sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A ESTRELA PENTAGONAL

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               A ESTRELA PENTAGONAL
 
    A Estrela de Cinco Pontas, ou Pentáculo, é um dos símbolos da magia, sempre presente nos ritos de diversas correntes iniciáticas e místicas (1).
    Na magia, de acordo com a sua orientação, ela pode acompanhar operações de magia branca, ou de magia negra. Quando colocada com sua ponta isolada para cima, ela significa teurgia e conclama as influências celestiais, que, por seu poder mágico, virão em apoio ao invocador; com a ponta isolada voltada para baixo, ela significa goécia e, de acordo com as intenções do mago, atrai maléficas influências astrais.
    Teurgia é, em essência, a arte de fazer milagres; é o ramo da magia que trata das influências benéficas e do modo de invocá-las; refere-se, também, a todas as obras cujas idéias envolvem o amor e o bem e investiga, em especial, os fatos mais elevados da magia, os quais dependem do mundo angelical, dando, ao homem, os meios de se colocar em comunicação com as chamadas potências celestes (os textos bíblicos mostram muitos exemplos de teurgia). A teurgia é também chamada de magia branca.
    Goécia é a arte de realizar malefícios e encantamentos; também chamada de magia negranigromancia e feitiçaria, ela é a antítese da teurgia, pois esta se dedica às obras de luz, enquanto aquela é dedicada às obras das trevas. Ela é a parte experimental da magia, no que se refere aos poderes que o homem desenvolve em si, através de determinados processos, e ao domínio que poderá chegar a exercer sobre as entidades do astral; enquanto isso, a teurgia ensina o homem a se relacionar com os planos superiores da espiritualidade, abrindo-lhe caminho para os grandes segredos do esoterismo.
    A missão principal da Estrela Pentagonal é, então, testemunhar a obra que está sendo feita : se esta for uma obra de luz, a ponta única estará voltada para cima; se for uma ação das trevas,, a posição será invertida.
    Como símbolo mágico e necessário em todos os trabalhos de magia, ela, obrigatoriamente, deverá ser composta por todos os metais e, na sua consagração, devem entrar todos os elementos. A consagração do pentagrama, na magia, é feita da seguinte maneira:
    Inicialmente, ela deve ser soprada cinco vezes, uma em cada ponta, molhando-se, em seguida, outras cinco vezes, com água lustral, e secando-se na fumaça dos cinco perfumes: incenso, mirra, enxofre, alóes e flor de cânfora. A seguir são novamente sopradas as cinco pontas, enquanto são pronunciados os nomes dos cinco gênios: Rafael, Gabriel, Samael, Anael e Orifiel ; depois, a estrela é colocada no chão, virando-se a ponta única, sucessivamente, para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste, ao mesmo tempo em que são pronunciadas, em voz alta, as letras hebraicas iôd, hé vav (ou vau) e, em voz baixa, as letras aleph e tauIôd e vav são as letras que formam o nome hebraico de Deus, com a repetição da letra hé (iôd, hé, vav, hé), enquanto aleph e tau são, respectivamente, a primeira e a última letra do alfabeto hebraico, simbolizando tudo o que existe (similar a "de alfa a omega"). Depois disso, a estrela é colocada sobre o altar das invocações, sendo rezadas as preces dos silfos, das ondinas, salamandras e gnomos (2), enquanto são molhadas, novamente, as cinco pontas, secando-se, em seguida, na fumaça dos cinco perfumes.
    O ocultista Eliphas Levi assim explica o significado da Estrela Pentagonal:
    "O pentagrama é o signo da onipotência e da autocracia intelectual. O signo do Verbo feito carne e, segundo a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro bendito de Ormuz e de São João, ou o bode de Mendés. É a iniciação ou a profanação, a vitória ou a morte, a luz ou a sombra. Elevado no ar, com duas pontas para cima, representa satã, ou o bode da missa negra; com apenas um dos raios para cima, é o Salvador. O pentagrama é a figura do corpo humano, com quatro membros e uma única ponta, que deve representar a cabeça. Uma figura humana, de cabeça para baixo, representa, naturalmente, o demônio, ou melhor, a subversão intelectual, a desordem, a loucura".
    Assim, para os ocultistas, todos os mistérios da magia e da alquimia oculta, todos os símbolos da gnose e todas as chaves cabalísticas da profecia resumem-se no Pentagrama, que o famoso alquimista Paracelso --- cujo verdadeiro nome era Aurelius Filipus Teophrastus Bombastus von Hohenhein --- do século XVI, proclamava como o maior e o mais poderoso de todos os signos.
    Quem deu o nome de Estrela Flamejante ao pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein --- natural de Kholn (Colônia), onde nasceu, no final do século XV --- que também era dedicado á magia, à alquimia e à filosofia cabalística
    Em Maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida nos meados do século XVIII, na França, pelo barão de Tschoudy, também  ligado ao ocultismo. Ela, na Ordem maçônica, é relacionada às escolas pitagóricas, mas não se pode esquecer que Pitágoras também era dedicado à magia, não sendo de admirar o fato de ter adotado esse que é o símbolo máximo da magia.
    Sendo, a Maçonaria, uma obra de luz, é evidente que, nela, a Estrela Pentagonal tem a sua ponta única voltada para cima, nela se inscrevendo a figura de um homem  --- por isso ela é também chamada de estrela hominal --- representando, assim, os atributos da alta espiritualidade humana; em posição invertida, seriam inscritos, em suas cinco pontas, um homem de cabeça para baixo, ou a cabeça de um bode, representando, em ambos o casos, os atributos da animalidade e da materialidade. É importante ressaltar, todavia, que os primeiros maçons aceitos, de todo o século XVII e de metade do século XVIII, assim como os antigos maçons operativos, não conheciam o pentagrama como símbolo maçônico, já que os símbolos maçônicos tradicionais são os objetos ligados à arte da construção; além disso, não são todos os ritos que o adotam : o Rito de York, o mais praticado no mundo, por exemplo, adota a estrela de seis pontas  --- Blazing Star, para o rito, ou Maguen David, para o judaísmo --- formada por dois triângulos eqüiláteros cruzados e opostos pelo ápice, onde o triângulo de ápice superior é o símbolo da espiritualidade e o de ápice inferior é o símbolo da materialidade.
    A Estrela Flamejante não é, portanto, um puro símbolo maçônico, tendo a sua origem na magia, desde os mais remotos tempos.
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Notas
1. A Estrela Pentagonal, também é chamada de Pentalfa, palavra formada por penta (cinco) e alfa, a primeira letra do alfabeto grego e letra inicial dos vocábulos gregos utilizado para designar : verouvirmeditarbem agir e calar (ATREO, AISTO, ADALESQUE, AGATOPOEIRO, ABAQUIDZI), cujo símbolo é a Estrela Flamejante. As cinco virtudes que devem ornar o Companheiro Maçom, também são simbolizadas pelas iniciais do Pentalfa, pois o perfeito Companheiro deve ser amávelbenéficoincorruptívelcasto e severo (AGANETOS, AGELASOS, AGATHOERGOS, ADIAFITHORTOS, AGNOS).
2. Silfos: são os seres machos sobrenaturais, que, segundo crenças celtas e germânicas, ocupam, no mundo invisível, posto intermediário entre os gnomos e as fadas. Sílfide é o silfo feminino, de forma leve e graciosa. 
Ondinas: na mitologia germânica e nórdica, são os gênios do amor e vivem nas águas. 
Salamandras : símbolo mitológico do fogo, a salamandra é um animal fantástico, constituído de energia ígnea, com a forma aproximada de um lagarto e que vive em meio às chamas; na alquimia, a salamandra constitui um signo gráfico, representativo do elemento fogo.
Gnomos : nome rosa-cruz dos espíritos elementais, minerais e terrestres; vivem no elemento terra, sob a superfície terrestre, e são os guardiões dos tesouros escondidos nas entranhas da Terra.
 
                                                                                        José Castellani
 
                                                    *   *   *
Do livro "Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom"
Editora A Gazeta Maçônica - 1986.
A obra trata do grau de Companheiro Maçom, em todos os
ritos praticados no Brasil.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Aparições do Diabo na Maçonaria

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Sobre Algumas Aparições do Diabo na Maçonaria Relatada em Alguns Jornais da França


Três incidentes que em seu tempo foram dados a conhecer amplamente, pelos jornais. O último foi referido pelo “Blackwood Magazine” e reproduzido pela “Pall Mall Gazette”, sob o título “Uma aparição autêntica de Satan”. Eis o texto.
Do livro de Mons. León Meurin S.J., arcebispo de Port-Louis, Filosofia da Maçonaria: 

O quadro apresentado pela autoridade maçônica se mostra em completo acordo com a forma como Satanás se revelou em numerosas ocasiões aos olhos dos homens. Não é este o lugar para tratar de tão importante questão; bastar-nos-á desdobrar em benefício daqueles que não os conheçam, três incidentes que em seu tempo foram dados a conhecer amplamente, pelos jornais. O último foi referido pelo “Blackwood Magazine” e reproduzido pela “Pall Mall Gazette”, sob o título “Uma aparição autêntica de Satan”. Eis o texto.

“Sob o título de ‘Aut Diabolus aut Nihil, história verídica de uma alucinação’, conta o ‘Blackwood’ como alguns espiritistas de Paris invocaram o diabo em uma reunião. O autor do relato o qualifica de ‘história verídica de uma entrevista com o diabo’, que teve lugar em Paris há alguns anos. Relato autêntico em todos os seus extremos, coisa essa fácil de comprovar, dirigindo-se às diversas pessoas que tomaram parte nos fatos em questão.”

“E acrescenta: ‘Não podemos dar a nossos leitores a chave do mistério, porque não acreditamos em nenhuma das doutrinas espiritistas; mas o certo é que chegou a dar-se uma aparição autêntica, nas circunstâncias que se indicam. Este é o fato; e deixamos para mais profundos psicólogos o cuidado de dar a tal mistério um mistério uma explicação satisfatória.”

 “Os principais personagens cujos nomes são conhecidos eram um príncipe russo, Pomerantseff, e um sacerdote francês o Abbé Girod, que zombava de todas as teorias de aparições. Numa ceia, havida em casa do duque de Frontignan, a conversação veio a recair no espiritismo, e o duque afirmou ter visto o ‘Espírito do Amor’. O abade, céptico, acabava de pronunciar um grande sermão onde demonstrava a existência de um demônio individual; e zombava do duque, quando o príncipe afirmou que a declaração do duque não para ser vista como piada nem para assombrar os ouvintes já que ele mesmo, o príncipe, conhecia o diabo por o ter visto. ‘Vos digo, insistiu, que vi o deus do mal, o príncipe da desolação, e o que é mais, posso conseguir que outros o vejam; inclusive o Sr. Mesmo, senhor abade’”.

“Este recusou a princípio levando o caso em brincadeira, mas depois atormentado pela insistência, aceitou.”

“Foram tomadas as providências pertinentes. Naquela mesma noite o Abbé Girod, segundo o combinado, deveria encontrar-se às nove horas e meia em presença do príncipe das trevas. E tudo isto acontecia em Paris a ‘cidade – luz’, capital do mundo civilizado!...”

“Às nove e meia em ponto Pomerantseff chegou ao ponto marcado. Estava em traje de noite, mas sem qualquer espécie de adorno. Apresentava uma palidez mortal. Entraram no coche e o cocheiro, que sem dúvida havia sido instruído anteriormente acerca do lugar de seu destino, afrouxou imediatamente a rédea aos cavalos. Pomerantseff baixou os cortinados e tirando do bolso um lenço de seda, enrolou-o até reduzi-lo a uma fita estreita.”
“-Agora tenho que vendar os olhos, meu caro – disse tranqüilamente.”
“-Diacho! – exclamou o abade que malgrado seu estava ficando nervoso -. Isso me é desgradável. Sempre gosto de ver para onde vou.”
“O coche prosseguia seu caminho.”
“-Falta muito para chegarmos? – perguntou o abade.”
“-Já estamos perto – respondeu o príncipe com uma voz que pareceu ao abade sepulcral.”
“Ao cabo de meia hora pouco mais ou menos de corrida, Pomerantseff disse em voz alta:”
“-Já chegamos!”

“O coche virou e o abade escutou o chocar-se de cascos ferrados contra o empedrado de um pátio. Depois o veículo se deteve. Pomerantseff abriu por si mesmo a portinhola e ajudou o abade que continuava com os olhos tapados a descer.”

“-Há cinco degraus – disse -, tenha cuidado.”
“Atravessaram um pátio, subiram uma escada, cruzaram um vestíbulo e Pomerantseff abriu uma porta que voltou a fechar com chave. Segyiram andando. Voltou a abrir outra porta, voltou a fecha-la igualmente com chave, e o abade ouvou o correr de uma grossa cortina. Pomerantseff pegou o braço do abade, o fez dar alguns passos e lhe disse baixinho:”
“-Fique onde está e não faça nenhum barulho. Confio em sua palavra de que não tirará a venda dos olhos até que ouça vozes.”

“O abade permaneceu silencioso, de braços cruzados. Ouviu Pomerantseff que se retirava, e depois repentinamente cessou todo o barulho. O infeliz sacerdote percebeu que o local onde se encontrava não estava escuro, pois embora nada pudesse ver cria estar rodeado por uma claridade forte: sentia como que uma carícia de luz em suas mãos e faces.”
“Subitamente um ruído agudo o fez sentir um calafrio por todo o seu ser; era como o arrastar de uma cadeira pesada sobre o chão encerado. E antes que pudesse refazer-se desta primeira sensação de terror, escutou a voz de vários homens, que pareciam submersos num profundo êxtase. Estas vozes diziam:”

“-Pai e criador de todo o pecado e de todo o crime: príncipe e rei de toda angústia e de todo desespero, vem a nós!”

“O abade, a essa altura bastante assustado, arrancou o lenço que lhe cobria os olhos. Se encontrou num grande salão, mobiliado ao estilo antigo, com tabiques de carvalho. A peça estava iluminada por inumeráveis círios, colocados em candelabros. Esta luz é naturalmente suave parecia cruel em razão de sua intensidade.”

“Tudo isto ele apreciou instantaneamente, pois logo que pôde enxergar sua atenção se concentrou no grupo de homens.”

“Eram doze – Pomerantseff também se encontra entre eles – e suas idades, segundo o sacerdote podia julgar, oscilavam entre os vinte e cinco e os cinqüenta e cinco anos. Todos eles pareciam encontrar-se num mundo melhor naquele momento. Estavam de joelhos sobre o solo, as mãos unidas. Seus rostos, iluminados por um êxtase infernal, estavam metade contraídos como se sofressem e metade sorridente como se experimentassem um gozo triunfal.”

“Instintivamente o abade procurou com os olhos a Pomerantseff. Era o último da esquerda e enquanto com a mão deste lado apertava a direita de seu vizinho, com a outra acariciava o piso encerado, como se tentasse anima-lo a algo (*). Sua figura parecia menos agitada que as dos outros, embora se achasse possuído de mortal lividez e os tons violáceos de sua boca e bochechas, anunciassem uma dolorosa emoção.”
“Todos a uma entoavam uma espécie de litania extática.”
“-Oh, Pai do mal, vem a nós!”
“-Oh, Príncipe da desolação infinita, que presides a cabeceira da sujidade: te adoramos!”
“-Oh, Criador da angústia eterna!”
“-Oh, Rei dos prazeres cruéis e dos desejos famélicos: nós te veneramos!”
“-Vem a nós, pisando sobre os corações das viúvas!”
“-Vem a nós, com os cabelos manchados de sangue inocente!”
“-Vem a nós, com a fronte cingida pela sonora grinalda da dor!”
“-Vem a nós!”
“O abade sentiu seu coração apertado por uma angústia glacial diante da visão daqueles seres humanos, transfigurados pelo esforço mental, prosternados. O ar, carregado de eletricidade, parecia povoado por inumeráveis sons.”

“A temperatura baixou repentina e intensamente, e o sacerdote percebeu a presença de um recém chegado ao aposento. Afastando os olhos do grupo de homens ajoelhados, que não pareciam dar a mínima atenção a ele, Girod passeou pelo ambiente seu olhar até que encontrou o recém chegado, que completava o número de ‘treze’ dos reunidos (excetuando naturalmente que a rigor não fazia parte da reunião), que parecia ter chegado pelos ares e se materializado diante de seus olhos.”

“Era um homem jovem, não aparentando muito mais que vinte anos, imberbe como um adolescente. Seus longos cabelos louros caiam sobre seus ombros, como os de uma garota. Estava também vestido para recepção. Suas faces tinham um matiz rosado, como animadas pela embriagues ou prazer, mas seu olhar era de uma ‘tristeza’ infinita, de um ‘desespero’ indizível. Os doze homens, sem dúvida alguma conscientes de sua presença, submergiram numa ainda mais profunda adoração. Às invocações sucederam-se as orações e louvores. O abade se sentiu progressivamente possuído de um terror mortal. Seus olhos não podiam desviar-se do ‘décimo terceiro’, que se mantinha de pé tranqüilamente, com um vago sorriso errando por seus lábios; sorriso este que parecia tornar ainda mais profundo o desespero refletido em seus olhos azuis.”
 “Girod se sentiu surpreendido pela beleza daquela figura, por sua tristeza e depois, pelo vigor intelectual que a carcterizava. A expressão não era propriamente de maldade, embora fosse fria; os lábios e a fronte denotavam orgulho e altivez, mas a perfeita simetria e proporções do rosto denotavam flexibilidade e força de vontade. Todo o restante só fazia ressaltar a tristeza do seu olhar.”

“Seus olhos se fixaram nos do abade, e Girod sentiu a influência sutil que penetrou nele por todos os seus poros. O terrível Décimo Terceiro só olhava para o sacerdote, enquanto os doze homens se entregavam a uma ‘oração’ cada vez mais selvagem, blasfema e cruel.”

“O abade não conseguia pensar em outra coisa que não fosse a figura que se erguia diante dele, e na tristeza que o envolvia. Não conseguiu formular uma oração embora pensasse nisso. Sera talvez porque o magnetizava o desespero que se refletia naqueles olhos azuis? Sera o desespero ou a morte? Mas a sensação era violenta e apaixonada, sem ter nada em comum com a serenidade da morte.”

“A influência dos olhos azuis, fixos sobre o abade, se fazia cada vez mais forte e o pobre sacerdote se sentia como que inundado de uma voluptuosidade terrível. Era como um êxtase de dor, que se convertia em prazer, o êxtase de alguém a quem se tivesse negado toda a esperança e que por isso mesmo, pudesse contemplar com ironia o autor de toda a esperança. Girod teve a impressão de que a qualquer momento iria sorrir diante do que experimentava, de que não iria sentir nenhum desfalescimento e um nome familiar – um nome que havia ouvido ser pronunciado várias vezes pelos doze homens, sem se aperceber disso – ressoou em seus ouvidos: ‘Cristo’.”
 “Onde o havia ouvido? Não saberia dize-lo. Sabia que era o nome de um homem jovem, mas não se recordava de nada mais. Ainda ouviu outra vez o nome de Cristo. Havia também outro nome como o de Cristo, que lhe deu uma impressão de profunda paz, e ao mesmo tempo, de grande sofrimento. E não somente de paz, mas de alegria. Uma vez mais foi pronunciado o nome de Cristo; Ah! A outra palavra era ‘Cruz’; agora o recordava: uma coisa longa, com outra amis curta atravessada...”

“A visão se eclipsou. Os doze adoradores se calaram e ficaram estendidos no chão, uns junto aos outros, como entorpecidos e presas de esgotamento. Ao cabo de alguns minutos se levantaram, trêmulos e titubeantes contemplaram por alguns momentos o abade, que se sentia igualmente extenuado.”

“Pomerantseff, com extraordinária presença de espírito, se dirigiu para o sacerdote, o empurrou para a porta por onde haviam entrado e depois de a ter fechado com chave para não serem seguidos pelos demais, se assentaram por alguns momentos na antecâmara.”

“Esta retirada repentina terminou de esgota-los, física e mentalmente. O príncipe, que só parecia conservar o uso dos sentidos com um esforço mecânico, voltou a colocar cuidadosamente a venda sobre os olhos do abade, que havia conservado por todo o tempo o pedaço de tecido na mão crispada. Só quando já estavam fora, se deram conta de que haviam esquecido os chapéus.”

“-Agora não importa – murmurou Pomerantseff – seria perigoso voltar lá.”
“E empurrando o abade para dentro da carruagem que os havia esperado gritou ao cocheiro:”
“-A galope!”
“Não trocaram uma palavra durante o caminho. Chegando ao ponto de partida, e Pomerantseff tirou a venda dos olhos de seu amigo. O abade não soube dizer jamais como conseguiu chegar a sua moradia.”
“No dia seguinte teve febre alta e delirou”.
Até aqui o relato reproduzido do “Blackwood Magazine”.
Ao que tudo parece indicar o “Décimo Terceiro” personagem, tão belo, tão inteligente, tão firme e orgulhoso, e ao mesmo tempo tão cheio de desespero, era o mesmo que as lojas conhecem sob o nome de “Hiram” e que a Revelação Divina nomeia como Satanás, Lúcifer, o Arcanjo Decaído da Luz.

A outra aparição teve igualmente lugar em França. O Reverendíssimo Padre Alexandre Vincent Jandel, mestre geral da Ordem dos Pregadores, pregava em Lyon, antes de ser nomeado pelo Papa Pio IX para tão elevado posto. Sentiu-se um dia presa do desejo de mostrar aos fiéis a virtude do sinal da cruz; e pregou longamente sobre o tema. Ao sair da catedral aproximou-se dele um homem que lhe disse:

“-O Senhor crê deveras no que acabou de dizer?”
“-Se não acreditasse nisso não o ensinaria aos demais – respondeu o reverendo -. A virtude do sinal da cruz é reconhecida por toda a Igreja.”
“-Deveras? –Murmurou seu interlocutor com ar de assombro -. E o Sr. Crê nisto? Pois bem. Escute o que vou lhe dizer: eu sou maçom e não acredito, mas fiquei profundamente surpreso com o que o Sr. Acaba de ensinar aos que ouviam. E vou propor-lhe que ponha à prova a eficácia deste sinal. Todas as noites nós nos reunimos na rua tal, número tal, e o próprio demônio convém em presidir nossas oficinas. Venha o senhor numa noite comigo. Ficaremos na porta da sala, e o Sr. fará o sinal da cruz sobre a assembléia. Assim eu poderei verificar se o que disse é verdadeiro.” 
“-Tenho uma fé absoluta na virtude do sinal da cruz – respondeu o Pe. Jandel – mas não posso aceitar sua proposta sem ter meditado serenamente sobre ela. Dê-me três dias para refletir.”
“-Quando o Sr. Quiser provar sua fé estarei a suas ordens – respondeu o maçom -. E deu o nome e endereço completos ao dominicano.”

O Pe. Jandel se entrevistou imediatamente com o Mons. De Bonald e lhe perguntou se deveria aceitar o desafio em nome da Cruz. O arcebispo convocou vários teólogos e discutiu com eles durante bastante tempo os prós e os contras desta decisão. Todos concluíram de acordo em que o Pe. Jandel deveria aceitar.

“Ide, filho meu – disse Monsenhor De Bonald ao reverendo Jandel, abençoando-o -. E que o Senhor vá convosco.”

Quarenta e oito horas restavam ao padre Jandel para a prova, e as passou orando, mortificando-se e recomendando-se às orações de seus amigos. Ao cair da tarde do dia designado, estava batendo à porta do maçom. Este o esperava. Nada podia revelar no Padre um religioso. Estava vestido com um traje secular; só trazia, oculta entre suas roupas, uma grande cruz.

Saíram e em pouco tempo chegaram a seu destino: uma vasta sala luxuosamente mobiliada. Detiveram-se à porta. Pouco a pouco a habitação se foi enchendo de gente; todos os assentos iam ser ocupados, quando apareceu o demônio, em forma humana. Então Pe. Jandel, tirando do peito a cruz que levava oculta, a ergueu com as duas mãos formando sobre a concorrência o sinal da cruz.

Um raio que tivesse caído dentro do aposento não teria sido mais inesperado, mais súbito, mais cegante. As velas se apagaram, os assentos se voltaram uns sobre os outros, os presentes fugiram. O maçom conduziu o padre e quando já estavam longe, sem ter percebido de que modo escaparam às trevas e à confusão, o maçom se deixou cair de joelhos diante do dominicano.

“-Creio! – lhe disse, creio! Rogue por mim! Converta-me! Escute-me em confissão!”

Tal é o fato, conforme foi referido em vários órgãos da imprensa religiosa.
 E ainda podemos oferecer um outro exemplo.
“Um oficial francês, jovem, recém afiliado à maçonaria, ia pronunciar seus últimos juramentos e receber a última iniciação numa trans-loja. Os irmãos se haviam reunido para a lúgubre cerimônia quando, de improviso, apareceu entre eles um demônio sob forma humana, em que pese as portas e janelas estarem cuidadosamente fechadas.”
“Diante desta visão o oficial se sobressaltou e pensou: ‘Visto que o diabo existe, então também existe Deus!’ O pensamento da justiça divina se apresentou ao mesmo tempo diante de seu espírito aterrado e ele não se atreveu a ir mais além; a misericórdia infinita de Deus o esperou até este momento e a graça tocou seu coração.”
“Após sua conversão, deixou o Exército e entrou no noviciado de uma Ordem religiosa. Ordenado sacerdote consagrou longos anos aos trabalhos das missões estrangeiras. Voltou à França e foi superior de uma comunidade durante algum tempo. Ao tempo em que foi escrito isto ainda vivia, e o fato a que se refere este relato foi narrado por ele mesmo ao Padre Jourdan de la Pasardiére, Superior dos Oratorianos de São Phelippe Néri.”
Não queremos multiplicar as histórias deste gênero. Não seria senão uma continuação da história da magia negra que se repete em todos os séculos, embora suas formas sejam distintas conforme os tempos.
A maçonaria é herdeira direta das antigas superstições diabólicas, assim como da demonologia do antigo paganismo.
Neste sentido, compreendemos as palavras do Presidente ao iniciante do último grau, o trinta e três: “Antes de revelar-te o ‘segredo supremo’ que faz ‘nossa força’ e torna eterna a maçonaria (pois Satanás não morre jamais) hei de rogar-te, irmão, que nunca te afastes dos princípios essenciais sobre os quais descansa toda a organização maçônica. O primeiro princípio é que ‘o poder vem de baixo.’”(P. Rosen: “Satanás”, pág. 278)
Jesus Cristo ensina o contrário ao dizer a Pilatos: “De nada te serviria teu poder sobre mim, se não te fosse dado do alto.” 
 

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Maçonaria, o Diabo e a Besta

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A Maçonaria, o Diabo e a Besta
Para quem existe, é realidade inegável e incontestável que todos nós nascemos e vivemos imersos em um terrível campo de batalha. E esta guerra espiritual não somente é minuciosamente explicada pelas Escrituras de Deus, a Bíblia, bem como sua existência é completamente verificável no dia a dia até mesmo pelo mais cético dos ateus. E isto sem falar que é absolutamente impossível para alguém silenciar a voz de sua própria consciência, sendo que, no máximo, o que se pode tentar fazer é recusar-se a dar ouvidos à consciência, o que, não infrequentemente, resulta em perturbadores conflitos internos, o que os torna profundamente infelizes. Já para os que já chegam a possuir a consciência cauterizada, por preferirem o mal ao bem, a condição destes é espiritualmente gravíssima, algo como uma pré-sentença à condenação do inferno. E isto porque a voz de nossas consciências é harmônica com a vontade de Deus. A rejeição das diretrizes da consciência é um primeiro passo rumo à rejeição da própria pessoa de Deus, o Criador, o Pai do Deus Unigênito, cujo nome é Jesus Cristo.
"Para quem existe", dissemos, pois evidentemente que estas coisas estão ausentes no território da fantasia e da mentira, um cenário ao qual se apegam os que rejeitam a verdade. E se alguém não sabe o que é a verdade, ei-la aqui:
"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." Senhor Jesus Cristo, João 17:17
Na incontestável realidade espiritual da existência há, portanto, somente duas posições possíveis de serem ocupadas pelo ser humano, seja ele quem for, a posição de submissão à verdade, ou a submissão à mentira. A idéia da existência de uma zona fronteiriça ou a fictícia possibilidade de se ocupar simultaneamente as duas posições não passa de embuste demoníaco. E isto está dito nas Escrituras.
"Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha." Senhor Jesus Cristo, Lucas 11:23
"Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno." Senhor Jesus Cristo, Mateus 5:37

A Maçonaria e o Egito (Mas por que justamente o Egito?)
Basta alguns poucos momentos de observação da simbologia maçônica a fim de podermos facilmente identificar que essa simbologia está repleta de alusões e de referências ao Egito (e ao seu ocultismo [ = satanismo]). Veja abaixo este (mais do que suficiente) exemplo deste templo maçônico a GRANDE LOJA da Pensilvânia (EUA).
Algum dos nossos (muitos) leitores já parou para se perguntar o porquê de os templos maçônicos serem, todos eles, precedidos pelo título GRANDE LOJA? Vejam exemplos:
Pois bem, agora o que significa GRANDE LOJA? Significa: GRANDE CASA. E, de modo nenhum sendo uma simples coincidência, o que significa FARAÓ?
FARAÓ significa: GRANDE CASA!

Qual é, portanto, a relação entre os TEMPLOS MAÇÔNICOS (GRANDES LOJAS = GRANDE CASA) e FARAÓ (GRANDE CASA) ?

Historicamente, na Antiguidade, o Egito era um império cujo trono era ocupado pelo Faraó (per-aá = grande casa; grande morada, referindo-se ao palácio do Faraó e também à sua própria pessoa). O Faraó era considerado como sendo a personificação do deus Hórus. E o símbolo da figura abaixo é o amuleto Olho de Hórus, símbolo e emblema significando dominação, poder e riqueza (símbolo este, aliás, SEMPRE PRESENTE, no penduricalho da simbologia ocultista da maçonaria).

 

O único modo de sabermos a verdade sobre estes fatos é olhando para eles sob a luz da Bíblia. Não fossem as Escrituras de Deus, a Bíblia, e a unção de Deus no espírito e na mente dos cristãos, seríamos também enganados pelo diabo como TODOS os maçons o são.
A Bíblia além de nos apresentar um minucioso relato sobre a história do Egito da Antiguidade, também o relaciona ao mundo (o atual sistema mundial político, econômico, religioso e militar). Nos relatos bíblicos sobre o Egito e também na simbologia bíblica profética, o Egito (o mundo) é apresentado como sendo um sistema de oposição e de rebelião contra Deus, sendo o Faraó o líder desta rebelião e inimigo declarado contra Deus.

Vejamos, pois este poderoso trecho bíblico no qual Deus anuncia a sua vingança contra Faraó e seu reino:

"Filho do homem, levanta uma lamentação contra Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Foste comparado a um filho de leão entre as nações, mas não passas de um crocodilo nas águas; agitavas as águas, turvando-as com os pés, sujando os rios. Assim diz o SENHOR Deus: Estenderei sobre ti a minha rede no meio de muitos povos, que te puxarão para fora na minha rede. Então, te deixarei em terra; no campo aberto, te lançarei e farei morar sobre ti todas as aves do céu; e se fartarão de ti os animais de toda a terra. Porei as tuas carnes sobre os montes e encherei os vales da tua corpulência. Com o teu sangue que se derrama, regarei a terra até aos montes, e dele se encherão as correntes. Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o SENHOR Deus. Afligirei o coração de muitos povos, quando se levar às nações, às terras que não conheceste, a notícia da tua destruição. Farei que muitos povos fiquem pasmados a teu respeito, e os seus reis tremam sobremaneira, quando eu brandir a minha espada ante o seu rosto; estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida, no dia da tua queda." Ezequiel 32:2-10

O Egito foi o primeiro império a ser erguido sob o patrocínio de Satanás, sendo o Faraó a figura através da qual o Diabo era adorado, sendo ele também o agente satânico de perseguição contra os judeus (àquela época o povo de Deus - hoje o povo de Deus é composto de judeus e de gentios convertidos ao Messias Jesus).

"Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito." Êxodo 3:6-10
 
Na linguagem profética da Bíblia, a saída do povo judeu do Egito prefigurava a breve e futura saída dos cristãos deste mundo tenebroso e dominado pelo diabo, o que sucederá quando do arrebatamento da Igreja, que acontecerá no último dia, o Dia do Senhor. E assim como Faraó perseguiu o povo de Deus, também a Besta nos haverá de perseguir, até que com mão poderosa o Senhor Jesus Cristo nos arrebatará deste mundo, e como contra o Egito o Senhor Deus lançou sete pragas antes de seu povo ser de lá retirado, este mesmo Deus derramará sete taças da sua cólera antes que os cristãos sejam arrebatados:

"Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus." Apocalipse 16:1


A Maçonaria é uma Organização Internacional Parasita infiltrada nos Organismos das Nações e está à Serviço do Diabo.

Como dito acima, o Egito foi o primeiro império na terra a ser erguido com o patrocínio de Satanás, e o vindouro (e já em plena formação) império da Besta será o último império a ser erguido com o auxílio do Diabo, sendo que o Faraó do antigo Egito prefigurava a Besta que em breve surgirá. E para que Satanás continue a construir este império, quando ele próprio será adorado através da Besta, o Dragão necessita de serviçais espalhados pelo mundo inteiro, e a principal organização que a Serpente patrocina para essa finalidade (para a construção desse império) é ela própria: a Maçonaria Universal. Vejamos uma explícita confissão pública de que a Maçonaria é uma Organização Internacional e que "labuta por uma causa":

"A Maçonaria, Ordem Universal formada por homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, por métodos ou meios racionais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam, e trabalham para a construção de uma Sociedade Humana; fundada no amor fraternal , na esperança de que com amor a Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com tolerância, com virtude e com sabedoria, buscando sempre de maneira livre a investigação da verdade, aliada ao progresso do conhecimento humano, das ciências e das artes, sob a tríade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, dentro dos princípios da razão e da justiça, a fim de que o mundo alcance a felicidade geral e a paz universal." (Grande Loja Maçônica do Distrito Federal)

Essa estorinha de "paz universal" é um autêntico exemplo de embuste espiritual, pois as Escrituras afirmam que não haverá paz universal coisa nenhuma, muito pelo contrário, a Bíblia afirma que haverá guerras e destruições até que chegue o fim:

"E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." Mateus 24:6-14
Também afirmam as Escrituras:
"Quando andarem dizendo: PAZ E SEGURANÇA, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão." 1 Tessalonisenses 5:3
E a Organização das Nações Unidas (ONU - Controlada pela Maçonaria Universal até suas mais profundas entranhas), o maior centro de operações do diabo em todo o mundo (a Besta governará a partir da ONU - a atual sede da Nova Ordem Mundial) já estampa em suas páginas em diversos idiomas: PAZ E SEGURANÇA. Mas não só ela, como poderemos ver abaixo (todos anunciando PAZ E SEGURANÇA):
PEACE AND SECURITY FUNDERS GROUP (PAZ E SEGURANÇA)
CENTER FOR PEACE AND SECURITY STUDIES (CENTRO DE ESTUDOS PARA PAZ E SEGURANÇA)
PEACE AND SECURITY INITIATIVE (INICIATIVA PARA PAZ E SEGURANÇA)
NATO SCIENCE FOR PEACE AND SECURITY (NATO CIÊNCIA PARA PAZ E SEGURANÇA)
Observem que não são simples organizações a anunciar PAZ E SEGURANÇA, como vemos acima, mas, dentre outras, o estão fazendo a ONU - Organização das Nações Unidas e a NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte, esta última sendo nada menos do que a organização militar mais poderosa do planeta.
Esta "causa" pela qual labuta a Organização Maçônica Internacional está expressa de modo explícito em um documento maçônico chamado de Os Protocolos dos Sábios de Sião (um documento maçônico, cujo autor é desconhecido) em cujo documento a Maçonaria declara abertamente seu trabalho em prol não de "uma sociedade fundada no amor fraternal , na esperança de que com amor a Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo..." (como falsamente o afirmam) mas em prol, isto sim, do mais pérfido dos objetivos, qual seja, a dominação mundial:
“Mas, esperando nosso advento, criaremos e multiplicaremos, pelo contrário, as lojas maçônicas em todos os países do mundo, atraindo para elas todos os que são ou possam ser agentes proeminentes. Essas lojas formarão nosso principal aparelho de informações e o meio mais influente de nossa atividade. Centralizaremos todas essas lojas em uma administração que somente nós conheceremos, composta pelos nossos Sábios. As lojas terão seu representante, atrás do qual estará escondida a administração de que falamos, e será esse representante quem dará a palavra de ordem e o programa. Formaremos nessas lojas o núcleo de todos os elementos revolucionários e liberais. Elas serão compostas por homens de todas as camadas sociais. Os mais secretos projetos políticos ser-nos-ão concedidos e cairão sob a nossa direção no próprio momento em que apareçam. No número dos membros dessas lojas se incluirão quase todos os agentes da polícia nacional e internacional, como na questão Azef, porque seu serviço é insubstituível, para nós, visto como a polícia, pode não só tomar medidas contra os recalcitrantes, como cobrir nossos atos, criar pretextos dedescontentamentos, etc... Aqueles que entram para as sociedades secretas são ordinariamente ambiciosos, aventureiros, e em geral, homens na maioria levianos, com os quais não teremos grande dificuldade em nos entendermos para realizar nossos projetos.”  (Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 15) Leia mais sobre os Protocolos dos Sábios de Sião clicando aqui e aqui.
Ora, se é com tamanha veemência que a Bíblia afirma que Faraó e o Egito eram ferozes opositores contra Deus, como acreditar que uma organização (Maçonaria) que se utiliza da mesma simbologia utilizada pelo Faraó (inimigo de Deus) possa ser uma organização fundada no amor a Deus?
E ainda que, insistentemente, a Maçonaria negue ser uma religião, seu componente espiritual é por ela própria anunciado:
"A Maçonaria é um sistema e uma escola não só de moral, como de filosofia social e espiritual, reveladas por alegorias e ensinadas por símbolos, guiando seus adeptos à prática e ao aperfeiçoamento dos mais elevados deveres do homem cidadão, patriota e soldado. Praticando o bem sobre o plano físico e moral, a Maçonaria reúne em seu seio todos os homens, como irmãos, sem lhes distinguir por raça, classe, crença ou preferência política." (Brasilmaçom)
Essa mesma Maçonaria que utiliza em seus rituais, publicações e indumentária o Olho de Hórus, símbolo de Faraó e da rebelião contra Deus, é a mesma Maçonaria que admite publicamente que "é um sistema e uma escola não só de moral, como de filosofia social e espiritual". E qual era o componente espiritual do Faraó do Egito senão o ocultismo de Satanás?
"Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas." Êxodo 7:11
Se o envolvimento com essa diabólica organização (a Maçonaria) dissesse respeito tão somente àqueles cujo destino inexorável será a condenação do inferno, então de pronto, e de bom grado, abandonaríamos esta missão de alertar aos homens sobre os gravíssimos perigos espirituais do envolvimento com a Maçonaria. Todavia, nossa missão tem por foco alertar o Povo de Deus, em nome do Senhor Jesus Cristo, a fim de que não caiam nos embustes do diabo. Ora, para os que já professam, de coração sincero, seu amor ao Criador por intermédio do Filho, o Deus Unigênito (e biblicamente não há outro modo de fazê-lo), para estes nosso foco de atenção não se constitui em nenhum problema. Todavia, como saberemos nós se aquele que hoje se diz maçom (e, portanto, escravizado a Satanás) não virá a se arrepender e se converter a Deus? Pois a ninguém foi dado separar o joio do trigo, algo da exclusiva autoridade de Deus.
"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro." Mateus 13:24-30
E se há membros da Igreja Católica Romana que pertencem à Maçonaria (e são muitos), isto não se constitui em problema algum para o Reino de Deus, pois a Igreja Católica Romana já, há séculos, abandonou o seio da verdadeira Igreja, dando as costas a Cristo, tornando-se assim apóstata declarada. Porém, se há pastores e líderes cristãos evangélicos envolvidos com a Maçonaria de Satanás, então fica em notável relevo a seguinte pergunta: São cristãos, de fato, ou são agentes da Organização Maçônica infiltrados na Igreja com a finalidade de procurar corrompê-la espiritualmente?
E se para a Maçonaria "não importa" a religião ou credo a que pertençam seus serviçais (não importa até o ponto em que não interfiram na estrutura da Maçonaria),não é assim no Reino de Deus.
"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." 2 Coríntios 6:14-18
INTELLECTUS
A Maçonaria, o Diabo e a Besta
andreia caetano 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Juramento Ou Compromisso?

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Juramento Ou Compromisso?



Ir.. Frederico Guilherme Costa 
Nos chamados Ritos Teístas, o juramento substitui o compromisso adotado pela Maçonaria Moderna.
Esta prática de "jurar" vem dos antigos maçons medievais e o juramento conservado na maioria dos Ritos Contemporâneos, tem permitido um constante ataque à Instituição. Apesar das variantes, permanecem as ameaças e críticas a este sistema teológico.
Na segunda edição de 173O da Masonry Dissected, de Samuel Pichard, temos:
"Prometo e juro solenemente aqui e na, presença de Deus Todo Poderoso e diante desta respeitável Assembléia a qual reverencio, que manterei oculto e não revelarei os segredos dos maçons nem da Maçonaria que me serão revelados, a não ser que seja para um verdadeiro e leal Irmão, depois da devida comprovação ou em Loja Justa e Perfeita, na qual reúnem-se os Irmãos e Companheiros".
Ademais prometo não escrever, imprimir, gravar, etc. sobre madeira ou pedra, de tal maneira que qualquer vestígio de uma letra possa aparecer, permitindo que o segredo seja revelado de forma ilícita.
Tudo isto sob pena de ser degolado, minha língua arrancada, meu coração extirpado pelo lado esquerdo para depois ser enterrado nas areias do mar, a determinada distância da praia, quando a maré efetue seu fluxo e refluxo duas vezes em 24 horas; que meu corpo seja reduzido a cinzas e espalhadas sobre a face da terra, de tal modo que não reste a menor lembrança minha, entre os maçons. Que Deus me ajude." (1)
Esta forma teatral tinha por finalidade gravar no inconsciente do candidato as suas responsabilidades e deveres, numa época em que a prática civil e criminal assim o estabelecia.
Na introdução ao nosso trabalho "Maçonaria - Um Estudo da sua História", afirmamos:
"Na realidade esta fórmula de Juramento era exigida pelo Direito Inglês, pelos idos dos séculos XVII e XVIII. O perjúrio deveria ter queimadas as entranhas atiradas ao mar, etc". (2) O próprio Anderson, na segunda edição das Constituições - 1738 - esclareceu o propósito das ameaças, deixando claro que a solenidade do juramento nada acrescentava à obrigação, ou seja, o juramento obrigava por si só, existisse ou não a penalidade. (3)
Fica claro que o segredo e o juramento remontam à Maçonaria Operativa, acorde com os costumes profanos da época, atitude esta continuada em 1717.
Quando juramos estamos invocando a divindade como testemunha. Este juramento pode ser assertivo quando procura atestar a veracidade de Uma declaração, ou promissório, quando atesta que alguém cumprirá uma promessa.
Parece ser um antigo costume adotado pela Maçonaria teísta jurar com o mão levantada
Levanto minha mão ao Senhor Deus Altíssimo, Senhor do Céu e da Terra". (4)

Introduzir-vos-ei na terra que com mão levantada, jurei dar a Abraão, a lsaac e a Jacó e vo-la darei em possessão hereditária. Eu, o Senhor".(5)
"Na verdade ao céu levanto a minha mão e digo: "Eu vivo eternamente!"(6)
Felizmente não adotamos o juramento solene prestado com a mão do promitente sobre os órgãos genitais do outro, considerando a fonte da vida, um objeto sagrado:

"Disse Abraão ao servo mais antigo de sua casa, o administrador de todos os seus bens" Põe, te rogo, a tua mão debaixo da minha coxa, e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra..." (7)
"Sentindo Israel avizinhar-se-lhe o tempo de morrer, chamou a si o seu filho José e disse-lhe: Se encontrei favor aos teus olhos, põe a tua mão debaixo da minha coxa, e promete usar comigo de benevolência e fidelidade; por favor, não me sepultes no Egito".(8)
Em Mateus, finalmente, é possível encontrar a idéia de que numa sociedade regenerada não há lugar para juramentos, pois a palavra de um homem é suficiente, e eu diria: principalmente a de um livre pensador moral ilibada e de bons costumes.
Atestando Mateus:
"Ouvistes mais que foi dito (aos antigos.- Não jures falso, mas cumpre os juramentos feitos ao Senhor Eu, porém digo-vos que não jureis de modo nenhum, nem pelo céu, que é o trono de Deus, nem pela Terra, que é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém que é a cidade do Suíno Rei. Nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só cabelo. Seja, pois, o vosso falar.Sim, sim, não, não, porque tudo o que passa disto procede do maligno. " 9

Portanto, se o próprio livro da Lei Maçônica nos apresenta uma interpretação clara sobre a impropriedade do juramento, por que não adotar, plenamente, o compromisso como recomenda a Maçonaria Moderna?
Parece-nos, infelizmente, que a opinião dominante situa-se na direção oposta a esta recomendação. Vejamos um exemplo:
Compromisso e, a promessa recíproca, o ajuste, o acordo, o contrato, o regulamento de, uma confraria Algumas obediências e Ritos Maçônicos costumam substituir a palavra juramento por compromisso, nos trabalhos de, Loja ou da Obediência Não procede, todavia tal alteração, pois juramento é, unilateral enquanto que compromisso envolve reciprocidade; quando um candidato faz o seu juramento está, aceitando deveres para com a Ordem não existindo a recíproca (10)
Justamente por entender que a promessa recíproca existe entre o recipiendário e - a Ordem - a Luz em troca do serviço desinteressado - é que a Maçonaria Moderna concorda com o pressuposto evangélico de que a palavra de um homem é suficiente.
Mas contundente ainda são os argumentos éticos a favor do compromisso no lugar do juramento, pois a idéia de comprometer se liga ao conceito existencialista de filosofia. Pode ser aplicado em um sentido amplo, como fundamento de toda existência humana e, igualmente, num sentido mais estrito, corno elemento fundamental do filósofo.
Estes dois conceitos estão interligados, pois não podemos dissociar o interesse do filósofo da existência humana
Comprometer-se filosófica ou maçonicamente, pois somos filósofos, na medida em que amamos a sabedoria, significa vincular intimamente a teoria com a prática: glorificando o trabalho com o desbaste da pedra bruta.
Recusar assumir o compromisso significa opor-se ao solicitado, recusando-se, portanto, a aceitar o ajuste, o polimento da mesma pedra.
Nenhum maçom deve, enquanto tal, se comprometer, a menos que tenha compreendido a totalidade das proposições.
Apenas a título de exemplo histórico devemos nos lembrar de que a Constituição dos Estados Unidos nasceu do Grande Compromisso da Convenção de Filadélfia, e não de um juramento prestado por seus notáveis ideólogos, e ninguém duvida de que a América era uma terra de virtuosos protestantes.
Fundamentalmente o compromisso deve ser entendido, racionalmente, como um consentimento, uma troca de concessões entre as partes, ou seja, um acordo. Eu me comprometo a servir pela minha tenure (11) pa com a Ordem em troca da Luz, da Iniciação Maçônica.
Está em questão, portanto, este controvertido aspecto da Arte Real. A palavra final é sua.
NOTAS
1. RICHARD, S. Masonry Fissected, being an universal and genuine description of all its Branches, from the Original to the present time as it delivered in the constituted regular Lodges, both in City and Country London, Byfield and Haw Keswith, 1730, pág 12 In: Benimelli Masoneria, Iglesia e Ilustracion Vol 1, págs. 63/64 Fundacion Universitária Española Madrid, 1982.
2. COSTA, Frederico Maçonaria - Um Estudo de sua História Ed. Maçônica Trolha Londrina - Pr 1990.
3. MELLOR Alec Citado por Benimelli, op. cit., pág 67.
4. Gênesis, XlV, 22.
5. Êxodo VI, 8.
6. Deuteronômio, XXXII 40.
7. Gênesis, XIV 2, 3.
8. Gênesis, XLVII, 29.
9. Mateus V. 33, 34, 35, 36 e 37.
IO. CASTELLANI, J. Dicionário Etimológico pág 125. Editora "Trolha". Londrina - Pr 1990
11. Dependência. "Influência dos Antigos Símbolos na Maçonaria Atual"

O PRUMO - Nº 98
BIBLIOGRAFIA
BENIMELLI, J. A. Ferrer. Masoneria, Iglesia e Ilustracion Fundacion Universitária Española, Madrid, 1982.
BíBLIA SAGRADA - Edições Paulinas SP, 1969.
CASTELLANI, J. Dicionário Etimológico Maçônico. Editora Maçônica "A Trolha" Londrina, PR, 1990.
COSTA, Frederico Guilherme. Maçonaria - um Estudo da sua História. Editora Maçônica "A Trolha'', Londrina - PR, 1990.
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS Dicionário de Ciências Sociais. Editora da Fundação Getúlio Var- no de Janeiro, 1986.
MORA, José Ferrater. Diccionario de Filosofia. Alianza Editorial. Barcelona, 1984.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

a família do maçom

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A FAMÍLIA DO MAÇOM
 

A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.

A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus. Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.   
A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido da família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “con-viver” (viver com), partilhar a vida com os outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade.
       No projeto da Maçonaria, a família é destinada a ser a “comunidade de pessoas unidas no amor”, sacramento cujo núcleo é a união  e fiel entre o homem e a mulher, caminho de aperfeiçoamento recíproco e fonte de vida.
       A família é, também, um compromisso. A comunhão de vida não se realiza por encanto. É necessária a colaboração de cada um, para superar o egoísmo, abrir-se ao outro na doação conjugal e familiar. Requer-se, ainda, a cooperação da sociedade para que se criem condições adequadas à vida em família. A finalidade primeira da família, é o valor que lhe confere sentido, é a prole, sua educação física, psíquica, intelectual, moral, religiosa, econômica e social.
O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o Irmão mais próximo, associado à nossa luta  de cada  dia, como respeitar o Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS?
Tantos pais, irmãos e filhos se separam só pela necessidade de impor vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.
São naturais as discordâncias. O homem um dia há de aprender a combater as idéias e não as pessoas. Toda a discordância deve priorizar o respeito.
 Se o “diálogo” antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.
O lar deve ser cultivado como um santuário. É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol da humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.
Nos tempos atuais, em que tantos banalizam a vida e as ruas se tornam abrigos de órfãos de pais vivos, é hora de refletirmos sobre a Família e o papel do Maçom na Comunidade.
A Maçonaria quer que cada um de nós busque melhorar em todos os sentidos, porque em assim fazendo estaremos no caminho certo que é a busca de uma melhoria cada vez maior para a humanidade.
O comportamento do Maçom se torna muito difícil na sociedade maçônica que na profana, porque na sociedade maçônica, os indivíduos estão mais chegados uns aos outros, exigindo deles tolerância, fraternidade, principiando pela família, que reflete no procedimento social. 
O cumprimento destas tarefas tão importantes para o indivíduo e para a comunidade significa, ao mesmo tempo, para os maçons o desdobramento benéfico de suas próprias disposições.
O respeito e a realização de tão nobre tarefa não podem ficar a mercê do acaso ou da arbitrariedade, mas deve ser assegurada por uma verdadeira obrigação.
A Maçonaria brasileira com o seu papel na formação do homem sempre foi uma constante na consciência de liderança nacional da importância da função da família.
           À família é atribuído o papel de primeira célula da organização social, responsável pela transmissão dos valores morais, espirituais, para que o mundo alcance a Paz.
 Portanto, a família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa que aconselhava: “multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria”.
A família natural do Maçom passa a ser também maçônica, a partir do momento em que o Iniciando recebe a luz (da Iniciação), a primeira coisa que vê é seus novos Irmãos armados com espadas, jurando protegê-lo sempre que for preciso. Passa a ser tratado como Irmão, demonstrando-se, assim, o caráter fraternal da Maçonaria. A partir daí, todos que a ele se referem o tratam por Irmão, os filhos do Irmão passam a tratá-lo como “tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser “cunhadas”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro da Ordem e a família maçônica. Na realidade, uma Loja constitui uma família, pois todos os seus membros são Irmãos entre si, sem o destaque hierárquico; O Venerável Mestre continua sendo o irmão do novel Aprendiz.  Se existe essa família, a união de seus membros deve ser cultivada e todos se amarem com laços afetivos.
É difícil precisar, no entanto, como esse vínculo se cria e se mantém. Por quê? Ao sermos reconhecidos como Maçons o outro lado prontamente abre um sorriso amigo e o abraça, como se já o conhecesse de toda a vida. Que força é essa que nos une e faz com que homens de diferentes raças, credos, profissões e classes sociais, tenham um sentimento de irmandade mais forte entre eles, que entre irmãos de sangue ?
A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher. Com a evolução e a modernidade atuais, a mulher está conquistando, ao lado do homem, um lugar igual. E nós, Maçons, não temos motivos para combater os ideais de emancipação da mulher. Ao invés, é nosso dever amparar a mulher em seus esforços para obter liberdade e igualdade. Há casos em que o Candidato já está vivendo sua segunda união matrimonial. É importante que descubramos se sua esposa anterior e os filhos dessa união ficaram amparados e se o Candidato está cumprindo com os deveres como um dos construtores daquela família. Quem age corretamente não se opõe a essa providência.
Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como a mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gêneses 2:24).
Se em nossos dias são frequentes as agressões à família e à vida, é também confortador, podermos nos unir para abrir o coração para aprendermos através do estudo de nossos Rituais, que sempre nos ensina a força do Amor, capaz de sacrifício, diálogo e coragem.
O encontro semanal em nossas Lojas, sob a proteção do Criador, seja para nós um encontro com a própria família e a ocasião de sentirmos a alegria de sermos todos Irmãos à luz de Deus.
A Maçonaria convoca seus adeptos a oferecer seus serviços à família para que possa alcançar, dia a dia, o ideal de união revelado pelo Grande Arquiteto do Universo.

Valdemar Sansão – M.’. M.’.
andreia caetano piumhi/mg 

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