quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A relação entre o espiritismo e a maçonaria

A relação entre o espiritismo e a maçonaria

Segundo o livro "Maçonaria e Espiritismo: Encontros e Desencontros" da editora Madras, ainda não foi encontrado o registro de Kardec nas lojas francesas, mas é certa a influência que o maçon Franz Mesmer teve sobre Kardec.


Allan Kardec foi um discípulo dele.

Além disso, Kardec usa termos maçons em suas obras como "arquiteto" para se referenciar a deus, pedra angular, prumo, etc.


Mesmer é o criador do termo "magnetismo animal", parte fundamental da teoria kardecista.


Ele era formado em medicina pela universidade de Vienna.


No ano de 1774 ele diz ter produzido uma onda magnética artificial em uma paciente.


Ele fez a mulher engolir um preparado de ferro e passou ímãs no corpo dela.


A mulher disse sentir ondas percorrendo seu corpo e melhorou da doença.


Mesmer acreditou que não foram os ímãs, mas o seu próprio magnetismo animal que curou a mulher.


Após ter falhado na cura de uma cega em Vienna, ele mudou-se para Paris.


Abriu uma clínica e "curava" os paciente fazendo os "passes magnéticos", tão comuns nos centros kardecistas brasileiros.


Como ficou famoso, passou a utilizar uma banheira cheia de água magnetizada com bastões de ferro que saíam dela para "curar" vários pacientes de uma só vez.


Veja a banheira na ilustração abaixo.


No ano de 1784 o rei Luiz XVI nomeou uma comissão de cientistas para estudar o fluido do
magnetismo animal que Mesmer usava.
A comissão incluia o grande químico Lavoisier;
o físico Guillotin inventor da guilhotina e até o cientista maçon Benjamin Franklin,
aquele da pipa e o raio.
A comissão logo descobriu que o fluido não existia,
e que os benefícios dos tratamento eram devidos à imaginação.
Novamente desmascarado, Mesmer saiu de Paris e voltou para Vienna.
O que ele fez depois disso é desconhecido


terça-feira, 21 de abril de 2009

Maçonaria apoia casamento entre homossexuais

Maçonaria apoia casamento entre homossexuais


por
JOÃO PEDRO HENRIQUES02 Maio 2007




O Grande Oriente Lusitano (GOL), principal obediência maçónica em Portugal, aprova o aproveitamento, em 2010, das celebrações dos cem anos da instauração da República, para se rever o Código Civil de forma a permitir o casamento entre homossexuais.
Falando ao DN, o grão-mestre do GOL, António Reis, disse que é precisamente isso que significa a referência à necessidade de "proceder à revisão do Código Civil em matéria de realidades sociais, tendo em conta as novas realidades sociais" que consta no relatório, já entregue ao Governo, da Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário a República (CPCCR).
Esta comissão foi presidida pelo constitucionalista Vital Moreira e integrava, entre outros, o historiador António Reis. "Tudo o que vem nesse relatório foi unânime, ou quase, dentro da comissão", disse o grão-mestre ao DN.
Segundo acrescentou, "faz todo o sentido" aproveitar as celebrações da República para se "reforçarem legalmente os direitos conjugais dos homossexuais".
"Se a República se distinguiu foi, nomeadamente, pelas leis sobre a família que aprovou, como a lei do divórcio e a que acabou com o estatuto de filho ilegítimo", explicou Reis.
A obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, segundo o relatório da Comissão Promotora das Comemorações do Centenário da República, deverá ter um papel especial nas celebrações dos cem anos do 5 de Outubro. Uma forma de responder ao papel histórico dos maçons em todo o processo que levou ao desmantelamento da monarquia, na revolução do 5 de Outubro propriamente dita, e na construção da Primeira República (1910-1926).

domingo, 19 de abril de 2009

UM SONHO

Tive um sonho há não muito tempo. E nesse sonho eu tinha passado para a Loja Celestial e encontrava-me mesmo junto ao Portão das Pérolas.

Não era S. Pedro quem me aguardava, mas antes um Peregrino de bordão e lanterna,

vestido com um manto ou túnica larga,


com o capuz puxado por cima da cabeça.


Estava tão dobrado que mal se viam os seus olhos ou o movimento dos seus lábios.

"Eis um Viajante",


disse ele com uma voz rouca.


"Sim, sou e acho que fiz uma longa viagem", retorqui.

"Podes prová-lo?", perguntou o Peregrino.

"Tenho a certeza que posso provar, sem margem para dúvidas de ninguém, que sou um Mestre Maçon", respondi.


"Está bem. Segue-me.







""Para onde vamos?"




“Para a Loja Celestial.”




"A Loja Celestial no além, que bom".





"Não, só Loja Celestial; no além já nós estamos.


"Para iniciarmos o caminho, tentei dar um passo largo, mas permaneci no mesmo sítio.





O Peregrino disse: "Aqui, o caminho faz-se em pensamento.



Basta que te visualizes a seguir-me.


"Assim fazendo, movimentei-me sem qualquer esforço, como se estivesse sobre uma passadeira rolante no aeroporto.Chegámos ao nosso destino num abrir e fechar de olhos. Diante de nós, estavam o que parecia serem nuvens vermelhas, azuis e púrpura, nas quais brilhavam, num azul marinho iridiscente, quais salpicos brilhantes, o Esquadro e o Compasso.



"É este o aspeto das luzes de néon no Paraíso?", pensei.



"É lindo", disse eu, "mas onde está a letra G?""



Aqui não usamos a letra Gi", respondeu o Peregrino.




"O que a letra G simboliza está presente no Oriente.


Não é preciso o símbolo do Criador quando o Criador está presente.



O Eu Sou Quem Sou é Quem Ele É."



"Ena! Bill Clinton ganharia o dia com esta frase",








pensei.Quando nos aproximávamos, uma voz estentória inquiriu, "Quem vem lá?"






"Um Viajante que atravessou o Portão das Pérolas," respondeu o Peregrino.



"Ele tem passe?" Perguntou a voz forte.




"Não tem. Respondo eu por ele."

"Ele aguardará até que o Todo-Poderoso seja informado da sua presença e a Sua resposta seja recebida.


"Dentro de pouco tempo, uma mulher com um vestido cor de lavanda onde brilhavam lantejoulas brancas em forma de estrelas, surgiu de entre a massa de nuvens e disse,


"Entra pela porta externa para a antecâmara"



.Lancei um olhar inquiridor ao Peregrino.




Lendo os meus pensamentos, ele rapidamente respondeu,






"Aqui nós aplicamos integralmente a lição do Nível.






"As nuvens dissiparam-se e eu interroguei-me se seria Moisés quem estava do outro lado da porta.

Enquanto atrás de nós as nuvens se fechavam novamente, entrámos na antecâmara.



Um homem aguardava-me e, antes que eu pudesse falar, disse-me, "Não, eu não sou Moisés, sou Hiram Abiff, e sou o Mestre de Cerimónias que te vai conduzir ao longo do teu próximo grau."


"Tenho outro grau para receber?", perguntei timidamente.
"Sim, meu irmão,




mas primeiro temos de proceder a alguns preliminares, transmitir algumas informações, e então estarás prepararado.





"O Irmão Abiff solicitou e recebeu todos os passos, sinais, palavras e toques dos graus terrenos através do pensamento. Seguidamente, disse, "devo perguntar-te se vais prosseguir de tua livre vontade e acordo."


“Tenho escolha? “, perguntei.





"Oh sim, podemos mandar-te de volta.""Mandar-me de volta, PARA ONDE?"




"Para onde vieste. Mas haverá uma condição."




"E qual é ela?"




"Não vais voltar a ser quem eras lá.

Vais começar tudo de novo, como outra pessoa."







"Então, quem vou eu ser?"



"Não está predeterminado, mas, como se diz na Terra, é uma lotaria.

Podes voltar como uma nova pessoa na China, ou na Índia, ou na Alemanha, ou em Cuba, ou no Uganda ou em qualquer lugar."


"E o que é que eu vou fazer lá?"







"Aquilo que escolheres fazer.




Bem vês, com o livre arbítrio tens sempre uma escolha.


Más escolhas, no entanto, geralmente geram maus resultados."

"Acho que gostaria de continuar aqui."








"Muito bem, então assim será.







"Fiz uma boa escolha?"

"Não me compete a mim dizê-lo.






O lixo de um homem é o tesouro de outro, como diz o ditado.





Como provavelmente terás notado, o teu corpo, bem como o nosso, é apenas uma ilusão.



A melhor descrição do que és, neste momento, é pura energia. Como tal, em vez de seres desnudado ou vendado, será diminuída a tua energia, de modo que poderás ouvir, mas não ver ".

"É este então o 34 º grau?"” "Não", respondeu o Irmão Abiff.






"Este é o último grau.











Agora, segue quem te guia e não temas nenhum perigo.



"Texto da autoria do Irmão Frederic L. Milliken, originalmente publicado no excelente sítio maçónico Freemason Information, traduzido e aqui publicado por:Irmão Rui BandeiraFonte: http://a-partir-Sábado, Março 14, 2009

sábado, 18 de abril de 2009

A Maçonaria Exige o Cumprimento de Obrigações?


A Maçonaria Exige o Cumprimento de Obrigações?


É evidente que, ao se iniciar na Maçonaria, o cidadão deverá assumir compromissos gerados como conseqüência de sua responsável participação na Instituição. Poder-se-ia exemplificar dizendo que o maçom assume o compromisso de estudar, com mente aberta, as instruções maçônicas, bem como, o de considerar confidenciais os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção de sua Loja.
Em suma, haverá compromissos como existem Em qualquer associação humana.

Depreendem-se daquilo que já foi exposto, que a Maçonaria é uma fraternidade, e como tal, existem taxas de registro e contribuição mensal destinadas a cobrir despesas da Loja e do próprio adepto, decorrentes de seu ingresso na Ordem Maçônica.

Sendo a Maçonaria uma entidade sem fins lucrativos a contribuição é mantida a nível mais baixo possível.Assim, a filiação à fraternidade Maçônica não implica em qualquer tipo de sacrifício material entre os seus membros.

É fato incontroverso que uma das finalidades da Ordem é a de implantar sistematicamente na sociedade humana uma efetiva fraternidade entre os homens, isenta de qualquer discriminação.

Portanto, a Maçonaria propala no sentido de que cada um dos seus membros se esforce para considerar seus irmãos da Ordem como irmãos em Deus, e atue junto a eles com amor, tolerância, compaixão, solidariedade, isenta de sentimentos de superioridade social, sem que isso inclua necessariamente objeções financeiras, a qualquer pretexto.

Existe Ligação entre a Maçonaria e Outras Sociedades de cunho filosófico, religioso ou esotérico?

Não!

A Maçonaria, sendo uma sociedade autônoma e independente, identifica-se pela sua Constituição e pelo seu Regulamento Geral, que seguem as tradições das antigas constituições.

É reconhecida através de seus símbolos e emblemas, e principalmente por tratados de reconhecimento mútuo com as demais Potências Maçônicas espalhadas pelo mundo.

Contudo, a Maçonaria observa em relação às demais sociedades fraternais, místicas, filosóficas e religiosas, um relacionamento fraternal de mútuo respeito.

Existe um grau de Escolaridade para ser Admitido na Maçonaria?

Absolutamente, não é exigido um grau especifico de escolaridade para ser admitido em uma Loja Maçônica.

Costuma-se dizer até que a Loja fica mais completa e equilibrada, quando existe uma diversidade de profissões entre seus membros.

Todavia, as instruções são transmitidas, também através da palavra escrita (manuais), por conseguinte, é importante que o indivíduo não tenha dificuldades para leitura de textos, acessíveis a uma razoável escolaridade.

Maneira de Viver dos Maçons

A Maçonaria é, em resumo, a caridade para com todos.

Seus membros procuram viver segundo a regra de ouro:

"fazei aos outros aquilo que desejais que vos façam".

Ser maçom é amar o seu país, servir à Deus com reverência, tratar os familiares com brandura e afeto, ter humildade, ajudar os fracos e desvalidos da sorte.

Ser maçom é praticar as virtudes cardeais.

Tudo isto, e mais, constitui a Maçonaria como forma de viver, como farol a guiar-nos em todas as nossas ações.

Para realizar seus objetivos, a Maçonaria admite como membro, todo o homem que tenha um elevado senso de responsabilidade, e cuja palavra empenhada seja Lei para ele.

Exige sacrifícios, não mais do que qualquer outra atividade que requer de um homem respeito por seus compromissos assumidos.

As reuniões da Maçonaria são realizadas em locais denominadas Lojas, pelo menos uma vez por semana, no período noturno, cuja duração não deve ultrapassar duas horas.

A família, do Maçom, terá todos os motivos para incentivá-lo a participar sempre das reuniões maçônicas, certa de que sua assiduidade proporcionará uma nova dimensão de viver, que poderá realizá-lo como cidadão, como pai, como esposo, como filho e como Irmão.

Ao tornar-se maçom, o cidadão poderá estar certo de que terá feito uma opção única em sua vida, porque, nas Lojas Maçônicas, estará participando de uma organização que obedece aos princípios de amor a DEUS, à Humanidade, à Pátria e à Família, pregando e propagando a Tolerância, o Respeito e o Amor Fraternal.



sexta-feira, 17 de abril de 2009

OS TRES PONTOS


Os 3 pontos:A costume de colocar três pontos após a assinatura de um maçom, não é tão antiga como poderia pretender-se. Ela aparece pela primeira vez em 12 de Agosto de 1774 em uma circular do Grande Oriente da França comunicando um novo valor da anuidade e a mudança de local. Confirmando o anterior vemos que na Constituição de Anderson, documento básico da Maçonaria chamada Moderna, publicada em Londres em 1723, não é usada em parte alguma a escritura tripontuada. Esta forma de escritura, que teria como objetivo principal ocultar a compreensão de textos do entendimento de profanos, não tem sido exclusividade dos maçons; na Corte Pontifícia de Roma existia um tribunal denominado “Tribunal da A C\u8220" que era escrito justamente com as letras A e C seguidas de três pontos. Para uns era interpretado como Augusta Consulta, para outros Auditoris Curea e, inclusive, Auditor Camarae. Esta situação é, até certo ponto, comum em sistemas religiosos ou filosóficos, em que um símbolo ou ensinamento é adotado indistintamente por uns ou por outros. Acontece com a escada de Jacô; a cruz, adotada pela Igreja Católica alguns séculos depois da morte de Jesus; o Ternário, comum, praticamente, a todas as religiões, o avental, usado por todas as importantes religiões e mistérios antigos nas cerimônias de iniciação, etc.Se bem é certo que o maçom deve orgulhar-se de usar os três pontos na sua assinatura, ela não constitui uma obrigatoriedade, considerando que haverá certos casos em que por razões políticas, profissionais, familiares, etc, o maçom poderá ter a necessidade de não manifestar abertamente sua condição de tal. Inclusive, em nosso Ritual de Aprendiz da GLESP as iniciais não sempre são seguidas dos três pontos, tal é o caso das iniciais contidas nas páginas 13, 14, 23, 77, 78, 79, etc. edição 1989. Também, a pessoa que usa os três pontos na sua assinatura não é necessariamente um maçom. Ë como a pessoa que usa um adesivo maçônico no seu carro; já tivemos um caso em nossa Loja em que um irmão ao se encontrar com um carro luzindo um adesivo maçônico ele deu o conhecido toque de três buzinadas, provocando a ira do suposto condutor maçom que imaginou estar sendo criticado na sua condução pelo nosso irmão.O significado simbólico dos três pontos está, evidentemente, relacionado com o Ternário e como todos nos sabemos, o significado é variado e abrange todos os símbolos relacionados com o número três. O primeiro ponto é o origem criador de todo o que existe, o Uno, a Monada, o Princípio Fundamental, a Unidade, é Deus. Os dois pontos inferiores são a Dualidade, são gerados pelo primeiro ponto e, se se juntaram, voltam a ser a Unidade, da qual tiveram nascimento. O ponto superior corresponde ao Oriente em Loja, que é o mundo Absoluto da Realidade, é o Delta Sagrado, e os dois pontos inferiores correspondem ao Ocidente, ou seja o Mundo relativo, o domínio da Aparência, são as duas colunas, como mais um emblema da dualidade. Como podemos ver, a interpretação dos três pontos, são muitas e nelas não poderemos ficar restritos, para não pecar de dogmáticos.

O Despertar da Consciência


Despertar da Consciência



O progresso da Humanidade tem seu início na aplicação das leis de justiça, de amor e de caridade. Princípios sempre defendidos por nossa Sublime Instituição que, justamente por isso, é considerada progressista. Aonde não há Justiça e amor vigora a barbárie e a violência. A Justiça nada mais é do que o respeito ao direito de cada um. É a base para a convivência em sociedade, por conseqüência, mola mestra do desenvolvimento. O amor, por sua vez, substituiu o personalismo. É o triunfo sobre o ego, já que o amor, por definição, é incondicional e não exige retorno.
O amor, juntamente com a Justiça, é outra conquista importante do homem no interminável processo de evolução. O amor é elemento fundamental — um verdadeiro alicerce — na formação de uma personalidade sadia; gera e incentiva um comportamento equilibrado. Uma criança amada é mais confiante em si mesma, tem mais auto-estima, por isso desenvolve seu potencial de forma mais uniforme e rápida, transmitindo aos seus semelhantes o amor recebido.
Amar é ser consciencioso e fazer aos outros apenas o que deseja para si. Amar é compreender as fraquezas e defeitos do outro, é relevar seus erros e saber perdoar. Quem cresce sem amor fatalmente será um adulto seco e desprovido de compaixão, com um senso de justiça deturpado e deficiente.
A caridade é o terceiro ponto desse alicerce, estendido para outras fronteiras além do círculo familiar e fraternal do Homem e do Maçom. Para se viver a caridade precisa-se desenvolver virtudes.
E o que é virtude? Nosso rituais definem muito precisa e apropriadamente o que vem a ser virtude: "é uma disposição da alma que nos induz à prática do bem".
Construir Templos à virtude é cultivar a permanente disposição para querer o bem, é ter a coragem de assumir valores e enfrentar os obstáculos que dificultarão a subida, rumo ao conhecimento.
Logo, para vivenciar a justiça, o amor e a caridade é necessário antes de tudo ser virtuoso
Platão, no século V a.C., já mostrava a virtude como esforço de purificação das paixões. Dizia que o compromisso do homem virtuoso está vinculado à razão que determina o exercício prático, o domínio do corpo.
Para Aristóteles, a virtude é a eqüidistância entre dois vícios: um por excesso, outro por falta. Ele nos alerta sobre a necessidade de sermos prudentes e buscarmos o justo meio, sem o excesso e sem a falta.
Só conseguiremos o justo meio a partir da reflexão sobre as duas partes, utilizando a razão, a justiça e o amor pra não haver enganos, a partir do auto-conhecimento, que nos proporcionará a consciência da nossa realidade atual, e assim, saindo das sombras da ignorância, poderemos atingir elevados patamares, desenvolvendo valores conquistados.
Esses valores e virtudes, indispensáveis no Maçom, são conquistados através da vontade, imbuída de razão. Se temos direitos, temos também deveres, e não somente para com os nossos IIr.:, para com nossos familiares, para com a sociedade, mas principalmente para com nós mesmos, para com o nosso trabalho interior, para o desbaste de nossa Pedra Bruta. A síntese desses deveres está em cumprir com nossa obrigação, para conosco e para com nossos Irmãos. Não podemos somente ser Luz no caminho alheio, temos que, antes de nada, ser Luz no nosso próprio caminho.
Muitas vezes esquecemos de olhar para nós mesmos, em se tratando de mudanças e transformações. Exigimos que os outros mudem, sem no entanto, fazer nada para sair de onde estamos. Não deve haver lugar em nossos Templos para a hipocrisia, para a luta pelo poder, para a vaidade.
E a virtude onde fica? E a Fraternidade, o objetivo de servir, de ser caridoso? Será que esse nunca foi o objetivo? Teria sido apenas uma Luz que se apagou? Onde estão nossos valores, sempre ensinados mas nem sempre empregados?
Na verdadeira Maçonaria não deve haver espaço para brigas por cargos, para a disputa política. A verdadeira Maçonaria é aquela em que vivenciamos o Amor, a Fraternidade, a Verdade, o Dever e o Direito. A verdadeira Maçonaria é aquela que nos proporciona o prazer indescritível de abraçar um Irmão; é aquela que faz com que a convivência fraternal seja um prazer e não uma obrigação semanal.
Precisamos reavaliar nossas atitudes, nossos comportamentos e valores. Estamos realizando o trabalho que chamamos maçônico com respeito e humildade ou com arrogância e orgulho? Estamos realmente cumprindo o que juramos, de forma livre, quando conhecemos a V.: L.:? Estamos realmente cavando masmorras ao vício e levantando Templos à virtude?
Nossa Ordem precisa sair do imobilismo que se encontra. Precisamos, com união e respeito, debater mais nossos problemas em Loja; precisamos aprender a criticar e, principalmente, aprender a ouvir críticas; precisamos, acima de tudo, ser mais tolerantes com os outros e menos tolerantes com nós mesmos; precisamos desbastar nossa Pedra, não a do nosso Irmão.

A Corda de 81 nós :


A Corda de 81 Nós é um símbolo pouco conhecido que existe no Templo maçônico, estando localizado na parte superior de suas paredes, acima das colunas zodiacais.
O material da corda, pese a que é permitido ser esculpida na parede, deve ser confeccionada em material natural podendo ser fibras de sisal, cânhamo, juta, linho ou outro similar.
A costume de substituir materiais naturais por produtos artificiais, deveria ser abolida de nossos Templos porque com isso estamos paulatinamente perdendo o esoterismo que eles transmitem; como exemplos mencionamos o avental que deveria ser de pele de cordeiro e que hoje se permite o uso de material plástico, o acendido das velas com isqueiro e não com fósforos, a substituição das mesmas velas de cera por lâmpadas elétricas, etc.
Os denominados nós, na verdade são laços chamados “laços de amor” e que lembram o amor que deve existir entre os irmãos da Loja.
Cada laço tem uma forma que lembra o ato de geração renovadora já que consiste em um anel (feminino) que é penetrado pela corda (masculino) mostrando como o amor atua na continuidade da vida.
A disposição do laço será a de um oito deitado lembrando o infinito.
Os laços devem estar distribuídos em uma perfeita simetria ao longo da Corda. O primeiro laço ficará sobre o dossel ou o trono do V M e os outros 80 distribuídos em 40 de cada lado até os extremos da Corda situados junto a porta de entrada do Templo, no Oc.
A Corda termina em duas borlas que recebem o nome de Justiça ou Equidade e Prudência ou Moderação.
Esta abertura da Corda, em torno da Porta indica que a Maçonaria sempre estará aberta para receber novos candidatos que se interessem pelo estudo da Verdade, como também para todos os conhecimentos e novas idéias que elevem a espiritualidade do Homem.
O laço que fica sobre o trono do Va Divindade, criador do Universo e de todo o que existe.
Os 40 laços ou nós de cada lado da Corda lembram os 40 dias que durou o dilúvio (Gênesis, cap 7 vers 4: “Farei chover sobre a terra 40 dias e 40 noites”), os 40 dias que Moisés passou no deserto com o Senhor (Êxodo cap 34 vers 28 “E esteve ali com o Senhor 40 dias e 40 noites”), os 40 dias do jejum de Jesus (Matheus cap 4 vers 2 “E, tendo jejuado 40 dias e 40 noites, depois teve fome”) e os 40 dias que Jesus esteve na Terra após a ressurreição (Atos dos Apóstolos cap 1 vers 3 “Sendo visto pêlos Apóstolos por espaço de 40 dias”), 40 anos os israelitas peregrinaram pelo deserto até chegar a Canaã, a Terra prometida; a Quaresma dura 40 dias e antigamente certos doentes mais graves ficavam em quarentena como se tal fosse o período necessário para purificar o doente.
Em numerologia, 40 é o número da penitência e da expectativa.A Verdade está representada pelo número 81; o número 81 também nos está representando a Verdade só que em uma forma oculta, simbolizando que a Verdade não é fácil descobrir, ela exige muito estudo e mesmo assim provavelmente nunca a conheceremos.
O número 1 simboliza a Unidade, o Grande Criador Incriado, Deus, o G e o 8 simboliza o Infinito.
Deus e o Infinito, quando nada mais existe.
Um mais Oito somam Nove, o número perfeito, o número espiritual; 81 é o quadrado de Nove que por sua vez é o quadrado de Três.
Nosso Irmão Oswaldo Ortega é citado em um trabalho sobre a Corda de 81 Laços, do Irmão Ivan Barbosa de Oliveira (Grande Loja de Brasilia), publicado na internet, quando menciona que os 81 laços, estando na parte superior das paredes portanto perto do céu, tem ligação com os 81 anjos que visitam periodicamente a Terra; a cada 20 minutos um anjo desce e dá sua mensagem aos Homens; são 72 visitas no dia e que somados aos 9 planetas, que também nos influenciam, chegamos novamente ao número 81. Conforme nosso Irmão Ortega estes anjos estão representados nos 81 laços.


V – O ASPECTO SIMBÓLICO E FILOSÓFICO E A "LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO"


V – O ASPECTO SIMBÓLICO E FILOSÓFICO E A "LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO"




A Lei do Silêncio nada mais é do que um perpétuo exercício do pensamento.


Calar não consiste somente em nada dizer, mas também em deixar de fazer qualquer reflexão dentro de si, quando se escuta alguém falar.


Não se deve confundir silêncio com mutismo.


Segundo Aslan o primeiro é um prelúdio de abertura para a revelação, o segundo é o encerramento da mesma.


O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo os esconde.


Um assinala o progresso, o outro a regressão.


Dizem as regras monásticas que o silêncio é uma grande cerimônia, pois Deus chega à alma que nela faz reinar o silêncio,


mas torna mudo que se distrai em tagarelices.


Os mistérios na Maçonaria devem ser velados em silêncio, pois em relação ao mundo profano


nossos segredos existem com o objetivo de não poluí-los pelos que não se encontram preparados


para entendê-los, e nada mais perigoso do que a verdade mal compreendida.Somente o homem


capaz de guardar o silêncio será disciplinado em todos os outros aspectos de seu ser, e assim


poderá se entregar à meditação.


Enfim, o silêncio é a virtude maçônica que desenvolve a discrição, corrige os defeitos, permite


usar a prudência e a tolerância em relação aos defeitos e faltas dos semelhantes.


Para encerrar, os Maçons se reúnem em Templos, e "O Templo representa a fortaleza da paz e do silêncio". (Isaías, cap. 30 v. 15).

IV- O RITUAL


IV – O ENFOQUE RITUALÍSTICO



Na abertura dos Trabalhos ouvimos o 2º Diácono responder ao V:. M:. que deve zelar para que


os Irmãos se mantenham em suas colunas com respeito, disciplina e ordem.Na abertura do L:.


L:., ouvimos que "No princípio era o Verbo", onde
reinava o silêncio.




No transcorrer dos Trabalhos, os VVig:. anunciarão o silêncio das colunas, o que significa que


democraticamente foi concedido o direito à palavra.Por fim, encerramos a Sessão jurando pelo


silêncio sobre tudo o que foi visto e falado em Loja.


III – O SILÊNCIO NA INICIAÇÃO

III – O SILÊNCIO NA INICIAÇÃO

Lei do Silêncio é a origem de todas as verdadeiras Iniciações.

Segundo Wirth o ensino deve ser pelo silêncio, nada de palavras que podem faltar com a

verdade.



É na Câmara de Reflexão que o silêncio assume sua maior importância, pois o candidato talvez

não tenha há muito tempo uma oportunidade igual de ficar a sós, em atitude contemplativa, em

meditação, para que possa ocorrer a maturação silenciosa de sua alma.



Ao longo do cerimonial, durante os interrogatórios, poderemos encontrar por diversas vezes

pausas silenciosas para que o candidato possa refletir sobre aquilo que acabou de ouvir.

Voltaremos a deparar com o silêncio ao realizarmos a 3ª viagem, feita com absoluto silêncio.

E será ainda o mote principal do juramento que realizamos na Iniciação.

II – ASPECTOS CONSTITUCIONAIS


Os primeiros catecismos maçônicos do século XVIII diziam que os 3 pontos particulares que distinguiam o Maçom eram a Fraternidade, a Fidelidade e Ser Calado que representavam o amor, a ajuda e a verdade entre os Maçons
As "Old Charges" ou Antigas Obrigações, pregavam o silêncio, a circunspeção e a compostura durante os trabalhos.
A constituição de Anderson pregava a prudência e o silêncio, notadamente em relação aos profanos.
Nos Landmarks de Mackey, o de nº. 23 se refere ao sigilo que o Maçom deve conservar sobre todos os conhecimentos que lhe são transmitidos e dos Trabalhos em Loja, sendo que as cartas constitutivas de todas as Obediências contêm referências com o mesmo sentido.

I – ASPECTOS HISTÓRICOS DO SILÊNCIO


Desde as primeiras civilizações, notadamente as que tinham sociedades iniciáticas, o silêncio é um importante elemento cultural, imposto
Em quase todas, é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios.
Constitui-se uma exceção, o antigo Egito, onde existia um "Deus" do silêncio, chamado Harpócrates, com a mesma posição já descrita drasticamente para salvaguardar seus segredos
Entre os magos e sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de se manterem os segredos e incitá-los à meditação, regra que seria adotada por todas as sociedades iniciáticas posteriormente
Buda, em 500 a. C., também valorizava o silêncio como condição para a contemplação.Os Essênios tinham como principais símbolos um triângulo contendo uma orelha e outro contendo um olho, significando que a tudo viam e ouviam, mas não podiam falar, por não terem boca.
Dentre os mistérios gregos, encontramos o de Orfeu, que com a magia de seu canto e de sua música executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava.Eurípides, no verso 470 de sua obra " Os Bacantes" diz que verdadeiros são os mistérios submetidos à lei do segredo. A palavra mistério deriva de "myein" que significa "boca fechada".
Pitágoras criou a escola Itálica e seus discípulos se distinguiam em 3 graus, sendo o 1º o "acústico", assim chamado porque era destinado aos aprendizes que só deviam ouvir e abster-se de manifestação.
Para os Talhadores de Pedras, o segredo e o silêncio sobre sua arte era uma questão de sobrevivência, constituindo-se inclusive num salvo-conduto.Os monges da Ordem de Císter tinham como uma de suas principais regras o silêncio para a reflexão.
A G:. L:. U:. da Inglaterra adotou, após sua unificação, a legenda "AUDI, VIDE, TACE", ou seja, "Ouça, Veja, Cale".Como pudemos perceber, temos inúmeros exemplos da importância do silêncio ao longo da história.

o significado do silencio do maçon


A palavra silêncio é derivada do latim “silentiu” e significa interrupção de ruído ou estado de quem se cala.

Na Maçonaria, o silêncio tem um rico significado e é sobre este aspecto que nós o estudaremos.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

veja esse artigo do grau 33 da maçonaria


.D. José Maria Caro é explicito no seu livro Misterio!


, p. 178:"Nas lendas maçonicas de certos graus, se costuma dizer que a Maçonaria descende por Caim, filho de Eva, de Iblis, o anjo de luz maçonico, isto é, o Lucifer dos cristãos, e, portanto, segundo eles, vem do mesmo Satanaz que, para eles, é o deus bom, o eterno inimigo de YHWH, Deus da Biblia...


"Essa monstruosidade está comprovada por dois documentos da propria Maçonaria, absolutamente autenticos.


O primeiro é a PRANCHA dirigida pelo Grão-Mestre de Charleston, General Albert Pike, às lojas paladicas ou de retaguarda da Europa:



"A vós, soberanos grandes inspetores gerais, graus 33, dizemos para que o repitais aos irmãos dos graus 32, 31 e 30 sòmente: a religião maçonica deve ser, para nós todos, os iniciados dos altos graus, mantida na pureza da doutrina luciferiana.


"O segundo é um trecho do discurso do irmão 33, Inacio Sinigagliesi, na Primeira Federação Maçonica de Palermo:


"Satã, que os padres venceram pela astucia, pela calunia e pela velhacada, é o criador da obra de igualdade, inteligencia, civilização e progresso!"
Fonte: MARGIOTTA, Domenico. Le Palladisme. Grenoble, Ed. H. Falque, 1895, com a benção do santo padre Leão XIII.

Maçonaria - sociedade satânica ????


Leiamos COPIN-ALBANCELLI. Le pouvoir occulto em Paris



Ed. Renaissance Française, 1908. pp. 291-292:"


Certas sociedades maçonicas são satanicas... seus iniciados professam o culto de Lucifer.

Adoram a este como verdadeiro deus e se enchem de odio implacavel contra o Deus cristão, que declaram impostor"

terça-feira, 14 de abril de 2009

O RITO DO BRASIL

Preceitos do Rito


O Rito Brasileiro é teista,

afirmando a crença em um DeusCriador - Supremo Arquiteto do Universo.Acata os Landmarques e os demais princípios tradicionaisda Maçonaria, atendendo a todos os requisitosda Ortodoxia Maçônica.A base do Rito é a Maçonaria Simbólica de São João, sob ajurisdição do Grande Oriente do Brasil. Sobre ela, eleva-sea hierarquia de 30 Altos Graus, sob a jurisdição doSupremo Conclave do Rito.Dedica-se o Rito Brasileiro ao aperfeiçoamento dosMaçons, conciliando a Tradição com a Evolução.Especializa-se no cultivo da Filosofia, Liturgia, Simbologia,História e Legislação Maçônica, estudando os grandesproblemas nacionais e universais e suas implicações econsequência no futuro da Pátria e da Humanidade.Combate a supertição, conciliando a Razão com a Fé.O incentivo e a prática do Civismo constituem-seem um dos altos objetivos do Rito Brasileiro.

Histórico do Rito Brasileiro

Prestigiar ou aderir a uma Loja do Rito Brasileiro deve ser considerado uma legítima afirmação de Brasilidade e um autêntico ato de amor ao Brasil. Dos diversos ritos praticados pela Maçonaria Regular, em todos os recantos da Terra, o Rito Brasileiro é um deles. O Rito Brasileiro ha muito tempo é Regular, Legal e Legítimo. Acata os Landmarks e os demais princípios tradicionais da Maçonaria, podendo ser praticado em qualquer país. Teria sido o embrião do Rito Brasileiro o apelo feito por um irmão Lusitano, um Cavaleiro Rosa Cruz, no ano de 1864, dirigido aos Orientes Lusitano e Brasil, no sentido de que fosse criado um Rito novo e independente, mantendo os três graus simbólicos, de acordo com a tradição maçônica, comum a todos os ritos e, os demais, altos graus, fossem diferenciados com características nacionais. Este apelo vinha com a seguinte afirmação: “Convimos em que semelhante reforma é contraria ao cosmopolismo e a tolerância Maçônica mas também é verdade que, enquanto os Maçons forem patriotas, e os povos fisicamente desiguais, a conservação de um Rito Universal, parece-nos impossível: Talvez que um tão gigantesco projeto só poderá ser possível no vigésimo século”. Esta idéia está publicada às páginas 6, vol. I da obra clássica em Maçonaria, intitulada Biblioteca Maçônica ou Instrução Completa do Franco-Maçom, publicada em Paris, por Ailleaud Guillard. Em 1878, em Recife surgiu a Constituição da Maçonaria do Especial Rito Brasileiro com aval de 838 obreiros, presidido pelo comerciante José Firmo Xavier, para as Casas do Circulo do Grande Oriente de Pernambuco; Esta Constituição era Maçonicamente totalmente irregular, pois a mesma além de se assentar sob os auspícios de sua Majestade Imperial Dom Pedro II, Imperador do Brasil, da Família Imperial e sua Santidade Sumo Pontífice o Papa, nela estava incluído vários preceitos negativos, como por exemplo: A admissão somente de Brasileiros natos, e em seu artigo 4° afirmava que uma das finalidades do Rito era defender a Religião Católica e sustentar a Monarquia Brasileira. Evidentemente o Rito não prosperou, pois era Irregular. Esta Constituição se encontra na Biblioteca Nacional e também publicada nos livros A Maçonaria e o Rito Brasileiro, de Hercules Pinto,Editora Maçônica, 1981 e Rito Brasileiro de Maçons Antigos Livres e Aceitos de Mário Name, Ed. A Trolha, 1992. Em 21 de dezembro de 1914, na reunião do Conselho Geral da Orem, presidido pelo Soberano Grão Mestre Lauro Sodré, o irmão Eugênio Pinto, orador interino, fez a proposta para a criação do Rito Brasileiro, quando foi aprovada a criação do Rito Brasileiro. Em 23 de dezembro de 1914, surgiu o decreto n° 500, que deu o conhecimento aos Maçons e Oficinas da Federação, da aprovação, do reconhecimento e da adoção do Rito Brasileiro. Kurt Prober, pesquisador maçônico, tece severas críticas à forma de criação do Rito, alegando: que o quorum da reunião era insuficiente, realizada ao apagar das luzes e que o Rito teria sido invenção dos militares. Em 1916, Lauro Sodré, afastou-se do 3° mandato de Soberano Grão Mestre do GOB, assumindo em seu lugar Veríssimo José da Costa que encaminhou o decreto n° 500 para a aprovação da Soberana Assembléia Geral. Assim através de um novo decreto, desta vez, o de n° 536, de 17 de outubro de 1916, reconheceu, consagrou e autorizou o Rito, criado e incorporado ao GOB. Em junho de 1917, o Conselho Geral da Ordem aprovou a constituição do Rito com seus regulamentos, estatutos e rituais. Mesmo assim o Rito não prosperava pela falta de uma oficina chefe e de rituais publicados. Em agosto de 1921, através do decreto n° 680, o Soberano Grão Mestre do GOB expulsou o Grão Mestre e outros 45 Veneráveis de Lojas do Estado de São Paulo, cassando as cartas constitutivas daquelas Oficinas, que passaram a adotar o Rito Brasileiro, publicaram rituais para os três primeiros graus, cópias fiéis do Rito Escocês. Em 1940, Álvaro Palmeira propõe a formação de uma comissão para analisar, estudar e atualizar o projeto do Rito Brasileiro, que naquela época achava-se adormecido. Em 1941, foi instalado o Supremo Conclave do Rito Brasileiro através do ato n° 1636. Este Supremo Conclave viria adormecer, pois havia pequenas diferenças entre o Grão Mestre Rodrigues Neves com o presidente do Supremo Conclave Otaviano Bastos. Em 1968, considerado o ano da implantação do Rito Brasileiro, Álvaro Pimenta Soberano Grão Mestre assinou o decreto n° 2080, reativando o Supremo Conclave, determinando que 15 irmãos revissem a Constituição do Rito, adequando-a às exigências internacionais de regularidade, fazendo um Rito Universal, separando o simbolismo dos altos graus, conciliando a tradição com a evolução. Publicou-se os rituais necessários. Atualmente o Rito Brasileiro é uma realidade vitoriosa. Possui organização e doutrina bem estruturadas, que muito se diferencia da organização e doutrina incipientemente propostas ao longo de sua história. Solidamente constituído é praticado por mais de 150 Oficinas Simbólicas distribuídas por quase todas as unidades da Federação. É o segundo Rito mais praticado no Brasil. O Supremo Conclave do Rito Brasileiro tem sede no Oriente do Rio de Janeiro, à Rua do Lavradio, n° 100. Estrutura doutrinária do Rito Brasileiro Em cinco segmentos se estrutura o Rito: Lojas Simbólicas 1° ao 3° grau 1° Grau – consagrado à fraternidade dos irmãos, união dos irmãos. 2° Grau – consagrado à exaltação do trabalho e ao estimulo da solidariedade. 3° Grau – consagrando o princípio que a vida nasce da morte. Capítulos 4° ao 18° grau Dedicados ao estudo da Filosofia Moral, 14 virtudes culminando com o grau Rosa Cruz, moral e espiritual, degrau capitular máximo. Grandes Conselhos 19° ao 30° grau Dedicados aos estudos dos problemas nacionais e da humanidade. 19° ao 22° - aspectos ligados à economia. 23° ao 26° - aspectos ligados à organização da sociedade. 27° ao 30° - aspectos ligados à arte, ciência, religião e à filosofia. Altos Colégios 31° e 32° grau Dedicados ao bem público e ao civismo, a abordagem de assuntos políticos, tratados elevadamente, sem injunções partidárias. Sumo Grau 33 Máximo na hierarquia de caráter administrativo, com tendência em grau superior. Algumas Características básicas do Rito Brasileiro Cada Rito possui modo próprio de realizar suas cerimônias, respeitados os limites bem conhecidos, sob pena de heresia maçônica. O importante é que todos os Ritos tem o mesmo objetivo, qual seja, o de ordenar a prática dos estudos maçônicos. Enumeramos algumas características do Rito: Uso de Bastões É por tradição, o uso de bastões pelo Mestre de Cerimônias e Diáconos. O Retorno da Palavra Sagrada Peculiaridade do Rito, tem como objetivo simbólico de confirmar a boa condução dos trabalhos e sua conclusão. A palavra vai e volta, imantando e desimantando. Sinais Além dos sinais habituais, temos os sinais de obediência e do rito. O Giro da Sacola Em três sub-giros: no oriente, na coluna do norte e na coluna do sul. Todos iniciando pelas luzes da região. Cerimônia das Luzes Realizada pelo Venerável Mestre com o auxilio do 1° e 2° Vigilante. Os três são as três luzes que iluminam a Loja. As 3 luzes místicas representam e evocam a onisciência (sabedoria – VM), a onipotência (força – 1° Vig.) e a onipresença divina (beleza – 2° Vig.). Inversão das Colunas Maçônicas É uma questão complexa, mas caracteristicamente o Rito inverte a coluna dentro do templo. Coluna "J" a direita. Colunas Norte e Sul Baseados no Hemisfério Sul, com pouca luz, os aprendizes sentam-se na coluna do sul e os companheiros na do Norte. Aclamação e Bateria Glória, Gloria, Gloria.

CHEGADA DO RITO SCHRÖEDER AO BRASIL


CHEGADA DO RITO SCHRÖEDER AO BRASIL



O Rito Schröeder chegou ao Brasil em dezembro de 1855, com a fundação da Loja “Deutsche Freundschaft” (Amizade Alemã), por imigrantes alemães e suiços em Joinvile-SC.Entretanto, este fato correu após a fundação do povoado denominado Dona Francisca, hoje muinicípio de Schroeder, cujo nome foi uma homenagem ao seu colonizador Senador Cristiano Mathias Schroeder, em 1851, sendo onde se concentraam as colônia germânicas e suíças, inicialmente. Esta Loja (Amizade Alemã), em maio de 1859 uniu-se à Loja”Zum Südlichen Kreuze”(Ao Cruzeiro do Sul), que havia sido fundada em maio de 1856, tomando a nova Loja o título distintivo de “ Deutsche Freundschaft Zum Sülinchen Kreuze” Amizade Alemã ao Cruzeiro do Sul).Naquela oportunidade, chegaram a compor o Rito Schröeder, cerca de 49 lojas, até o início da 1ª Guerra Mundial, somente no Rio Grande do Sul.Infelizmente, o advento bélico fez com que o governo brasileiro, em 1917, proibisse as reuniões e o uso da língua alemã em todo o território nacional.Esta proibição fez abater colunas todas as lojas Schröeder existentes.
Assim permaneceu até 24 de junho de 1958, quando ocorreu a fundação da Loja Concórdia & Humanitas nº 56, sob a jurisdição da GLMERGS, onde, então, voltou-se a desfrutar a beleza e o humanismo do genuíno Ritual Schröeder, primeiramente em alemão e posteriormente em português.

Hoje no Brasil, somos aproximadamente 39 lojas praticantes do Rito e em constante crescimento.
Entretanto foi no Estado do Rio Grande do Sul, que as lojas do Rito Schröeder se desenvolveram com maior ênfase, quando lá se estabeleceram as colonizações alamãs e italianas, surgindo (cada uma em sua época) fundações de associações, clubes e lojas maçônicas.
Com o advendo da 2ª Guerra Mundial, todas as lojas que utilizavam rito alemão foram obrigadas a trocar o seu rito (Schröeder) pelo rito Escocês.
Com isso várias Lojas abateram colunas.
Havia muita pressão sobre os alemães e italiados, mormente sobre os alemães, já que eram os causadores diretos da 2ª Guerra Muindial.
Quando, finalmente, foi permitida a reabertura das Lojas, no pós guerra, foi procurada uma maneira de se fundar uma loja no idioma alemão, a fim de preservar e manter as tradições e cultura germânica.
Fundou-se, então, uma loja que trabalhava no Rito Escocês, porém, onde todo o ritual era lido e falado em alemão.
Somente tempos depois é que foi escolhido o Rito de Schröeder, sendo que, por falta de informações, possuia a denominação Schröeder, porém trabalhava no Escocês.
Assim surgiu de forma bastante peculiar, o Rito Schröeder no Rio Grande do Sul.
Com a chegada do valoroso Ir\ Kurt Max Hauster, da Alemanha, trazendo consigo o ritual alemão da Loja Absalom, foi que os Irmãos daquela Loja tomaram conhecimento oficial, não só da formatação da loja, como, também, do rito, propriamente dito.
Todo o material então foi repassado à vários obreiros que se incumbiram de organizar as traduções, colocando-as em ordem para posterior elaboração dos rituiais.
Feito isso, foi passado à Loja Concórdia &Humanitas, no dia 24/06/1958 (data oficial) e, assim, deram início aos trabalhos que têm curso até a presente data.

Algumas Características do Rito Schröder:

- O Rito Trabalha exclusivamente nos Três Graus Simbólicos ou Azuis;
- Somente os cargos de Ven\ Mestre, Vigilantes e Tesoureiro são eletivos;
- O Orador é nomeado pelo V\ M\ somente para as sessões em que for considerado necessário e não atua como "Guarda da Lei", que é o próprio V\M\;
- Os demais cargos em Loja: Secretário; 1º e 2º Diáconos; M\ Harmonia;
2º Diáconos Adjuntos (Guardas do Templo interno e externo) e Preparador, são nomeados pelo V\ M\;
- O 1º Diácono é também o M\ de Cerimônias; - São T\ as batidas para todos os Graus, variando apenas na cadência; - Durante as Sessões ritualísticas a Palavra é concedida pelo V\ M\ através do 2º Vig\;
- Todos os Irmãos usam chapéu ou cartola ("cilindro alto") e luvas brancas nas Sessões;
- Os aventais: o de Aprendiz é branco e mantém a abeta levantada;
o de Companheiro é branco e tem a abeta baixada, circundada por uma borda azul;
o de Mestre é branco com uma borda azul que também circula a abeta baixada, sem rosetas ou Taus.
- O avental de Mestre é o mesmo para o V\M\ e os Ex-Veneráveis;
- O Rito original não adota a Cerimônia de Instalação de Veneráveis Mestres.
É o Reg. Geral da Potência que determina este procedimento adotado pelas Lojas Brasileiras;
- O V\M\, em visita a outras Lojas, usa na lapela esquerda, presa a uma fita azul, uma comenda com um pequeno Esquadro;
- Os Ex-Veneráveis, chamados Past Masters, usam na lapela esquerda, presa a uma fita azul, uma comenda com a representação gráfica do 47º Problema de Euclides pendurada a um pequeno Esquadro;
- Utiliza-se Sessões "a campo" (fora do Templo) para assuntos administrativos e também para apresentação de Trabalhos ou Instrução;
- Todos os Irmãos tem direito a Voz e voto (inclusive Aprendizes e Companheiros).
É o Reg. Geral da Potência que determina, por exemplo, que para a Administração votem apenas os Mestres Maçons;
- Todas as Sessões são encerradas com a formação da Cadeia de União em um cerimonial próprio;
- Se necessário passar a "Palavra Semestral", o V\M\ formará uma segunda Cadeia de União após encerrada a Sessão;
- Adota-se a "Noite dos Convidados", que é uma Sessão Branca Especial "a campo" (fora do Templo e sem ritualística) para apresentar candidatos à Loja.
Algumas Características do Templo do Rito Schröder:
- As Colunas J (à esquerda) e B (à direita de quem entra) ambas no lado externo (átrio) do Templo (alguns Templos não apresentam as Colunas B e J);
- Piso em um único nível (sem degraus) para Oriente e Ocidente (algumas Lojas – inclusive a ABSALOM - adotam dois degraus para o Oriente e um terceiro degrau para o Altar do V.M.);
- A decoração do Templo pode ser simples, com teto e paredes na cor azul variando apenas na tonalidade (pode-se também utilizar formas artísticas e arquitetônicas para embelezar o Templo);
- O Tapete da Loja, com os símbolos tradicionais da Ordem, é aberto ritualisticamente no centro do piso no Ocidente, substituindo os Painéis dos Três Graus;
- Três Colunas (que podem ser das ordens Jônica, Dórica e Coríntia) encimadas por "Três Grandes Velas" circundam o Tapete (algumas Lojas adotam três grandes castiçais);
- A iluminação do Templo na Abertura e no Encerramento da sessão segue um cerimonial próprio (do Oriente para o Ocidente);
- Um Triângulo ou um Compasso e um Esquadro com a letra G no centro na parede oriental, sobre a cabeça do V\M\;
- Altar (mesa retangular e cadeira sobre uma plataforma) para o V\M\; - Mesas simples e retangulares para os Oficiais (1\ e 2\ Vigilantes, Secretário e Tesoureiro);
- O Livro da Lei sobre o Altar (que é a própria a mesa do V\M\) permanece fechado;
- Na abertura da Loja, Compasso e Esquadro são armados pelo V\M\ de acordo com o Grau dos Trabalhos e colocados sobre o Livro da Lei;
- Ao lado e abaixo do Altar fica uma cadeira, a direita do V\M\, para o G\M\ ou seu Deputado;
- Ao lado e abaixo do Altar fica uma cadeira, a esquerda do V\M\ , para o V\M\ Adjunto (Ex-V\M\ mais moderno);
- Os Past Masters (Ex-Veneráveis Mestres, pois o Rito não usa a expressão M\I\) sentam-se no fundo do Oriente, de frente para o Ocidente.
- Os Aprendizes sentam-se na primeira fila da Coluna do Norte; - Os Companheiros sentam-se na primeira fila da Coluna do Sul;
- Os Mestres sentam-se em qualquer das duas Colunas; - Uma Sala de Preparação e uma Câmara Escura substituem a "Câmara de Reflexão".
Algumas diferenças com o Rito Escocês Antigo e Aceito, pois o Rito Schröder NÃO utiliza: - Cargos de: Chanceler; Mestre de Cerimônias (é o 1º Diác\); Hospitaleiro;
1º e 2º Expertos;
Porta-Estandarte;
Porta-Espada;
Mestre de Banquetes e Arquiteto;
- Punhos para o V\M\ e Vigilantes;
- Pavimento Mosaico (com o mesmo simbolismo, tijoletas coloridas aparecem na borda do Tapete da Loja);
- Colunas Zodiacais;
- Abóbada Celeste (o céu está representado no centro do Tapete);
- Gradil entre Oriente e Ocidente;
- Altar de Juramentos (é a própria mesa do V\M\);
- Olho que Tudo Vê (substituído por um Triângulo com a letra G no centro, ou pelo Compasso e Esquadro também com a letra G em seu centro);
- Estrela Flamígera;
- Corda de 81 Nós;
- Espadas;
- Espada Flamejante;
- Prova dos Elementos (substituída pelas 3 Viagens);
- Painéis dos Graus (representados pelo Tapete);
- Mar de Bronze;
- Bolsa de Propostas e Informações (são entregues diretamente ao V\M\, antes do início da sessão);
- Giro hierárquico para o Tronco de Solidariedade;
- Turíbulo ou incensório, pois não há queima de incenso nas sessões.
Algumas diferenças com o Rito de York (Emulation Rite), pois o Rito Schröder NÃO utiliza:
- Cargos de: Diretor de Cerimônias;
Capelão;
Organista;
Esmoler;
Mordomo; Administrador da Caridade;
- Pavimento Mosaico (substituído pelo Tapete da Loja);
- A letra "G" suspensa no centro da Loja;
- Os Pedestais do V.M. e dos Vigilantes;
- A Pedra Bruta (representada no Tapete);
- A Pedra Esquadrada (Idem); -
Altar de Juramentos (é a própria mesa do V.M.);
- Espada para o Guarda Externo;
- Painéis dos Graus (representados pelo Tapete);
- O andar "esquadrando" o Templo.

CONCLUSÃO:

O Rito Schröder apresentou expressivo crescimento a partir de 1995, quando havia cerca de 14 Lojas no Brasil. Atribuímos este crescimento a divulgação, nos Seminários de 95 e 98 (RS) e 99 (CE) e, a Fundação do Colégio de Estudos do Rito Schröder de Florianópolis (SC) em 1997. Este, mantém contato com todas as Lojas Schröder do Brasil, buscando sintonia com os ideais de Schröder e com os Rituais da Loja ABSALOM Nº 1. Visa uniformidade ritualística e de pensamento, em um trabalho de cooperação entre Lojas das diversas Obediências. Estas iniciativas estimulam muitos Irmãos, alguns mesmo sem deixar suas "Lojas Escocesas" outros, transferindo-se para Lojas Schröder para fundar novas Oficinas. Por utilizar um Templo simples, com poucos paramentos e cargos, torna-se muito mais fácil "trabalhar" em uma Oficina Schröder. Tudo isso contribui para aumentar o número de Oficinas que adotam o Rito.Atento a este movimento, o G. O. B. criou em 1999 o cargo de Grande Secretário Geral de Orientação Ritualística-Adjunto para o Rito Schröder, não por acaso, ocupado por um dos integrantes do Colégio de Estudos.

Marcadores

seguir esse blog

Arquivo do blog

maçonaria

maçonaria
em busca de conhecimento

ENTREM E CONHEÇAM OS SEGREDOS

SEJAM BEM VINDOS AMIGOS