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É evidente que, ao se iniciar na Maçonaria, o cidadão deverá assumir compromissos gerados como conseqüência de sua responsável participação na Instituição. Poder-se-ia exemplificar dizendo que o maçom assume o compromisso de estudar, com mente aberta, as instruções maçônicas, bem como, o de considerar confidenciais os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção de sua Loja. Em suma, haverá compromissos como existem em qualquer associação humana.
Não! A Maçonaria, sendo uma sociedade autônoma e independente, identifica-se pela sua Constituição e pelo seu Regulamento Geral, que seguem as tradições das antigas constituições.
Absolutamente, não é exigido um grau especifico de escolaridade para ser admitido em uma Loja Maçônica. Costuma-se dizer até que a Loja fica mais completa e equilibrada, quando existe uma diversidade de profissões entre seus membros.
A Maçonaria é, em resumo, a caridade para com todos. Seus membros procuram viver segundo a regra de ouro: "fazei aos outros aquilo que desejais que vos façam". Ser maçom é amar o seu país, servir à Deus com reverência, tratar os familiares com brandura e afeto, ter humildade, ajudar os fracos e desvalidos da sorte. Ser maçom é praticar as virtudes cardeais.
O maçom é livre para investigar a verdade, portanto, pode discordar ou discutir os princípios maçônicos, notadamente, porque as instruções maçônicas não têm natureza dogmática.
Mistérios do Número 5 - O Pentagrama "Aquele que sabe calcular com os números da naturezaEnsinos de Salomão - Qualidades do Homem Perfeito O Verdadeiro Homem encontra a relação eterna das coisas..." Eckarthausen | |||||||||
![]() Quando bem compreendidos, os números tem outro significado | No início desta série de palestras, quando tratamos do simbolismo dos números, mostramos alguns aspectos da representação gráfica do número cinco, do pentagrama, ou estrela de cinco pontas. Vamos agora pôr em evidência mais algumas características dessa representação gráfica do número cinco. O pentagrama, a estrela de cinco pontas, expressa graficamente importantes princípios inerentes ao número cinco. Esta representação gráfica é muito antiga, documentos bem anteriores à civilização hebraica mostram a estrela de cinco pontas como representação do cinco, pode ser constado que já na antiga China o número cinco (wu) era um número sagrado representado graficamente por uma flor de cinco pétalas. | ||||||||
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| Águia Bicéfala |
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A Maçonaria tem duas divisões para a formação do Pedreiro Livre: a MAÇONARIA SIMBÓLICA ou dos TRÊS GRAUS, com sua história demarcada em 24 de junho de 1717(1); e MAÇONARIA FILOSÓFICA ou dos ALTOS GRAUS, institucionalizada em 31 de maio de 1801(2).
As duas Maçonarias, nas suas particularidades, encerram discussões que vão desde “fantasias” criadas até as verdades documentais. Mormente, deteremo-nos apenas no símbolo presente nos Altos Graus Escoceses: a Águia Bicéfala, que desde 1759 figurou no emblema adotado pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, na França. O referido símbolo é patente registrada para os Graus Escoceses, nos Supremos Conselhos de todo o mundo. Os componentes gráficos, segundo a Constituição de 1786, no Apêndice dos Institutos e Grandes Constituições do Supremo Conselho do Grau 33, se apresentam esparsos, assim:
ARTIGO I – O Estandarte da Ordem é da cor de prata (branco), franjado de ouro em roda, carregado no centro com uma ÁGUIA DE DUAS CABEÇAS COM ASAS ABERTAS PRETAS, bicos e pés de ouro, sustendo nas garras uma ESPADA ANTIGA, guarnecida de ouro, posta em frente da direita à esquerda, da qual pende UMA DIVISA com as palavras – DEUS MEUMQUE JUS – escrita também com letras de ouro. A Águia é coroada de glória de ouro, a gravata de púrpura, franjada de ouro e estrelada do mesmo metal.
ARTIGOII – (...)
4º) (...)
O Escudo da Ordem, esmaltado de azul, tem a Águia semelhante àquela do estandarte, acompanhado à direita de uma BALANÇA DE OURO e à esquerda de um ESQUADRO E COMPASSO entrelaçados da mesma maneira. O escudo (...), carregado com a DIVISA – ORDO AB CHAO – em letras de ouro, circulado de duas serpentes, matizadas de ouro, mordendo a cauda. Nove pequenos triângulos formados em torno da divisa, carregados cada um com as seguintes letras: S.A.P.I.E.N.T.I.A.
ARTIGO III – O Grande Selo da Ordem(...), coroada com a coroa da Prússia, realçada da glória radiante do mesmo metal, carregada no centro com o algarismo 33 ou somente com um dos dois. Nas margens inferiores, por baixo das asas e pés da Águia, estão postas em meia lua 33 estrelas de ouro.
Quase todos os símbolos sublinhados acima estão presentes na maioria dos Supremos Conselhos do R.•. E.•. A.•. A.•., nos mais diversos países, compondo o conjunto denominado emblema. Na construção do timbre do Supremo Conselho de Charleston, em 1801, assim ficou:
A representação do símbolo deve obedecer aos padrões heráldicos, no padrão parassemográfico: Heráldica das Corporações, originária do reconhecimento pelos poderes espirituais e temporais, de certas agremiações, instituições civis, religiosas e militares (ordens de cavalaria, universidades, capítulos e corporações profissionais).
A Águia Bicéfala não é símbolo privativo da Alta Maçonaria. Países, Reis, Ordens Militares, Universidades e a Igreja Ortodoxa a exibiram em suas Armas, Bandeiras, Estandartes, Escudos e frontispícios.
Como símbolo, altivo que é, denota uma vigilância constante para com a Ordem, e talvez na época, aliado às divisas latinas Deus Meumque Jus e Ordo Ab Chao, visto o confronto dos Modernos e Antigos na Inglaterra; na França, com a revolução de 1789 e talvez a questão das duas jurisdições, Norte e Sul dos EUA, mais tarde, propusesse um ordenamento para a própria Maçonaria. O símbolo carece ainda de uma pesquisa efetiva, documental, com o fim de precisar historicamente sua origem. Alguns historiadores afirmam que o símbolo existia há mais de 2.000 anos antes da construção do Templo de Salomão. Esta investigação constante representa uma busca que deve permitir ao Maçom, realmente, conhecer a Ordem em todos os sentidos. Amamos aquilo que conhecemos.n

EGREDO DA MAÇONARIA E NÃO TERA Maçonaria teve origem em associações profission ais de pedreiros livres, na Idade Média, em Inglaterra, denominados "free-masons". Eram os arquitectos constructores de igrejas e suntuosos palácios e prédios... defensores da sua própria classe.
Cerca dos séculos XVI e XVII, os antiquários e nobres foram aceites na "associação". Enveredaram pelo ocultismo cujo visionamento seria o de atingir a "corporação mundial da luz", o "EU"
e a edificação do "templo da humanidade".
Destacada pelas actividades caritativas e sociais como também pela participação activa nos movimentos libertários dos últimos séculos, relevando-se a independência dos EUA.
"Liberdade, Igualdade e Fraternidade" foi o lema resultado da Revolução Francesa. No Brasil a "Inconfidência Mineira" adoptou o triângulo maçônico.
Voltaire, Mozart, Goethe, Mark Twain e George Washington foram vultos notáveis da maçonaria.
A época da Revolução Francesa foi onde os maçons se tornaram mais fortes. O massacre de milhares de pessoas e a anulação do conceito de religião, em que a França aboliu a "existência de Deus" ilustra bem o poder desta "elite"... uma prostituta era vista como a deusa da "Razão"... palavras para quê?!... caos e trevas morais.
O símbolo maçônico representa o ocultismo, as coisas profundas de satanás... a numerologia está ligada à geometria (o triângulo e o pentágono). O triângulo simboliza a luz, o vértice para cima
símbolo maçônico representa o ocultismo, as coisas profundas de satanás... a numerologia está ligada à geometria (o triângulo e o pentágono). O triângulo simboliza a luz, o vértice para cima representa o fogo e a virilidade (homem), o vértice para baixo, simboliza a água (a mulher)... O triângulo equilátero simboliza a divindade maçônica: a "força", a "beleza" e a "sabedoria", bem como os 3 reinos: mineral, vegetal e animal.
O "Templo de Deus" é o corpo humano onde se encontra a Trindade Divina: o poder (Pai), o saber (Filho) e a vida (Espírito Santo).
Contrariamente o Mundo Inferior é comparado aos orgãos sexuais, sendo que a ignorância e o desconhecimento acontecem, dando origem a vícios e defeitos inimigos do Homem e que o ameaçam no que respeita a conquistas e esforços espirituais.

OS TRÊS TOQUES
Batei e Vos abrirá
Batendo às portas do Temp.’. do saber elas vos serão abertas; pois, todas as portas se abrem ao chamado imperativo da vontade e do desejo de aprender, que são as chaves mestras que abrirão todas as portas cerradas ao vosso passo.
Batendo
aos corações de vossos Ir.’., com o toque sincero de vossa bondade eles vos abrirão o peito para compartilharem das vossas dores e alegrias, vossos problemas aflitivos e vossas esperanças.Batendo
com o chamado mágico do saber, na porta da vida, esta vos será aberta. Jamais vos esquecendo dos juramentos prestados nas câmaras em que estivestes, nossos corações vos darão a prova de fraternidade universal, peculiar em nós, verdadeiros maçons.Pedi e Vos dará
Pedi
a resposta ao enigma que vos atormenta e o significado do símbolo que vos confunde, pois, a afã de compreendê-los conduzir-vos-á adiante, um passo mais em cada dia.Pedi –
ao mestre a chave do segredo que guarda secretamente, pois, se o discípulo está pronto para recebê-los, o M.’. também o está para orientá-lo e fazê-lo participar dos seus conhecimentos à medida que se façam dignos deles.Pedi –
sempre a tarefa mais penosa, o trabalho mais árduo, o labor mais perigoo, e desenvolvereis uma vontade mais poderosa e uma fortaleza ainda maior, conforme ouvistes dos IIr.’. Ven.’. e Ord.’. durante a Inic.’..Bucae e Encontrareis
Buscando
em vossos corações, encontrareis a palavra que afague uma esperança, o gênio doce que alivie vossas penas, e o amor sincero que arranque radicalmente os espinhos cravados em vossos corações.Buscando
em vossa mente encontrareis a solução do problema, a inteligência analítica que desentranha um teorema; a finalidade que dignifica, transformando o animal humano em um ser pensante que raciocina e analisa, que dirige e ama.Buscando
em vossa consciência, encontrareis a norma de vossa conduta, o farol rutilante que ilumina a estrada da vossa vida, a bússola que guia firmemente a vossa direção pelo mar tortuoso de vossas paixões. Em vosso espírito encontrareis o sentido oculto das causas, a verdade escondida do símbolo, e a harmonia rítmica da vida.Assim, caríssimos Irmãos:
Batei e Vos abrirá – Pedi e Vos dará – Buscando Encontrareis.Fontes de Consultas:
- Bíblia Sagrada;
- Trabalho do Ir.’. Jayme Janeiro Rodrigues.
Valdemar Sansão
Monumentos Maçônicos

O Aprendiz
Auguste Rodin
Maçons e Rosacruzes

Medalhão ofertado pelo Grande Oriente do Brasil - GOB à Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis - AMORC, quando da comemoração do 75º aniversário de fundação da Loja Simbólica Cayrú, em 19 de setembro de 1976, no Templo Nobre do Palácio Maçônico do Lavradio no Rio de Janeiro - RJ. - Brasil |

Brasão do Rito Adonhiramita


O brasão do Rito Adonhiramita é composto de um resplendor dourado representativo do sol no zênite; no centro deste resplendor, a figura de um cordeiro repousado sobre um livro fechado e selado com sete selos. O Rito Adonhiramita foi criado em 1781 pelo irmão Luiz Guillaume de Saint-Victor, na França, originalmente com 12 graus, e depois em 1785 através do irmão José Maria Ragon criou-se o 13 grau. No Brasil em 2 de junho de 1973, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas, instituído pelo decreto nº 21 de 24 de abril de 1873, do Grande Oriente do Brasil - GOB, decidiu pela transformação do Rito para 33 graus, e criou-se o Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita. Enquanto que no Sublime Grande Capítulo Adonhiramita do Brasil da Confederação Maçônica do Brasil - COMAB, ainda permanece com os 13 graus. Brasão do Rito Brasileiro
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Brasão do Rito Escocês Antigo e Aceito
Brasão do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito |
Brasão do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito |
O Brasão do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito é composto pelo mapa do Brasil, no fundo, pela Águia Bicéfala Coroada* de asas abertas, em vôo, tendo nas garras uma Espada, e debaixo desta um listel, com o moto: DEUS MEUMQUE JUS (Deus e o meu Direito), mas abaixo o dístico: ORDO AB CHAO (A Ordem deve vir depois do Caos). No peito da águia tem um delta com o numeral 33, referente ao último grau da escala maçônica deste rito. O Supremo Conselho do Brasil, foi fundado em 12 de Novembro de 1832, por Francisco Gê Acaiaba de Montezuma - Visconde de Jequitinhonha. Atualmente no Brasil, tem dois Supremos Conselho do Brasil que comandam os graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, ou seja: o Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito com tratado de amizade com as lojas escocesas do Grande Oriente do Brasil - GOB, com sede no Campo de São Cristóvão, 114 no Rio de Janeiro/RJ, e o Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil com tratado de amizade com as lojas escocesas das Grandes Lojas Maçônica, com sede na Rua Barão nº 1317 Rio de Janeiro/RJ. * Segundo o Irmão Kurt Prober em seu livro "História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil", a origem da Águia Bicéfala como emblema dos Supremos Conselhos surgiu pela primeira vez na França em 1759 e foi usada pelo "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente". E sua origem (águia bicéfala) foi na cidade de Lagash, na poderosa e influente Samária. No correr dos tempos passou dos "samaritanos" para o povo de Akhad, dali para os Hititas e mais tarde se tornou o emblema de alguns povos da Ásia Menor, especialmente dos Sultões de Selkujian. Durante as Cruzadas foi trazida como símbolo para os Imperadores do Oriente e do Ocidente, cujos sucessores, foram nos últimos tempos, os Habsburgos e os Romanoffs, e em cujas moedas aparece então sistematicamente, sendo copiado pela maioria das "Cidades Livres da Europa", principalmente as alemãs. |

Brasão do Rito Moderno ou Francês

O Rito Moderno ou Francês foi criado em Paris no ano de 1761, constituído aos 24 de dezembro de 1772 e, finalmente, proclamado aos 09 de marco de l773, pelo Grande Oriente de França, sendo Grão Mestre Luís Felipe d'Orléans, Duque de Chartres, instalado solenemente aos 22 de outubro de 1773. Na sua fundação, compunha-se apenas dos três primeiros graus e adotava as primeiras Constituições de Anderson de l723. Na época havia grande paixão pelos altos graus, surgindo a cada momento novos graus e novos ritos, numa flagrante indisciplina. Em virtude da pressão de irmãos, o Grande Oriente de França se viu compelido a procurar uma fórmula para harmonizar as diferentes doutrinas que vicejavam desordenadamente num emaranhado proliferar de altos graus, por influência da Cavalaria, da nobreza e de misticismos, que serviam a vaidade dos que procuravam a Maçonaria, desfigurando a Ordem. Assim, o Grande Oriente de França nomeou uma comissão de maçons de elevada cultura para estudar todos os sistemas existentes e elaborar um rito composto do menor número possível de graus e que contivesse os ensinamentos maçônicos. Após três anos de estudos, a comissão desistiu da empresa, mas recomendou manter apenas os três graus iniciais. O Grande Oriente acatou as conclusões da comissão e enviou circulares a todas as lojas da obediência, aos 03 de Agosto de l777, afirmando que só seriam reconhecidos os três primeiros graus simbólicos, o que causou uma grande reação de alguns irmãos, porque o Rito de Perfeição ou de Heredon já contava com 25 graus. Em razão disso, em 1782, criou uma nova comissão, com o nome de Câmara dos Ritos, cujas conclusões foram acolhidas, e, em conseqüência, em l786, nascia o Rito Francês ou Moderno de 7 grau. Brasão do Grande Oriente do Brasil
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Grande Oriente do Estado de Goiás

Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás

A Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás foi fundada em 09 de junho de 1951, no templo da Loja Maçônica Adonhiram. Atualmente está funcionando no condomínio maçônico situado na Rua J-52 nº 550 Setor Jaó, em Goiânia - Goiás - Brasil. Para conhecer mais sobre a história da A Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás visite o nosso site no seguinte endereço: http://www.masonic.com.br/links/glgo.htm A página oficial da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás está no seguinte endereço: http://www.gleg.com.br/ |
MENSAGEM ÀS NOVAS GERAÇÕES DE MAÇONS
A Maçonaria brasileira, há escassas 3 ou 4 décadas, era bem diferente da de hoje, em todos os sentidos. Havia, na época, um desinteresse total pelas práticas maçônicas, pela História da Maçonaria brasileira e até pelas atividades de assistência social do Grande Oriente do Brasil. A desintelectualização da Maçonaria, iniciada nos anos do Estado Novo, ia de vento em popa, com a iniciação de homens absolutamente despreparados para entender a ciência maçônica. A mídia maçônica era praticamente inexistente ; os livros contavam-se nos dedos de uma das mãos e, com raras exceções, não primavam pela qualidade, principalmente no tocante à História da Maçonaria no Brasil.![]()
Houve, nesse ponto, uma extraordinária evolução. Hoje há um interesse maior pela cultura maçônica ; a publicação de livros cresce em progressão geométrica, embora haja muito entulho literário, do qual se salvam algumas boas obras ; o número de jornais e revistas tem aumentado, embora muitos não possam, também, passar por um crivo de qualidade. De qualquer maneira, porém, já há uma consciência maçônica palpável --- semelhante ao conceito de cidadania --- acompanhada do desejo de conhecer uma instituição que, em nosso meio, confunde-se com a História do Brasil independente.![]()
Essa consciência, inclusive dos dirigentes, permitiu que o Grande Oriente do Brasil se agigantasse culturalmente e voltasse a ocupar o lugar de destaque de que desfrutava no século passado. Permitiu que um Grão-Mestre solicitasse a um historiador o registro de uma História documental do Grande Oriente do Brasil, abrindo-lhe todos os arquivos históricos da Obediência. Esta obra, escrita por solicitação do então Grão-Mestre Geral Jair Assis Ribeiro, foi lançada em 1993, como História oficial do Grande Oriente do Brasil.![]()
Apesar disso, contudo, o entulho literário de 30 anos atrás continua a influenciar maçons. Apesar dessa História oficial do GOB provar, com documentos, que o calendário usado pelo Grande Oriente do Brasil, em seu início, era o equinocial,
iniciando o ano no dia 21 de março, os pesquisadores ainda são obrigados a ver, com desencanto, em muitas publicações maçônicas, a heresia histórica de que o Grande Oriente "proclamou" a independência a 20 de agosto e que o príncipe regente foi iniciado a 13 de julho. Pelo calendário da época, o 6o. mês maçônico tinha início a 21 de agosto e, portanto, o seu 20o. dia era 9 de setembro ; da mesma maneira, o 5o. mês tinha início a 21 de julho e, portanto, o seu 13o. dia era 2 de agosto. E isso já foi provado, com documentos. Mas é ainda Arcy Tenório de Albuquerque, escritor das décadas de 40 e 50, sem lastro histórico e sem embasamento documental, a influenciar articulistas.
A Maçonaria de hoje, já participa mais do cenário político-social da nação, como mostram os muitos encontros e seminários, que estudam e debatem os temas atuais, apresentando conclusões que o Grão-Mestrado Geral tem levado às autoridades, como o pensamento do Grande Oriente do Brasil. Com isso e com o incremento cultural --- necessário a qualquer atividade social --- a Maçonaria brasileira superou o conceito de anacrônica com que era "brindada" há uns 40 anos. Ela é cada vez mais viva e participante, cada vez mais ativa e entrosada na sociedade brasileira. Os que vivem o dia-a-dia do Executivo do Grande Oriente do Brasil, têm podido aquilatar essa evolução, que já nos dá, na Capital Federal, a condição de instituição a ser ouvida em todos os momentos da vida nacional.![]()
Uma mensagem às novas gerações de maçons teria que ser, nesta publicação cultural, especificamente dirigida aos maçons do Grande Oriente do Brasil, no sentido de dar-lhes conhecimento da importância da primeira Obediência maçônica nacional na História do Brasil independente ; de lhes mostrar que o patrimônio físico, moral e intelectual que recebem é uma dádiva e um bem que deve ser preservado e aumentado ; de incutir, em suas mentes, a noção do dever maçônico perante a sociedade brasileira ; de gravar, em seus corações, que o Grande Oriente do Brasil merece todo o seu respeito e o seu incessante trabalho, em memória de todos os grandes nomes da nação que por ele já passaram e que --- sem embargo de uns poucos que o enxovalharam --- honraram e dignificaram a instituição.