeto do Grande Selo, e o plano das sociedades secretas européias de criar uma Nova Atlântida na América, para levar o resto do mundo ŕ Nova Ordem Mundial; 7) Mostra claramente a liderança influente das sociedades secretas alemăs, lideradas hoje pela dinastia do Habsburgos; 8) Mostra como o mestre de Magia Negra Aleister Crowley envolveu-se com os Illuminati, com a Ordem dos Templários do Oriente, com a Maçonaria e com o nazismo; 9) O autor reconhece o nível em que o catolicismo romano incorporou muitas crenças e práticas pagăs em sua forma de "cristianismo", especialmente dos coptas, dos antigos egípcios, os "mistérios cristăos" e dos celtas. Detalha a batalha entre a Maçonaria e o Vaticano, apesar deste ter incorporado muitas crenças e símbolos pagăos na sua forma de adoraçăo; 10) O autor detalha o fato que o papa Joăo Paulo II esteja unindo todas as religiőes do mundo, sob o estandarte da Igreja Católica Romana, com sua secreta cooperaçăo com a Maçonaria, embora negue que exista essa cooperaçăo.
Importância do Livro; Contribuiçăo Oferecida: O autor descreve o plano de Magia Negra para estabelecer a Nova Ordem Mundial a partir de uma perspectiva singular de um ocultista praticante de Magia Branca! Um ocultista pode identificar outro ocultista com uma perspectiva melhor do que qualquer outra pessoa. Na verdade, as melhores revelaçőes sobre a verdade acerca de todo o plano da Nova Ordem Mundial é dos ocultistas praticantes de Magia Branca que estăo assustados com o progresso desse plano nazista e de Magia Negra.
As Informaçőes Apresentadas Săo Novas? Sim. A partir da perspectiva singular de um ocultista, Howard vincula a Maçonaria, os Illuminiati e a Igreja Católica Romana nessa conspiraçăo global.
Confirmaçăo de Outras Fontes: Outros autores de Nova Era falam a respeito de aspectos individuais desse plano, mas nenhum com esse tipo de "vinculaçăo" entre tantos grupos díspares.
Recomendaçăo: Recomendamos muito este livro para qualquer pessoa que esteja interessada em ver o vínculo entre tantos grupos ocultistas ao longo da história e na era moderna, no Plano para derrubar e destruir os governos atuais, substituindo-os pela satânica Nova Ordem Mundial. Lembre-se, porém, que esse autor NĂO É CRISTĂO; é um ocultista praticante de Magia Branca e o livro contém muitas blasfęmias contra o Senhor Jesus Cristo.

Nota:Este livro está esgotado há vários anos; talvez vocę possa encontrá-lo em sebos. O site da editora Campus é http://www.campus.com.br.
Se desejar adquirir o original em inglęs, o título é: "The Occult Conspiracy: Secret Societies - Their Influence and Power in World History", Michael Howard, ISBN 0892812516.

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domingo, 20 de setembro de 2009

o juramento

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No Juramento, propriamente dito, o candidato se compromete a nunca revelar os mistérios da Maçonaria que lhe serão confiados, senão em Loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir, ou empregar outros meios, pelos quais possa divulgá-los. E o juramento, por comprometer de forma definitiva aquele que o presta, empresta à Maçonaria seu caráter secreto e sigiloso, sob pena de se cometer perjúrio.
Somente após o candidato prestar o juramento de segredo é são comunicados os segredos do Grau de Apr.: M.:, ou seja os sinais, os toques e as palavras que permitem aos Maçons o reconhecimento entre si.
Não obstante os juramentos iniciáticos, Jules Boucher, autor de importantes obras sobre as ciências secretas, defende a opinião de que os segredos maçônicos devem ser compartilhados com os profanos, pois dessa forma, segundo o citado autor, a Maçonaria passará a ser encarada em sua verdadeira essência. Parece que tal posicionamento na verdade desvirtua a verdadeira essência maçônica, até porque, correríamos o sério risco de reconhecer um profano como Ir.:, já que nossos mistérios e segredos iniciáticos estariam ao alcance de qualquer um, tenha ele boas ou más intenções, em relação ao seu uso. As conseqüências daí resultantes são imprevisíveis.
Acreditamos que o fato de a Maçonaria ter dois aspectos distintos o Exotérico e o Esotérico faz com que as discussões sobre o Sigilo Maçônico não obtenham uma unanimidade, ou pelo menos, uma orientação única.
O aspecto exotérico (jurídico) lhe assegura a qualidade de sociedade civil e trata dos meios de organização da Instituição, seus regulamentos e princípios, que são públicos e de conhecimento geral. Essa característica faz com que certos setores considerem ser nossa Instituição apenas discreta.
Mas a característica mais importante da Maçonaria é o seu aspecto esotérico, que lhe confere seu perfil de associação moral e espiritual, o que vem a ser a verdadeira razão de ser da Instituição Maçônica. Aí estão incluídos seus Ritos, Liturgia, bem como o ensino simbólico e filosófico, que devem, por força do Juramento Iniciático, serem cobertos das indiscrições profanas.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CURIOSIDADES DA MAÇONARIA

http://andreia-andreiavieira.blogspot.com/A Maçonaria Exige o Cumprimento de Obrigações?

É evidente que, ao se iniciar na Maçonaria, o cidadão deverá assumir compromissos gerados como conseqüência de sua responsável participação na Instituição. Poder-se-ia exemplificar dizendo que o maçom assume o compromisso de estudar, com mente aberta, as instruções maçônicas, bem como, o de considerar confidenciais os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção de sua Loja. Em suma, haverá compromissos como existem em qualquer associação humana.

Depreendem-se daquilo que já foi exposto, que a Maçonaria é uma fraternidade, e como tal, existem taxas de registro e contribuição mensal destinadas a cobrir despesas da Loja e do próprio adepto, decorrentes de seu ingresso na Ordem Maçônica.

Sendo a Maçonaria uma entidade sem fins lucrativos a contribuição é mantida a nível mais baixo possível.

Assim, a filiação à fraternidade Maçônica não implica em qualquer tipo de sacrifício material entre os seus membros.

É fato incontroverso que uma das finalidades da Ordem é a de implantar sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os homens, isenta de qualquer discriminação.

Portanto, a Maçonaria propala no sentido de que cada um dos seus membros se esforce para considerar seus irmãos da Ordem como irmãos em Deus, e atue junto a eles com amor, tolerância, compaixão, solidariedade, isenta de sentimentos de superioridade social, sem que isso inclua necessariamente objeções financeiras, a qualquer pretexto.




Existe Ligação entre a Maçonaria e Outras Sociedades de cunho filosófico, religioso ou esotérico?

Não! A Maçonaria, sendo uma sociedade autônoma e independente, identifica-se pela sua Constituição e pelo seu Regulamento Geral, que seguem as tradições das antigas constituições.

É reconhecida através de seus símbolos e emblemas, e principalmente por tratados de reconhecimento mútuo com as demais Potências Maçônicas espalhadas pelo mundo.

Contudo, a Maçonaria observa em relação às demais sociedades fraternais, místicas, filosóficas e religiosas, um relacionamento fraternal de mútuo respeito.




Existe um grau de Escolaridade para ser Admitido na Maçonaria?

Absolutamente, não é exigido um grau especifico de escolaridade para ser admitido em uma Loja Maçônica. Costuma-se dizer até que a Loja fica mais completa e equilibrada, quando existe uma diversidade de profissões entre seus membros.

Todavia, as instruções são transmitidas, também através da palavra escrita (manuais), por conseguinte, é importante que o indivíduo não tenha dificuldades para leitura de textos, acessíveis a uma razoável escolaridade.




Maneira de Viver dos Maçons

A Maçonaria é, em resumo, a caridade para com todos. Seus membros procuram viver segundo a regra de ouro: "fazei aos outros aquilo que desejais que vos façam". Ser maçom é amar o seu país, servir à Deus com reverência, tratar os familiares com brandura e afeto, ter humildade, ajudar os fracos e desvalidos da sorte. Ser maçom é praticar as virtudes cardeais.

Tudo isto, e mais, constitui a Maçonaria como forma de viver, como farol a guiar-nos em todas as nossas ações.

Para realizar seus objetivos, a Maçonaria admite como membro, todo o homem que tenha um elevado senso de responsabilidade, e cuja palavra empenhada seja Lei para ele. Exige sacrifícios, não mais do que qualquer outra atividade que requer de um homem respeito por seus compromissos assumidos. As reuniões da Maçonaria são realizadas em locais denominadas Lojas, pelo menos uma vez por semana, no período noturno, cuja duração não deve ultrapassar duas horas. A família, do Maçom, terá todos os motivos para incentivá-lo a participar sempre das reuniões maçônicas, certa de que sua assiduidade proporcionará uma nova dimensão de viver, que poderá realizá-lo como cidadão, como pai, como esposo, como filho e como Irmão.

Ao tornar-se maçom, o cidadão poderá estar certo de que terá feito uma opção única em sua vida, porque, nas Lojas Maçônicas, estará participando de uma organização que obedece aos princípios de amor a DEUS, à Humanidade, à Pátria e à Família, pregando e propagando a Tolerância, o Respeito e o Amor Fraternal.




Os Princípios Maçônicos podem ser Discutidos?

O maçom é livre para investigar a verdade, portanto, pode discordar ou discutir os princípios maçônicos, notadamente, porque as instruções maçônicas não têm natureza dogmática.

Contudo, enquanto o novo adepto mantiver a condição de aprendiz ou aluno iniciante, a atitude mais adequada é a de estudar as regras e filosofia que farão parte do seu "currículo", com imparcialidade e sem preconceitos, sujeitando essas idéias à sua reflexão.

Após tal período, poderá aceitar ou rejeitar os postulados maçônicos, fazendo justiça a si mesmo e à própria Ordem.

Por tal princípio, o Maçom é livre para deixar a Ordem sempre e quando o desejar, em que pese que ao abandonar a Maçonaria, estará renunciando a uma grande oportunidade de evolução pessoal e de um convívio fraternal.

Pode-se afirmar, nesta oportunidade, que a sabedoria maçônica não é específica e estritamente de natureza científica. Pode-se afirmar que ela abrange o conhecimento científico, mas o transcende, ou seja, vai além dele, através do uso de uma função cognitiva direta e superior, que se sedimentou através dos séculos, muito tempo antes que fosse objeto de investigação científica.

Destarte, os motivos pêlos quais os postulados maçônicos não são divulgados destacadamente nos meios de comunicação social são facilmente compreensíveis, porque a corrente principal da sociedade está centralizada nos aspectos exteriores e passageiros da vida; objetivos materiais, políticos, econômicos, etc., enquanto que a Maçonaria tem por escopo o desenvolvimento moral, psíquico e introspectivo do homem.




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